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DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIZ AUGUSTO GOMES)

Polos trocados na eleição de Camaçari

A eleição para prefeito de Camaçari este ano é especialíssima: terá como principal candidato o deputado Luiz Caetano, que já governou o município por três mandatos, sendo a primeira pelo PCdoB e a duas últimas, pelo PT.

Caetano não terá o apoio do prefeito Ademar Delgado, que ele praticamente tirou do bolso do colete e elegeu há quatro anos. Ao contrário, seu grande aliado será o representante da oposição naquele pleito, Maurício Bacelar.

O passado de muitas acusações ficou, realmente, para trás. “Inegavelmente”, disse Bacelar, “Caetano é o que reúne todas as condições para retomar o desenvolvimento da cidade e devolver o orgulho e alegria para nossa gente”.

E, “simbolicamente”, como anunciou sua assessoria, passou às mãos do candidato o programa do seu PTN no pleito de 2012, as mesmas “ideias” supostamente derrotadas por Caetano.

Uma popularidade que as urnas testarão

Caetano é um nome de força na cidade, onde obteve a maioria dos 125 mil votos que o levaram à Câmara dos Deputados. É, como dito acima, o responsável pela eleição de Ademar, cujo desempenho não recomendou uma tentativa de reeleição.

Assim, será um excelente teste para o prestígio do ex-prefeito a apresentação, agora, de argumentos e conceitos como “traição”, “arrependimento” e “pedido de desculpa”.

Os adversários certamente vão usar a contradição, sem contar o fato de que os 43% de votos obtidos por Maurício Bacelar provêm de um discurso antipetista, que, de lá para cá, só teve razões para se fortalecer.

Por outro lado, em 2012 ele representou a pessoa do então inelegível José Tude, até tomando emprestado seu sobrenome. Tude, com sua suposta popularidade, está onde sempre esteve: com o PMDB de Geddel e o DEM de ACM Neto.

O problema começou com Neto

A propósito, toda essa confusão não estaria ocorrendo se Neto não tivesse rompido com o deputado João Carlos Bacelar (PTN). A unidade da oposição tradicional seria poderosa em Camaçari.

Mas isso é fruto natural da política sem programas e objetivos que se desenvolve no Brasil, sem diferença capital entre governo e oposição – apenas de nomes e de métodos, muitas vezes, duvidosos.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 12 junho, 2016 at 9:11 #

Por falar em “fruto natural”, o destaque ecológico está na denúncia de Leo Pinheiro, da OAS, que discorre sobre irrigação no caixa 2 de Marina Silva.

A “sustentabilidade” parece ser prima irmã da tal “governabilidade”.

Ouça-se, ao fundo, o choro desafinado de seus seguidores, a natureza, por vezes, é cruel, especialmente com os que tentam viver à suas custas.


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