BOA TARDE!!!

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

A mãozinha do Brahma

Uma mensagem apreendida pela PF no celular de Léo Pinheiro diz que a OAS conseguiu uma obra de cerca de R$ 1 bilhão na Guiné Equatorial “com ajuda do Brahma”, informa a Folha.

Pela mensagem, enviada por Jorge Fortes em janeiro de 2013, Pinheiro tentaria fazer com que Dilma colocasse a pedra fundamental na obra – uma estrada de 51 quilômetros ligando Malabo a Luba.

Dilma visitou a Guiné naquele mês e perdoou uma dívida de R$ 27 milhões com o Brasil.

O Antagonista já tratou das conexões dos petistas e empreiteiros com a Guiné aqui.

jul
03
Posted on 03-07-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-07-2016

CRÔNICA

Rio 20 Graus!

Maria Aparecida Torneros

Rio de Janeiro com frio? Ora , se tá 20 graus, a gente já usa cachecol gorro e quiçá luvas.
Cariocas não gostam de frio no geral. Nem de sinal fechado. Tampouco encontram paciência para muito discurso e pouco samba.

Conjugar o verbo pedalar pode ser um desrespeito à memória do Tim Maia. Como? A ciclovia voou? Não aguentou a ressaca? Piada de mau gosto pra carioca derrubar governinho chinfrim. Neguinho se mata no trem pra atravessar desde a baixada e faturar uns trocados na orla do Leme ao Pontal. E esses caras de pau bichado erguem uma ciclovia que cai no mar?

Façam-me o favor de respeitar o ambiente. Qualquer bicho da terra sabe que o Rio é especialmente dançarino de gafieira. Driblar é nossa especialidade. Surfar idem.

Sambar no passinho nem se fala. Namorar na praia a gente tira de letra e de propaganda enganosa.

Vininha era carioca. Dorival e Drummond viraram cariocas em Copacabana. Toda gente do Rio é namorada do Sol e noiva da montanha.

Aqui se namora no alvorecer, no anoitecer e na madrugada. No meio dia? Por que não? Com o sol a pino tem beijo no forno aos 40 graus em Janeiro.

Coisa de carioca. Beijar no calorão.
Por isso, esse frio de 20 graus traz tanta violência . Ele nos agride e provoca tanta greve. Desestabiliza a cabeça de quem espera pedalar em pistas seguras. Ou sambar em terreiro firme. Ou trafegar em via sem tiro. Ou encontrar paz no por do Sol no Arpoador. Ou namorar no corcovado , com o Cristo dizendo Amém. De braços abertos para dar aquele abraço.

Cida Torneros é jornalista re escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária.

BOM DIA E BOM DOMINGO!!!

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

Caso Brunet: denúncia nos EUA seria mais eficaz

Há advogados do diabo que defendem Eduardo Cunha e Jair Bolsonaro, por isso não é nada demais levantar questões sobre a notícia que eclode no Brasil: a agressão do “desconhecido” empresário Lírio Albino Parisotto à sua agora ex-mulher Luiza Brunet.

À atriz que o Brasil conhece, neste momento difícil, a solidariedade e o respeito se impõem independentemente da verdade, mas é preciso esclarecer, de saída, por que um crime praticado em 21 de maio nos Estados Unidos não resultou na prisão do agressor, sabendo-se do rigor das leis americanas.

Da mesma forma, é oportuna e indispensável uma explicação para o caso ter vindo parar em comarca nacional mais de um mês depois da ocorrência, visto que dado ao conhecimento do Ministério Público paulista no dia 23 de junho último.

O tema é sensível – a violência contra a mulher, como mostra diariamente a imprensa, não sendo arriscado afirmar que os episódios se repetem em trágica frequência nos mais de cinco mil municípios brasileiros.

Ex-marido recebe a condenação geral

Entretanto, para que a investigação e eventuais julgamento e punição se enquadrem nos ditames da justiça, deve ser descartada a precipitação. Os comentários que se seguiram, de jornalistas e outras fontes, de solidariedade e engajamento feminista, dão o episódio como um fato consumado, sem o cuidado de ouvir “o outro lado”.

Chama a atenção também a atuação desenvolta do promotor Carlos Bruno Gaya da Costa em entrevista que concedeu à televisão, incorporando o discurso proposto de culpabilidade prévia do acusado mesmo tendo admitido que ainda não conhecia o laudo do exame a que Luiza havia se submetido no IML.

Lírio Parisotto, que teve revelada para a grande massa a condição de membro do clube dos 600 maiores bilionários do mundo, manifestou-se em nota na qual sugere que não agrediu a mulher, mas foi por ela atacado e quis imobilizá-la.

Afirmou ainda que “na esfera legal” tudo será esclarecido e, aparentemente com uma ponta de ironia, questionou como poderia uma pessoa “com quatro costelas quebradas pegar um avião e no outro dia estar gravando novela”.

Atriz diz que precisou de “coragem”

“Criei coragem, perdi o medo”, disse, sobre a decisão de divulgar o problema, Luiza Botelho da Silva, que, ao separar-se do primeiro marido, Gumercindo Brunet, manteve o sobrenome para seguir na trajetória profissional iniciada como modelo.

Não ficou claro, porém, por que o fez tão tardiamente, já que, quatro dias após a aludida agressão, havia postado foto em rede social, embora tenha coberto o local atingido com uma mecha de cabelo, além de maquiagem, segundo informou.

jul
03
Posted on 03-07-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-07-2016

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Jaburu, casa da sogra

Michel Temer terá companhia no Jaburu a partir da próxima semana.

Marcela, Michelzinho e também a sogra de Temer se mudam de vez para lá.

Michelzinho está animado porque há espaço para andar de skate, informa O Estadão.

jul
03
Posted on 03-07-2016
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Fernandes, no Diário do ABC (SP)

jul
03


Público da Flip acompanha os debates pelo telão.
André Conti

DO EL PAÍS

Camila Moraes

Paraty

Um dos principais pilares de financiamento da Festa Literária de Paraty, a Lei Rouanet, é um dos assuntos debatidos nos bastidores da festa deste ano, depois de ter entrado, dias antes do evento começar, no centro de mais uma polêmica com a Operação Boca Livre. Deflagrada pela Polícia Federal na última terça-feira, 28 de junho, a investigação tem a missão de apurar desvios de verbas públicas destinadas ao fomento cultural, num esquema que chegou até a bancar um casamento de luxo. Porém, não é a primeira vez que a lei, criada em 1991 e que para muitos contém aspectos a serem aperfeiçoados, é alvo de críticas. A novidade é que ela deixou de ser tema de especialistas e chegou à mesa de bar, palco das discussões cotidianas, e às vezes é satanizada inclusive por quem desconhece o seu funcionamento.

Um passeio pelo centro de Paraty dá o panorama desse debate. Geisa Evelin de Carvalho, estudante de Direito, está “radicalmente contra essa lei”. “Ela só favorece artistas oportunistas, aqueles que apoiam o Governo do PT, o partido comunista. Quem realmente faz arte, fica de fora”, acredita Geisa, que não trabalha com arte e não sabia que a Flip utiliza a Rouanet para captar recursos junto à iniciativa privada. Agora informada, ela celebra e diz que apoia que seja assim. O piloto Jacques William, que como Geisa veio a Paraty para acompanhar a Flip pela primeira vez, diz que “o país deveria investir mais em cultura”. Se é pela lei Rouanet, ele não sabe afirmar, porque nunca havia escutado falar a respeito. Já Sabrina Travassos, dona de uma livraria em Três Rios, no interior do Estado do Rio de Janeiro, opina que sem a Rouanet as cidades pequenas, como a dela, “jamais teriam eventos culturais”. Mas ela também tem críticas: “O problema com a lei é o controle de quem é beneficiado com o direito de captar. Alguns artistas privilegiados não precisariam disso”.

Na opinião do escritor Marcelo Rubens Paiva, favorável à Rouanet, é inegável que “rolaram abusos na lei”, e eles devem ser apurados. “O grande choque, para muita gente, foi ver que a cultura não é uma área isenta de banditismo. O que eu lamento é que todo mundo da área passe a ser tachado de bandido por causa de acontecimentos recentes”, diz, situando o país em um “momento desastroso” de sua história. Ao mesmo tempo, ele tem uma teoria sobre porque isso acontece: “O meio cultural conseguiu mostrar alguma força de resistência contra o Governo Temer, assim que ele subiu ao poder, e por isso foi rapidamente atacado, também simbolicamente”.

Para o curador da Flip, Paulo Werneck, o que está em curso é a “renovação de clichês sobre a Lei Rouanet” e não um debate legítimo sobre como melhorá-la. “No fim, o que está em jogo, mais do que o mecanismo específico, é o financiamento público da cultura. Todos os países que têm uma cultura de envergadura contam com recursos do Estado para isso”, opina. Werneck esclarece que a Flip, além de receber incentivos fiscais nos três níveis (federal, através da Rouanet, estadual e municipal), contou com incentivos públicos do Reino Unido e dos Estados Unidos para custear parte de sua operação deste ano. No caso dos EUA, o país ajudou o evento a trazer escritores norte-americanos que fazem parte da programação atual – um exemplo é Bill Clegg.

Tanto Paulo Werneck como Marcelo Rubens Paiva concordam em que a Rouanet precisa, sim, de ajustes. “Ela transferiu para a iniciativa privada, em grande parte, o papel de apoiador”, diz Rubens Paiva. Werneck finaliza: “É importante ter em mente que a responsabilidade do fomento cultural deve ser dividida entre a iniciativa pública e a privada. O Estado não pode se ausentar”. Em 2015, o orçamento da Flip contou com 54% de recursos captados via Lei Rouanet, 10% da Lei de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, 4% do Governo municipal de Paraty, 21% de recursos não incentivados, 10% de recursos próprios (vindos, por exemplo, da venda de ingressos) e 1% de apoios e parcerias. Os números de 2016 serão divulgados neste domingo, 3 de julho, último dia de festa.

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