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O Exército mo-ni-to-ra

As Forças Armadas monitoram o que vai pelo Brasil, dentro da sua atribuição de garantir os poderes constitucionais e, a pedido de um deles, a lei e a ordem. Normal. Na entrevista ao Estadão, contudo, Raul Jungmann teve de explicar ao repórter o que significa “monitorar”.

Leiam, por favor:

Estadão: Os militares, agora sob o seu comando, estão monitorando os movimentos sociais – como dito pelo senador Romero Jucá em uma das gravações grampeadas?

Raul Jungmann: As Forças têm serviço de inteligência. Fazem esse monitoramento desde sempre – não só este governo, mas nos governos Dilma, Lula, Fernando Henrique, Itamar, Collor. Por definição, é exatamente monitorar a conjuntura, a situação nacional, para informar os chefes militares e o ministro da Defesa. Não há nenhuma diferença entre o que está sendo feito hoje e o que o governo Lula ou o governo Dilma faziam em relação ao MST. Não mudou nada. Monitorar não é bisbilhotar, interferir, grampear, nada disso.

Estadão: Defina monitorar.

Raul Jungmann: Fazer um acompanhamento, através da imprensa, através de informações que você possa ter. Tem unidades espalhadas por todo o País. ‘Olha vamos ter uma manifestação aqui’, seja o que for, você acompanha.

Estadão: Digamos que é uma forma mais técnica de bisbilhotagem.

Raul Jungmann: Não. Bisbilhotar jamais. É contra a Constituição. É interferir em direitos e garantias que não podem de forma nenhuma ser alcançados ou feridos. Hoje, nas Forças, não há a menor resistência em compreender e aceitar o papel dos movimentos sociais, de reivindicar, de protestar. Não tem nenhum problema em relação a isso.

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