DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

Caso Brunet: denúncia nos EUA seria mais eficaz

Há advogados do diabo que defendem Eduardo Cunha e Jair Bolsonaro, por isso não é nada demais levantar questões sobre a notícia que eclode no Brasil: a agressão do “desconhecido” empresário Lírio Albino Parisotto à sua agora ex-mulher Luiza Brunet.

À atriz que o Brasil conhece, neste momento difícil, a solidariedade e o respeito se impõem independentemente da verdade, mas é preciso esclarecer, de saída, por que um crime praticado em 21 de maio nos Estados Unidos não resultou na prisão do agressor, sabendo-se do rigor das leis americanas.

Da mesma forma, é oportuna e indispensável uma explicação para o caso ter vindo parar em comarca nacional mais de um mês depois da ocorrência, visto que dado ao conhecimento do Ministério Público paulista no dia 23 de junho último.

O tema é sensível – a violência contra a mulher, como mostra diariamente a imprensa, não sendo arriscado afirmar que os episódios se repetem em trágica frequência nos mais de cinco mil municípios brasileiros.

Ex-marido recebe a condenação geral

Entretanto, para que a investigação e eventuais julgamento e punição se enquadrem nos ditames da justiça, deve ser descartada a precipitação. Os comentários que se seguiram, de jornalistas e outras fontes, de solidariedade e engajamento feminista, dão o episódio como um fato consumado, sem o cuidado de ouvir “o outro lado”.

Chama a atenção também a atuação desenvolta do promotor Carlos Bruno Gaya da Costa em entrevista que concedeu à televisão, incorporando o discurso proposto de culpabilidade prévia do acusado mesmo tendo admitido que ainda não conhecia o laudo do exame a que Luiza havia se submetido no IML.

Lírio Parisotto, que teve revelada para a grande massa a condição de membro do clube dos 600 maiores bilionários do mundo, manifestou-se em nota na qual sugere que não agrediu a mulher, mas foi por ela atacado e quis imobilizá-la.

Afirmou ainda que “na esfera legal” tudo será esclarecido e, aparentemente com uma ponta de ironia, questionou como poderia uma pessoa “com quatro costelas quebradas pegar um avião e no outro dia estar gravando novela”.

Atriz diz que precisou de “coragem”

“Criei coragem, perdi o medo”, disse, sobre a decisão de divulgar o problema, Luiza Botelho da Silva, que, ao separar-se do primeiro marido, Gumercindo Brunet, manteve o sobrenome para seguir na trajetória profissional iniciada como modelo.

Não ficou claro, porém, por que o fez tão tardiamente, já que, quatro dias após a aludida agressão, havia postado foto em rede social, embora tenha coberto o local atingido com uma mecha de cabelo, além de maquiagem, segundo informou.

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