O BP agradece, poeta. Que venha agosto!!!

BOA TARDE

(Vitor Hugo Soares)

jul
31
Posted on 31-07-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-07-2016

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Petrolowski em Copacabana

Elio Gaspari comentou uma das “iniciativas inquietantes” do presidente do STF:

“Lewandowski podou a resolução 226 do CNJ e livrou todos os magistrados de contar quanto recebem por suas palestras fora dos tribunais. (Um ministro do Tribunal Superior do Trabalho faturou R$ 161 mil com 12 palestras.) A exigência foi suprimida a pedido de Lewandowski, que julgou necessário ‘resguardar a privacidade e a própria segurança’ dos juízes, ‘porque hoje, quando nós divulgamos valores econômicos, estamos sujeitos, num país em crise, num país onde infelizmente nossa segurança pública ainda não atingiu os níveis desejados…’. O salário dos ministros do STF é público: R$ 39.293”.

Ricardo Lewandowski reclama da bandidagem e, ao mesmo tempo, trabalha para soltar os bandidos.

É um bom tema para uma palestra remunerada.

Postado pela jornalista Olívia Soares em sua página no Facebook, na noite deste sábado, 30, logo após a confirmação da morte de Antonio Carlos Barreto, economista e diretor na Bahia da Fundação Getúlio Vargas, ex-secretário do Trabalho, no governo Waldir Pires. Barreto, 75 anos, sofreu um infarto em sua residência no começo da noite de ontem e foi levado ao hospital, mas não resistiu.

“Com muita tristeza, bota tristeza nisso, recebo a notícia da partida do amigo Antonio Carlos Barreto, nosso querido Barretinho, Cobrinha. Atualmente, Barreto era diretor da Fundação Getúlio Vargas, mas tem uma bela folha de serviços prestados à Bahia. Homem de posição política firme, muito ligado a Chico Pinto e Waldir Pires, profissional gabaritado, amigo e leal companheiro. Ainda estou me refazendo do baque.
O sepultamento acontece neste domingo, às 11h, no cemitério Jardim da Saudade”.

Luto também no Bahia em Pauta com a partida do brilhante economista, competente administrador público e bravo lutador pelas melhores causas da liberdade e da democracia na Bahia.

(Maria Olívia e Vitor Hugo)

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Por Fernando Alcoforado:

HOMENAGEM A ANTONIO CARLOS BARRETO, QUERIDO AMIGO FALECIDO HOJE EM SALVADOR

Minhas primeiras palavras são dirigidas à família de Barreto, como nós o chamávamos, para dizer que vocês podem se orgulhar de sua trajetória de vida. Desde quando era jovem estudante de economia na UFBA, Barreto sonhava e lutava pela construção de um mundo sem exploradores e explorados, batalhou pela derrubada da ditadura militar e contribuiu no antigo MDB e, posteriormente no PMDB pela redemocratização do Brasil.

No MDB e no PMDB, mais especificamente na ala Tendência Popular sob a liderança do ex-deputado Chico Pinto, sempre esteve alinhado ao lado do povo. O empenho de Barreto na campanha de Waldir Pires do PMDB ao governo do estado foi tão grande e sua competência foi tão reconhecida que ocupou, de inicio, a Secretaria do Trabalho e, mais tarde, a Secretaria da Administração.
Mais tarde, Barreto colaborou na fundação do IRAE- Instituto Rômulo Almeida de Altos Estudos e implantou o MBA em Gestão Empresarial da FGV na Bahia graças a seu espírito empreendedor e sua competência na gestão acadêmica de um curso reconhecido nacionalmente como dos melhores na pós-graduação do Brasil.
É, por tudo isto, que, não apenas os familiares, mas nós também seus amigos e velhos companheiros de luta, devemos nos orgulhar de termos tido como amigo a grande figura humana de Antonio Carlos Barreto, sonhador de um mundo melhor, economista gabaritado, gestor público extraordinário e, também, gestor acadêmico exemplar.
Barreto, querido amigo, descanse em paz porque você venceu como ser humano exemplar.

Fernando Alcoforado

·

jul
31


DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIZ AUGUSTO GOMES)

O dono engolido pela sabedoria

A esperteza de Lula se desdobra. Agora, responde à sua pronúncia como réu na Justiça Federal de Brasília por obstrução de justiça usando outro caso, este correndo no Paraná, em autêntica manobra de confusão:

“Eu não tenho que provar que eu tenho apartamento. Quem tem que provar é a imprensa que acusou, o Ministério Público que falou que eu tenho, a Policia Federal que diz que eu tenho”.

Em artigo, hoje, na Tribuna da Bahia, o jornalista Vítor Hugo Soares, também editor do site Bahia em Pauta, faz a síntese perfeita das atuais andanças do ex-presidente: “Antigas piadas perderam a graça”.


Me Faz Bem
Gal Costa

Me faz bem
O teu jeito de se enroscar,
De chegar mansinho e se aninhar,
De me fazer seu par
Me faz bem
Esse jeito bom de gostar,
Viajar veredas que são mistério maior
Que o fundo do mar
Bem…
Me faz bem,
Arrepio de imaginar,
Me perder no lume do teu olhar,
Respirar, tocar
O teu corpo solto no cio
Me faz bem
Ser o velho lobo do mar
Que não cansa de navegar
Pois muito tesouro existe por lá
Me faz bem teu jeito de amar
Tens mais mistérios do que o mar
Me faz bem
Ser o velho lobo do mar
Que não cansa de navegar
Pois muito tesouro existe por lá
Me faz bem teu jeito de amar
Tens mais mistérios do que o mar

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Agora é despertar e sair da cama, que a rua espera.

BOM DOMINGO!!!

(Vitor Hugo Soares)


Pessoas tiram fotos no Parque Olímpico do Rio.
DAVE HUNT EFE


DO EL PAÍS

Antonio Jiménez Barca

São Paulo

Em plena confusão, chegam os Jogos Olímpicos. Será estranho: nunca ninguém imaginou que fossem encontrar o país dessa maneira. A presidenta eleita há dois anos e meio, Dilma Rousseff, afastada temporariamente do poder, assistirá à cerimônia do Maracanã, na próxima sexta-feira, pela televisão. Também assistirá ao seu vice-presidente, Michel Temer, agora inimigo ferrenho, transformado em presidente interino e em anfitrião geral da nação. Enquanto isso, o terremoto político vivido nas semanas que antecederam o primeiro assalto da luta do impeachment, em maio, deu lugar a uma estranha calmaria em Brasília. É verdade que o Congresso está em recesso desde o dia 18, o que colaborou para esse clima. Os deputados voltam ao trabalho nesta segunda, com votações que podem ficar em segundo plano para o espectador ansioso por notícias mais leves. A Olimpíada, assim, servirá como uma trégua enquanto se prepara o segundo e último assalto do combate em torno da destituição definitiva de Dilma, que se realizará, muito provavelmente, quando os atletas já tiverem partido.

No último dia 12 de maio, depois de uma longa sessão do Senado, os senadores brasileiros decidiram, por 55 a 22 votos, abrir o processo de impeachment contra Dilma Rousseff. A partir daquele momento, a presidenta perdia todo o poder –embora não o cargo–, condenada a viver uma espécie de exílio interno no palácio. Durante todo esse tempo, realizaram-se sessões técnicas no Senado (o processo do impeachment propriamente dito), em que alguns atacavam Dilma e outros a defendiam. Alguns crimes de que Dilma é acusada não foram considerados como tal. E até o Ministério Público Federal do Distrito Federal afirmou que as famosas pedaladas que colocaram a presidenta neste imbróglio não configuram crime.

Mas ninguém parece dar muita bola para o assunto. Todos sabem que o julgamento é estritamente político e que tudo será decidido, mais uma vez, em uma nova votação. Ainda não há uma data definida para isso. O Comitê Olímpico Internacional pediu a Temer que essa votação definitiva fosse realizada somente após o encerramento dos Jogos, ou seja, depois do domingo 21 de agosto, a fim de não contaminar as competições. Temer respondeu que isso não dependia dele, mas da agenda do próprio Congresso brasileiro. Mas tudo indica que, seja por influência olímpica ou do presidente em exercício, a sessão histórica que muito provavelmente afastará Dilma definitivamente de seu cargo ocorrerá na semana seguinte ao final da Rio 2016.

No fundo, Temer não quer perder mais tempo para se tornar presidente de forma integral e começar a governar sem restrições. As chances de Dilma são pequenas. Elas passam por convencer um grupo de senadores de que, caso ela retorne, convocará uma espécie de plebiscito com vistas a novas eleições. Mas isso será difícil.

Enquanto isso, respira-se na área econômica um certo otimismo que ninguém sabe se perdurará. O PIB cairá mais do que 3,3% este ano, segundo o FMI, e o desemprego continua a ultrapassar os 11%, uma taxa recorde. Mas o dólar, que no final do ano passado chegou a valer mais do que quatro reais, oscila hoje em torno de 3,20 reais. A maior novidade: há uma certa sensação de que o fundo do poço já foi atingido. É o que afirmou recentemente o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro. “Se a destituição for confirmada, as pessoas deixarão de viver de expectativas e passarão a tomar decisões, o que melhorará ainda mais o ambiente”.

Ou seja: a calmaria política é acompanhada de um otimismo expectante na economia. Contribui para isso, também, a própria gestão do Governo interino de Michel Temer. No início, os especialistas previam uma terapia de choque com um pacote de medidas de cortes e aumento dos impostos. Ao assumir o cargo, o próprio ministro da Fazenda de Temer, o circunspecto Henrique Meirelles, esboçou um panorama sombrio das finanças brasileiras. Mas as tão temidas medidas ainda não vieram. Os analistas afirmam que elas virão quando Temer deixar de ser presidente em exercício para se tornar presidente pleno.

Ainda assim, as pesquisas mais recentes mostram que Temer continua sendo impopular (apenas 14% consideram que sua gestão é boa), mas que um improvável retorno de Dilma goza de menos apoio ainda. Flutua no ar uma resignação que é, em grande parte, produto do cansaço após vários meses em que o terremoto da política brasileira abrangia todas as áreas. Leonardo Avritzer, professor universitário, analista político e escritor, resumia a situação, há algumas semanas, da seguinte forma: “A sociedade não acredita em Temer, mas está cansada de se mobilizar”.

O próprio Temer, aos 75 anos de idade, não colabora para isso. À sua falta de carisma e a uma certa rigidez no porte pessoal bem pouco brasileira, somam-se algumas inesquecíveis trapalhadas cometidas nos últimos dias, como quando avisou toda a imprensa, na semana passada, que iria buscar pessoalmente na escola o seu filho caçula, Michelzinho, de 7 anos, para os jornalistas poderem cobrir o evento, se quisessem. Tampouco ajudou muito a revelação de que o mesmo Michelzinho possui em seu nome, desde já, imóveis no valor de dois milhões de reais.

A aparente calmaria que se respira em Brasília à espera do fim dos Jogos Olímpicos, porém, pode ser rompida a qualquer momento por um elemento desestabilizador recorrente nos últimos dois anos no país: o Caso Petrobras. Na sexta-feira, um juiz aceitou tornar réu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por crime de obstrução à Justiça. Em março, a condução coercitiva de Lula causou uma ebulição política no país. E sua eventual prisão lançaria qualquer trégua pelos ares. O infindável Caso Petrobras é um poço sem fundo do qual sairão, ainda, revelações capazes de balançar governos inteiros. O maior empresário do país, Marcelo Odebrecht, dono da maior empreiteira de obras do Brasil e uma das maiores da América Latina, está preso por suborno de altos executivos da petrolífera em troca de contratos. Ele aceitou colaborar com a Justiça brasileira em troca de uma diminuição de sua pena. Poucos têm dúvida de que a relação de envolvidos que a Odebrecht pode tornar pública desencadeará, quando isso acontecer, um novo vendaval político.

jul
31
Posted on 31-07-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-07-2016


Amarildo, no jornal A Gazeta (ES)

jul
31


Ressaca destrói rampa das provas de Vela

Depois da queda da ciclovia em abril, fortes ondas destruíram hoje a rampa construída na Marina da Glória, no Rio, para as provas de Vela nos Jogos Olímpicos.

Ninguém ficou ferido, mas a estrutura terá de ser refeita.

Um oferecimento ‘Olimpíada Tabajara’.


Geoffrey Robertson: o advogado australiano de Lula…


…e Paes :depois dos cangurus as desculpas com
os atletas da Austrália no Rio.

ARTIGO DA SEMANA
Paes, Lula e Cangurus: Itararé nos jogos do Rio

Vitor Hugo Soares

Entre um capítulo e outro da novela “Velho Chico”(o rio da minha aldeia), tenho acompanhado, também, com atenção, cada lance das presepadas (para usar uma expressão bem soteropolitana que o folhetim do coronel Saruê na TV repôs no dia a dia) do prefeito Eduardo Paes (PMDB-RJ), nestes dias pré-olímpicos de julho no Brasil. A desta semana foi a “guerra dos cangurus”, declarada contra atletas da delegação da Austrália, que reclamaram contra precariedades dos alojamentos a eles destinados na Vila Olímpica dos Jogos do Rio.

Sigo tudo isso de Salvador, à beira da esplêndida Baia de Todos os Santos. Portanto, em cômoda posição de observador: a mais de mil e seiscentos quilômetros de distância da não menos espetacular Baia da Guanabara (apesar das toneladas de sujeiras, dos engodos e desenganos, que as duas preciosidades da natureza, tão generosa com o país, escondem nas suas profundezas. Ou que exibem, dramaticamente, em suas superfícies, depois de anos e anos de abandono e malfeitos de seus administradores públicos e aproveitadores privados.

Maldades e desvios históricos acumulados, que exigiriam uma Lava Jato – e um juiz Sérgio Moro à frente com a Polícia Federal no apoio decidido – para por cobro a tamanho descalabro. Enquanto algo assim não acontece, o histriônico prefeito carioca vai esgotando o seu estoque de manjadas malandragens. Fenômeno, aliás, bastante parecido com o que acontece com o seu notório aliado e amigo do peito – o ex-presidente Lula (os dois tarimbados especialistas na arte de morder para depois assoprar). À exemplo do que ficou demonstrado, também, na mais recente e patética passagem pelo Nordeste do ex-todo-poderoso mandatário do país, fundador do PT. O fraseado repetitivo e “dejá vu” não mais empolga. Dá sinais de ter perdido o velho charme.

Antigas piadas perderam a graça. As desgastadas mágicas não guardam mais segredos, não funcionam mais nem deslumbram o público como antes.

Provavelmente por estes motivos, ao tempo em que o MST e outros aliados e assessores anunciam novo périplo pelo Nordeste do ex-presidente (em palpo de aranha com a Lava Jato e outras operações policiais de investigação), Lula trata de reforçar seu repertório de apelos e truques políticos e pessoais. Vai testar nos palanques do novo tour nordestino, marcado para começar no dia 3 de agosto, em Porto Seguro, na Zona do Descobrimento, no sul baiano, com o propósito de reforçar candidatos petistas e “dos movimentos sociais”, na campanha municipal que se aproxima. E, evidentemente, defender-se a si próprio.

Esta semana, Lula conseguiu surpreender muita gente, ao recorrer na quinta-feira, 28, ao Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o que considera “violações da Operação Lava Jato” cometidas contra ele. Os advogados do ex-mandatário protocolaram petição em Genebra, na Suíça, na qual destacam “supostos abusos de poder cometidos pelo juiz federal Sérgio Moro, de Curitiba”, conforme assinala o jornal espanhol El Pais. “Lula está recorrendo à ONU, porque ele não conseguiu Justiça no Brasil sob o sistema inquisitorial em vigor”, justifica o advogado anglo-australiano Geoffrey Robertson, um dos assinantes da petição, famoso por sua atuação na defesa do boxeador Mike Tyson e do ativista Julian Assange, do Wikileaks, atualmente refugiado na sede da embaixada do Equador, em Londres.

Sem dúvida, um lance internacional caro e de alto risco para Lula, ao buscar ressonâncias e respaldos fora do país, para os dilemas graves de ordem política e moral que ele enfrenta aqui dentro.

O juiz Sérgio Moro, de comprovada capacidade técnica e notório rigor ético e jurídico, hoje um nome de renome e reconhecimento mundial, seguramente não será uma presa fácil neste jogo. Mesmo estando à frente dos peticionários, em defesa do petista, o afamado advogado anglo- australiano. E estamos de volta à “guerra dos cangurus” do começo deste artigo. No caso de Eduardo Paes, o prefeito do Rio vai tentando levar na valsa as críticas severas, suspeitas e acusações que se acumulam contra ele às vésperas da abertura dos Jogos Olímpicos, com repercussão internacional. Ou na base do samba de breque, mais de acordo com o gosto dos antigos malandros das gafieiras do boêmio bairro da Lapa, onde praticamente tudo se resolvia em volta de alguns copos de cerveja ou entre goles de cachaça

Incomodado com as reclamações dos atletas quanto aod alojamentos, reagiu com uma “tirada” que, provavelmente, teria feito sucesso em outro tempo e em outras circunstâncias em terras cariocas. Disse que poderia “mandar buscar uns cangurus para ficar pulando na frente da Vila Olímpica, e assim agradar aos visitantes”. Pegou mal, muito mal, como se viu. A reação em cadeia, alertou o prefeito, amigo de Lula. para o perigo. E logo, Paes tratou de providenciar uma patética cerimônia midiática, para pedir desculpas públicas aos visitantes. E tudo terminou em pizza, ou, para ser exato, em troca de presentes e beijinhos no rosto de parte a parte. Uma espécie de Itararé, a batalha que não aconteceu.

O ex-governador Leonel Brizola, ao retornar do longo exílio político que enfrentou, costumava dizer que, em suas viagens pelo mundo, jamais encontrou país tão parecido com o Brasil quanto a Austrália, nem povo tão parecido com o brasileiro, quanto o australiano. Então até correu a frase (não tenho certeza se de autoria do ex-governador do Rio, notável frasista político): “A Austrália é o Brasil que deu certo”. Só sei que, esta semana, algumas semelhanças ficaram evidentes, embora não da forma mais apropriada, como Brizola preconizava em suas entrevistas e discursos. Vamos ver, agora, no caso do advogado australiano que irá defender Lula na ONU. Mas isto é outra história, na qual o oponente será o juiz Sérgio Moro. É bom tirar os cangurus do meio. A conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

jul
30
Posted on 30-07-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-07-2016

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

A cassação improvável da chapa Dilma-Temer

Como de bobinha não se pode tachar a ex-senadora Marina Silva, o pedido que faz da cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, o que determinaria novas eleições presidenciais, tem apenas o objetivo de colocá-la na linha de frente do debate, visando às eleições de 2018.

Primeiro, porque é muito difícil que o Tribunal Superior Eleitoral, uma espécie de filial do Supremo, tenha interesse em cassar Temer, presidente de fato da República, a quem uma decisão dessa natureza atingiria, já que Dilma, embora seu retrato seja conservado nas salas nobres do Planalto, é passado.

Depois, porque, mesmo se chegando a esse extremo radicalismo, é improvável que haja tempo de fazer eleição direta ainda este ano, o que beneficiaria Marina. Só o novo presidente, em tese Rodrigo Maia, teria 90 dias para convocar o pleito. Com impeachment e Jogos Olímpicos na fita, o processo seria retardado.

Vale lembrar que, a partir de 1º de janeiro de 2017, em caso de vacância da presidência, o sucessor seria eleito indiretamente pelo Congresso. O que significa que, pelo andar da carruagem e pelos esquemas pré-montados, o presidente biônico poderá ser novamente… Michel Temer.

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