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Postado em 07-06-2016
Arquivado em (Artigos) por vitor em 07-06-2016 00:09


DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Roberto Muniz: um mandato em aberto

Houve legislaturas em que suplentes de senador chegaram a ocupar um terço do plenário, nas cadeiras de titulares empossados em ministérios e em outros cargos de alto nível, como restringe a Constituição.

Tal situação costuma legar ao país parlamentares inexpressivos, que em geral só figuraram na chapa por representar apoio financeiro à campanha e do quais ouvimos falar vez por outra como envolvidos em atos duvidosos.

Com Roberto Muniz, que deverá assumir a vaga do agora secretário da Educação, Walter Pinheiro, é um caso distinto. Chegou à suplência com bagagem de ex-deputado e ex-prefeito de perfil técnico respeitado, além de bom trânsito no meio político.

Certamente estará no Senado em caráter precário – pois não se pode precisar quando Pinheiro retornará –, mas será um período rico da Casa, pela tarefa de julgar a presidente da República e apreciar medidas do interesse do governo “interino”.

As opções de Muniz são o exercício burocrático do mandato ou a busca de uma marca que lhe reative a carreira, trocada pelo êxito na iniciativa privada. Seu trabalho poderá ser ou não de grande valia para o grupo político do qual se origina.

Poucos suplentes baianos assumiram Senado

São raros, pelo menos nos últimos 50 anos, os casos de suplentes de senadores baianos que assumem o mandato por períodos significativos.

O mais remoto é Antonio Fernandes, que faleceu no ano passado, aos 101 anos. Sucedeu Aloysio de Carvalho, morto em 1970, exercendo o mandato até 1975.

Com garantia genuína de continuidade, destacam-se as duas vezes em que Antonio Carlos Júnior assumiu a cadeira do pai, uma por renúncia (2001), outra por morte (2007), e a ascensão de Luís Viana Neto ao lugar do falecido pai, Luís Viana Filho, em 1990.

Dentro do carlismo, há ainda exemplos relativamente recentes: Djalma Bessa substituiu Waldeck Ornelas de 1998 a 2001, quando este foi ministro da Previdência, e Rodolfo Tourinho Neto sucedeu Paulo Souto, eleito governador, para cumprir o período 2003-2007.

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Comentários

Rosane Santana on 7 junho, 2016 at 10:53 #

Roberto Muniz é um quadro político muito bem preparado do ponto de vista técnico e intelectual. Tem formação bem acima da média da representação política brasileira. Foi o homem que inaugurou, nos anos 80-90, a parceria entre o Brasil e Cuba na área da medicina preventiva. Fez muito bom trabalho na área de saúde e educação em Lauro de Freitas, tendo deixado a administração com mais de 90% de aprovação. Ainda assim, recusou-se a ir para a reeleição, deixando muitos políticos perplexos, entre os quais o ex-governador ACM. É engenheiro de estradas, fluente em inglês e outras línguas. E, acima de tudo, um humanista. Penso que o Walter Pinheiro, na educação, vai fazer dobradinha com Muniz no Senado e deve ser inspirado por ele. Quando prefeito de Lauro de Freitas, nos anos 90, Roberto Muniz reestruturou toda a rede física de postos de saúde e escolas de Lauro de Freitas e instituiu uma lei obrigando a construção de salas de aula como contrapartida a todo empreendimento imobiliário no município. Foi dele a ideia de criar a primeira clínica de saúde da Mulher, na RMS, com atendimento modelo. Lauro de Freitas possui o melhor IDH da Região Metropolitana e da Bahia, devendo muito a ele neste quesito.


Rosane Santana on 7 junho, 2016 at 11:02 #

Importante ressaltar, também, o trabalho desenvolvido por Roberto Muniz como secretário de Cultura e prefeito, no tocante aos investimentos em esporte e cultura, voltado para adolescentes em situação de risco social. Jovens de Lauro de Freitas até hoje são destaques no box e no balé, por exemplo. O Senado brasileiro, creio, ganha um grande parlamentar e a Bahia um representante à altura das expectativas e necessidades de sua população mais necessitada.


Rosane Santana on 7 junho, 2016 at 11:20 #

Como político, deve ser ressaltada sua incomum capacidade de dialogar com os opostos em busca de consenso, bem como sua elegância no trato com todos indistintitamente.


luis augusto on 7 junho, 2016 at 14:22 #

Agradecendo por ter sido sumamente promovido a escriba do El País, ressalto os textos de Ró-Ró sobre Roberto Muniz, do qual não sabia tanto


vitor on 7 junho, 2016 at 14:54 #

Luis Augusto

El Pais retirado da moldura. Obrigado pela elegância no reparo ao lapso do idoso editor do BP. E um adendo: mérito o editor do PE tem de sobra para ser redator do El Pais ou de qualquer outro grande diário.E história profissional tb.Na moral!!!…


Luis augusto on 7 junho, 2016 at 15:48 #

Estamos todos na fila preferencial.Abraços. Luís


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