Composição primorosa de Jorge Aragão/Jotabê em interpretação magistral.

Dá-lhe Elza Soares!!!

BOA TARDE!!!

Vitor Hugo Soares


Cunha, em abril, na Câmara. A. Cruz Ag. Brasil

DO EL PAIS

O deputado federal afastado Eduardo Cunha(PMDB-RJ) renunciou nesta quinta-feira à presidência da Câmara dos Deputados. O anúncio foi feito em entrevista coletiva no começo desta tarde. “Resolvi ceder as pressões”, disse Cunha, que chorou ao ler carta na qual afirmou que deixar a presidência da Casa levará a mais estabilidade. Seu objetivo é diminuir a pressão para que seja cassado pelo plenário da Casa por quebra de decoro parlamentar ao mentir na CPI da Petrobras. A última estimativa era de que mais de 400 dos 513 deputados votariam pela perda de mandato de Cunha – um número bem superior aos 257 necessários para uma cassação.

O peemedebista teve seu pedido de perda do cargo aprovado pelo Conselho de Ética no início de junho e aguarda o julgamento de um recurso que apresentou à Comissão de Constituição e Justiça. A votação desse recurso está prevista para as 16h segunda-feira (11). A renúncia de Cunha não paralisa o processo, já que ele ainda mantém a função de deputado, ainda que tenha sido impedido de atuar pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A previsão é que o julgamento dele por seus pares ocorra em agosto.

Há mais de um mês aliados do deputado afastado pediam que ele renunciasse à presidência da Câmara. O presidente interino, Michel Temer (PMDB), encontrou-se com ele para discutir a questão. Cunha solicitou que, caso renunciasse, Temer apoiasse a nomeação de um membro do centrão para presidir a Câmara. Com a renúncia de hoje, a tendência é que os partidos governistas apoiem algum representante deste grupo político para dirigir os trabalhos no Legislativo, os mais cotados são Espiridião Amim (PP-SC), Jovair Arantes (PTB-GO) e Rogério Rosso (PSD-DF). Todos aliados de Cunha.

Cunha estava reticente em renunciar porque não tinha, e ainda não tem, a garantia de que manteria o mandato. Em mais de dez ocasiões disse que “jamais” renunciaria. O seu maior temor é que, caso fique sem o cargo, sua mulher (a jornalista Cláudia Cordeiro Cruz) e uma filha dele (a publicitária Daniele Dytz da Cunha) possam ser presas no âmbito da operação Lava Jato. Cruz já é ré no caso, assim como o marido. A diferença é que ela está sob a mira do juiz da primeira instância Sergio Moro e ele, com duas ações, será julgado pelo STF porque tem prerrogativa de foro por ser parlamentar federal.

Sem ter um trabalho formal, Cunha passou os últimos dias preparando suas defesas na CCJ e no STF. Além disso, gasta boa parte de seu tempo “desmentindo”, por meio de seu Twitter, reportagens e notas de colunas jornalísticas que o citam. Em uma das ocasiões disse que “a falta de notícias e a tentativa de parecer bem informados, faz alguns colocarem palavras em minha boca não proferidas”. Em outras dezenas de vezes, reforçou que não tinha razões para renunciar. Agora, ele próprio se desmentiu.

jul
07
Posted on 07-07-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-07-2016

DO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Neto joga com as brancas

Data: 06/07/2016

Está cada vez mais nebulosa essa história do vice na chapa do prefeito ACM Neto, melhor seria dizer “da” vice, pois a própria ocupante atual do cargo, Célia Sacramento, afirma, depois de encontro com o titular, que há possibilidade de ela continuar, embora esteja “à disposição” para uma solução alternativa.

Não é de hoje que o tema ocupa o raciocínio de quantos se interessem pela política soteropolitana. Afinal, o “novo” vice será candidato a dois anos de Prefeitura, com óbvia perspectiva de reeleição para mandato dobrado, como oferecem certas casas de caranguejo e outros petiscos.

A dúvida é somente uma: se Neto fizer essa opção, tanto poderá estar confiando plenamente na virtual sucessora, dos pontos de vista político e administrativo, como terá, por motivos que previamente parecem insondáveis, riscado da agenda a hipótese de disputar o governo contra Rui Costa em 2018.

O que parece claro é que, levitando nas pesquisas externas e internas, o prefeito resolveu adotar a tática do baratino, da gíria policial. Esquarteja até a própria equipe de auxiliares e, de fato, confunde o adversário, pois é o senhor das decisões mais importantes no tabuleiro, aguardando apenas o próximo lance das negras.

Chapa da integração

Meio a propósito, se Neto abrir mão de Célia e se fizer acompanhar de um dos cinco ou seis postulantes citados na imprensa, quebrará a tradição de um companheiro de chapa da raça negra. Mesmo quando derrotado, em 2008, o vice era o deputado Márcio Marinho.

Samba de Antônio Maria e Paulo Soledade.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Reguffe (Sem partido-DF) e Cristovam Buarque (PPS-DF), senadores alvo de assédio. Ana Volpe/Agência Senado


DO EL PAÍS

Afonso Benites

Brasilia

Enquanto a Comissão do Impeachment do Senado encerra sua fase de instrução com a presidenta afastada Dilma Rousseff (PT) dizendo ser injustiçada, os aliados da petista e do presidente interino Michel Temer (PMDB) articulam nos bastidores pelos votos de 17 senadores que sinalizaram que poderiam mudar de lado no julgamento do impeachment. Rousseff mira especificamente em nove parlamentares, Temer, em quatro, e ambos disputam o voto de outros quatro.

Para se configurar o impeachment são necessários ao menos 54 votos dos 81 senadores. Quando o Senado admitiu a abertura do processo e Rousseff foi automaticamente afastada, 55 entenderam que ela deveria ser alvo de uma investigação jurídico-política e 22 foram contrários. Isso não significa, no entanto, que esses congressistas já admitiam de antemão que ela cometera os crimes de responsabilidade dos quais é acusada.

No próximo dia 2 de agosto, a Comissão votará o relatório do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), que será pelo impedimento da petista. A expectativa é que, na segunda quinzena de agosto, o plenário aprecie a questão em definitivo. Até lá, porém, muitas negociações deverão ser feitas. As diferenças, são o que cada um dos principais interessados tem a oferecer.

Nesta semana, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o criador da figura política Rousseff, esteve em Brasília para retomar os diálogos com os senadores. Conforme o EL PAÍS noticiou nesta quarta-feira, a principal cartada de Dilma para tentar retornar ao cargo seria o de garantir aos parlamentares que encamparia uma campanha pelo plebiscito de convocação de novas eleições presidenciais.

O poder de barganha da petista, contudo, é bem menor do que o de seu ex-aliado e hoje principal adversário, Temer. O presidente interino tem feito uma das coisas que mais sabe fazer: política. Com a caneta na mão, ele prometeu a senadores liberar recursos para concluir todas obras que estiverem perto do fim e que custem menos de 300.000 reais ao Tesouro. As promessas são feitas nas dezenas de encontros oficiais e extraoficiais com os parlamentares.

Desde que assumiu o cargo, em 12 de maio, o peemedebista promoveu e participou de ao menos três almoços e jantares com mais de 40 parlamentares e recebeu 20 deles em agendas oficiais e exclusivas no Palácio do Planalto. Entre eles, Otto Alencar (PSD-BA), um dos 22 senadores que disse não encontrar as digitais de Rousseff nos decretos de créditos suplementares que resultaram no pedido de impeachment. Na ocasião do encontro, o presidente pediu que ele listasse quais problemas que gostaria que fossem resolvidos na Bahia e explicou quais seus planos para a infraestrutura.

Além de Alencar, o grupo de Temer mira em João Alberto Souza (PMDB-MA), Armando Monteiro (PTB-PE) e Roberto Muniz (PP-BA). Nos próximos dias, deverão ser chamados para conversas com o interino para falarem sobre demandas de seus Estados. Os dois primeiros foram contra a abertura do processo de impedimento. O último não votou porque, na ocasião, era o suplente de Walter Pinheiro (ex-PT-BA).

“As reuniões do presidente são, sem dúvida, para tentar conquistar mais votos para o impeachment. E não há nenhum problema nisso. Ele está apenas fazendo o que a sua antecessora não soube fazer, que é dialogar”, disse o líder do PSDB no Senado e aliado de primeira hora de Temer, Cássio Cunha Lima. “Até cachorro sarnento gosta de afago, por que com políticos seria diferente?”, afirmou o tucano.
Quem são os senadores por quem Dilma e Temer brigam

Assediados por Dilma
Acir Gurgacz PDT RO
Antônio Carlos Valadares PSB SE
Dário Berger PMDB SC
Ivo Cassol PP RO
Omar Aziz PSD AM
Raimundo Lira PMDB PB
Reguffe S/partido DF
Roberto Rocha PSB MA
Sérgio Petecão PSD AC

Assediados por Temer
Armando Monteiro PTB PE
João Alberto Souza PMDB MA
Otto Alencar PSD BA
Roberto Muniz PP BA

Assediados por ambos
Eduardo Braga PMDB AM
Jader Barbalho PMDB PA
Cristovam Buarque PPS DF
Wellington Fagundes PR MT

Já os parlamentares que são constantemente paquerados pelos dois lados são: Eduardo Braga (PMDB-AM), Jader Barbalho (PMDB-PA), Cristóvam Buarque (PPS-DF) e Wellington Fagundes (PR-MT). Braga e Barbalho estavam de licença médica na primeira votação. O primeiro deles era ministro de Minas e Energia de Rousseff e tem sido contemplado por Temer com a nomeação de aliados para cargos de terceiro escalão na região norte do país. Barbalho viu seu filho virar ministro dos Portos de Rousseff e agora da Integração Nacional de Temer. Já Buarque (que já foi do PT) e Fagundes (que quase se tornou líder do Governo Dilma no Senado), já estiveram ao lado da petista em algumas das votações no Senado, mas com o tempo se afastaram dela e acabaram votando a favor da abertura do processo de impeachment.

A mira do grupo de Rousseff está voltada para dois senadores do PMDB, Dário Berger (SC) e Raimundo Lira (PB); dois do PSD, Omar Aziz (AM) e Sérgio Petecão (AC); dois do PSB, Antonio Carlos Valadares (SE) e Roberto Rocha (MA); além de um do PP, Ivo Cassol (RO); um do PDT, Acir Gurgacz (RO) e um sem partido, José Reguffe (DF). Todos eles votaram a favor do processo de impeachment, os mais difíceis de terem a opinião revertida são os peemedebistas, segundo aliados de Dilma. “O Lira poderia entender que jogaria fora o trabalho da comissão que ele preside [a do impeachment] e o Berger pode ser ‘comprado’ porque o Temer não quer ver traição dentro do próprio PMDB”, afirmou um senador petista. Com exceção de Reguffe, os demais parlamentares teriam colocado na mesa eventuais apoios nas eleições municipais deste ano e nas gerais de 2018, além da promessa de novo pleito presidencial.

A confiança dos grupos de Temer e Dilma se refletem nos discursos. Os petistas e seus aliados dizem que podem ter os 28 votos necessários para que ela retorne ao cargo. Os adversários dela afirmam que terão, sem dúvida, mais do que os 54 de que precisam para impedi-la em definitivo. “Teremos entre 58 e 61 votos. Só uma hecatombe faria com que ela voltasse ao cargo”, diz um senador a favor da queda definitiva da petista.

jul
07
Posted on 07-07-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-07-2016


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Paim terá de encontrar Moro

Sérgio Moro negou os pedidos de dispensa dos senadores Paulo Paim e João Alberto de Souza, que terão de falar no processo contra o ex-colega Gim Argello como testemunhas de defesa, informa o Paraná Portal.

Argello cobrava propina de empreiteiros e, em troca, impedia que a CPMI da Petrobras convocasse os executivos para depoimento.

Vossas excelências podem indicar a melhor data, respondeu Moro

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