DO G1/O GLOBO

O lendário Muhammad Ali, ex-boxeador e ex-campeão dos pesados, morreu nesta sexta-feira (3), aos 74 anos, em Phoenix, Arizona, nos Estados Unidos, informou um porta-voz da família. Considerado um dos maiores lutadores de todos os tempos, ele havia sido internado na quinta (2), com problemas respiratórios

“Após 32 anos de luta contra o Mal de Parkinson, Muhammad Ali morreu aos 74 anos”, disse seu porta-voz, Bob Gunnell. “A família Ali gostaria de agradecer a todos por seus pensamentos, orações e pede privacidade neste momento”, diz um comunicado.

O ex-campeão deixa a mulher, Lonnie Williams, e nove filhos.

Quando estava em atividade, Ali se proclamou “o maior, mais ousado e mais bonito” lutador do mundo. No auge da carreira como pugilista, dizia que “podia flutuar como uma borboleta, mas picar como uma abelha”.

Ali foi o primeiro boxeador a ganhar o mundial dos pesados três vezes. No ringue, foram 57 vitórias, sendo 37 delas por nocaute, e 5 derrotas. Como amador, conquistou a medalha de ouro olímpica aos 18 anos, mas vítima de racismo em um restaurante, jogou a medalha no Rio Ohio..

Ali nasceu em Louisville, Kentucky, em 17 de janeiro de 1942, como Cassius Marcellus Clay Jr. Mais tarde, ele mudou seu nome para Muhammad Ali, após se converter ao Islã.

Nos anos 60, falou contra o racismo e contra a Guerra do Vietnã. Em 1967, se recusou a servir o exército americano na Guerra do Vietnã e criticou o envio de militares para o conflito. Acabou perdendo o título mundial e ficou afastado do boxe por três anos.

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Comentários

vangelis on 4 junho, 2016 at 20:38 #

Muhammad Ali
Em 1984 nas minhas férias de trabalho fui conhecer a cidade de New York, pois era um sonho de infância já visto nas projeções de filmes assistidos no Cine São Francisco em Juazeiro.
Fiquei hospedado no Hotel Doral Inn, hoje se chama de W Hotel, situado na Avenida Lexington.
Durante a minha estadia no Doral ocorreu uma Convenção Internacional de Boxe promovida pela FIB-Federação Internacional do Boxe, cujo encerramento se daria com um grande evento no Madison Square Garden.
No transito de hospedes e convivas no lobby do Doral que tive a oportunidade de conhecer muitos campeões de várias categorias do boxe. Especialmente o campeão panamenho Roberto Durán o Mano de Piedra, que por me perguntar a minha nacionalidade ficou contente em saber ser brasileiro. Tendo em vista que, ele tinha como ídolo o brasileiro campeão mundial Éder Jofre.
No sábado, véspera do encerramento da Convenção, estava conversando com Mano de Piedra que me deu ingresso para o encerramento no Madison. E pediu-me para aguardar a chegada do Campeão de todos os tempos.
Não demorou muito para aparecer na porta do Doral uma daquelas enormes limousine preta muito comum em NYC. Logo desceu o motorista todo paramentado de uniforme preto e luvas brancas abrindo as portas do veículo.
Primeiro desceu um sujeito de pequena altura vestido em terno e chapéu brancos, que parecia muito com aqueles abre alas de escola de samba, caminhando em ritmo de samba em direção ao lobby do hotel.
Surpreso e achando que era gozação do Mano Roberto Durán, disse:
– Roberto esse nem de longe se parece com o Campeão…
Durán respondeu:
– Calma garoto, ele está no carro…
Em seguida desceu duas enormes negras, olhei para o Mano e ele disse:
– São as irmãs de Ali…
Então por último surge o Campeão com um sorriso enorme, dirige-se ao lobby do hotel onde se encontrava um burburinho com a sua chegada.
No lobby encontra com dois jovens casais de mulçumanos os quais foram os primeiros a serem cumprimentados pelo Campeão.
Depois de saudar outros presentes, dirige-se ao Mano-Roberto Durán e aperta-lhe a mão. Logo em seguida Roberto me aponta e diz:
– O brasileiro me disse que no Brasil é o seu fã número 1…
O Campeão estende o enorme braço, cujo diâmetro era maior do que a minha coxa, com a mão aberta:
– Feliz também em conheço-lo e lembre-se no Brasil também há um grande Campeão, Éder Jofre…
Fiquei embaraçado, estendi e mão e supliquei a Todos os Santos que ele não apertasse e muito menos sacudisse junto, pois seria uma tragédia para o pequeno mortal.
Como ainda havia muitos nos cumprimentos, seguiu a rotina de toda Grande Estrela saudando os súditos admiradores.
Fiquei com a eterna lembrança que me cabe na parte dessa história do Século XX que se esvai…
Fecha o pano, que o GRANDE CAMPEÃO SE FOI!
R.I.P.


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