DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Inútil contestação

A presidente afastada Dilma Rousseff contestar revelações de Marcelo Odebrecht – logo de quem – é mais um exercício de inutilidade, especialmente se o motivo for “defender-se” para reassumir a presidência da República.

No máximo, ante declarações tão minuciosas e importantes, das quais não há por que duvidar, inclusive pela insignificância política atual da destinatária das acusações, ela quer apenas livrar-se da cadeia quando cessar o foro privilegiado.

Entrando pelo cano

Dilma ainda se queixa de “vazamento seletivo”, que há muito tempo deixou de ser seletivo, porque atinge todo mundo: seus ex-aliados e hoje algozes e seus algozes de sempre.

Está claro que essa turma não se preocupou em usar Tigre, quem sabe Amanco, quando tratou de fazer instalações de risco em tantos dutos.

Tá tudo no mapa

Sinceramente, a ninguém é dado duvidar de que o então ministro Jaques Wagner ofereceu votos do PT para salvar Eduardo Cunha no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, como disse o deputado em sua exposição de hoje.

Depois que a operação foi inviabilizada é que o ex-governador “pegou ar” para contestar, com direito a participação da ex-primeira-dama, Srª Fatinha, elogiando José Carlos Araújo na distante Andaraí.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 22 junho, 2016 at 11:56 #

Wagner, o “avarandado”, sobrevive, como tantos outros, buscando manter-se à deriva do redemoinho que engole o “boi de piranha” em evidência, o tal Cunha, aquele que se notabiliza por “morte lenta”, não por resistência notável, mas sim por conveniência dos que lhe aplicam os açoites, nada melhor para entreter os incautos da platéia do que aparentar eficiência, assando em fogo baixo, o inimigo público número 1 “escolhido”, ou “abandonado”, por interesses de muitos.

Certo é, que na velocidade imprimida pelo STF, talvez ,para meados da próxima década, publicar-se-ão, em devido diário oficial, venerandas decisões, apontando as devidas, sagradas e inevitáveis, prescrições dos delitos em testilha. Afinal, foro privilegiado sem privilégio, seria o fim de tanta pompa, sem nenhuma circunstância. Cunha será oferecido, em altar inédito, para sacrifício em proveito de muitos.

Wagner, entretanto, acabará sugado pela traiçoeira correnteza que arrasta, despidos de cargos, para tragédias curitibanas. Já não nada com desenvoltura, errou na escolha do barco que afunda em solidão no Alvorada.


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