A música com cara e jeito de Brasil composta e interpretada por um poeta de Marília , nascido em março, vai para o poeta junino mariliense, Luiz Fontana, que aniversaria neste 28 de junho.

Parabéns, fogos, balões, cerveja, vinho e licor (que ninguém é de ferro) para este amigo, poeta da melhor qualidade, leitor, ouvinte e crítico mais que especial do BP. VIVA!!! TIM TIM!!!

(Vitor Hugo Soares, em nome do Bahia em Pauta).

DO G1/ O GLOBO

A Polícia Federal prendeu 14 pessoas na manhã desta terça-feira (28) em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, durante operação que apura desvios de recursos federais em projetos culturais com benefícios de isenção fiscal previstos na Lei Rouanet.

Segundo as investigações da Operação Boca Livre, um grupo criminoso atuou por quase 20 anos no Ministério da Cultura e conseguiu aprovação de R$ 180 milhões em projetos fraudulentos. Boca Livre é uma expressão que significa festa onde se come e bebe de graça às custas de outras pessoas.

O desvio ocorria por meio de diversas fraudes, como superfaturamento, apresentação de notas fiscais relativas a serviços/produtos fictícios, projetos duplicados e contrapartidas ilícitas realizadas às incentivadoras.

Os donos da produtora Bellini Cultural e o produtor cultural Fábio Ralston estão entre os presos já encaminhados para a sede da Polícia Federal de São Paulo, na Zona Oeste da capital paulista.

Os presos devem responder pelos crimes de organização criminosa, peculato, estelionato contra União, crime contra a ordem tributária e falsidade ideológica, cujas penas chegam a doze anos de prisão.

A Polícia Federal concluiu que diversos projetos de teatro itinerante voltados para crianças e adolescentes carentes deixaram de ser executados, assim como livros deixaram de ser doados a escolas e bibliotecas públicas. Os suspeitos usaram o dinheiro público para fazer shows com artistas famosos em festas privadas para grande empresas, livros institucionais e até a festa de casamento de um dos investigados na Praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis, Santa Catarina.

A festa de casamento era de Carolina Monteiro e Felipe Amorim e contou com a presença de um cantor sertanejo.

Além das 14 prisões temporárias, 124 policiais federais cumpriram 37 mandados de busca e apreensão, em sete cidades no estado de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. O inquérito policial foi instaurado em 2014, após a PF receber documentação da Controladoria Geral da União de desvio de recursos relacionados a projetos aprovados com o benefício fiscal.

DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (LISBOA)

O partido comunista da China, que governa o país desde 1949, não gostou de ver Lady Gaga encontrar-se com Dalai Lama e decidiu tomar uma posição: as músicas da cantora não serão mais ouvidas nas rádios do país, bem como o seu nome não será mais falado nas televisões locais nem escrito em órgãos de comunicação impressos.

O encontro entre a norte-americana e o líder espiritual tibetano, que aconteceu no domingo passado em Indianápolis, nos Estados Unidos, foi entendido como um sinal de apoio da cantora à independência do Tibete, pela qual Dalai Lama – que está exilado na Índia desde março de 1959 – lutou até se afastar oficialmente da política, em 2011.

Quando questionado por um jornalista estrangeiro se a conversa entre Dalai Lama e Lady Gaga poderia resultar num “bad romance” entre a artista pop e o país, relata o ‘The Guardian’, o porta-voz do ministério dos negócios estrangeiros, Hong Lei, acabou por ser bem explícito: “Quem?”, retorquiu.

O cabaré de Sérgio Machadão

Janio Ferreira Soares

Em julho de 2008, quando Daniel Dantas foi preso pela operação Satiagraha, escrevi um texto para o Terra Magazine sugerindo que o banqueiro baiano fizesse igual ao seu xará, Daniel Boone, que na abertura de seu seriado que passava na tevê nos anos 70, arremessava uma machadinha numa árvore abrindo-a ao meio. A ideia era a de que Dantas cortasse, não algarobas de raízes rasas ou mandacarus de fáceis cortes, mas algumas das velhas cabeças coroadas da República, que à época vergavam, vergavam, mas sempre sobreviviam diante dos obscenos acordos firmados nos calabouços bolorentos das malocas brasilienses. Quando é agora, oito anos depois dessa sugestão ao descendente do Barão de Jeremoabo, eis que meu sonho se materializa através da delação de um homem que traz no sobrenome a alcunha da ferramenta de grosseiro corte.

Tipo asqueroso, Sérgio Machado, com seu sotaque carregado, cintura roliça e tinturas corrompendo as melaninas do tempo, é a mais clássica tradução do político brasileiro. Recentemente, com autoridade de um cafetão que sabe como funcionam os puteiros governamentais, ele declarou que a Petrobras é a madame mais honesta desse imenso lupanar chamado Brasil, numa clara insinuação de que as demais estatais – Eletrobras à frente – são rameiras profissionais se comparadas àquela que durante anos foi sua generosa rapariga de aluguel. Diante disso, e observando-o com um pé entre o perfume de gardênia e o grená do tafetá, ele me lembra um daqueles coronéis que viviam beijando a mão de Maria Machadão (inesquecível personagem interpretada por Eloisa Mafalda na primeira versão de Gabriela), interessado apenas em ser o primeiro a coitar com alguma virgem recém-chegada ao Bataclã. A propósito, pelo sobrenome, biótipo e conhecimento de causa, não dá para não imaginá-lo com uma saia rodada estilo vovó Mafalda, recebendo na porta do seu cabaré Sarney, Renan, Aécio e Temer, enquanto Lula, já lá dentro, toma um Dreher ouvindo Waldick cantando que a noite, por enquanto, está calma.
Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco.

DA SANFONA AO BANDONEON, O BP DE VOLTA:

Valeu, Irecê!

Sua festa de São João foi demais!!! Para não esquecer!

A turma do BP – que andou por aí nestes dias de compartilhamento da sua alegria e de inesgotável capacidade de resistir sem choramingas a qualquer crise – agradece a acolhida amiga e agradável, ao tempo em que saúda a gente da capital do feijão pela festa maravilhosa, mais alegre e plural a cada ano no sertão da Bahia.

Abraços especiais ao casal Ana Maria e Renato, a mais representativa expressão humana da cidade acolhedora, vibrante e cada vez mais progressista.

O tango magnificamente interpretado pela portenha Adriana Varela, marca o nosso rertorno da festa. Vai dedicado aos dois.

Buenos Aires, pode esperar, a sua hora vai chegar!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares, pelo BP)

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIZ AUGUSTO GOMES)

As pesquisas que desestabilizaram o planeta

O mundo está de cabeça para baixo, com diversos sinais de incerteza, por causa da decisão popular que tirou, ontem, o Reino Unido da União Europeia.

Até o dia anterior, essa perspectiva era inexistente – pelo menos se acreditava ou se fingia que o status quo seria mantido, apesar do equilíbrio anunciado entre as duas opções.

Agora, são vários os problemas a resolver, e ligeiro, como já disse a França: imigração, comércio, câmbio, mercados, política fiscal e até o trânsito europeu dos súditos de Elizabeth II.

Mais graves, porém, são a desestabilização da União Europeia e a desagregação do próprio Reino Unido – neste caso com propostas de plebiscito já lançadas por Escócia e Irlanda do Norte, que querem continuar “europeias”.

A que se creditar a mudança de consequências imprevisíveis que gera essa ressaca de proporções continentais? Às pesquisas, não há, infelizmente, outra resposta.

Uma delas, na reta final da campanha, feita pelo You Gov, um instituto que é referência internacional na matéria, previa o placar de 52% a 48% pela permanência britânica na aliança, para um resultado exatamente inverso.

Está claro que a preocupação de derrota não passou pela cabeça dos partidários da saída, sensação alimentada por números incorretos, cujos efeitos estão apenas começando a se produzir.

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O Brasil ficaria

Se a solução coubesse ao eleitorado brasileiro, o Reino Unido ainda estaria na União Europeia.

O povo por aqui não gosta muito de “perder o voto”, isto é, votar no lado que, segundo as pesquisas, será derrotado.

Reino Unido dá show de política

de dar inveja a observação do jogo político no Reino Unido, como, em geral, acontece nos principais países da democracia europeia – permita-se a adjetivação.

O primeiro-ministro David Cameron não queria abandonar a União Europeia, mas concordou em fazer o plebiscito, concessão que o ajudou no ano passado na reeleição, aliás, contra o que diziam as pesquisas.

No interregno, esforçou-se para mudar as condições das relações dentro da União Europeia, e não conseguindo foi, agora, derrotado pelo voto.

Cameron não regateou um minuto sequer. Seu primeiro pronunciamento público foi para anunciar a renúncia de quem foi desautorizado pela soberania popular.

Na Escócia e na Irlanda do Norte, o voto pela permanência na União Europeia foi majoritário. Por isso, no caso escocês, o partido derrotado em referendo em 2014 pelo rompimento com o Reino Unido cumpre o compromisso de nova consulta caso ocorresse o que ontem se consumou.

Temos aí um sistema partidário autêntico, com programas, ideias, mas também vivendo o debate interno em suas legendas, a exemplo da divisão no próprio Partido Conservador, que faz emergir a liderança de Boris Johnson, ex-prefeito de Londres.


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Júlio Marcelo e as pedaladas de Dilma: “Uma fraude se caracteriza justamente pela dissimulação”

Os peritos do Senado não encontraram participação de Dilma Rousseff nas pedaladas fiscais. Fomos ouvir, então, o procurador Júlio Marcelo de Oliveira sobre a conclusão da perícia encomendada pelos defensores da petista:

“Evidente que a perícia não iria encontrar um ato da Presidente na ‘pedalada’ junto ao Banco do Brasil. Isso já havia sido até dito e explicado. Os motivos que levaram o TCU a repudiar os empréstimos ilegais feitos de maneira forçada junto ao Banco do Brasil, BNDES e Caixa não foram atos ostensivamente praticados pela presidente ou seus auxiliares, mas a falta de atos, justamente a omissão de pagamentos devidos aos bancos federais. Uma fraude se caracteriza justamente pela dissimulação, pela obtenção de efeitos proibidos sem a prática ostensiva do ato que produziria tal efeito. Exatamente por configurar uma fraude, com maquiagem das estatísticas fiscais, em escala bilionária, não se poderia imaginar que tamanha manobra pudesse ocorrer sem o conhecimento pleno e anuência de sua principal beneficiária. Essa foi a convicção que levou os ministros do TCU a, de forma unânime, emitirem um parecer pela rejeição das contas em 2014, por irregularidades que, em essência, se repetiram em 2015.”

Júlio Marcelo de Oliveira é cristalino, para desespero dos bandidos da política, não importa o partido a que pertençam.

jun
28
Posted on 28-06-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-06-2016


Nicolielo, no Jornal de bauru (SP)

DO EL PAIS

Talita Bedinelli

São Paulo

Uma perícia realizada por especialistas do Senado Federal para a comissão especial que avalia o processo de impeachment de Dilma Rousseff afirma que ela não realizou a chamada pedalada fiscal, um dos dois crimes de responsabilidade pelos quais ela está respondendo. Ela, no entanto, teria sido responsável por editar três decretos sem a permissão do Legislativo, como afirma a segunda acusação contra ela.

O termo pedaladas fiscais foi popularizado pela oposição para justificar que Dilma Rousseff havia cometido improbidade administrativa, o que justificaria seu afastamento do cargo. Elas são manobras fiscais que consistem no atraso de pagamentos a bancos públicos, não informado de maneira clara, para que se maquie as contas públicas, ou seja, se informe ao Congresso Nacional que a situação está melhor do que de fato está. Com isso, o Governo acaba por pagar juros a mais, o que causa impacto no Orçamento.

Rousseff, segundo a oposição, teria pedalado no Plano Safra, crédito subsidiado para agricultores familiares, e atrasado os repasses feitos ao Banco do Brasil. A perícia afirma que as parcelas com vencimento entre os meses de janeiro e de novembro de 2015 foram pagas com atraso, em dezembro de 2015, o que gerou o pagamento de correção de 450,57 milhões de reais, mas afirma que na análise dos dados e documentos apresentados pela acusação e defesa não foi identificado ato da presidenta afastada que “tenha contribuído direta ou imediatamente para que ocorressem os atrasos nos pagamentos”. Ou seja, a pedalada ocorreu, mas não foi por interferência direta dela. Não fica claro, entretanto, os motivos que levaram a essa conclusão e quem serias os responsáveis pela irregularidade. A defesa de Rousseff afirmava, desde o início, que não existiam justificativas para o impeachment com base neste argumento da acusação.

A presidenta, afastada no último dia 12 de maio, também é acusada de ter autorizado a publicação de quatro decretos de créditos suplementar, sem a avaliação do Congresso Nacional, o que contraria a Constituição federal. A perícia afirma que três deles promoveram alterações na programação orçamentária “incompatíveis com a obtenção da meta de resultado primário vigentes à época”. Dois deles são dos dias 27 de julho de 2015, nos valores de 1,7 bilhão de reais e de 29,92 milhões de reais; e um terceiro em 20 de agosto de 2015, no valor de 600,26 milhões de reais. “esta junta identificou que pelo menos uma programação de cada decreto foi executada orçamentária e financeiramente no exercício financeiro de 2015, com consequências fiscais negativas sobre o resultado primário apurado”, diz o documento. “Há ato comissivo da Exma. Sra, Presidente da República na edição dos decretos, sem controvérsia sobre sua autoria”. Segundo os analistas, o quarto decreto teria tido impacto neutro no Orçamento, mesma avaliação que foi feita pela própria comissão de outros dois decretos que eram avaliados no início e acabaram retirados do processo.

O documento, de 224 páginas, respondeu a 99 quesitos apresentados pela defesa e pela acusação. A realização da perícia foi um pedido da defesa, durante a Comissão Especial Processante, onde um grupo de senadores discute o processo, antes que ele vá a julgamento no plenário do Senado. Ela foi inicialmente negada pelos parlamentares, em maioria opositores de Rousseff, mas acabou aceita por determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, que preside a comissão nesta fase. Ele argumentou que a rejeição poderia levar à argumentação, por parte da defesa, de que o processo de discussão deveria ser anulado.

A análise é feita em momento decisivo, em que parte dos senadores que apoiaram a abertura do processo já afirmam que podem mudar de ideia na votação final. Nesta terça-feira, o parecer do relator da comissão começa a ser realizado. Segundo o cronograma inicial, ele deverá ser votado na comissão no próximo dia 4 de agosto e votado no dia 9 em plenário. Se os senadores concordarem que há base para que ela seja julgada, o processo caminha para a votação final, também no plenário, o que deve ocorrer no final de agosto.

Na tarde desta segunda-feira, a perícia foi comemorada tanto pelo lado pró-impeachment quanto pelo contrário. O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) disse que a perícia passará a ser agora um instrumento da acusação, já que se comprovou que houve crime de responsabilidade em relação aos decretos e que houve comprovação de que, em relação ao Plano Safra, também houve crime. “A perícia contábil afirma que foram feitos empréstimos bancários com o pagamento de juros. Em uma perícia fiscal não é preciso se estabelecer a autoria , uma vez que a responsabilidade está apontada no artigo 84, inciso dois da Constituição Federal”, ressaltou ele, referindo-se ao texto da legislação que diz que compete privativamente ao Presidente da República exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal”. “É inimaginável pensar que algo dessa magnitude tenha sido realizado sem o conhecimento por ação ou omissão da presidenta Dilma”.

Parlamentares pró-Rousseff usaram o espaço para atacar os argumentos. “Inicialmente eram seis decretos. Dois já caíram [na comissão]. Agora caiu mais um [na perícia]”, afirmou o senador Lindbergh Farias (PT), que disse que sobre as pedaladas os analistas afirmaram que a presidenta não foi alertada de crime pela área técnica. “Não há crime sem autoria. Em crime de responsabilidade não existe ato de omissão”, disse.

Em entrevista à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul, Rousseff afirmou que a perícia não mostrou que ela cometeu crime de responsabilidade e voltou a reforçar a versão de que sofrera um golpe. “No que se refere ao Plano Safra, a minha presença em nenhum ato foi constatada. Portanto, consideraram que eu não participei em nenhum momento do Plano Safra porque isso não é papel do presidente da República. Nós viemos dizendo isso há muito tempo, mas agora a própria perícia do Senado constatou isso”, ressaltou.

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