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A ladeira de Santo Domingo, em Pamplona.
FOTO: VILLAR LÓPEZ (EFE) / VÍDEO: ATLAS


DO EL PAÍS

P. O. DOLZ
J. DORIA
Madri / Pamplona

Já são quatro casos de estupro registrados em cinco dias da festa de San Fermín (São Firmino) em Pamplona, no norte da Espanha. O primeiro foi gravado pelos supostos autores com seus celulares em uma viela escura. Os cinco suspeitos, de cerca de 20 anos, sendo que um deles é agente da Guardia Civil (força de segurança espanhola), imobilizaram uma jovem de 19 anos segurando-a pelos pulsos. Aconteceu na primeira noite destas touradas de projeção internacional. Foi o mais amargo chupinazo (lançamento de foguete pirotécnico que marca o início do festival) de San Fermín, após o terrível estupro e assassinato de uma mulher de 20 anos, Nagore Lafagge, em 2008.

A demonstração generalizada de repulsa que se seguiu ao estupro coletivo, como foi classificado pelo juiz que ordenou a prisão dos cinco suspeitos, não parece ter amedrontado aqueles que estavam dispostos a se apropriar dos corpos das mulheres assim como das ruas de Pamplona. Houve um segundo estupro (“com penetração”, segundo relato da vítima) no sábado. Aconteceu de madrugada, perto da Plaza del Castilla, no centro da cidade. A jovem, uma francesa de 22 anos, teve de ser ajudada por transeuntes e afirmou não saber nada sobre o agressor, a quem a polícia ainda está procurando.

O terceiro estupro ocorreu contra uma menor de 15 anos, que teria sido violentada pelo parceiro da mãe, em 9 de julho. E o quarto ocorreu na mesma madrugada, segundo os últimos dados oficiais fornecidos. Pamplona, uma cidade particularmente sensibilizada e mobilizada há anos contra ataques sexistas, expressa consternação a cada nova agressão sexual relatada nestes dias de festa.

Na madrugada desta segunda-feira, a quarta jovem, de Pamplona, deu queixa na polícia local alegando ter sido estuprada. Até o momento, a dimensão da agressão é desconhecida; no entanto, a denúncia foi encaminhada para a Polícia Nacional, encarregada de realizar o exame de corpo de delito. De acordo com fontes da polícia local, o ataque teria ocorrido nas imediações de um parque. Além disso, a vítima teria denunciado o roubo de seus pertences.

O Conselho Local de Proteção Civil informou que, desde o início das festas de San Fermín foram apresentadas em diferentes delegacias quatro queixas de agressão sexual, uma queixa de tentativa e sete por abusos. Até o momento, 12 pessoas foram presas, seis relacionadas a casos de agressão sexual e seis a abusos.

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