CORRA PARA O BEIJO!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

jun
29


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

And the Oscar goes…

Assistam ao vídeo do casamento de Carol e Felipe Amorim bancado pela Lei Rouanet. É preciso reconhecer que ficou bem melhor do que muito filme nacional.


DO EL PAIS

Gil Alessi
Camila Moraes
São Paulo

Um casamento à beira-mar em um dos clubes privados da praia Jurerê Internacional, em Florianópolis, incluindo champanhe e show de um artista sertanejo que cobra cerca de 70.000 reais por apresentação. Seria um assunto privado de felizes noivos abastados não fosse o fato de que parte da festança, na verdade, era um projeto bancado com recursos captados via Lei Rouanet. O caso veio à tona nesta terça-feira, quando a Polícia Federal desencadeou a Operação Boca Livre, que apura, no total, desvios de 180 milhões de reais que deveriam ser utilizados para fomentar projetos culturais. De acordo com o delegado Rodrigo de Campos Costa, responsável pela operação, um grupo de mais de dez empresas fraudou a lei em mais de 250 projetos aprovados pelo Ministério da Cultura (MinC) desde 2001. Foram cumpridos 14 mandados de prisão temporária e 37 de busca e apreensão, alguns deles nos escritórios do próprio ministério.

A operação é disparada em um momento que a Lei Rouanet se tornou alvo de polêmicas. Parte delas é impulsionada por causa da extinção – posteriormente revertida – do MinC com a chegada de Michel Temer à presidência, em que artistas que se manifestaram contra o Governo interino foram acusados de “vagabundos”. A lei também virou alvo de pedido de CPI. Apesar das falhas, a Rouanet é considerada por especialistas um importante mecanismo de financiamento cultural no Brasil.

Além do casamento – que segundo o jornal O Estado de S. Paulo seria do filho do empresário Antonio Carlos Bellini Amorim, do Grupo Bellini, realizado em 25 de maio deste ano – outras festas particulares, livros institucionais e eventos corporativos foram bancados com verbas da lei. Costa classificou os eventos como sendo um “flagrante desvio de finalidade” da Rouanet, que foi criada em 1991 com o objetivo de fomentar projetos culturais através da renúncia fiscal – sempre que aprovados por uma comissão de especialistas do MinC. O Grupo trabalha com a produção de eventos, e de acordo com a PF tem vários contratos com o MinC. A reportagem não conseguiu contato com os advogados de Bellini, que foi detido na operação.

Em 2015, o valor da renúncia fiscal do Governo devido à Lei chegou a 1,1 bilhão de reais. Segundo o delegado Costa, nos casos investigados pela Boca Livre foram encontrados projetos duplicados, desvio de finalidade da Lei (com apropriação privada do projeto executado), inexecução de projetos, apresentação de notas fiscais falsas por serviços não prestados e superfaturamento da captação de recursos.

“Em alguns casos, nós encontramos uma isenção dos impostos devidos acima do valor que de fato foi investido pelos patrocinadores”, afirmou. De acordo com o delegado, as empresas envolvidas se beneficiavam tanto com a isenção do imposto devido quanto do superfaturamento dos projetos. “Os lucros eram revertidos para o grupo responsável pelo esquema, tanto por quem captou os recursos como por quem patrocinou”, afirmou. Até o momento, não existem indícios de que os artistas que participaram dos eventos fraudulentos sabiam que se tratavam de iniciativas irregulares.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, as empresas Bellini Cultural, Scania, KPMG, o escritório de advocacia Demarest, Roldão, Intermedica Notre Dame, Laboratório Cristalia, Lojas 100, Nycomed Produtos Farmacêuticos e Cecil estariam entre as envolvidas no esquema criminoso. A KPMG e o Demarest informaram que não são investigadas pela operação, e que apenas forneceram material referente a clientes e contratos que são alvo da Boca Livre.

O envolvimento de servidores da Cultura no esquema não é descartado pelo delegado Rodrigo de Campos Costa: “No mínimo, houve falha de fiscalização do MinC”. Em nota, o ministério afirmou que apoia as investigações e “se coloca à disposição para contribuir com todas as iniciativas no sentido de assegurar que a legislação seja efetivamente utilizada para o objetivo a que se presta, qual seja, fomentar a produção cultural do país”.

jun
29
Posted on 29-06-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-06-2016


Edra, no portal de humor gráfico A Charge Online


Ambulância chega ao aeroporto turco.
OSMAN ORSAL REUTERS

DO EL PAÍS

A Turquia voltou a sofrer nesta terça-feira um golpe do terrorismo, com um ataque que deixou ao menos 36 mortos (a agência AP havia divulgado a informação de que o número de mortos era 50, mas diminuiu a quantidade minuto depois), e 60 pessoas feridas. Além do mais, em um dos núcleos mais importantes para o turismo: o aeroporto Atatürk de Istambul, o principal aeródromo da cidade turca, que serve como nó de escalas de numerosos voos internacionais. O governador de Istambul assegurou que ao menos três terroristas suicidas detonaram seus explosivos.

Este é o último ato de uma longa série de ações armadas com as que tanto os jihadistas do Estado Islâmico (EI) como os nacionalistas curdos de vários grupos armados provocaram mais de 250 mortos durante o último ano. Segundo o Itamaraty, não há registro de brasileiros entre as vítimas. “O governo brasileiro manifesta sua firme condenação aos atentados que provocaram várias dezenas de vítimas, entre mortos e feridos, no aeroporto de Ataturk, na cidade de Istambul, Turquia”, disse o Ministério das Relações Exteriores brasileiro.

Em torno das 22h (hora local, quatro a mais que em Brasília), a polícia identificou dois suspeitos junto à planta do aeroporto por onde se chega à zona de desembarque do terminal internacional. Pretendiam tentar passar pelo controle de segurança que dá acesso ao edifício e, segundo explicou ao EL PAÍS uma fonte do Ministério de Interior, um deles abriu fogo com um Kalashnikov, ao que os agentes de policial responderam com disparos para tratar de “os neutralizar”. Então, um dos suspeitos ativou a carga explosiva que portava. “Escutou-se um tiroteio durante um minuto, e depois vimos algo como uma bola de fogo”, explicou uma das testemunhas do atentado à emissora CNN-Türk.

“Infelizmente, dez pessoas foram assassinadas em uma primeira contagem”, disse o ministro da Justiça, Bekir Bozdag, que falava naquele momento, minutos depois de a notícia vir a público, de ao menos 20 feridos. Os números de mortos e feridos divulgados pela imprensa cresceram minutos depois. Uma fonte turca assegurou que dois suspeitos se explodiram no aeroporto, quando tentavam acessar o interior do terminal internacional através da porta que dá acesso ao andar de chegadas de voos. A policial disparou contra os suspeitos para tentar “neutralizá-los”, relatou ao EL PAÍS uma fonte do Executivo turco, que detalhou que foi então, justo antes do controle de segurança, quando um dos homens detonou a carga explosiva que portava.

“Um terrorista começou a disparar com um kalashnikov antes de se explodir”, acrescentou o ministro de Justiça. A entrada à zona de passageiros do aeroporto, um dos mais movimentados do mundo, se encontra submetida a controles de segurança, com detectores de metal e scanners. As testemunhas, consultadas por emissoras como NTV e CNN Turk, confirmaram que ambulâncias e táxis evacuaram da zona várias pessoas que sofreram ferimentos.

O segundo aeroporto de Istambul, Sabiha Gokcen, foi atacado em dezembro de 2015 em uma ação que matou uma pessoa. Ao todo, 61 milhões de passageiros passam anualmente pelo aeroporto Atatürk, que ocupa a 11ª posição no ranking mundial de passageiro. Este aeroporto é o centro de operações da Turkish Airlanes, uma das companhias aéreas de mais rápido crescimento nos últimos anos.

A música com cara e jeito de Brasil composta e interpretada por um poeta de Marília , nascido em março, vai para o poeta junino mariliense, Luiz Fontana, que aniversaria neste 28 de junho.

Parabéns, fogos, balões, cerveja, vinho e licor (que ninguém é de ferro) para este amigo, poeta da melhor qualidade, leitor, ouvinte e crítico mais que especial do BP. VIVA!!! TIM TIM!!!

(Vitor Hugo Soares, em nome do Bahia em Pauta).

DO G1/ O GLOBO

A Polícia Federal prendeu 14 pessoas na manhã desta terça-feira (28) em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, durante operação que apura desvios de recursos federais em projetos culturais com benefícios de isenção fiscal previstos na Lei Rouanet.

Segundo as investigações da Operação Boca Livre, um grupo criminoso atuou por quase 20 anos no Ministério da Cultura e conseguiu aprovação de R$ 180 milhões em projetos fraudulentos. Boca Livre é uma expressão que significa festa onde se come e bebe de graça às custas de outras pessoas.

O desvio ocorria por meio de diversas fraudes, como superfaturamento, apresentação de notas fiscais relativas a serviços/produtos fictícios, projetos duplicados e contrapartidas ilícitas realizadas às incentivadoras.

Os donos da produtora Bellini Cultural e o produtor cultural Fábio Ralston estão entre os presos já encaminhados para a sede da Polícia Federal de São Paulo, na Zona Oeste da capital paulista.

Os presos devem responder pelos crimes de organização criminosa, peculato, estelionato contra União, crime contra a ordem tributária e falsidade ideológica, cujas penas chegam a doze anos de prisão.

A Polícia Federal concluiu que diversos projetos de teatro itinerante voltados para crianças e adolescentes carentes deixaram de ser executados, assim como livros deixaram de ser doados a escolas e bibliotecas públicas. Os suspeitos usaram o dinheiro público para fazer shows com artistas famosos em festas privadas para grande empresas, livros institucionais e até a festa de casamento de um dos investigados na Praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis, Santa Catarina.

A festa de casamento era de Carolina Monteiro e Felipe Amorim e contou com a presença de um cantor sertanejo.

Além das 14 prisões temporárias, 124 policiais federais cumpriram 37 mandados de busca e apreensão, em sete cidades no estado de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. O inquérito policial foi instaurado em 2014, após a PF receber documentação da Controladoria Geral da União de desvio de recursos relacionados a projetos aprovados com o benefício fiscal.

DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (LISBOA)

O partido comunista da China, que governa o país desde 1949, não gostou de ver Lady Gaga encontrar-se com Dalai Lama e decidiu tomar uma posição: as músicas da cantora não serão mais ouvidas nas rádios do país, bem como o seu nome não será mais falado nas televisões locais nem escrito em órgãos de comunicação impressos.

O encontro entre a norte-americana e o líder espiritual tibetano, que aconteceu no domingo passado em Indianápolis, nos Estados Unidos, foi entendido como um sinal de apoio da cantora à independência do Tibete, pela qual Dalai Lama – que está exilado na Índia desde março de 1959 – lutou até se afastar oficialmente da política, em 2011.

Quando questionado por um jornalista estrangeiro se a conversa entre Dalai Lama e Lady Gaga poderia resultar num “bad romance” entre a artista pop e o país, relata o ‘The Guardian’, o porta-voz do ministério dos negócios estrangeiros, Hong Lei, acabou por ser bem explícito: “Quem?”, retorquiu.

O cabaré de Sérgio Machadão

Janio Ferreira Soares

Em julho de 2008, quando Daniel Dantas foi preso pela operação Satiagraha, escrevi um texto para o Terra Magazine sugerindo que o banqueiro baiano fizesse igual ao seu xará, Daniel Boone, que na abertura de seu seriado que passava na tevê nos anos 70, arremessava uma machadinha numa árvore abrindo-a ao meio. A ideia era a de que Dantas cortasse, não algarobas de raízes rasas ou mandacarus de fáceis cortes, mas algumas das velhas cabeças coroadas da República, que à época vergavam, vergavam, mas sempre sobreviviam diante dos obscenos acordos firmados nos calabouços bolorentos das malocas brasilienses. Quando é agora, oito anos depois dessa sugestão ao descendente do Barão de Jeremoabo, eis que meu sonho se materializa através da delação de um homem que traz no sobrenome a alcunha da ferramenta de grosseiro corte.

Tipo asqueroso, Sérgio Machado, com seu sotaque carregado, cintura roliça e tinturas corrompendo as melaninas do tempo, é a mais clássica tradução do político brasileiro. Recentemente, com autoridade de um cafetão que sabe como funcionam os puteiros governamentais, ele declarou que a Petrobras é a madame mais honesta desse imenso lupanar chamado Brasil, numa clara insinuação de que as demais estatais – Eletrobras à frente – são rameiras profissionais se comparadas àquela que durante anos foi sua generosa rapariga de aluguel. Diante disso, e observando-o com um pé entre o perfume de gardênia e o grená do tafetá, ele me lembra um daqueles coronéis que viviam beijando a mão de Maria Machadão (inesquecível personagem interpretada por Eloisa Mafalda na primeira versão de Gabriela), interessado apenas em ser o primeiro a coitar com alguma virgem recém-chegada ao Bataclã. A propósito, pelo sobrenome, biótipo e conhecimento de causa, não dá para não imaginá-lo com uma saia rodada estilo vovó Mafalda, recebendo na porta do seu cabaré Sarney, Renan, Aécio e Temer, enquanto Lula, já lá dentro, toma um Dreher ouvindo Waldick cantando que a noite, por enquanto, está calma.
Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco.

DA SANFONA AO BANDONEON, O BP DE VOLTA:

Valeu, Irecê!

Sua festa de São João foi demais!!! Para não esquecer!

A turma do BP – que andou por aí nestes dias de compartilhamento da sua alegria e de inesgotável capacidade de resistir sem choramingas a qualquer crise – agradece a acolhida amiga e agradável, ao tempo em que saúda a gente da capital do feijão pela festa maravilhosa, mais alegre e plural a cada ano no sertão da Bahia.

Abraços especiais ao casal Ana Maria e Renato, a mais representativa expressão humana da cidade acolhedora, vibrante e cada vez mais progressista.

O tango magnificamente interpretado pela portenha Adriana Varela, marca o nosso rertorno da festa. Vai dedicado aos dois.

Buenos Aires, pode esperar, a sua hora vai chegar!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares, pelo BP)

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