DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Cunha está se convencendo

Sobre como Eduardo Cunha reagiu quando viu Tia Eron e Wladimir Costa votando a favor do parecer que pedia a cassação dele, um dos aliados do presidente afastado evocou Leonel Brizola:

“É aquela história: a política ama a traição, mas abomina o traidor. Ele foi pego de surpresa. Nesse caso, por dois traidores.”

Segundo o parlamentar, Cunha tem consciência de que, “ao desagradar diversas correntes”, a permanência dele à frente da Câmara se tornou quase impossível.

jun
15
Posted on 15-06-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-06-2016

DO EL PAIS

Gustavo Moniz

De São Paulo

Campeão mundial da Copa Libertadores e bicampeão brasileiro pelo Corinthians, o técnico Tite é o novo comandante da seleção brasileira. Aos 55 anos, Adenor Leonardo Bacchi foi anunciado nesta quarta-feira para o lugar de Dunga, dispensado nesta terça, e terá pela frente o desafio de fazer a equipe voltar a vencer. O ex-treinador do Corinthians assume o cargo após dois dos piores anos da seleção brasileira, desde o 7 a 1 para a Alemanha na Copa do Mundo de 2014. De lá para cá, foram duas eliminações precoces em duas edições da Copa América, muitos tropeços e apenas o sexto lugar nas eliminatórias para a Copa de 2018, fora da zona de classificação.

O novo comandante brasileiro é unanimidade no país. Considerado o melhor técnico do Brasil, venceu com o Corinthians em 2012 os dois títulos mais importantes da história do clube: a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes. No ano passado, levou a equipe à conquista do Campeonato Brasileiro, assim como havia feito em 2011. Desde o final da Copa de 2014, Tite já aguardava o convite da CBF. Deixou o Corinthians no fim de 2013 e na época negou várias propostas para se preparar para assumir a seleção após o Mundial. Passou sete meses viajando pela Europa, conhecendo e participando da rotina dos maiores clubes do mundo. Nunca negou que ficou decepcionado ao perder a vaga para Dunga. De volta ao Corinthians no começo de 2015, negou dois convites da Confederação, um no final do ano passado e outro em 2016. Sempre se recusou a conversar enquanto Dunga estivesse empregado.

Tite é famoso por ser extremamente leal a seus atletas. Conta com o carinho dos jogadores que trabalham com ele. Um de seus métodos é só fazer mudanças na equipe depois de conversar cara a cara com o atleta que entra e o que sai. Em entrevista coletiva na terça-feira antes do anúncio oficial da CBF, Fabio Santos, lateral-esquerdo do Atlético-MG que trabalhou com o técnico no Corinthians em 2012, aprovou a chegada dele à seleção. “A saída do Tite para a seleção ja deveria ter acontecido há muito tempo. Já venceu tudo o que podia. É um grande profissional, um cara muito do bem e merece essa chance”. O centroavante Fred, titular na Copa do Mundo de 2014 pelo Brasil, viu com bons olhos a mudança. “Antes do Dunga assumir, na minha opinião ja tinha que ser ter sido o Tite”.

Em dezembro do ano passado, o novo treinador da seleção brasileira assinou um manifesto contra a CBF que pedia a renúncia do presidente Marco Polo Del Nero, o mesmo dirigente que agora o contratou. O documento foi organizado por jogadores do Bom Senso FC e da ONG Atletas e contou com o apoio de mais de cem personalidades ligadas ou não ao futebol, entre elas Pelé, Zico, Rogério Ceni, o compositor Chico Buarque e os cineastas José Padilha e Walter Salles.

Os primeiros compromissos de Tite com a seleção brasileira serão contra Equador e Colômbia, em 2 e 6 de setembro, pelas eliminatórias.

A saída de Dunga

Dunga foi demitido na tarde nesta terça-feira, em reunião na sede da CBF com o presidente Marco Polo Del Nero. O técnico não resistiu ao fracasso da seleção na Copa América. O Brasil foi eliminado na fase de grupos do torneio após empate com o Equador, vitória sobre o Haiti e derrota para o Peru. Foi a segunda vez na história que a seleção caiu na primeira fase. Além disso, a equipe corre risco de ficar fora da Copa do Mundo de 2018. Ocupa a sexta posição nas eliminatórias sul-americanas, com 9 pontos, fora da zona de classificação. O líder é o Uruguai, com 13.

Esta foi a segunda passagem de Dunga no cargo. Ele iniciou a carreira de treinador em 2007, quando assumiu o comando da seleção prometendo renovação após a fracassada campanha da equipe na Copa do Mundo de 2006 (foi eliminada nas quartas de final pela França). Foi demitido pouco depois do Mundial de 2010 e responsabilizado pela eliminação contra a Holanda nas oitavas de final. Ainda assim, conseguiu vencer a Copa América de 2007 e a Copa das Confederações de 2009.
Olimpíada

A CBF queria Tite no comando da seleção olímpica que disputará os Jogos do Rio em agosto. Sem participar de nenhuma das etapas da preparação para o torneio, o corintiano disse não ao projeto e, segundo o portal UOL, indicou Rogério Micale para ocupar o cargo. Micale é técnico da seleção sub-20. Foi responsável por formar e até convocar o time olímpico nos últimos anos. Foi ele, inclusive, quem definiu a lista de 35 jogadores pré-convocados para a Olimpíada, enviada para o Comitê Olímpico Internacional nesta quarta-feira. Neymar e Douglas Costa estão entre os confirmados acima de 23 anos. Falta uma vaga, que deve ser preenchida pelo zagueiro Miranda.


BOA TARDE!!!


Wagner e Rosemberg: honraria a Dilma

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Título a Dilma muda pauta da Assembleia

A outorga post-mortem da Comenda Dois de Julho ao engenheiro Vasco Neto foi transferida pela Assembleia Legislativa para o dia 3 de agosto, após o recesso parlamentar de meio de ano.

A mudança foi determinada porque no dia previsto – depois de amanhã – haverá a solenidade de entrega do título de cidadã baiana à presidente afastada Dilma Rousseff.

A homenagem a Dilma ocorrerá às 12h30 de quinta-feira. Os dois eventos aconteceriam na mesma data, com a concorrência, ainda, da sessão plenária vespertina.

Válida até ago/16

Os petistas que ainda paparicam Dilma Rousseff, como o deputado Rosemberg Pinto, que a fez “cidadã baiana”, vão abandoná-la de vez quando ela não mais representar perspectiva de poder.

jun
15

BOM DIA!!!


A deputada Tia Eron, durante a votação desta terça-feira.
Alex Ferreira/ Câmara dos Deputados

DO EL PAIS

Talita Bedinelli

São Paulo

Eduardo Cunha se segurou até onde conseguiu. Mas nem toda a sua articulação política nem sua tropa de choque na Câmara puderam frear nesta terça-feira a aprovação do relatório no Conselho de Ética que pedia sua cassação. Foram oito meses de discussão, a mais longa já vista no colegiado contra um parlamentar, até que a decisão pudesse seguir para o plenário, onde 257 deputados também terão de concordar com o parecer -ainda não há data prevista. Se isso acontecer, o todo-poderoso presidente afastado da Câmara, que assumiu o cargo em uma manobra política contra o PT e autorizou a abertura do processo de impeachment contra Dilma Rousseff, deixará de ser deputado. Ao menos pelos próximos oito anos.

A derrota no Conselho de Ética representa uma enorme derrota política para o deputado, que responde por múltiplas acusações de corrupção no esquema de corrupção da Petrobras e está, desde o mês passado, afastado do cargo por uma decisão do Supremo Tribunal Federal. Até os últimos votos da sessão desta terça-feira, o destino do aliado do presidente interino, Michel Temer, não estava selado. Mesmo afastado, Cunha seguia com influência sobre o chamado “Centrão”, grupo de mais de 200 deputados de diversos partidos que jogou papel central na crise política que acabaria afastando do poder Dilma Rousseff, e confiava nele para se salvar.

Os 20 deputados tinham de decidir se concordavam ou não com o relatório do deputado Marcos Rogério (DEM), que afirmava que Cunha quebrou o decoro parlamentar, pois mentiu na CPI da Petrobras ao afirmar que não tinha contas no exterior. Pouco depois da declaração na comissão, no entanto, o banco suíço Julius Baer informou às autoridades daquele país que ele e seus familiares eram beneficiários de contas na instituição. A defesa diz que ele é não é titular das contas e, sim, usufrutuário de contas de um trust.

Os aliados de Cunha contavam com 10 votos certos. Os que pediam a cassação, com nove. O vigésimo e decisivo voto caberia à Tia Eron, uma deputada do PRB até então pouco conhecida, vista como aliada de Cunha, mas que havia elogiado o parecer do relator pela cassação. Era, portanto, uma incógnita. Caso ela votasse a favor do parecer, haveria um empate. E o desempate caberia ao presidente do Conselho, José Carlos Araújo (PR-BA), que votaria contra o presidente afastado da Câmara. Se ela votasse contra o parecer, Cunha venceria na comissão por 11 votos a 9.

A pressão sofrida por Tia Eron era enorme. De um lado da balança contava o apoio de seu partido a Cunha e Temer. De outro, havia o risco de candidatos à prefeito de seu partido sofrerem nas urnas às consequências de uma defesa a um réu da Operação Lava Jato extremamente impopular fora do Congresso – no polarizado ambiente político brasileiro, Cunha, sua mulher e as notícias sobre seus gastos milionários no exterior ajudaram a construir um raro consenso negativo a respeito dele. O deputado Celso Russomano, que concorrerá em outubro à Prefeitura de São Paulo e aparece na liderança das pesquisas feitas até o momento, poderia ser um dos prejudicados e chegou a afirmar à imprensa que se reuniria com ela para pedir que votasse contra Cunha.

Na sessão da semana passada, Tia Eron decidiu desaparecer da reunião do Conselho de Ética, tamanha a pressão. Diante da situação, os opositores de Cunha preferiram fazer uma manobra para adiar a votação e evitar que o suplente de então desequilibrasse a favor de Cunha. Nesta terça, no entanto, ela chegou cedo à sessão e pediu a palavra. Fez um discurso misterioso, em que criticou aqueles que falaram mal de seu sumiço anterior, mas não deixou claro qual seria seu voto. “Entenderam que de fato não mandam nessa nega aqui. Nenhum dos senhores manda”. O suspense se arrastaria até a votação, quando a deputada afirmou que não poderia absolver Cunha e que votaria “sim” ao parecer do relator. Houve comemoração na sala e o voto fez com que Wladimir Costa (SD), que minutos antes disse haver “provas cabais” de que não houve mentira de Cunha, votasse pela cassação. O partido de Costa é comandado por Paulinho da Força, um dos principais aliados do presidente afastado da Câmara.
Pressão total sobre Cunha

Entre a semana passada e essa semana a situação de Cunha piorou, o que pode ter contribuído para a decisão de Tia Eron. Na véspera da sessão, ele se tornou alvo de uma inusual ação civil na Lava Jato, em que é acusado de improbidade administrativa. A Procuradoria da República no Paraná afirma que ele é beneficiário direto do esquema de corrupção da Petrobras e que recebeu 1,5 milhão de dólares para viabilizar a compra de um bloco de exploração de petróleo na costa do Benin, na África -ele nega ter recebido qualquer vantagem. Nesta nova ação, os procuradores pediram a suspensão dos direitos políticos dele por dez anos e a perda do enriquecimento ilícito no valor de 5,8 milhões de dólares, o equivalente a 20 milhões de reais, além da devolução de 1,3 milhão de dólares por parte da mulher dele, Cláudia Cruz. Esse valor, fruto de propina, teria sido movimentado por ela no exterior para bancar compras feitas com cartões de crédito. Também nesta terça, o Banco Central informou ao Conselho de Ética que multaria Cunha e sua mulher em mais de 1,13 milhão por não terem declarado recursos no exterior.

Depois da decisão do colegiado pela cassação, os reveses de Cunha não pararam. Minutos depois, a Justiça do Paraná determinou o bloqueio dos bens dele e de sua mulher por conta da ação de improbidade feita pelos procuradores da Lava Jato, por considerar que “há indícios de que eles agiram de forma improba”. A Justiça também pediu a quebra do sigilo fiscal do parlamentar desde 2007, para contribuir com as investigações. Além disso, no final da tarde, o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal deu a ele cinco dias para que se manifestasse em relação às denúncias feitas pelo delator Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro. Zavascki deixou, portanto, em aberto o pedido de prisão feito pelo procurador Rodrigo Janot, que justificava que Cunha interferia, mesmo afastado da Casa, nas investigações contra ele.

Em nota, Cunha disse que é “inocente da acusação” de mentir na CPI e que o processo todo foi conduzido com “parcialidade”. Cunha afirmou que recorrerá da decisão à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que apontará se houve irregularidades na condução do processo contra ele no Conselho de Ética. Na comissão, nomes contrários a Cunha foram trocados, em uma nova manobra a favor do parlamentar.

Agora resta saber qual pode ser a reação de Cunha a tudo isso. Segundo a imprensa brasileira, ele já insinuou que, caso seja abandonado por seus parceiros políticos, poderia optar por realizar uma delação premiada e, com isso, atingir muitos nomes importantes de diversos partidos. Um risco não apenas às legendas, já abaladas pelas inúmeras denúncias, mas também ao Governo interino de Michel Temer, que balança a cada novo passo da Lava Jato.

jun
15
Posted on 15-06-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-06-2016


Amarildo, no Blog do Noblat ( O Globo)


DEU NO BLOG O ANTAGONISTAS

Teori questiona “seriedade” de gravações de Machado

No despacho em que negou as prisões de Renan, Jucá e Sarney,Teori Zavascki ressaltou que as gravações feitas pelo delator Sérgio Machado “revelam diálogos que aparentemente não se mostram à altura de agentes públicos titulares dos mais elevados mandatos de representação popular”.

Segundo ele, porém, “não se pode deixar de relativizar a seriedade de algumas afirmações, captadas sem a ciência do interlocutor, em estrito ambiente privado.”

Teori lembrou que o STF já tem firmada a convicção de que, “por mais graves e reprováveis que sejam as condutas supostamente perpetradas, isso não justifica, por si só, a decretação da prisão cautelar”.

Para o ministro, é uma questão de credibilidade da Justiça.

“Não se nega que a sociedade tem justificadas e sobradas razões para se indignar com notícias de supostas práticas de crimes, em especial quando envolvam seus representantes, e de esperar uma adequada resposta do Estado, no sentido de identificar e punir os responsáveis. Todavia, a sociedade saberá também compreender que a credibilidade das instituições, especialmente do Poder Judiciário, somente se fortalecerá na exata medida em que for capaz de manter o regime de estrito cumprimento da lei, seja na apuração e no julgamento desses graves delitos, seja na preservação dos princípios constitucionais da presunção de inocência, do direito à ampla defesa e do devido processo legal, no âmbito dos quais se insere também o da vedação de prisões provisórias fora dos estritos casos autorizados pelo legislador.”

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