jun
08
Posted on 08-06-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-06-2016

Para ouvir e viajar na imaginação.

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)

jun
08

DO G1/ O GLOBO

Adriana Justi e Bibiana Dionísio

Do G1 PR

O policial federal Newton Ishii, chamado de Japonês da Federal e que ficou conhecido durante a Operação Lava Jato, foi preso na terça-feira (7) em Curitiba. O mandado foi expedido pela Vara de Execução Penal da Justiça Federal, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.

Ele está detido na Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense. De acordo com o advogado do agente, Oswaldo de Mello Junior, Ishii foi condenado a quatro anos e dois meses em virtude da Operação Sucuri, que descobriu envolvimento de agentes na entrada de contrabando no país.

As investigações mostraram que os agentes facilitavam a entrada de contrabando no país, pela fronteira com o Paraguai, em Foz do Iguaçu. O caso tramita sob segredo de Justiça.

“O Superior Tribunal de Justiça (STJ) denegou um recurso que nós tínhamos recorrido na semana passada sobre a condenação em Foz. Ao saber da expedição do mandado de prisão, meu cliente foi avisado e imediatamente se apresentou em Curitiba”, disse o advogado.

Oswaldo afirmou ainda que Newton já cumpriu quatro meses da pena e que isso será descontado da condenação total. Segundo ele, a pena será cumprida em regime semiaberto.

Nome citado na Lava Jato
O nome de Newton Ishii foi citado em meio à Operação Lava Jato na gravação que levou à prisão o senador cassado Delcídio Amaral, em Brasília.

No áudio, o senador fazia tratativas com o chefe de gabinete dele, Diogo Ferreira, o advogado Edson Ribeiro e o filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, Bernardo, buscando um plano de fuga para Cerveró, que estava preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

O agente é citado durante a conversa quando o grupo discute quem estaria vazando informações para revistas. Delcídio se refere a um policial como “japonês bonzinho”, que seria o responsável pela carceragem.

A Polícia Federal disse, na ocasião, que iria apurar se o nome citado na conversa era o do agente.

Fama

Com a deflagração da Operação Lava Jato, o agente passou a ser conhecido em todo o Brasil. A cada fase da operação nestes mais de dois anos, Newton Ishii aparecia ao lado empreiteiros, operadores financeiros, políticos e funcionários públicos que eram presos.

A fama se expandiu pelo Brasil se tornando, inclusive, tema da marchinha da carnaval. Veja um trecho.

“Ai meu Deus, me dei mal
Bateu a minha porta
O japonês da Federal

Dormia o sono dos justos
Raia o dia, eram quase 6h
Escutei um barulhão,
Avistei o camburão

A minha porta o japonês, então, falou
Vem pra cá, você ganhou uma viagem ao Paraná”

A marcha foi escrita pelo advogado e compositor Thiago Vasconcelos de Souza.
Em fevereiro deste ano, o agente foi à Câmara dos Deputados e foi tietado por parlamentares. Ishii fez fotos com deputados, assessores e servidores nos corredores e no plenário. Ele havia ido a Brasília para participar da posse da nova diretoria da Federação Nacional dos Policiais Federais.



CRÔNICA DE CINEMA

“DIPLOMACIA”

Lúcia Leão Jacobina Mesquita

”Paris vale uma missa”!(Henrique IV)

Passando quase despercebido em Salvador, o grande filme de Volker Schlöndorff, “Diplomacia”, exibido somente na Sala de Arte do Cinema do Museu. É certo que a Sala Paseo Itaigara tenha colado seu cartaz na parede desde algum tempo e como já o conheço em DVD, fiquei aguardando que entrasse na programação para revê-lo enfim no cinema, onde as emoções da sala escura e a projeção na tela grande não rivalizam com a televisão nem mesmo as maiores que estão sendo agora fabricadas. É sempre oportuno lembrar Buñuel e sua declaração em “Meu Último Suspiro” sobre a magia que o cinema provoca no espectador. Pelo menos provocava antigamente, pois hoje já não se encontra a ambientação necessária para o envolvimento no filme, devido ao cheiro forte e os ruídos causados pela mastigação da pipoca e do sorver no canudo os imensos refrigerantes, o som dos celulares ou quando silenciosos, os focos de luz que rompem a privacidade da sala acionados pelos mais ansiosos que perderam a capacidade de concentração e insistem em ler as mensagens nas telinhas, sem respeitar o restante da platéia.Mas necessário retornar a Schlöndorff, o diretor que iniciou sua carreira como assistente de Louis Malle e possui uma filmografia invejável.
Não cria ele próprio seus roteiros, prefere escolher um grande texto e realizar sua adaptação para o cinema,como fez em “O Jovem Törless”, romance de Robert Musil, que deu visibilidade ao novo cinema alemão ao receber há exatamente cinquenta anos, o Prêmio da Crítica Internacional, no Festival de Cannes, de 1966, ou na companhia de grandes profissionais do gênero como Jean-Claude Carrière, com quem assinou “Um Amor de Swann”, baseado na obra de Proust, e“O Tambor” de Gunter Grass. Realizou,entre outros, “O Viajante”, de Max Frisch, “A Morte do Caixeiro Viajante”, adaptação do próprio Arthur Miller e, em 2014, adaptou em conjunto com o próprio dramaturgo a peça homônima de Cyril Gely, “Diplomacia”.
Schlöndorff é da mesma geração de Win Wenders, que já esteve em Salvador como conferencista no evento “Fronteiras de Pensamento”, Werner Herzog, Margareth von Trotta e Rainer Werner Fassbinder, que lhe serviu inclusive de ator em “Baal”, uma de suas importantes obras. Tem escolhido para seus protagonistas famosos atores, tais como Jeremy Irons, Ornella Mutti, Alain Delon, Fanny Ardant, Dustin Hoffman, John Malkovich,Sam Shepard, July Delphi, Barbara Sukowa, Niels Arestrup e André Dussollier, estes dois últimos os magníficos intérpretes de “Diplomacia”.
O tema de “Diplomacia” é preservar Paris da destruição ordenada por Hitler no final da Segunda Grande Guerra e que já foi abordado por René Clément, em “Paris está em Chamas?”,a partir do livro do mesmo nome de Dominique Lapierre e Larry Collins.
Desta vez, Schlöndorff baseia-se na peça homônima de Cyril Gély, que narra o diálogo mantido pelo cônsul sueco Raoul Nordling e o general alemão Dietrich von Choltitz, na madrugada do dia 25 de agosto de 1944.
Logo de início, o filme exibe as ruínas de Varsóvia ao som da 7ª Sinfonia, de Beethoven regida por Wilhelm Furtwängler, o célebre maestro que dirigiu no período nazista a Orquestra Filarmônica de Berlim, cuja sombria trajetória é objeto do documentário “The Reichsorchester – The Berlin Philharmonic and the Third Reich”, de Enrique Sánchez Lansch. Todas essas referências conduzem o público a se situar no palco da grande conflagração que dominou a Europa durante quase uma década e continua sendo um tema inesgotável de abordagens nos mais diferentes setores artísticos desde que findou em 1945. Schlöndorff filma quase que completamente entre quatro paredes o tenso diálogo mantido entre um diplomata para demover um general do cumprimento de uma ordem absurda. Durante todo o desenrolar da ação, reafirma a presença da Resistência Francesa na liberação da cidade, que aparece em algumas curtas tomadas como uma terceira personagem, além de estabelecer um confronto magnífico entre os intérpretes e suas habilidades em utilizar táticas militares e diplomáticas para ganhar uma guerra. É, pois, um espetáculo que deve ser prestigiado pelo público e merece maior visibilidade na programação, bem como ser exibido em todas as salas do Circuito Sala de Arte, a fim de que os interessados possam vê-lo. Inclusive porque o filme participou da 64ª Seleção do Festival Internacional de Berlim e ganhou o “César de Melhor Roteiro Adaptado”, em 2015.
Além da interpretação dos atores, do excelente roteiro, a fotografia de Michel Amathieu merece ser destacada na utilização que faz de cenas documentais da época do conflito em preto e branco, bem como nos filtros utilizados na iluminação dos aposentos onde se passa a ação com a cidade ainda imersa na bruma da madrugada vista da janela para sugeririncerteza às vésperas de uma catástrofe. Até a câmera se deslocar para o vão da mesma janela e visualizar as cores da aurora que despontam no horizonte, colocando no mesmo plano e prestes a se fundir as silhuetas do cônsul e da Torre Eiffel. A plasticidade desta tomada e a simbologia da claridade a se sobrepor à bruma, fez-me imediatamente retornar a memória outro célebre epílogo ligado à preservação da memória de Paris, na atitude tomada pelo rei Henrique IV de se converter ao catolicismo, afim de interromper a chacina religiosa, no século XVI.
E para finalizar, como contraponto ao Allegretto, da 7ª Sinfonia de Beethoven que inicia a projeção, a nostálgica canção “J’ai deux amours”, na bela voz de Madeleine Peyroux, enquanto são exibidos os créditos.

Lúcia Leão Jacobina Mesquita, ensaísta e autora de “Aventura da Palavra”.


Escute e se delicie com a linda canção, leia a crônica de Lucia Jacobina (acima) sobre o “Diplomacia”, e não perca o filme.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo soares)


Millôr: “onde será que enterram os canalhas?”

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Aurélio do Carmo sobrevive a Passarinho

É muito bom que o desembargador paraense Aurélio Correia do Carmo ainda esteja vivo, aos 94 anos, pelo que de felicidade representa a existência de um ser humano como pelo fato de que não precisamos, ainda, passar em branco por sua morte.

A morte do ex-governador e ex-ministro Jarbas Passarinho, domingo, aos 96, ocorreu cheia de registros. Da grande participação em ministérios e mandatos ao toque militar no sepultamento, passando pelos pêsames prontamente declarados do presidente Temer.

A cena faz lembrar a charge clássica de Millôr Fernandes em que dois extraterrestres passeiam entre lápides de um cemitério, não necessariamente brasileiro, e um deles indaga: “Onde será que eles enterram os canalhas?”

Não cheguemos a tanto com relação a Passarinho. Mas a percepção é a de que, neste Brasil do bem entrado século XXI, devemos deixar para trás a era do ôba-ôba, com permissão para os acentos contra a gramática oficializada.

O “democrata” e “intelectual” do AI-5

A “brilhante” carreira de Jarbas Passarinho na vida pública começou por sua condição de principal nome do Exército no Pará, com a nomeação para governador, em junho de 1964, no lugar, justamente, do supracitado Aurélio do Carmo.

Eleito para o cargo com 70% dos votos, Do Carmo foi cassado por “subversão” e “corrupção”, tradicionais acusações da época, que jamais foram provadas. Voltou à vida pública, mas não política, após a anistia de 1979.

Enquanto isso, Passarinho foi ministro do Trabalho, da Educação e da Previdência, num período em que os trabalhadores, estudantes e aposentados brasileiros só perderam em direitos, representação e estrutura. Daí, decolou para mandatos consecutivos no Senado.

Nessa fase, posou de “democrata” e “intelectual”, embora não tenha apagado de sua biografia o episódio em que, como ministro do governo Costa e Silva (1967-69), ao declarar apoio ao terrível AI-5, que radicalizou a ditadura, mandou “às favas todos os escrúpulos de consciência”.

Na sucessão presidencial intramuros que caracterizou o Brasil do regime militar, seu nome foi muitas vezes lembrado na imprensa, porém sem chance, pois alcançara na carreira a patente de coronel, e na rígida hierarquia reinante não poderia “dar ordens” a generais.

jun
08
Posted on 08-06-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-06-2016


Teori analisará pedidos de prisão.
FERNANDO BIZERRA JR EFE


DO EL PAÍS

Afonso Benites
Brasilia

Aliados de Michel Temer entendem que os pedidos de prisão dos caciques do PMDB, feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, poderiam gerar um caos parlamentar e seriam uma catástrofe para a gestão interina, caso sejam aceitos pelo Supremo Tribunal Federal. Os pedidos não só atingem o coração do partido do presidente interino, mas também colocariam o Senado Federal, ainda que interinamente, sob o comando de um petista, o senador Jorge Viana, do Acre, no momento em que os senadores se preparam para julgar o impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff – Viana é o atual primeiro-vice-presidente da Casa. Ter um opositor no comando do Congresso Nacional significa ainda enfrentar dificuldades no trânsito de projetos de lei que o Executivo considera importantes.

Eis a avaliação de dois auxiliares de Temer sobre o que tem sido chamado pelo Governo de “tsunami”: 1) A eventual prisão domiciliar de José Sarney seria um simbolismo que o PMDB não quer ter para si por ele ser um ex-presidente da República e o presidente de honra da legenda; 2) Se Jucá for detido, haverá um prejuízo a imagem da gestão Temer, já que o ex-ministro do Planejamento foi um dos principais articuladores do Governo e ainda tem um bom trânsito no Congresso; 3) As possíveis (ainda que nem tão prováveis) detenções de Calheiros e Cunha representariam mais uma forte interferência do Judiciário no Legislativo reforçando a tese da “democracia de toga”, que tem sido propalada principalmente por parte dos que temem ser pegos pela Operação Lava Jato.

No caso de Cunha, o Governo imagina que possa ainda haver mais dois problemas, o das negociações com o centrão (grupo de partidos ainda sob a influência dele) e uma interferência no processo de impeachment, já que foi esse deputado quem conduziu o processo na Câmara e, com ele preso, a tese de impeachment por vingança volta a ganhar força. O julgamento de Dilma Rousseff só deve ser concluído pelo Senado em agosto. Na ocasião, os senadores votarão se ela cometeu ou não o crime de responsabilidade fiscal ao assinar seis decretos de suplementação orçamentária e por fazer pedaladas fiscais.

Mesmo diante de tantas informações negativas (nesta semana outros dois ministros quase caíram), Temer tenta dar um caráter de normalidade à sua gestão. Nos próximos dias, deve se reunir com cerca de 150 empresários para buscar uma reaproximação com o setor. Na próxima semana, fará três viagens oficiais para Alagoas, Pernambuco e Rio de Janeiro.

jun
08
Posted on 08-06-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-06-2016


Sinfrônio, no Diário do Nordeste (CE)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Capitulou, Tia Eron?

O Conselho de Ética desmarcou a sessão de amanhã que analisaria o relatório de Marcos Rogério pela cassação do mandato de Eduardo Cunha. A votação deve ficar para quinta-feira ou para a próxima semana.

Suspeita-se que o PRB de Celso Russomanno tenha fechado acordo com Cunha para virar o voto de Tia Eron.

Quanto custou?

  • Arquivos

  • junho 2016
    S T Q Q S S D
    « maio   jul »
     12345
    6789101112
    13141516171819
    20212223242526
    27282930