DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO gOMES)

Modesta contribuição para a defesa dos Renans

O objetivo das gravações feitas por Sérgio Machado com políticos do PMDB era, obviamente, comprometê-los, atendendo aos propósitos do acordo de delação premiada que planejava fazer para aliviar sua barra com o juiz Sérgio Moro.

Assim, uma ressalva é indispensável: é plausível que ele não estivesse, de sã consciência, atacando autoridades da República, como o procurador Rodrigo Janot, porque isso, em tese, seria ruim para ele. Tratava-se, portanto, apenas de ardil.

Por outro lado, a seus interlocutores, implicados em crimes diversos, interessava convencê-lo de que tudo ficaria bem, pois era clara a ameaça que sofriam, com frases do tipo “vai ser ruim pra todo mundo”.

Nessa estratégia, tranquilizar Machado era tarefa fundamental, donde não se pode afirmar que Renan, Sarney e Jucá necessariamente concordavam com os conceitos que emitiam, apenas queriam fazer parecer assim.

Por exemplo, Machado dizia: “Esse Janot é um mau caráter”. E Renan: “Mau caráter, mau caráter”. Machado avaliava a equipe da Lava- Jato: “Estão se sentindo o dono do mundo”. Volta Renan: “Dono do mundo”.

Com Sarney e Jucá foram muitas situações semelhantes. Os pobres coitados foram levados a dizer coisas que não queriam. Um fato que, bem aproveitado por caros advogados já em ação ou a ser constituídos, pode render bons resultados.

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