Temer: um projeto de Churchill

Temos visto diversas desculpas, esclarecimentos e explicações de tudo quanto é homem público flagrado com a boca na botija. Uns não resistem à sucessão de mentiras, outros sobrevivem sabe-se lá como.

Mas agora chegamos ao extremo. É a própria pessoa do presidente “em exercício” a ser denunciada como tendo levado a mão à massa, expressão igualmente pouco recomendável para altos próceres da República.

É preciso que consideremos com seriedade a situação. Sinceramente, ninguém poderá ter dúvida de que o hoje presidente Michel Temer, antigo médio clero da política nacional, tenha recebido um milhão e meio de reais para a campanha de certo Gabriel Chalita.

Admitamos, porém, que isso não seja verdade, porque, não tendo havido até agora provas documentais, circunstanciais ou testemunhais de credibilidade, não é possível condená-lo, especialmente por crime anterior ao mandato.

Temer, ademais, reagiu com galhardia à delação de Sérgio Machado. Falou em sua condição de “homem”, citou palavras como “honorabilidade” e “indignação” e considerou incompatível a acusação com o exercício da presidência da República.

Foi adiante. Qualificou o ato machadiano (no mau sentido) de “irresponsável, leviano, mentiroso e criminoso”, demonstrando vigorosa segurança. Se não for o suprassumo do cinismo e do risco acrobático, estamos com um estadista nas mãos.

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Comentários

Taciano Lemos de Carvalho on 20 junho, 2016 at 11:39 #

Que o Machado está afiado, está. Cortando a torto e à ‘direita’. Só não corta à ‘esquerda’, pelo fato de que esses que estão aí deixaram de ser esquerda há muito tempo. Alguns nunca nem foram. Passam por serem, mas não são.


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