Política e gestão dão vantagem a ACM Neto

Com a ressalva da falibilidade das previsões eleitorais, do que trataremos mais abaixo, não está longe da verdade, no quadro atual, a virtual reeleição do prefeito ACM Neto no pleito marcado para daqui a três meses e meio.

A pesquisa Record Bahia/Instituto Paraná que o coloca praticamente com dez vezes mais intenções de voto que a segunda colocada em qualquer cenário revela uma tendência que já é sentida com solidez nos contatos no meio social.

O prefeito, de fato, assumiu o cargo numa situação da cidade em que qualquer gestor com um mínimo de aptidão faria uma administração de destaque, apesar dos muitos pontos em que está devendo.

Entretanto, mostrou mais do que o usufruto da oportunidade. Basicamente, desconstruiu o discurso dos adversários de campanha segundo o qual a Prefeitura não teria condições financeiras de sobreviver sozinha, o que lhe permitiu um trabalho notável.

No plano político, a despeito da grande perda que representou o rompimento com o PTN, ampliou os tentáculos, formando densa maioria na Câmara e atuando na composição de uma rede de partidos que ressalta seu papel de liderança.

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Um candidato impossível da oposição

Uma pesquisa restrita ao município de Salvador mostraria o governador Rui Costa com grande popularidade, pela presença importante do Estado na implantação de melhorias em toda a capital.

Pontificam para tal conceito as obras destinadas à melhoria do sistema viário e do transporte público – o beneficio mais democrático que se pode fazer numa metrópole, por facilitar a circulação de todos os habitantes.

Nesse conjunto sobressai, evidentemente, o metrô, uma inovação secular que Salvador não conhecia. O atual governo não só ampliou e colocou em operação comercial a primeira etapa como toca a segunda com surpreendente rapidez.

Apesar disso, a oposição municipal, embora com muitos pretendentes, não tem um nome viável, capaz de levar a eleição para o segundo turno, o que resulta, também, do desgaste do PT e legendas aliadas.

O governador, é óbvio, não é incluído nas pesquisas, nem se acredita que poderia transferir prestígio a um candidato. Uma explicação para o quadro seria a de que o povo viu sabedoria na eleição de governador e prefeito de partidos antagônicos.

Suspeição é dado de toda pesquisa

Pesquisas são sempre dignas de dúvida. Seja pelo interesse de quem as paga, pela competência de quem faz ou, também, por eventuais circunstâncias que, independentemente da boa técnica, podem mascarar ou modificar resultados.

Dos três itens, apenas o terceiro, pela imprevisibilidade intrínseca, não pode ser mensurado no presente caso. Mas os demais estão presentes, ao menos como elemento de discussão.

A pesquisa foi patrocinada pela Record/Bahia, o pilar da comunicação num empreendimento que inclui a Igreja Universal e o PRB, partido alinhado ao prefeito. E o Instituto Paraná não é dos mais experientes do mercado.

A união que não faz a força

Não chega a 17 pontos a soma dos índices dos três candidatos da oposição constantes da consulta: a senadora Lídice da Mata (PSB), a deputada Alice Portugal (PCdoB) e o deputado Sargento Isidório (PDT).

Lídice, cuja condição de ex-prefeita permite melhor avaliação, é a mais rejeitada: 37% dos entrevistados não votariam nela de jeito nenhum. O segundo, com 27%, é Isidório, o que se explica pelas posições radicais em questões de sexo e religião. Alice aparece com 23%.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 17 junho, 2016 at 12:26 #

ACMnetinho terá Titia Eronildes como vice?

Tem algo de real esta especulação?

Caso tenha, o que ganha ACMnetinho com esta composição?


luis augusto on 17 junho, 2016 at 12:55 #

Não acredito. É muita areia para o caminhão de Tia Eron. E não adianta dizer que ela faz duas viagens.


luiz alfredo motta fontana on 17 junho, 2016 at 13:32 #

É o que parece, seria tola, além de inútil, esta escolha.

Ao mesmo tempo, por falar em areia e caminhões, resta saber se ACM, o netinho, terá folego suficiente para repetir o avô, tornando-se, após ele, o primeiro prefeito a galgar o governo baiano. Tarefa imensa, muito acima de “Lidices”, como a recente história demonstrou.


luis augusto on 18 junho, 2016 at 7:02 #

É isso aí, tolice e inutilidade. A necessidade do prefeito de ter uma mulher negra como vice já passou.


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