PT reassume vocação oposicionista

As atrapalhações iniciais do governo Michel Temer deram grande estímulo às organizações políticas capitaneadas pelo PT, que intensificam Brasil afora os protestos contra o presidente e pelo retorno de Dilma Rousseff ao poder.

Assim, esses segmentos voltam a fazer o que mais sabem: oposição. Talvez, entretanto, seja muito cedo, por falta de credibilidade, para ação tão radical, em que se fala até na candidatura do ex-presidente Lula em 2018.

A composição do movimento foi, em essência, a mesma de atos anteriores, à base de gigantescas bandeiras e balões, carros de som e grupos que agora podem ser mais numerosos porque reforçados pelos demitidos da máquina federal.

Doença antiga pode acometer PSOL

Em Salvador, o “Fora Temer”, além dos atores tradicionais, como sem-terra, sem-teto e sindicatos, teve a participação, segundo a imprensa, “de militantes e lideranças do Partido Socialismo e Liberdade”.

Vem a ser, como se sabe, o PSOL, nascido de uma costela do PT inconformada com os “desvios ideológicos” notados desde 2003, com a reforma da Previdência e a nomeação do tucano Henrique Meireles para o Banco Central.

A questão previdenciária é agora retomada por Temer, e justamente pelas mãos de Meireles, que Lula desejava como uma saída para o governo Dilma meses atrás e hoje é fantasma a ser exorcizado, inimigo da classe trabalhadora.

São dados que só exacerbam a confusão política brasileira dos nossos dias. É melhor, portanto, que o PSOL não se meta nessa furada, não tanto pela sequência de decepções a sofrer, mas, principalmente, pelo risco de recaída que lhe será fatal.

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