Corra que ainda dá tempo: Nelson Rufino contra agora a sua história a Andrezão Simões no programa Roda Baiana (Rodando na Intimidade) desta terça-feira. na Radio Metrópole Sintonize. Maravilha pura!!!

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

jul
12

Da Rede Brasil Atual (RBA)

Em visita para receber o título de cidadão honorário de Juazeiro, na região baiana do Vale do Rio São Francisco, o ex-presidente Lula afirmou que coisa mais importante de seu governo “foi lembrar ao resto do Brasil a importância do Nordeste”

Na cerimônia em que recebeu o título de ‘Cidadão Juazeirense na segunda-feira (11), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que antes de seu governo, “o povo nordestino era esquecido” e que “o Nordeste quase virou uma região de nômades”.

“Durante muito tempo, o Nordeste foi tratado como a parte do Brasil que nunca recebia recursos dos governos federais. O Nordeste quase virou uma região de nômades porque as pessoas saíam daqui procurando trabalho, água, comida e melhores condições de vida. Quando chegamos ao governo em 2003, carregamos um aprendizado muito grande e um compromisso ainda maior com o povo brasileiro. A coisa mais importante que eu fiz nesse governo, foi lembrar ao resto do Brasil a importância do Nordeste”, disse Lula.

O ex-presidente agradeceu à iniciativa de torná-lo um cidadão de Juazeiro, município governado pelo PC do B, proposta pelo vereador Tiano Félix.

“Um título como esse vale muito, porque vocês não precisavam me dar, para um ex-presidente. Quando eu cheguei em Brasília, aqui não tinha universidade e eu sei que agora são muitos alunos estudando. Me perguntaram ‘pra que fazer universidade lá?’. Eu respondi: ‘Porque o povo que está lá tem o mesmo direito de estudar de quem mora em São Paulo'”.

Além do vereador Tiano, Lula estava acompanhado do governador Rui Costa (PT).

DEU NA TRIBUNA DA BAHIA/IG

Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil

Morreu na manhã de hoje (12) em Porto Alegre, aos 63 anos, a intelectual e ativista do movimento negro Luiza Helena Bairros, ex-ministra da Secretaria de Políticas Públicas da Igualdade Racial, cargo que ocupou entre 2011 e 2014. Ela foi vítima de um câncer no pulmão, contra o qual lutava há três meses.

De acordo com informações da família, o corpo da ex-ministra será velado até amanhã (13), quando deve ser sepultado.

Uma das principais personalidades brasileiras da luta contra o racismo, Luiza passou os últimos anos em viagens pelo país realizando palestras e trabalhando intensamente na articulação do movimento negro, atividade que desempenhava há mais de 40 anos.

Durante sua passagem pelo governo federal, foi responsável por criar o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), cujo objetivo é implementar políticas públicas voltadas a proporcionar à população negra igualdade de oportunidades e instâncias de combate à discriminação e à intolerância.

A principal forma de atuação do Sinapir, conforme defendia Luiza Bairros, é por meio da articulação com municípios e governo estaduais, através da criação de órgão regionais para a promoção da igualdade racial.

“Luiza foi uma incansável militante da causa negra e da democracia brasileira. Sua obra permanece viva e continua sendo um símbolo da luta contra o preconceito e em favor das melhores causas da vida política nacional”, escreveu a presidenta afastada Dilma Rousseff em nota na qual lamentou a morte da ex-ministra.

Natural de Porto alegre, Luiza Bairros formou-se em administração pública pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e era doutora em sociologia pela Univesidade de Michigan (EUA). Entre 2001 e 2005, trabalhou em programas da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o racismo.

Com residência em Salvador, Luiza Bairros foi também um dos principais nomes do Movimento Negro Unificado (MNU).

“Perdi uma mãe, uma amiga, uma companheira, uma referência para toda vida, a mais ousada e primorosa combinação de inteligência, disciplina, generosidade e coerência que o movimento negro produziu nos últimos 40 anos”, escreveu o assessor pessoal da ex-ministra, o advogado Felipe Freitas, em sua conta no Facebook.

BOM DIA!!!

DO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Alice se impõe e deve demarcar limites

Com a desistência oficial da senadora Lídice da Mata de concorrer à Prefeitura, cresce consideravelmente a possibilidade de um bom desempenho da deputada Alice Portugal, que, afinal, carreará o voto de “esquerda” que sobrevive em Salvador.

Entretanto, mesmo que o PT venha a apoiá-la, abrindo mão do usufruto dos holofotes do horário gratuito a ser aproveitado por interesses pessoais, a candidata deveria evitar a tese da crítica ao “golpe”.

Além de não ter colado desde o início, porque a presidente Dilma se incompatibilizou com a nação, esse argumentou ligaria Alice ao principal partido apontado na onda de corrupção, sem falar que o governo Temer sinaliza com índices em recuperação.

O PCdoB levou décadas para dissociar-se do irmão maior, embora mais jovem. Ou marca a autenticidade neste momento crucial de sua existência ou será enxergado, mais uma vez, como força auxiliar.

Por outro lado, é uma luta difícil a ser enfrentada contra o prefeito ACM Neto, mas, para que algum resultado produza, deve focar-se nas questões de Salvador, em que a Prefeitura, como a própria candidata diz, deixou lacunas.

DO EL PAIS

Afonso Benites

Brasilia

Militantes distribuindo panfletos no salão verde da Câmara dos Deputados. Assessores enviando santinhos virtuais por e-mail. E os próprios candidatos mandando mensagens em grupos de transmissão para telefones celulares. Começou frenética a campanha eleitoral para substituir o demissionário Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do cargo de presidente de presidente da Casa legislativa. O pleito, previsto para ocorrer na próxima quarta-feira, deverá ser o mais disputado das últimas legislaturas. Até o início da noite desta segunda-feira, nove deputados haviam registrado suas candidaturas e outros quatro anunciaram que o farão. Nos bastidores, outra meia dúzia ainda avaliava candidatura.

O número recorde de postulantes ao cargo terá dois efeitos: um racha na base de Michel Temer (PMDB), o presidente interino da República; e uma reduzidíssima margem para passar ao segundo turno. Pelos cálculos de analistas que acompanham o dia a dia da Câmara, é possível que, com menos de 80 votos um candidato passe para a segunda etapa. Ao todo, 512 deputados estão aptos a votar. Cunha não poderá fazê-lo, pois está afastado das funções parlamentares pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O Palácio do Planalto disse que não iria interferir na disputa, mas se viu obrigado a fazê-lo, por meio do chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, e do próprio presidente ao notar que os seus aliados estão se dispersando. Ao menos dez aliados de Temer querem ocupar a cadeira que era Cunha. No fim de semana o presidente em exercício se encontrou com representantes do PSDB e nesta segunda, Lima recebeu representantes do PSD e do PTB.

Notando a possibilidade de implodir a base do peemedebista, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estimulou conversas com o DEM, que pretende lançar Rodrigo Maia. A legenda, de direita tradicional conservadora, sempre foi adversária dos petistas. Atualmente, caminha junto com o PSB, o PSDB e o PPS. Isso não garante, contudo, que terão um nome de consenso. Os diálogos entre petistas e democratas não avançaram, por enquanto, e a tendência é que esse apoio seja retirado.

O PT decidiu que não terá candidatos e parte de seus aliados, como o PCdoB, defende que não haja suporte a nenhum deputado que tenha apoiado o impeachment de Dilma Rousseff. “Devemos apoiar alguém que devolva a democracia à Câmara, que tenha sido contra o ‘golpe’ e que não seja da base de apoio ao governo Temer”, afirmou a líder da oposição na Câmara, Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Um nome que chegou a ser especulado como possível apoiado pela antiga base de Rousseff foi o do ex-ministro de Saúde do Governo anterior, Marcelo Castro (PMDB-PI). Neste caso, a dificuldade residiria no fato de ele ser da mesma legenda de Temer.
Renegando as origens

O incômodo do ensaio de apoio do PT ao DEM chegou também ao grupo político centrão, aquele que elegeu Cunha em 2015 e é de extrema importância para o Governo Temer. O favorito na disputa e um dos apoiados pelo Planalto, Rogério Rosso (PSD-DF), tratou de negar a vinculação a Cunha. “Só conheci o Eduardo Cunha nessa legislatura”, afirmou Rosso, um deputado que cumpre seu primeiro mandato completo e já foi governador tampão do Distrito Federal.

Movimentos como o de Rosso têm sido comuns nos últimos dias. Outro representante do mesmo centrão, Beto Mansur (PRB-SP), também fez a mesma negativa. Ambos dizem que nenhum deputado é capaz de influenciar nas decisões dos demais colegas.

Querendo se aproveitar da dificuldade dos governistas para fechar um nome de consenso, legendas de esquerda, como o PSOL, ou deputados que são franco-atiradores, aproveitam para lançar os seus nomes. No primeiro grupo está Luiza Erundina (PSOL-SP), uma deputada com cinco mandatos e que foi prefeita de São Paulo. No segundo, estão parlamentares Carlos Manato (SD-SP), Fausto Pinato (PP-SP), Carlos Henrique Gaguim (PTN-TO) ou Fábio Ramalho (PMDB-MG).

Pelas regras anunciadas nesta segunda-feira, as candidaturas poderão ser registradas até as 12h de quarta-feira e retiradas até as 13h. A sessão de votação começa às 16h e cada candidato terá até dez minutos para fazer seu discurso pedindo votos. Em havendo segundo turno (caso ninguém atinja os 257 votos dos 512 deputados), será necessário fazer um intervalo de uma hora e os dois concorrentes terão mais dez minutos para discursar. A votação será eletrônica e a expectativa é que o resultado seja conhecido apenas na madrugada de quinta-feira, um dia antes do início do recesso parlamentar, que neste ano será extraoficial, já que o Congresso Nacional ainda não votou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), uma exigência constitucional.
As candidaturas registradas ou anunciadas

Registradas: Carlos Manato (SD-SP), Fausto Pinato (PP-SP), Carlos Henrique Gaguim (PTN-TO), Fábio Ramalho (PMDB-MG), Marcelo Castro (PMDB-PI), Heráclito Fortes (PSB-PI), Francisco Giacobo (PR-PR), Cristiane Brasil (PTB-RJ) e Luiza Erundina.

Anunciadas: Rogério Rosso (PSD-DF), Beto Mansur (PRB-SP), Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Evandro Melo (PV-ES).

jul
12
Posted on 12-07-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-07-2016


Bruno Aziz, no jornal A Tarde (BA)


A ladeira de Santo Domingo, em Pamplona.
FOTO: VILLAR LÓPEZ (EFE) / VÍDEO: ATLAS


DO EL PAÍS

P. O. DOLZ
J. DORIA
Madri / Pamplona

Já são quatro casos de estupro registrados em cinco dias da festa de San Fermín (São Firmino) em Pamplona, no norte da Espanha. O primeiro foi gravado pelos supostos autores com seus celulares em uma viela escura. Os cinco suspeitos, de cerca de 20 anos, sendo que um deles é agente da Guardia Civil (força de segurança espanhola), imobilizaram uma jovem de 19 anos segurando-a pelos pulsos. Aconteceu na primeira noite destas touradas de projeção internacional. Foi o mais amargo chupinazo (lançamento de foguete pirotécnico que marca o início do festival) de San Fermín, após o terrível estupro e assassinato de uma mulher de 20 anos, Nagore Lafagge, em 2008.

A demonstração generalizada de repulsa que se seguiu ao estupro coletivo, como foi classificado pelo juiz que ordenou a prisão dos cinco suspeitos, não parece ter amedrontado aqueles que estavam dispostos a se apropriar dos corpos das mulheres assim como das ruas de Pamplona. Houve um segundo estupro (“com penetração”, segundo relato da vítima) no sábado. Aconteceu de madrugada, perto da Plaza del Castilla, no centro da cidade. A jovem, uma francesa de 22 anos, teve de ser ajudada por transeuntes e afirmou não saber nada sobre o agressor, a quem a polícia ainda está procurando.

O terceiro estupro ocorreu contra uma menor de 15 anos, que teria sido violentada pelo parceiro da mãe, em 9 de julho. E o quarto ocorreu na mesma madrugada, segundo os últimos dados oficiais fornecidos. Pamplona, uma cidade particularmente sensibilizada e mobilizada há anos contra ataques sexistas, expressa consternação a cada nova agressão sexual relatada nestes dias de festa.

Na madrugada desta segunda-feira, a quarta jovem, de Pamplona, deu queixa na polícia local alegando ter sido estuprada. Até o momento, a dimensão da agressão é desconhecida; no entanto, a denúncia foi encaminhada para a Polícia Nacional, encarregada de realizar o exame de corpo de delito. De acordo com fontes da polícia local, o ataque teria ocorrido nas imediações de um parque. Além disso, a vítima teria denunciado o roubo de seus pertences.

O Conselho Local de Proteção Civil informou que, desde o início das festas de San Fermín foram apresentadas em diferentes delegacias quatro queixas de agressão sexual, uma queixa de tentativa e sete por abusos. Até o momento, 12 pessoas foram presas, seis relacionadas a casos de agressão sexual e seis a abusos.

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