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Postado em 28-06-2016
Arquivado em (Artigos) por vitor em 28-06-2016 13:41

DO G1/ O GLOBO

A Polícia Federal prendeu 14 pessoas na manhã desta terça-feira (28) em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, durante operação que apura desvios de recursos federais em projetos culturais com benefícios de isenção fiscal previstos na Lei Rouanet.

Segundo as investigações da Operação Boca Livre, um grupo criminoso atuou por quase 20 anos no Ministério da Cultura e conseguiu aprovação de R$ 180 milhões em projetos fraudulentos. Boca Livre é uma expressão que significa festa onde se come e bebe de graça às custas de outras pessoas.

O desvio ocorria por meio de diversas fraudes, como superfaturamento, apresentação de notas fiscais relativas a serviços/produtos fictícios, projetos duplicados e contrapartidas ilícitas realizadas às incentivadoras.

Os donos da produtora Bellini Cultural e o produtor cultural Fábio Ralston estão entre os presos já encaminhados para a sede da Polícia Federal de São Paulo, na Zona Oeste da capital paulista.

Os presos devem responder pelos crimes de organização criminosa, peculato, estelionato contra União, crime contra a ordem tributária e falsidade ideológica, cujas penas chegam a doze anos de prisão.

A Polícia Federal concluiu que diversos projetos de teatro itinerante voltados para crianças e adolescentes carentes deixaram de ser executados, assim como livros deixaram de ser doados a escolas e bibliotecas públicas. Os suspeitos usaram o dinheiro público para fazer shows com artistas famosos em festas privadas para grande empresas, livros institucionais e até a festa de casamento de um dos investigados na Praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis, Santa Catarina.

A festa de casamento era de Carolina Monteiro e Felipe Amorim e contou com a presença de um cantor sertanejo.

Além das 14 prisões temporárias, 124 policiais federais cumpriram 37 mandados de busca e apreensão, em sete cidades no estado de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. O inquérito policial foi instaurado em 2014, após a PF receber documentação da Controladoria Geral da União de desvio de recursos relacionados a projetos aprovados com o benefício fiscal.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 28 junho, 2016 at 16:14 #

Qual a razão de ocultar o nome do cantor sertanejo?
A obtenção de recurso via Lei Rouanet pressupõe envolvimento ativo do “artista”.
As quadrilhas se completam com a adesão dos “artistas”.


luiz alfredo motta fontana on 28 junho, 2016 at 17:20 #

Em Tempo:

A Folha, ao contrário de O Globo, revelou o “artista”.

Léo Rodrigues autor da obra prima “Vai no Cavalinho”.


Rosane Santana on 28 junho, 2016 at 20:04 #

Quebraram a cara, inclusive artistas baianos invejosos e frustrados que acusavam Gilberto Gil de ter patrocinado o casamento da filha Preta Gil com dinheiro da Rouanet. É por isso que não deram o nome. Cambada de safados


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