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Postado em 21-06-2016
Arquivado em (Artigos) por vitor em 21-06-2016 00:14


DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

À imitação de Cunha, Renan faz ameaça

O cidadão comum, que trabalha, paga impostos, honra as dívidas e respeita a lei, não deixa de estar sujeito, ainda que por grande injustiça, a um inquérito policial – ou dois, conceda-se.

Mas Renan Calheiros já emplacou o décimo segundo, sendo nove relativos à Operação Lava-Jato, o que ultrapassa de longe qualquer limite razoável para o velho conceito da presunção de inocência.

Recorde-se que há pouco menos de dez anos, para preservar o mandato, ele renunciou à presidência do Senado ao ser flagrado em recebimento de propina para custear filha nascida de relação extraconjugal.

Pois é essa pessoa, novamente eleita para o mesmo cargo, quem, por desespero ou esperançado numa tecnicalidade jurídica, quer afastar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que combate com firmeza a corrupção no país.

“Esse eu vou avaliar”, disse Renan, em clara ameaça, sobre um pedido de impeachment de Janot, usando da prerrogativa constitucional que tem para a matéria.

Chega a assemelhar-se ao ex-comparsa Eduardo Cunha, de quem agora quer distância, quando diz que negou cinco pedidos contra o procurador-geral – exatamente como Cunha disse sobre a presidente afastada Dilma Rousseff.

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Decisão de Janot não indica recuo

Data: 20/06/2016
14:04:15

Pouco depois, o procurador-geral, que antes havia pedido a prisão de Renan por obstrução da Justiça, a qual foi negada no STF, sugeriu o arquivamento de outro inquérito contra o presidente do Senado por falta de provas.

A decisão gerou suspeita, mas a verdade é que o caso de que Renan foi inocentado por Janot diz respeito a operação criminosa em que o deputado Aníbal Gomes recebeu R$ 3 milhões para minar uma disputa judicial envolvendo a Petrobras.

Aníbal comunicou o interesse de Renan no assunto às partes com que “negociou”, ,o que não ficou caracterizado a ponto de Janot incluí-lo no inquérito, e agiu com sabedoria, porque no bordel em que tornou a República qualquer um poderia usar o nome do senador como fiador da falcatrua.

Chantagem rechaçada na origem

O episódio perdeu a repercussão que teve de início, certamente pela sua impropriedade e também como fruto da realidade atual, em que fatos novos, a exemplo dos que envolvem ministro Padilha, sobrepõem-se diariamente na mídia.

A bravata de Renan tende a não ir para lugar nenhum, como demonstram reações de peso até de correligionários dele, como o senador Eunício Oliveira, e do próprio líder do governo no Senado, Aloysio Nunes Ferreira.

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