jul
02


Fernando Cavendish ao chegar no Instituto Médico Legal (Foto: Pedro Figueiredo)

DO G1/ O GLOBO

O dono da Delta, Fernando Cavendish, recebeu voz de prisão assim que desembarcou no Aeroporto Internacional Tom Jobim, como mostram, com exclusividade, imagens do RJTV 1ª edição. No início da tarde deste sábado (2), o plantão judiciário negou o recurso dos advogados para que Cavendish e os empresários Adir Assad, Marcelo Abbud e Cláudio Abreu saiam da prisão sem as tornozeleiras eletrônicas. Segundo informações obtidas com exclusividade pela TV Globo, a previsão é que essas tornozeleiras cheguem apenas na próxima quinta-feira (7).

Na sexta (1°), o Tribunal Regional Federal da 2ª Região transformou a prisão dos suspeitos em prisão domiciliar. Nesta manhã, a Justiça Federal também determinou que os presos com curso superior sejam transferidos para o presídio de Bangu 8, na Zona Oeste. Enquanto as tonozeleiras não chegam, eles não podem deixar o sistema penitenciário.

Imagens feitas no momento da prisão de Cavendish mostram o momento em que os agentes informam que ele está preso, às 4h57. Cavendish carregava apenas uma mochila e informou aos policiais que não estava com nenhum celular. O empresário deixou o aeroporto escoltado por agentes da PF e de lá foi levado diretamente para realizar exames no Instituto Médico Legal e depois para o presídio Ary Franco. Cavendish veio de um voo da Europa, onde estava desde o dia 22 do mês passado.

Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária informou que ainda não recebeu o pedido para a soltura, mas, no momento, não possui tornozeleiras eletrônicas para serem colocadas. A secretaria esclareceu que vem se esforçando para honrar seu compromisso junto ao fornecedor para que a entrega e manutenção das tornozeleiras seja normalizada.

A decisão sobre a prisão domiciliar vale também para outros quatro réus: Carlinhos Cachoeira, e os empresários Adir Assad, Marcelo Abbud e Cláudio Abreu, que assim como Cachoeira foram presos na quinta.
Aaeroporto Tom Jobim por volta das 5h deste sábado (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)

a 18 empresas de fachada, fazendo contratos fictícios. Depois, tudo era sacado em dinheiro vivo para fazer pagamentos de propina a agentes públicos, inclusive políticos.

A denúncia cita casos já investigados como prova do desvio de dinheiro público. Entre eles, fraudes em licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para obras em rodovias no Ceará e no Maranhão; a transposição de um rio que nunca aconteceu no estado do Rio; e a contratação da Delta sem licitação para obras no Parque Aquático Maria Lenk, construído para o Pan e que vai ser usado na Olimpíada.

O MP diz que além do empresário Fernando Cavendish, diretores e até funcionários administrativos participavam do esquema pelo lado da empreiteira e que as empresas e os contratos eram criados por Carlinhos Cachoeira e os operadores financeiros Adir Assad e Marcelo Abbud.

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o uso de trechos da delação de executivos da Andrade Gutierrez. O MPF diz que não pode falar sobre o conteúdo, mas o Jornal Nacional mostrou no mês passado que os delatores contaram que o ex-governador Sérgio Cabral cobrou propina das empresas que faziam parte do consórcio que reformou o Maracanã. A cobrança teria sido de 5% do valor total do contrato. A obra custou R$ 1,2 bilhão, R$ 480 milhões além do valor previsto, que era de R$ 720 milhões.

As investigações sobre quem foi beneficiado e quanto recebeu no esquema de lavagem de dinheiro vão continuar. O MPF pediu a condenação de todos os envolvidos pela prática de lavagem de dinheiro e associação criminosa, além da reparação dos danos causados em duas vezes o valor desviado.

A defesa de Fernando Cavendish declarou que tomará as providências judiciais contra o que chamou de “ilegalidade”, e que, num inquérito que tramita há mais de três anos, Cavendish sempre atendeu às solicitações da autoridade policial.

O advogado do ex-diretor da Delta Cláudio Abreu preferiu se pronunciar depois que tiver mais detalhes sobre as denúncias.

A Construtora Andrade Gutierrez declarou que mantém o compromisso de colaborar com as autoridades sobre os assuntos pertinentes à Lava Jato e que a empresa tem prestado todos os esclarecimentos devidos.

O ex-governador Sérgio Cabral disse que desconhece qualquer envolvimento do nome dele na Operação Saqueador e que jamais solicitou qualquer tipo de contribuição ilegal a qualquer empresa. Cabral disse ainda que o nome dele sequer foi citado na CPI de que decorre dessa investigação.

jul
02
Posted on 02-07-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-07-2016


Representadas por Rui Costa e ACM Neto, as maiores forças políticas da Bahia testam popularidade

DO JORNAL A TARDE

Patrícia França

Da Editoria de Política de A Tarde

Considerado uma espécie de termômetro eleitoral, o Desfile Cívico do 2 de Julho terá como grande marco, neste sábado, a ausência em quase três décadas de um pré-candidato do PT à prefeitura de Salvador. Apesar da força nas urnas, o partido nunca elegeu um prefeito na Capital.

O Partido dos Trabalhadores, que enfrenta a sua maior crise de imagem e sofre os efeitos do processo de impeachment da presidente Dilma Roussef, preferiu abrir mão da cabeça de chapa para apoiar nomes indicados pelo PCdoB e PSB – partidos que historicamente estão no mesmo campo político.

Já o prefeito ACM Neto (DEM), virtual candidato à reeleição, vai para a festa da Independência da Bahia na condição de bem avaliado pela população e aliado do PMDB – partido do presidente interino Michel Temer e do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima.

Será, portanto, mais um teste entre as duas forças políticas que têm se alternado na Bahia. Convém lembrar um fator comum a ambas: a Operação Lava Jato, cujas investigações atingem integrantes de alta patente de partidos dos dois blocos.

Wagner vai

É ao lado das pré-candidatas Alice Portugal, deputada federal pelo PCdoB, e Lídice da Mata, ex-prefeita de Salvador e senadora pelo PSB, que o governador Rui Costa (PT) seguirá do Largo da Lapinha, às 9h30, o cortejo cívico. O vice João Leão (PP) também estará presente.

O ex-ministro da Casa Civil e ex-chefe de gabinete da Presidência, Jaques Wagner, mandou avisar de Brasília que estará na Lapinha “com muita disposição”. Wagner antecedeu Rui Costa no governo do Estado e hoje atua como conselheiro político da presidente afastada Dilma Rousseff.

O bloco governista será reforçado por pré-candidatos a vereador, parlamentares, secretários, entidades sindicais como a CUT e representantes do movimento social, além de 80 integrantes dos Timbaleiros de Cristo – grupo da Fundação Dr. Jesus comandada pelo deputado estadual Pastor Sargento Isidório (PDT), também um pré-candidato à prefeitura de Salvador .

“Vamos fazer a defesa da democracia e dos direitos que estão sendo tirados pelo governo ilegal de Temer”, disse o presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação. O petista não poupou críticas ao governo interino. “Vamos passar para a população que não podemos apoiar um governo golpista representado pelo DEM do prefeito ACM Neto, pelo PMDB de Geddel e pelo PSDB de Imbassahy”.

Geddel não vai

Com um discurso de que o 2 de Julho é uma festa cívica e não política, o prefeito ACM Neto informa que só tratará da definição do vice na sua chapa a partir do próximo dia 5. Definição mesmo, afirma ele, só em meados de agosto.

Neto percorrerá as ruas do centro antigo de Salvador ao lado de lideranças políticas do DEM, PSDB e PMDB, de vereadores e pré-candidatos a uma cadeira na Câmara.

E é claro, que os seis postulantes a vice-prefeito estarão no cortejo: Luiz Carreira (PV), Bruno Reis (PMDB), Sílvio Pinheiro e Paulo Câmara, do PSDB, Guilherme Bellintani (DEM) e João Roma (PRB). Geddel e o irmão, o deputado federal Lúcio Vieira Lima, não participarão do cortejo. Mas Lúcio diz que o PMDB estará “muito bem” representado por Bruno Reis. “Tenho certeza que ele desfilará já como companheiro de chapa de Neto”.

Indagado sobre pesquisas que mostram elevada rejeição popular ao governo Michel Temer, Lúcio minimizou. “Ainda não deu tempo para o povo sentir os resultados das medidas econômicas adotadas por este governo para arrumar o desastre que o PT fez na economia”.

Um sábado de usar o chapéu mais elegante nos desfiles cívicos na data magna dos baianos ( e de afirmação com luta da independência do Brasil ), mas igualmente de tirar o chapéu para um de seus filhos mais queridos e ilustres: o médico José Santos Pereira, que neste sábado , 2 de Julho, celebra 90 anos. Neste segundo caso, Bahia em Pauta o faz com alegria e orgulho, principalmente o seu editor (e Margarida), que o tem há anos como um amigo especial e sempre solidário e presente. Parabéns e vivas a Santos Pereira!!
=============================
Ontem, sexta-feira, no Clube Inglês da Bahia, teve encontro de homenagem ao aniversariante. A lornalista Olívia Soares, registrou no Facebook:

“Dia para não esquecer – Celebração dos 90 anos do queridíssimo amigo Dr. Santos Pereira. Hoje, no Clube Inglês, amigos reunidos em torno dessa figura respeitada, leal e admirada por todos aqueles que têm o privilégio da sua convivência. Muitos Vivas!”
==============================

“O jornalista e poeta Florisvaldo Mattos, presente, também pontuou sobre Santos Pereira:
Ele se emocionou na hora de agradecer a homenagem e as afetuosas palavras do discurso de saudação pronunciado pelo Dr. Fernando Santana, presidente do BBC, sob palmas ruidosas. Beleza”.
======================
Beleza mesmo! Salve o 2 de Julho da Bahia!!! Viva Santos Pereira!!!

(Vitor Hugo Soares)


Doutor Santos Pereira, 90: médico e figura humana
de tirar o chapéu.


Dilma e Cristina:”a nostalgia pior”…


…a o atentado em Istambul:sombras na Europa.

ARTIGO DA SEMANA

Brasil-Argentina – Europa: corrupção, espantos, nostalgias…

Vitor Hugo Soares

“Duró la tormenta hasta entrados los años ochenta
Cuando el sol fue secando la ropa de la vieja Europa.
No hay nostalgia peor que añorar lo que nunca, jamás sucedió
Mándame una postal de San Telmo, adiós cuídate.”- Durou a tormenta até começos dos anos oitenta/ Quando o sol foi secando a roupa da velha Europa./ Não existe nostalgia pior que estranhar o que nunca, jamais aconteceu./ Manda-me um postal de San Telmo, adeus, cuida-te”.

(Da letra antológica do tango “Com la frente marchita”, do poeta e compositor espanhol Joaquin Sabina.)

Com a voz meio rouca e profunda que sai lindamente da “garganta com areia” (na definição perfeita dos argentinos), escuto, via youtube, a cantora Adriana Varela interpretar os versos de Sabina na canção magistral. Plena de metáforas que mexem fundo em realidades, aparências e sentimentos tão contraditórios quanto os dias que correm nesta complicada e imprevisível travessia do primeiro para o segundo semestre de 2016.

Sim, em voo cego e praticamente sem aparelhos, ingressamos já na metade final do ano e, neste sábado, 2 de Julho, a Bahia (de onde faço este artigo) festeja a sua data magna de independência do domínio colonial português. Há desfiles cívicos e festas nas ruas históricas. Alguns de seus governantes e políticos ainda participam e, apesar dos tempos bicudos, sorriem, acenam e arriscam mais promessas de pão e circo, de olho nas eleições municipais que se aproximam.

O olhar se espalha pelo País, pela Argentina, pelos Estados Unidos, pela Europa, por Londres, por Istambul, e tudo parece um nevoeiro só, com as suas diferenças específicas, mais ou menos delicadas ou trágicas. No computador, a “morocha de Buenos Aires” canta “Com La frente marchita”: a beleza melódica e poética do tango alegra o coração, mas a nostalgia, que impregna a descrição de miragens desfeitas, na política e no amor, da letra do compositor, nascido em Úbeda, mexe fundo na alma do jornalista que assina este artigo.

Mexe mais fortemente, ainda, quando o som vem acompanhado das recordações de antigas imagens guardadas na memória, e depois da leitura dos fatos mais recentes em Brasília, ou do noticiário internacional, nos últimos dias. Em especial , sobre o plebiscito que deverá separar o Reino Unido do resto da Europa, o atentado selvagem e devastador de esperanças, no aeroporto Attaturk, de Istambul, ou o discurso de Donald Trunp, virtual candidato Republicano à presidência dos Estados Unidos, em defesa de práticas de torturas do tipo “afogamentos simulados” para suspeitos de terrorismo, em seguida à tragédia na Turquia.

Sou um apaixonado por Buenos Aires, confesso. Desde os primeiros tangos de Gardel e Goyeneche, soprados das margens do Rio da Prata, pelas ondas curtas de rádios portenhas; na BBC de Londres, em espanhol ou em emissoras do Rio Grande do Sul, que meu pai sintonizava para ouvir Jamelão, cantando sambas canções de Lupicínio Rodrigues, ou as falas do governador Leonel Brizola, altas horas da noite. Além da Rádio Jornal do Comércio, a que falava “de Pernambuco para o mundo”, que eu escutava na margem baiana do São Francisco, o rio da minha aldeia, na infância e adolescência, em que a música se misturava com a política o tempo inteiro.

Nas últimas cinco décadas estive na Argentina inúmeras vezes: estava em San André de Gilles quando do primeiro comício de Hector Campora, com Isabelita no palanque, preparando os apaixonados justicialistas para o retorno de Peron, do exílio, no começo dos anos 70. Então, na companhia do saudoso compadre e amigo maior, Pedro Milton de Brito, ex-presidente da OAB-BA, por duas vezes, e outras tantas vezes brilhante e corajoso ex-conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil, nos anos loucos de resistência à ditadura e de luta pela liberdade de expressão e pelos direitos humanos. Ao lado de Pedro assisti, também, ao primeiro e memorável comício de Raul Alfonsin, candidato a presidente da Argentina pela União Cívica Radical.

Tempos das multitudinárias manifestações, dos bumbos ensurdecedores e das primeiras canções de Mercedes Sosa. E dos cartazes arrogantes pregados nas paredes: “Vuelva Peron, somos machos e somos muchos”. Estava em Buenos Aires, também, na posse do farsante, falastrão e corrupto ex-presidente Carlos Menen, à qual compareceu o colega brasileiro Fernando Henrique Cardoso. Na festa de gala, no Teatro Colon, transmitida pela televisão ao vivo, escutei pela primeira vez, no quarto do hotel onde estava hospedado, a voz de Adriana Varela, grande estrela do espetáculo, que até então eu desconhecia. Paixão à primeira vista, escrevi uma vez.

Desembarquei na florescente capital à beira do Rio da Prata, outra vez, dias depois da tragédia do bairro Once. Um quarteirão inteiro explodido em uma das áreas mais movimentadas da cidade, no atentado à AMIA, a associação mutuaria do bairro judeu, com quase 100 mortos, centenas de feridos, além das máculas profundas e ainda inpunes na alma da capital e da gente portenha. As feridas não cicatrizam e as suspeitas se projetam até hoje, e alcançam políticos e governantes, a exemplo da ex-presidente Cristina Kirchner, recentemente derrotada por Macri e agora enredada em denúncias de corrupção e malfeitos diversos, a exemplo de sua colega e amiga brasileira, Dilma Rousseff, afastada do poder. Minha mais recente estada na Argentina foi no ano passado, nos estertores do kirchnerismo, que agora agoniza.

Confesso, no entanto, não recordar de algo tão grotesco e revelador da decadência de homens públicos e governantes de um país (salvo talvez em algumas situações do petrolão brasileiro), quanto as cenas projetadas para o mundo, semana passada, pelo mais recente escândalo na Argentina: o septuagenário José Lopez, nome de referência do kirchinerimo justicialista, como secretário de Obras Públicas, preso numa madrugada quando tentava esconder nove milhões de dólares, distribuídos em sete sacolas, no terreno de um convento quase abandonado (habitado por duas octagenárias freiras) de Buenos Aires, a cidade do Papa Francisco.

“O kirchnerismo sofre um golpe avassalador. O movimento que controlou a Argentina durante quase 13 anos parecia imbatível, mas, apenas seis meses depois de perder o poder, já sofre com disputas internas e escândalos que o afundam politicamente”, resume o correspondente Carlos Cué, em seu relato da capital portenha para o jornal espanhol El Pais. A conferir, a exemplo do caso que abala Dilma, Lula e o petismo no Brasil.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

BOM DIA!!!

jul
02


Luiza Brunet e Lirio Parisotto, em uma foto de dezembro de 2013.
Bruno Poletti Folhapress


DO EL PAÍS

Marina Rossi

São Paulo 1 JUL 2016 – 17:59 BRT

A modelo e atriz Luiza Brunet, 54, tornou público nesta sexta-feira um episódio de agressão que sofreu há um mês pelo então marido, o empresário bilionário Lirio Parisotto, 62. Ela afirmou ao jornal O Globo que levou um soco e diversos chutes durante uma viagem que fizeram a Nova York. A agressão, segundo Luiza, ocorreu no apartamento do empresário na noite do dia 21 de maio resultou em quatro costelas quebradas. No dia seguinte, a modelo disse que pegou um avião e voltou para o Brasil, onde realizou o exame de corpo de delito e uma denúncia ao Ministério Público de São Paulo.

Ao jornal O Globo, Luiza explicou que a vergonha foi a principal razão do seu silêncio por mais de um mês. “É doloroso aos 54 anos ter que me expor dessa maneira. Mas eu criei coragem, perdi o medo e a vergonha por causa da situação que nós, mulheres, vivemos no Brasil”, disse. “É um desrespeito em relação à gente. O que mais nos inibe é a vergonha. Há mulheres com necessidade de ficar ao lado do agressor por questões econômicas, porque está acostumada ou mesmo por achar que a relação vai melhorar”.

A voz de Luiza Brunet, mais de um mês após sofrer a agressão, ecoou, batendo de frente com a ideia pré-concebida de que a violência doméstica só acontece na periferia, ou nas margens da sociedade. O agressor em questão é um empresário famoso e invejado pela sua fortuna, que atua em diversos ramos, dentre eles o de petróleo e da comunicação. É dono de uma patrimônio de mais de 2 bilhões de reais e figura na 28º posição entre as pessoas mais ricas do Brasil, segundo a lista da Forbes do ano passado. Agora, responderá por uma ação criminal baseada na Lei Maria da Penha, segundo afirmou o advogado de Luiza ao portal G1. O processo está em segredo de Justiça.

Segundo o relato da atriz, Parisotto se exaltou durante um jantar. Eles foram para casa na sequência, onde ele a golpeou com um soco no rosto, a imobilizou no chão e deu vários chutes. Ela disse que se trancou no quarto, de onde só saiu no dia seguinte, para voltar ao Brasil. Por meio de uma nota enviada pela assessoria de imprensa, Lirio Parisotto disse que lamenta “que versões distorcidas sobre um episódio ocorrido na intimidade estejam sendo divulgadas como única expressão da verdade. Embora compreenda a natural repercussão do caso pelas pessoas envolvidas, tenho a convicção de que, no momento e nas esferas legais apropriadas, todas as circunstâncias serão plenamente esclarecidas”. Ele não quis dar entrevista.

A amigos, no entanto, ele tem enviado mensagens dizendo que “nunca levantou a mão contra homem, muito menos contra mulher. Quando a agressão vem do outro lado e você tem força suficiente se imobiliza. Alguém com quatro costelas quebradas viaja no mesmo dia (domingo) e na segunda e terça está nos estúdios da Globo testando roupa para participação em novela… que mentira!”

Antes de tornar sua história pública, Luiza usou sua conta no Instagram para desabafar, ainda que nas entrelinhas. “Bom dia! Esta é a clássica foto sofrida por muitas mulheres no Brasil. Não tenha medo de fazer denúncia 180 #delegaciadamulher #procuradoriageraldesaopaulo. Esta é a campanha que vou abraçar! Ajudar mulheres a perder o medo #falesemmedo esta pode ser a sua foto, pode ser a minha foto”, publicou no início do mês, junto de uma imagem de uma mulher com um olho roxo.

Depois da publicação, ela ainda postou outras imagens que incentivavam a denúncia de agressões contra as mulheres, até que, nesta sexta, resolveu falar publicamente sobre o que passou. Luiza é embaixadora do Instituto Avon, que realiza campanhas contra a violência doméstica. Contrariando um ditado, a palavra – e não o silêncio – de Luiza Brunet podem valer ouro: a denúncia feita por alguém como ela pode ser capaz de incentivar outras mulheres a prestarem queixa. Há quatro anos, quando a apresentadora Xuxa falou publicamente sobre um episódio de abuso sexual sofrido na adolescência, as queixas por meio do Disk Denúncia aumentaram em 30% no dia seguinte.

De acordo com o Mapa da Violência de 2015: homicídio de mulheres no Brasil, o parceiro ou ex-parceiro é o principal autor da agressão sofrida por mulheres adultas. Em mais de 70% dos casos, a violência ocorre dentro de casa. Luiza Brunet faz parte agora dessa estatística. Mas sua voz pode ter o poder de conscientizar as mulheres a respeito da importância das denúncias. “Homens não batem em homens. Não deixe de registrar queixa na delegacia da mulher!” Escreveu ela, em outro post no Instagram.

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

O ouro está no papo

Após a divulgação dos jogadores da Seleção Olímpica, o canal SporTV registra sobre a convocação de Fernando Prass: “O último goleiro de seleção que saiu do Palmeiras ganhou a Copa de 2002”.

Faz parte do culto à crendice e do cultivo da imbecilidade numa área – o jornalismo – em que, afinal, deveriam prevalecer o profissionalismo e a informação.

jul
02
Posted on 02-07-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-07-2016


Sinovaldo, no jornal NH (RS)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

“O abolicionismo penal”

O procurador regional da República José Augusto Vagos, que atua no TRF-2, ficou escandalizado com a decisão do desembargador Antonio Ivan Athié, de transferir para prisão domiciliar Carlinhos Cachoeira, Adir Assad e Fernando Cavendish – que ainda está foragido.

Vagos disse que vai recorrer de uma decisão que “beira o abolicionismo penal”.

Vejam o que ele disse:

“Vamos recorrer para tentar reverter essa decisão, que beira o abolicionismo penal. Prisões domiciliares sem análise mais profunda e cuidadosa, num contexto de desvios de quase 400 milhões; soltura relâmpago… fico a imaginar quais situações em concreto justificariam uma prisão cautelar para sua excelência, que, com todo respeito, sequer deu chance da PRR-2 ser ouvida”

E ainda.

“É um desprestígio aos órgãos de persecução que trabalharam duro para essa operação, com gasto enorme de tempo e dinheiro, para, sem maiores considerações e aprofundamentos, concederem-se prisões domiciliares em série. Também importante ressaltar que foram mais de 20 denunciados, e o MPF teve o cuidado de pedir prisões de uns poucos, mas importantes, que representariam maior risco à ordem pública e à regular aplicação da lei penal.”

  • Arquivos