O G1/ O GLOBO
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Gustavo Garcia
Do G1, em Brasília

Ex-ministra do governo Dilma Rousseff, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) foi a última parlamentar a registrar candidatura à eleição que vai escolher o sucessor de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Câmara. As inscrições para participar da disputa se encerraram ao meio-dia desta quarta-feira (13).

De acordo com levantamento da Secretaria-Geral da mesa diretora da Câmara, a eleição marcada para esta quarta-feira é a com maior número de candidatos desde 1979. Até a eleição de 1992, informou a secretaria, o partido com maior bancada era o que escolhia o presidente da Casa, havendo apenas uma disputa interna para definir o nome do representante da legenda.

A eleição está marcada para as 16h desta quarta. Até uma hora antes da votação, é permitido que os candidatos registrados desistam de participar. Qualquer deputado podia lançar candidatura.

Para ser eleito no primeiro turno, é preciso obter a maioria absoluta dos votos. Ou seja, considerando a presença de 257 deputados, são necessários os votos de pelo menos 129 congressistas.

Com a oficialização de candidaturas, os deputados já começaram a distribuir panfletos pessoalmente ou por meio de cabos eleitorais e a espalhar cartazes pelas dependências da Câmara.

Veja quem são os deputados que já registraram as candidaturas:

– Beto Mansur (PRB-SP): engenheiro eletrônico e empresário do setor de comunicações, exerce o quinto mandato de deputado federal. Foi prefeito de Santos por oito anos. Atualmente, é o primeiro-secretário da Câmara.
– Carlos Gaguim (PTN-TO): administrador, tem 55 anos e também está no primeiro mandato. Foi vereador e deputado estadual no Tocantins. Governou o estado após a cassação do então governador Marcelo Miranda e do vice Paulo Sidnei pelo TSE, em 2009.
– Carlos Manato (SD-ES): médico, tem 58 anos e está no quarto mandato na Câmara. É o atual corregedor da Casa e já ocupou cargos de suplente na Mesa Diretora.
– Cristiane Brasil (PTB-RJ): advogada e filha do delator do mensalão Roberto Jefferson. Está no primeito mandato na Câmara.
– Esperidião Amin (PP-SC): advogado e administrador, tem 68 anos e exerce o terceiro mandato de deputado federal. Foi governador de Santa Catarina por duas vezes e senador pelo mesmo estado em 1991. Amin foi prefeito de Florianópolis durante dois mandatos, em 1975 e 1989.
– Evair Melo (PV-ES): administrador de empresas, estreou na Câmara na eleição de 2014. Atualmente, é um dos vice-líderes do PV na Casa.
– Fábio Ramalho (PMDB-MG): empresário, está no terceiro mandato consecutivo na Câmara. Ele já foi prefeito do município de Malacacheta (MG), entre 1997 e 2004.
– Fausto Pinato (PP-SP): advogado, tem 39 anos e está em seu primeiro mandato. Chegou a ser eleito relator do processo contra Cunha no Conselho de Ética, mas foi substituído.
– Fernando Giacobo (PR-PR): segundo vice-presidente da Câmara. Foi eleito deputado federal pela primeira vez em 2002, pelo PPS, e reeleito em 2006, pelo PL (hoje PR). Nas últimas eleições, em 2014, teve 144 mil votos.
– Gilberto Nascimento (PSC-SP): advogado, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo. Está no segundo mandato como deputado federal.
– Luiza Erundina (PSOL-SP): assistente social, ela foi a primeira prefeita mulher da cidade de São Paulo. Erundina está no quinto mandato na Câmara dos Deputados.
– Marcelo Castro (PMDB-PI): médico, 66 anos, foi ministro da Saúde do governo da presidente afastada, Dilma Rousseff. Como deputado, está no quinto mandato.
Ex-ministro do Esporte, está no primeiro mandato como deputado federal. Ele deixou o governo Dilma Rousseff sob suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de dinheiro público. É integrante da nova oposição da Câmara.
– Maria do Rosário (PT-RS): ex-ministra de Direitos Humanos do governo Dilma Rousseff, 49 anos, está em seu quarto mandato como deputada federal. Antes de se filiar ao PT, militou no PC do B, partido pelo qual foi eleita vereadora de Porto Alegre. Rosário também atuou como deputada estadual no Rio Grande do Sul.
– Miro Teixeira (Rede-RJ): jornalista e advogado, é o decano da Câmara dos Deputados e cumpre o 11º mandato como deputado federal. Foi parlamentar Constituinte e ministro das Comunicações no primeiro ano do primeiro governo do presidente Lula.
– Orlando Silva (PCdoB-SP): ex-ministro do Esporte, está no primeiro mandato como deputado federal. Ele deixou o governo Dilma Rousseff sob suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de dinheiro público. É integrante da nova oposição da Câmara.
– Rodrigo Maia (DEM-RJ): Bancário, Rodrigo Maia tem 46 anos e chegou a ser cotado para liderar o bloco do governo do presidente em exercício Michel Temer. Deputado federal desde 1999, Maia está em seu quinto mandato consecutivo. É filho do ex-deputado federal e ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia.
– Rogério Rosso (PSD-DF): aliado de Cunha, foi presidente da comissão especial do impeachment na Câmara dos Deputados.

Câmara, Eliseu Padilha, Geddel Vieira Lima, Marcelo Castro, Michel

No dia mundial do Rock, o Bahia em Pauta toca Raul.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

BOM DIA!!!

jul
13


DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

2016: o ano que não chegou a existir

“Setembro não tem sentido”, disse João Ubaldo Ribeiro em patriótico titulo de livro que escreveu há uns 50 anos. Mas em Salvador, onde desfilou verve e sabedoria antes de consagrar-se universalmente, o que não faz sentido é 2016.

Tudo gira, na política municipal, em torno de 2018. O prefeito ACM Neto, lídimo protagonista, pensa em que cargo disputará e se disputará, pois tem a hipótese improvável de, reeleito, continuar prefeito ou partir para o governo – ou a presidência.

Pode ser que o governador Rui Costa, outro que não deixa de ter a cabeça voltada para daqui a dois anos, esteja forte a ponto de desencorajar um fracasso e a perda do espaço mais importante do DEM em todo o Brasil.

Não é outra a razão pela qual Rui não mergulhou fundo nessa história, procurando fazer seu trabalho e distanciar-se das querelas. Deu sugestões de nomes e táticas, mas não se comprometeu publicamente.

À senadora Lídice da Mata também não interessava o corrente ano, pelo menos em termos de poder concreto. Queria espaço na tela e, naturalmente, na chapa de 2018. Só assim reeditaria o sacrifício da derrota.

Foi um preço que o governador não pôde pagar, devido à óbvia perspectiva de ter como companheiros o seu secretário Walter Pinheiro e o seu mentor Jaques Wagner, que já sonha com oito anos de prerrogativas.

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Quando a profusão da aspas é necessária

Lídice, que combatia a “pulverização” da “esquerda” e que declinou da indicação, não poderá ficar com um “eventual” postulante do PT. Tem o destino “coerente” de apoiar a deputada Alice Portugal, o “patinho feio” da “antiga aliança”.

Não o fará, contudo, sem volta. Quem sabe ter, nas próximas eleições majoritárias, a garantia do concurso do PCdoB, partido pequeno, porém leal e aguerrido? Será um jeito se ela não sair sozinha à reeleição.

jul
13
Posted on 13-07-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-07-2016

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Os leitores pediram tanto que exibimos o duelo entre Renan Calheiros e Cristovam Buarque…



Universidade de São Paulo

DO EL PAIS

David Marcial Pérez
Cidade do México

A melhora dos sistemas educacionais é citada por todos os órgãos internacionais como uma das grandes questões `a espera de resolução para a
América Latina. A revolução demográfica que acompanhou o alargamento da classe média durante os últimos anos resultou, por sua vez, em uma maior demanda de planos de educação superior e de qualidade. A educação deve ser a fonte que nutre um tecido social e econômico mais inclusivo, próspero e produtivo. O Brasil, depois de mais de uma década de políticas e investimentos públicos destinados aos jovens, vai recolhendo os frutos. Suas universidades dominam de modo espantoso a lista dos melhores centros de ensino superior, elaborada pela primeira vez pela publicação britânica Times Higher Education, ainda que a crise econômica e das contas públicas ameacem esses ganhos.

A Universidade de São Paulo e a Universidade Estadual de Campinas, ambas públicas, ocupam o primeiro e o segundo lugar, respectivamente, e um total de 23 instituições brasileiras aparecem na lista das 50 melhores. O Chile é o segundo país com maior representação (11 universidades), com a Universidade Pontifícia —terceira colocada— e a Universidade do Chile —quarta. O México coloca dois representantes entre as 10 primeiras: o Instituto Tecnológico de Monterrey e a Universidade Autônoma do México (UNAM), somando oito instituições na tabela geral.
As 10 melhores universidades

1. Universidade de São Paulo

2. Universidade Estadual de Campinas

3. Universidade Pontifícia de Chile

4. Universidade de Chile

5. Universidade Federal de Rio de Janeiro

6. Universidade Católica Pontifica de Rio de Janeiro

7. Universidade Federal de Minas Gerais

8. Instituto Tecnológico de Monterrey

9. Universidade Autônoma de México

10. Universidade de Los Andes (Colômbia)

No primeiro ranking regional, a Times Higher Education seguiu os mesmos critérios de avaliação que vem utilizando há anos para produzir sua prestigiada lista das melhores universidades do mundo: volume de trabalhos de pesquisa e o seu impacto acadêmico, qualidade do ambiente de estudo, reconhecimento internacional e penetração de estudantes no mundo do trabalho.
O caso da Venezuela

“O sucesso do modelo brasileiro reflete seu alto volume de trabalhos de pesquisa, bem como a produção de patentes e criações de propriedade intelectual”, afirma Carolina Guzmán, pesquisadora do centro de estudos avançados da Universidade do Chile, no relatório apresentado pela publicação britânica. Esses resultados são a materialização da aposta brasileira em políticas públicas de Inovação e Desenvolvimento (I+D). A proporção sobre o PIB dos investimentos nesse campo representa 1,1% no Brasil, superando o 0,4% mexicano e o 0,3% chileno.

O diretor do departamento de educação superior do Banco Mundial, Javer Botero Álvarez, destaca as duas cartas vencedoras das universidades públicas brasileiras: um investimento estatal acima da média e um rigoroso sistema de seleção de alunos.

A maioria dos países latino-americanos aumentou os recursos destinados à educação na passada década de bonança econômica. Chile, México e Brasil estão a ponto de se aproximar ou até mesmo superar alguns membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O aumento no investimento, porém, não significou sempre uma melhora substancial na qualidade da educação. Além de buscar conseguir uma maior eficiência no gasto, a região enfrenta agora também o desafio de manter o investimento em um contexto econômico menos favorável, marcado pela derrocada do preço das matérias-primas e as turbulências do mercado financeiro.

A Venezuela, que tem um representante na Universidade dos Andes, na 41ª. posição, é o exemplo mais claro. Mais da metade das receitas do Estado provém do petróleo e sofre uma aguda crise com a queda de 7% do PIB no ano passado. O desafio será pelo menos manter o formidável aumento na inclusão universitária que os Governos chavistas conseguiram. Segundo cálculos da Unesco, cerca de 80% dos jovens venezuelanos têm hoje acesso a estudos superiores, quando a cifra era de apenas 30% em 2000.

jul
13
Posted on 13-07-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-07-2016


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

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