O imortal Luizinho Eça, para iluminar os caminhos de quem ama!
Dedicado também ao aniversariante da semana, Gilson Nogueira (nascido em 10/6, como João), amigo do peito e colaborador da primeira hora deste site blog da Bahia antenado no mundo.

BOM DIA!!!
FELIZ DOMINGO DOS NAMORADOS!!!

(Vitor Hugo Soares e Gilson, o aniversariante)

jun
12

DO EL PAIS

Joan Faus

Orlando / Washington

Um atirador abriu fogo dentro da Pulse, uma conhecida boate gay em Orlando, na Flórida (EUA) na madrugada deste domingo (por volta das 3h, no horário de Brasília), matando ao menos 50 pessoas e deixando outros 53 feridos, muitos em estado grave, segundo as últimas informações das autoridades locais (polícia, FBI, prefeitura de Orlando e hospital local), que realizaram uma coletiva de imprensa no final da manhã. O ataque ocorreu na Pulse, uma conhecida casa noturna voltada ao público LGBT, onde o agressor se entrincheirou durante mais de três horas. O autor dos disparos foi identificado pelos veículos locais como Omar Mateen, um norte-americano de 29 anos que foi morto pela polícia após uma troca de tiros. Número de mortos pode subir.

O caso está sendo investigado como um ato de terrorismo, mas ainda não há detalhes sobre a motivação do atentado nem se o homem está ligado a alguma organização terrorista. “Temos indícios de que este indivíduo pode ter inclinação ao terrorismo islamita, mas não podemos dizer isto com toda certeza”, afirmou o agente do FBI Ron Harper, que destacou ainda não descartar a possibilidade de terrorismo doméstico.

O autor dos disparos –feitos com uma arma de “cano comprido”– provocou um estado de caos e pânico que se prolongou durante horas. Cerca de 300 pessoas estavam no local no momento do atentado. O último post da Pulse no Facebook, apagado pouco depois, é uma mensagem de alerta: “Que todo mundo saia da Pulse e comece a correr”.

A polícia reconheceu que se encontrava em uma situação “com muitas vítimas” e pediu apoio a corporações locais, estaduais e federais. Suspeitava que o agressor pudesse estar de posse de um artefato explosivo. Quando em torno das cinco da madrugada se escutou uma explosão, no lugar já havia um forte dispositivo de segurança, com ambulâncias e patrulhas da polícia, e um negociador fora enviado para lá. Segundo testemunhas, parte dos feridos foi levada para vários hospitais da região, conforme a gravidade de seu estado. Quarenta feridos foram transferidos para o Centro Médico Regional de Orlando.

Ricardo, um dos clientes que estavam no interior da boate, explicou ao veículo espanhol RNE que o local estava muito cheio quando se escutaram os disparos e as pessoas logo se jogaram no chão. Em um intervalo das rajadas de tiros, levantaram-se e saíram correndo pela parte de trás. “Pensei que era parte da música até que vi o fogo de sua pistola”, acrescentou Rosie Feba, que também conseguiu escapar.

O tiroteio já era assunto das redes sociais poucos minutos depois de seu início. Anthony Torres, que divulgou vídeos dos primeiros momentos através das redes sociais, escutou os disparos quando saía do local. “Tudo mundo estava correndo e gritando”, declarou ao Daily News.

Dez!

Gilson Nogueira

A vinheta com o grito de Brasil nos gols do Brasil contra o Haiti,na TV Globo,quarta-feira passada, soou-me nota musical fora do tom..O time de Dunga é fraco.Tão fraco quanto o país que ele representa.Nem de leve lembra a outrora Seleção Canarinho, aquela que empolgou o planeta pela qualidade do futebol que praticava..Em lugar da vinheta global,a seleção ( merece minúscula,mesmo ) poderia rceber um sonoro e interminável gongo. Ao ouvir o bordão da emissora do Jardim Botânico estava eu conversando com um colega jornalista,aqui,no Rio, sobre a supremacia americana no basquete mundial.Veio-me,então, com o assunto, a idéia de perguntar aos responsáveis pela gestão do esporte amador na Bahia se existe algum projeto visando incentivar a prática de esportes olímpicos no estado que viu nascer João Gilberto, o criador da batida da Bossa Nova no violão.
No embalo, ocorreu-me, também, voltar a dizer que considero um absurdo o Estádio Octávio Mangabeira ser chamado de Arena Fonte Nova, legendária praça esportiva do Norte e Nordeste do país, onde, um dia, no final dos anos 60 do século passado, entrevistei Pelé, dentre outros carques que deveriam servir de referência para esses jogadores que driblam pouco, quando sabem, dão chutões a cada ninuto e esquecem que o futebol, antes de constituir-se em modalidade esportiva, é uma arte. Pelo menos, para a torcida que viu Pelé, Zico,Nilton Santos,Garrincha,Gérson, Rivelino,Pinguela, Ademir da Guia, pai e filho, Mário Sérgio, Mário, um dos heróis do Bahia na conquista da primeira Taça Brasil, em 1959, contra o Santos de Pelé e Companhia, no Maracanã, e outros gênios da pelota, representantes legítimos do melhor futebol do mundo, até o placar de 7×1 imposto pelos germânicos ao time da CBF, na última Copa do Mundo.
Falei no Rei. Portanto, como um dos seus milhares de fãs no Universo, Deus Incluído,contento-me em registrar, aqui, saber que o ídolo mundial, como Cassius Clay, seu amigo até a morte, acaba de doar parte dos R$ 17 milhões arrecadados com o leilão de alguns de seus objetos históricos,como jogador de futebol, para um hospital pediátrico, em Curitiba. Mais um gol de placa do Atleta do Século.Que emoção, Rei, você, que foi criticado pelos boçais de plantão, no dia em que, no Maraca, ao assinalar seu milésimo gol como profissional, de pênalti,contra o Vasco do goleiro Andrada, após beijar o balão de couro, carregado pela torcida, pediu, aos microfones das emissoras de rádio que o rodeavam, que os brasileiros lembrassem das criancinhas abandonadas! Pelé é Dez!

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do BP

jun
12
Posted on 12-06-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-06-2016


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIZ AUGUSTO GOMES)

Polos trocados na eleição de Camaçari

A eleição para prefeito de Camaçari este ano é especialíssima: terá como principal candidato o deputado Luiz Caetano, que já governou o município por três mandatos, sendo a primeira pelo PCdoB e a duas últimas, pelo PT.

Caetano não terá o apoio do prefeito Ademar Delgado, que ele praticamente tirou do bolso do colete e elegeu há quatro anos. Ao contrário, seu grande aliado será o representante da oposição naquele pleito, Maurício Bacelar.

O passado de muitas acusações ficou, realmente, para trás. “Inegavelmente”, disse Bacelar, “Caetano é o que reúne todas as condições para retomar o desenvolvimento da cidade e devolver o orgulho e alegria para nossa gente”.

E, “simbolicamente”, como anunciou sua assessoria, passou às mãos do candidato o programa do seu PTN no pleito de 2012, as mesmas “ideias” supostamente derrotadas por Caetano.

Uma popularidade que as urnas testarão

Caetano é um nome de força na cidade, onde obteve a maioria dos 125 mil votos que o levaram à Câmara dos Deputados. É, como dito acima, o responsável pela eleição de Ademar, cujo desempenho não recomendou uma tentativa de reeleição.

Assim, será um excelente teste para o prestígio do ex-prefeito a apresentação, agora, de argumentos e conceitos como “traição”, “arrependimento” e “pedido de desculpa”.

Os adversários certamente vão usar a contradição, sem contar o fato de que os 43% de votos obtidos por Maurício Bacelar provêm de um discurso antipetista, que, de lá para cá, só teve razões para se fortalecer.

Por outro lado, em 2012 ele representou a pessoa do então inelegível José Tude, até tomando emprestado seu sobrenome. Tude, com sua suposta popularidade, está onde sempre esteve: com o PMDB de Geddel e o DEM de ACM Neto.

O problema começou com Neto

A propósito, toda essa confusão não estaria ocorrendo se Neto não tivesse rompido com o deputado João Carlos Bacelar (PTN). A unidade da oposição tradicional seria poderosa em Camaçari.

Mas isso é fruto natural da política sem programas e objetivos que se desenvolve no Brasil, sem diferença capital entre governo e oposição – apenas de nomes e de métodos, muitas vezes, duvidosos.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Um mês de Michel Temer

Amanhã (hoje, 12), Michel Temer completará um mês à frente do país. Trechos do que ele disse à Folha sobre esse período:

“É uma guerra, tem sido uma guerra.”

“Restabelecemos a interlocução com o Congresso, votamos projetos com ampla maioria e estamos retomando a confiança no país, não é pouca coisa para um começo de governo.”

“Eu não tenho feito nenhum gesto contra ela (Dilma Rousseff). Respeito quem passou.”

“Nossas vitórias no Congresso mostram que não tem espaço para a Dilma voltar.”

Um mês de Michel Temer, um mês sem Dilma Rousseff.

Magnífica Chabuca, a grande da canção peruana e da América Latina ( que o diga Caetano Veloso em Fina Estampa e La flor de la canela). Viva Peru! Música, maestra limenha!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

jun
12


Pablo Kuczynski, presidente eleito do Peru, no último dia 6.
GUADALUPE PARDO REUTERS

DO EL PAIS

Carlos E. Cué

Buenos Aires

Pedro Pablo Kuczynski é um homem de sorte. Tudo foi bem na sua vida. Quis fazer política e conseguiu ser ministro várias vezes, inclusive primeiro-ministro, quando Alejandro Toledo era presidente. Quis fazer dinheiro, e conseguiu ficar muito rico como assessor de empresas – muitos o qualificam como lobista e podem fazer chover críticas por conflitos de interesses – e banqueiro de investimentos nos Estados Unidos, onde passou metade de sua vida. Aos 77 anos de idade, restava apenas uma aspiração final: ser presidente do Peru, o país onde nasceu, quase por acaso, quando seu pai, um médico alemão, se mudou para estudar in situ as doenças tropicais nas quais se especializou. E, agora, Kuczynski também conseguiu alcançar esse seu último objetivo.

No entanto, e apesar dessa sucessão de êxitos, há alguns meses ninguém apostava um centavo na candidatura presidencial desse veterano tecnocrata, um liberal que foi capaz de apoiar, em 2011, a candidatura de Keiko Fujimori “para que não ganhasse o chavismo” que, para ele, Ollanta Humala representava naquele momento.

Cinco anos depois, o destino quis que a esquerda, liderada por Verónika Mendoza, desesperada diante da possibilidade de que um Fujimori retornasse ao poder, permitisse a vitória desse liberal. É o presidente mais inesperado, mas, assim é a política peruana. O antifujimorismo move montanhas.

Há apenas duas semanas, uma grande pergunta, impensável em qualquer outra campanha eleitoral, rondava o Peru: Kuczynski realmente quer ganhar? O liberal começou o segundo turno em alta, na crista da cômoda onda do antifujimorismo. Mas, pouco a pouco, o ímpeto de Keiko Fujimori o foi devorando. Kuczynski estava perdido, não sabia fazer campanha. Caminhava sem entusiasmo para a derrota. Além disso, passou uma semana nos EUA, para ir à formatura de sua filha. Um erro de livro que Keiko não desperdiçou.

Seus vínculos com os EUA trouxeram problemas. Alguns o criticam dizendo que é “mais gringo do que peruano”. Ele renunciou à nacionalidade norte-americana para evitar polêmicas, mas quando fica nervoso solta palavrões em inglês e fala espanhol com um sotaque particular. Sua esposa, Nancy Lange, é norte-americana. É analista financeira e prima da atriz Jessica Lange.

Para Kuczynski é normal se mover na elite mundial. É primo, por parte de mãe, do cineasta Jean Luc Godard. Cursou o ensino médio em um colégio no Reino Unido e frequentou um conservatório na Suíça – touca muito bem flauta transversal. Depois, estudou nas universidades de Oxford e Stanford.

O poder e o dinheiro não têm segredos para ele. A revista Caretas publicou esta semana uma foto na qual o político está conversando, em 1988, com Henry Kissinger, ex-secretário de estado dos EUA, em uma reunião do clube Bilderberg, o mais exclusivo do planeta. Conhece quase todas as personalidades-chave, inclusive Rodrigo Rato, a quem ajudou a levantar o FMI quando era ministro da Economia peruano.

Kuczynski sabe tudo de poder, mas não de política. Sua campanha foi desastrosa. Ficou claro que ele estava muito mais confortável nos escritórios do que nas ruas. Era evidente como era muito mais capaz de exercer o poder do que de conquistá-lo. Mas, quando tudo parecia perdido, lutou. Foi na última semana. Entendeu que tinha que ganhar, a qualquer custo, o último debate, depois de seu calamitoso desempenho no primeiro. Para isso, pediu a ajuda de pessoas respeitadas do antifujimorismo para se preparar, como o jornalista investigativo Gustavo Gorriti.

Usou tudo o que tinha ao seu alcance para se mostrar mais humano, para fugir da tecnocracia, para demonstrar que queria ganhar e incentivar os esquerdistas e antifujimoristas a votarem nele. Apelou, inclusive, à memória de seu pai, o mítico médico alemão que dirigiu o leprosário de San Pablo, o lugar, em plena selva, onde Che Guevara celebrou seu aniversário de 24 anos. Ali fez, conforme relata em seus diários, seu primeiro grande discurso no meio de sua viagem pela América.

Lutou e ganhou o debate, pegou a onda antifujimorista e venceu, por apenas 41.800 votos. Uma vez mais, teve sorte: estava no lugar certo na hora certa. Agora, tem o poder, como tantas outras vezes. Falta descobrir se vai saber fazer política.

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