maio
29

DORALINDA DONATO DOMINGO DEUS!!!

BOA NOITE

(Gilson Nogueira)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

A marcha da insensatez

Neste domingo, 1.500 pessoas participaram da Marcha das Flores.

Os manifestantes, segundo a Folha de S. Paulo, estenderam um varal de calcinhas manchadas de tinta vermelha na frente do STF e gritaram “Fora Temer” e “Fora Gilmar, defensor de estuprador”.

Ontem à tarde, na frente do Congresso Nacional, 1.500 pessoas participaram da Marcha da Maconha.

Depois de formarem uma grande folha de maconha no gramado, elas gritaram “Fora Temer”.

Se continuar assim, Michel Temer vai governar por mais 30 anos.

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

Cientistas contra os Jogos não defendem “golpe”

Se a presidente Dilma Rousseff ainda estivesse no cargo, é possível que a carta aberta de cientistas de todo o mundo à OMS e ao COI, propondo o adiamento ou a transferência dos Jogos Olímpicos do Rio, fosse tomada como mais uma etapa da conspiração internacional que teria sido encetada pelo impeachment.

Como não é o caso, é preciso refletir: as considerações feitas por 125 destacados membros da comunidade científica, entre cientistas, médicos e especialistas, inclusive de universidades respeitáveis, como Harvard e Oxford, apenas dão uma espécie de cunho oficial a uma convicção largamente difundida no país.

Como a Copa do Mundo, os Jogos vieram para o Brasil para a euforia de muitos, mas também despertando em outros pelo menos a preocupação com o grande dispêndio a ser feito por um país pobre, cuja população, em sua grande maioria, nem mesmo tinha acesso razoável aos mais elementares direitos, como saúde e educação.

Prevaleceram, no entanto, enfunados pelo interesse político indissociável de eventos desse tipo, os argumentos do fortalecimento da imagem do Brasil no exterior, da criação de empregos e, sobretudo, do “legado” que ficaria em obras públicas, apesar da evidente e consensual suspeita, enfim confirmada, de alta corrupção.

Da zika cidadã à falta de vacina contra a gripe

Mesmo com a consumação da indicação do Rio e o início dos trabalhos, a dúvida quanto à realização dos Jogos era levantada a cada episódio da tradicional criminalidade violenta reinante na cidade. Por último, incorporou-se o colapso da saúde no Estado, fruto óbvio da virtual falência financeira que compromete todos os serviços públicos.

Os custos reconhecidos pela assim chamada Autoridade Pública Olímpica chegam aos R$ 40 bilhões, contra previsão inicial de R$ 29 bilhões, com as cifras definitivas ainda dependentes de atualizações, uma até junho e outra programada para depois dos Jogos. Só a “estrutura temporária” de arquibancadas e energia, somadas este ano, atingiu R$ 400 milhões.

O que mais dói no orçamento é a mentira do “legado”. Fora as obras que atrasaram ou não se concretizaram, como na Copa, o maior parte dos equipamentos não configura um investimento social compensatório, e em pouco tempo estará até deteriorada e abandonada pela previsível falta de manutenção.

Nações civilizadas tratam a saúde de outra ótica. No caso específico, autoridades na matéria consideram “desnecessário” que 500 mil pessoas de todo o planeta corram o risco de contrair e levar para seus países o vírus da zika, que adotou a cidadania fluminense. Mas vale lembrar a gripe H1N1, matando pessoas de norte a sul e sem vacina suficiente.

Imenso Bola de Nieve, honra e glória da música cubana e do mundo!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Mari Aponte: alta diplomata dos EUA a caminho do Brasil

DO EL PAIS

Silvia Ayuso

De Washington

A nova secretaria de Estado adjunta dos EUA para a América Latina, Mari Carmen Aponte, vai se tornar em junho a primeira alta funcionária dos Estados Unidos a viajar para o Brasil desde o início do Governo interino de Michel Temer, com quem a Administração Obama ainda não se comunicou de forma direta até agora.
O presidente interino do Brasil, Michel Temer.
O presidente interino do Brasil, Michel Temer. A. MACHADO

Com essa visita, Washington busca reabrir o diálogo com um país imprescindível na região, no momento em que esta busca responder à crise vivida por outra nação fundamental, a Venezuela. O breve comunicado em que se anuncia a viagem de Aponte não menciona a crise venezuelana, nem mesmo a própria situação complicada atravessada pelo Brasil após o afastamento temporário da presidenta Dilma Rousseff. Mas ambas são questões decisivas no momento em que todos os olhares da região estão voltados para Caracas e Brasília.

Os Estados Unidos têm evitado se posicionar abertamente sobre o processo de impeachment de Dilma. Tanto desde a Casa Branca como desde o Departamento de Estado, a mensagem cautelosa tem sido de que se trata de um assunto interno – fórmula que usa quando não quer se posicionar muito – e assegurando sua confiança nas instituições democráticas do país. O único que se pronunciou de forma contundente foi o representante temporário norte-americano na Organização dos Estados Americanos (OEA), Michael Fitzpatrick, que, na semana passada, rejeitou que tenha ocorrido um golpe de Estado, como afirmaram outros países da região durante uma sessão do organismo regional.

Aponte chegará ao Brasil em 2 de junho, depois de participar em Montevidéu do encontro regional da iniciativa Open Government Partnership (OGP) e de se reunir com as autoridades uruguaias. Uma vez em Brasília, Aponte conversará com membros do Governo Temer, inclusive com o novo ministro das Relações Exteriores, José Serra, sobre “temas regionais e globais importantes, inclusive os Jogos Olímpicos e os esforços compartilhados para combater o Zika vírus”, de acordo com a breve nota oficial.

Mas nem as escalas nem as datas da primeira viagem de Aponte desde que assumiu de forma interina este mês o principal posto diplomático norte-americano para a América Latina são, provavelmente, casuais.

Enquanto Aponte visita o Uruguai e o Brasil, em Washington se espera que o Secretário-Geral da OEA, Luis Almagro, divulgue o relatório que preparou sobre a situação na Venezuela. Ele mesmo deu a entender que o documento poderia revelar se decide invocar a Carta Democrática Interamericana pela situação do país, como lhe foi solicitado pelo Parlamento venezuelano, nas mãos da oposição. O Governo de Nicolás Maduro, que mantém um duro confronto pessoal com Almagro, rejeita categoricamente essa possibilidade e acusa o ex-chanceler uruguaio de exceder-se em suas funções.

Não está claro ainda que Almagro tenha apoio suficiente para poder fazer avançar o processo se decide aplicar a Carta Democrática à Venezuela. Embora a preocupação seja crescente e pública –Argentina, Chile e Uruguai emitiram um comunicado conjunto há uma semana chamando a preservar a democracia–, até agora apenas os Estados Unidos criticaram abertamente a atuação de Caracas no foro interamericano. E aqui o papel de Aponte poderia ser decisivo para buscar apoios regionais para, pelo menos, aumentar a pressão sobre a Venezuela, especialmente antes da reunião de todos os ministros das Relações Exteriores, em meados de junho, em Santo Domingo, sede da Assembleia Geral anual da OEA.

Almagro e Aponte se reuniram no dia 17 de maio para discutir “questões fundamentais da agenda do hemisfério”. Um dia depois, o secretário-geral da OEA enviou uma duríssima carta contra Maduro na qual negava suas acusações de trabalhar para a CIA e acusava o presidente venezuelano de ter “traído” e mentido ao seu povo.

Junto com o anúncio da viagem de Aponte, o Departamento de Estado também revelou na sexta-feira que seu chefe, John Kerry, telefonou na véspera ao ex-presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, para “saudar os esforços que lidera para facilitar o diálogo” na Venezuela, juntamente com os ex-presidentes Martín Torrijos, do Panamá, e Leonel Fernández, da República Dominicana.


DO EL PAÍS

Talita Bedinelli

De São Paulo

Faltam apenas 65 dias para que os destinos de Dilma Rousseff e Michel Temer sejam definidos, se o cronograma apresentado nesta semana pelo relator da Comissão do Impeachment, o senador tucano Antonio Anastasia, funcionar. Segundo a previsão feita por ele, que ainda precisa ser aprovada pela comissão na próxima reunião, em 2 de junho, o Plenário do Senado decidirá em 2 de agosto se Rousseff perderá definitivamente seu mandato. Se confirmado, o país decidirá seu futuro três dias da abertura dos Jogos Olímpicos do Rio.

Esses pouco mais de dois meses serão, portanto, essenciais não apenas para a defesa de Rousseff. Eles também marcam o prazo que o atual presidente em exercício tem para provar que consegue dirigir o país para fora da crise econômica atual, adotando medidas fiscais firmes a ponto de agradarem o mercado, mas não o suficiente para que insuflem as ruas. Tudo isso numa corrida aparentemente às cegas contra o tempo porque, a qualquer momento, as investigações da Lava Jato podem atingir sua base de apoio ou o próprio coração do Governo. A luz amarela foi acendida nesta semana, com a queda de Romero Jucá, braço direito de Temer -ele acabou exonerado do Ministério do Planejamento depois de o jornal Folha de S.Paulo revelar conversas que sugeriam uma articulação para interromper as investigações. E a ansiedade seguiu com a revelação escalonada de mais áudios ao longo dos dias.

Para que Dilma Rousseff seja afastada, é preciso que 54 dos 81 senadores votem a favor do impeachment. Na votação de admissibilidade do processo, em 12 de maio, 55 senadores foram favoráveis à abertura da investigação. Isso significa que a petista precisaria, além de manter os votos que obteve, em tese convencer ao menos dois parlamentares a mudarem de posição. Uma margem muito apertada. E, apesar de esta fase do processo ser o coração jurídico do processo, com a apresentação de provas sob a presidência do Supremo Tribunal Federal, a decisão será necessariamente um reflexo da balança política. “Quem votou pelo afastamento de Dilma nem imaginava coisas como estas que se viu nas gravações”, escreveu no Twiiter nesta semana o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), um dos votos pró-impeachment considerados voláteis.

“É um período curto em que Temer precisa conseguir muita coisa. Ele tem o grande desafio de se colocar como a solução da crise econômica. É uma janela de tempo crucial para ele mostre que não se trocou seis por meia dúzia”, explica João Augusto de Castro Neves, diretor da América Latina da consultoria de risco político Eurásia Group. Segundo os cálculos da consultoria, que considera questões como o apoio da população e o tamanho da base aliada de Temer no Congresso, há, neste momento, 80% de chances de o Senado votar pelo impeachment de Rousseff, mas a situação é tão delicada que essa estimativa pode se alterar a qualquer momento.

Para Neves, os anúncios feitos até agora por Temer na área econômica contam como pontos favoráveis a ele. Os nomes escolhidos para comandar a área, como o do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, imprimiram a confiança de uma mudança de rumo econômico. A aprovação da alteração da meta fiscal pelo Congresso, na madrugada de quarta-feira, também mostrou que a ‘superbase’ montada no Parlamento funcionou em seu primeiro teste importante. Há fatores de risco, como a situação da base na Câmara com o presidente interino Waldir Maranhão (PP-MA) e a possibilidade de que a Lava Jato afete a presidência do Senado de Renan Calheiros (PMDB-AL), com um grupo fiel na Casa. Acertando na área econômica, Temer agrada não apenas o mercado, mas também ganha a confiança da classe média que foi às ruas nos últimos meses, que odeia o PT de Rousseff, mas ainda não tem certeza se apoia o Governo interino.

Mas as medidas, apesar de bem recebidas por essa parcela da sociedade, contemplam apenas uma parte desse enorme xadrez político. Para o doutor em ciência política por Harvard, Andrei Roman, criador do Atlas Político, que também faz projeções sobre o impeachment, o futuro do Governo é incerto e dependerá não apenas dos passos dados na economia, como da própria conjuntura política. “Temer está em uma situação em que qualquer coisa que ele tentar fazer vai deixar alguém insatisfeito”, afirma ele. “O ponto mais importante de sustentação dele é a recuperação econômica. Mas, para fazer isso, ele precisa fazer reformas que têm o potencial de incendiar o país”.

Para evitar que os protestos de rua, que já existem, se tornem maiores, ele evitou tomar qualquer medida polêmica. Ensaiou um discurso de aumento de impostos, recebido com críticas, mas recuou. Também não promoveu qualquer corte radical no Orçamento. Até medidas mais simples, que visavam a enxugar a máquina pública, acabaram desfeitas após a repercussão negativa: caso do Ministério da Cultura, extinto e, depois, ressuscitado, diante de protestos da classe artística. Ele manteve, no entanto, algumas medidas polêmicas, como a revisão de portarias que ampliavam o Minha Casa, Minha Vida, capazes mais de mobilizar movimentos de esquerda, já contrários a ele.

Roman afirma que a Lava Jato é outro fator que será crucial neste período. Para ele, caso as investigações atinjam mais nomes próximos a Temer, isso pode causar um desgaste na imagem do Governo diante da opinião pública. Além de Jucá, outros ministros escolhidos por ele foram citados em delações feitas na investigação. O mandatário interino também nomeou vários nomes ligados ao presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, o político mais mal avaliado do Brasil. “Temer terá que se ajoelhar para Cunha”, lançou a presidenta afastada em entrevista à Folha de S. Paulo publicada neste sábado. Nas manifestações anti-Rousseff, o envolvimento de petistas na investigação foi uma das grandes críticas feitas. A perda de apoio popular pode acabar por reverter votos de senadores que, às vésperas das eleições municipais de outubro, podem temer impactos em suas bases eleitorais e prejuízos a seus afilhados políticos.

Para o Atlas Político, a chance de que que o impeachment se efetive é de 55%, justamente pela apertada margem de votos que a banda pró-Temer tem. Neste corpo a corpo, os políticos acabam ganhando no varejo. O senador peemedebista Jader Barbalho, por exemplo, que é aliado de Rousseff, mas faltou na votação da admissibilidade, conseguiu um ministério para o filho, Helder Barbalho, colocado por Temer na Integração Nacional. Zezé Perrella (PTB), que votou pelo impeachment mas chegou a dar indicação de que poderia mudar de ideia, emplacou o filho Gustavo Perrella na Secretaria Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor.

Tanto Roman, do Atlas, quanto Neves, da Eurasia, acreditam que mesmo que o Governo Temer perca forças, as chances de Rousseff voltar, entretanto, são pequenas, já que ela perdeu a sustentação política. Para o primeiro, é possível que os erros de Temer levem a um acordo, em que Rousseff seria poupada do impeachment desde que concordasse em chamar novas eleições. Para o segundo, caso a situação do presidente interino se torne insustentável, a saída política seria forçar o Tribunal Superior Eleitoral a acelerar a condenação da chapa petista por irregularidade de gastos de campanha – se isso ocorre antes de dezembro, há novas eleições diretas; se ocorre depois, são chamadas eleições indiretas, em que o Parlamento escolherá o novo presidente.
Cronograma do impeachment

As datas estabelecidas pelo senador Antonio Anastasia nesta quarta-feira, que ainda serão votadas pela comissão no próximo dia 2:

Até 1 de junho: recebimento da defesa prévia da presidenta afastada na comissão

02 de junho: parecer da comissão sobre provas e diligências pedidas pela defesa e pelos senadores do grupo

06 a 17 de junho: oitiva das testemunhas, esclarecimento do perito e colocação de documentos no processo

20 de junho: interrogatório de Dilma Rousseff (que pode ser representada por seu defensor)

25 de julho: leitura do relatório da comissão

26 de julho: discussão do relatório na comissão

27 de julho: votação do relatório na comissão

28 de julho: leitura do parecer no plenário

01 e 02 de agosto: discussão e votação do parecer no plenário

maio
29
Posted on 29-05-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-05-2016


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

O Exército mo-ni-to-ra

As Forças Armadas monitoram o que vai pelo Brasil, dentro da sua atribuição de garantir os poderes constitucionais e, a pedido de um deles, a lei e a ordem. Normal. Na entrevista ao Estadão, contudo, Raul Jungmann teve de explicar ao repórter o que significa “monitorar”.

Leiam, por favor:

Estadão: Os militares, agora sob o seu comando, estão monitorando os movimentos sociais – como dito pelo senador Romero Jucá em uma das gravações grampeadas?

Raul Jungmann: As Forças têm serviço de inteligência. Fazem esse monitoramento desde sempre – não só este governo, mas nos governos Dilma, Lula, Fernando Henrique, Itamar, Collor. Por definição, é exatamente monitorar a conjuntura, a situação nacional, para informar os chefes militares e o ministro da Defesa. Não há nenhuma diferença entre o que está sendo feito hoje e o que o governo Lula ou o governo Dilma faziam em relação ao MST. Não mudou nada. Monitorar não é bisbilhotar, interferir, grampear, nada disso.

Estadão: Defina monitorar.

Raul Jungmann: Fazer um acompanhamento, através da imprensa, através de informações que você possa ter. Tem unidades espalhadas por todo o País. ‘Olha vamos ter uma manifestação aqui’, seja o que for, você acompanha.

Estadão: Digamos que é uma forma mais técnica de bisbilhotagem.

Raul Jungmann: Não. Bisbilhotar jamais. É contra a Constituição. É interferir em direitos e garantias que não podem de forma nenhuma ser alcançados ou feridos. Hoje, nas Forças, não há a menor resistência em compreender e aceitar o papel dos movimentos sociais, de reivindicar, de protestar. Não tem nenhum problema em relação a isso.

  • Arquivos