maio
25
Posted on 25-05-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-05-2016

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Folha de S. Paulo:

“O ex-presidente José Sarney prometeu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, investigado pela Operação Lava Jato, que poderia ajudá-lo a evitar que seu caso fosse transferido para a vara do juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, mas ‘sem meter advogado no meio’.”

DO PORTAL G1/ O GLOBO

Em gravação, Renan sugere mudança na lei da delação premiada, diz jornal
‘Folha’ publicou diálogo com Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro.
Presidente do Senado diz que fala não mostra tentativa de atingir a Lava Jato.

Do G1, em São Paulo e em Brasília

Gravações de conversas entre o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, divulgadas na edição desta quarta-feira (25) do jornal “Folha de S.Paulo”, mostram o parlamentar alagoano defendendo uma alteração na lei que trata da delação premiada para impedir que presos colaborem com as investigações.

A eventual mudança na legislação atingiria, por exemplo, a Operação Lava Jato, que se baseou em relatos de delatores presos para avançar na apuração do esquema de corrupção que atuava na Petrobras.

Os diálogos foram gravados por Sérgio Machado a partir de março, mas as datas das conversas com Renan não foram reveladas.

Esta é a segunda gravação do ex-presidente da Transpetro com caciques do PMDB que vem à tona nesta semana. O primeiro diálogo, com o senador Romero Jucá (PMDB-RR), culminou na exoneração do peemedebista do comando do Ministério do Planejamento.

Tanto Renan Calheiros quanto Sérgio Machado são alvos da Lava Jato. O presidente do Senado é investigado em sete inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) relativos ao esquema de corrupção da estatal do petróleo, mas ainda não foi alvo de nenhuma denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR).

Em nota, Renan afirmou que “os diálogos com Sérgio Machado não revelam, não indicam, nem sugerem qualquer tentativa de interferir na Lava Jato ou soluções anômalas”. O peemedebista também ressaltou no comunicado que suas opiniões discutidas na conversa com o ex-presidente da Transpetro “sempre foram publicamente noticiadas pelos veículos de comunicação”.

Indicado pelo PMDB, Sérgio Machado presidiu a Transpetro entre 2003 e 2015. Ele se desligou da petroleira após denúncias de envolvimento no esquema de corrupção investigado na Lava Jato.

No diálogo divulgado nesta quarta-feira pela “Folha de S.Paulo”, o ex-presidente da Transpetro sugere a Renan um “pacto” para tentar pôr fim à crise política e econômica que seria “passar uma borracha no Brasil”.
Não pode fazer delação premiada preso. Primeira coisa. Porque aí você regulamenta a delação e estabelece isso”

Em resposta, o presidente do Senado pondera que, “antes de passar a borracha, precisa fazer três coisas”, sugerindo que seu diagnóstico foi recomendado por integrantes do STF. Ele não menciona, no entanto, o nome dos ministros da Suprema Corte que avalizariam o ponto de vista dele.

“Primeiro, não pode fazer delação premiada preso. Primeira coisa. Porque aí você regulamenta a delação e estabelece isso”, observou Renan ao ex-dirigente da Transpetro.

O segundo ponto destacado pelo peemedebista para tentar arrefecer a crise, apontado na conversa gravada antes de o Senado afastar Dilma provisoriamente da Presidência, seria a petista tentar negociar uma “transição” com os ministros do STF.

Sérgio Machado, então, questiona o motivo de Dilma “não negociar” com integrantes do Supremo. O senador responde: “Porque todos [os ministros do STF] estão putos com ela”, enfatizou.

“Ela [Dilma] disse: ‘Renan, eu recebi aqui o [Ricardo] Lewandowski, querendo conversar um pouco sobre uma saída para o Brasil, sobre as dificuldades, sobre a necessidade de conter o Supremo como guardião da Constituição. O Lewandowski só veio falar de aumento, isso é uma coisa inacreditável'”, acrescentou Renan.

A assessoria do STF afirmou à “Folha” que o presidente do tribunal “jamais” manteve conversas sobre suposta “transição” ou “mudanças na legislação penal” com Renan ou com Dilma.

Na conversa com o presidente do Senado, Sérgio Machado também critica a decisão do STF tomada em fevereiro deste ano que autoriza prisões a partir de condenações de segunda instância, e Renan concorda com o interlocutor.

“A lei diz que não pode prender depois da segunda instância, e ele [STF] aí dá uma decisão, interpreta isso e acaba isso”, reclama o presidente do Senado.

Sérgio Machado

Ex-deputado e ex-senador, Sérgio Machado foi citado nas delações premiadas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do senador cassado Delcício do Amaral (sem partido-MS).

O Ministério Público Federal apurou que o presidente do Senado teria recebido propina de contratos da Transpetro na época em que a subsidiária era presidida por Machado.

O teor das conversas com Jucá, na qual o parlamentar de Roraima defende um “pacto” para barrar a Lava Jato, foi divulgado pela “Folha de S.Paulo” na última segunda-feira (23). A repercussão negativa do caso levou Jucá a pedir demissão do Ministério do Planejamento.

BOA TARDE!!!


Congresso: Renan comanda sessão na madrugada


DO EL PAÍS

Afonso Benites

Brasilia

Governo interino de Michel Temer passou pelo seu primeiro teste no Congresso Nacional. A meta fiscal que prevê um rombo de 170,5 bilhões de reais nos cofres públicos foi aprovada de maneira simbólica pelos senadores e deputados federais na madrugada desta quarta-feira. A “prova de fogo” mostra que a gestão do peemedebista inicia com uma base que aprovará com relativa tranquilidade as principais medidas enviadas pelo Poder Executivo. Nem a queda do senador Romero Jucá (PMDB-RR) do ministério do Planejamento ou o anúncio de duras medidas fiscais interferiram no apoio dado por deputados e senadores.

A mudança na meta antes do próximo dia 30 de maio – que é quase duas vezes maior do que a prevista pela gestão Dilma Rousseff (PT) – era necessária para evitar que o Governo cometesse qualquer irregularidade na manipulação do orçamento. A oposição, formada por pouco mais de cem deputados e de 20 senadores, tentou obstruir de várias maneiras a votação. Esvaziou o plenário em alguns momentos, alongou discursos, deu orientações em um sentido e depois os alterou apenas com o objetivo de protelar a votação. Antes de votar a meta, os congressistas precisavam analisar 24 vetos presidenciais que trancavam a pauta do Legislativo. A sessão, poderia ser rápida, mas os debates se estenderam das 11h de terça-feira até as 4h desta quarta-feira.

A nova oposição, formada principalmente por legendas como PT, PDT e PCdoB,
reclamou da celeridade na votação. A mudança na meta chegou ao Congresso na segunda-feira à tarde e no dia seguinte já passou a ser analisada pelos parlamentares sem passar pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Uma alteração feita por Rousseff (que trocava a o superávit de 30 bilhões de reais para um déficit de 97 bilhões) tramitava na Casa desde março, mas não fora votada nem pela CMO. “Não tivemos nenhuma explicação tanto do ministro da Fazenda quanto do Planejamento. Ninguém respondeu por que um déficit que era de 97 bilhões passou para 170 bilhões de reais. Onde vai ser gasto esse dinheiro?”, reclamou a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Os governistas ressaltaram a urgência na votação da proposta. “Se não aprovássemos a mudança de meta, o Governo teria de paralisar todas as suas ações porque há um superávit de 30 bilhões e a realidade é que nosso déficit é de 170 bilhões de reais. O superávit é impossível de fazer”, disse o senador Romero Jucá (PMDB-RR), o ex-ministro que elaborou a proposta nos 11 dias que passou no Governo Temer.
Novas medidas

Mais cedo, antes da sessão legislativa, os parlamentares se estenderam nas análises sobre as medidas econômicas anunciadas pelo presidente em exercício Michel Temer, que preveem, entre outros, um limite de gastos com saúde e educação, o fim do fundo soberano, a antecipação de dívidas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o congelamento dos gastos públicos.

O líder da Minoria na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que as propostas de Temer são “pífias” e representam “cortes de direitos”. “São medidas pífias, que não expressam o que está acontecendo no país. É um governo que não tem condição de governabilidade, porque foi produto de um golpe parlamentar que não encontra ressonância na sociedade brasileira. Nós não podemos jogar a crise nos ombros dos trabalhadores. É o oposto do que íamos fazer”.

Os governistas, como o líder do DEM, o deputado Pauderney Avelino, elogiaram as medidas. “São anúncios que visam recuperar a credibilidade do Governo junto à sociedade. Além disso, buscam retomar a confiança de investidores, tanto internos como externos”.


Samba da Benção, por Pierre Barouh

CRÔNICA/CINEMA

Amor e música no filme inesquecível

Maria Aparecida Torneros

Artigo primoroso me traz a lembrança de um filme francês de 1966. No site Bahia em Pauta leio sobre o inesquecível filme de amor dirigido por Claude Lelouch. Recordo quantas tardes fui com as colegas de escola normal todas na faixa dos 16 anos encantadas com as imagens e cenas de amor renunciado.
Atores excelentes. História comum e passível de acontecer com todos nós. Torcida para que o casal protagonista se reencontrasse um dia.

Isso aconteceu 20 anos depois. Filmaram com os mesmos atores uma continuidade do tema. Os protagonistas finalmente se amaram mas o novo filme passou desapercebido.

O mundo tinha mudado muito nos anos 80.

Amores passaram a ser descartáveis e menos sofridos.
Aventuras inundaram as telas e os romances de um homem e uma mulher perderam o glamour das nossas adolescências. .

Em 50 anos é bom saber que já se viveu amores assim. Intensos e respeitosos. Capazes de renúncias e honrados.

O artigo do Bahia em Pauta me trouxe a cena da viúva vivida por Anouk Aimée recordando seu marido cantando Samba de Bênção e falando do Brasil.

Cida Torneros é jornalista e escritora, colaboradora da primeira hora do BP, mora no Rio de janeiro, onde edita O Blog da Mulher necessária.

Daquele Amor Nem Me Fale, Martinho e Donato, para sacudir no BP,na quarta-feira de maio com previsão de chuva e frio em Salvador por Majú no JN!!!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira e Vitor Hugo)

maio
25

O conflito original

Informa-se que, pela primeira vez, há um aborrecimento entre o ministro Geddel Vieira Lima e o deputado Lúcio Vieira Lima.

É que, para atestar o temperamento amadurecido do irmão, Lúcio disse que o pavio de Geddel continua curto, mas agora “demora mais para acender”.

maio
25


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

TEORI HOMOLOGA DELAÇÃO DE SÉRGIO MACHADO

O Valor informa que Teori Zavascki homologou há pouco a delação premiada de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro.

Significa que as gravações de Machado passam a ter valor jurídico.

Além de Romero Jucá, Machado gravou Renan Calheiros, seu padrinho político, e José Sarney.

maio
25
Posted on 25-05-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-05-2016


Clayton, no jornal O Povo (CE)


O ator cumprimenta os curiosos do lado de fora do tribunal de Montgomery, na Pensilvânia. MARK MAKELA

DO EL PAÍS

Beatriz Barral
Nova York

Bill Cosby compareceu na terça-feira a um tribunal da Pensilvânia (Estados Unidos) para participar de uma audiência preliminar na qual a juiz Elizabeth McHughse determinou que o ator irá a julgamento pela primeira vez por um caso de abuso sexual, já que existem provas suficientes contra ele. Das dezenas de mulheres que acusaram o comediante de supostos abusos e estupros nos últimos meses, só a acusação de Andrea Constand foi levada aos tribunais.

Atravessando dezenas de câmeras de televisão Cosby, de 78 anos, compareceu ao tribunal. A autora da acusação, por outro lado, que hoje vive no Canadá, não foi à audiência. Os promotores do Condado de Montgomery, cidade próxima a Filadélfia, começaram a apresentar provas para respaldar as acusações contra Cosby por drogar e abusar de Constand quando ela o visitou em sua casa em 2004. O norte-americano, por sua parte, afirma que o encontro foi consensual. Em dezembro do ano passado, foi emitida uma ordem de prisão contra o ator, mas após se apresentar às autoridades e pagar um milhão de dólares (3,6 milhões de reais) de fiança ele pôde continuar em liberdade.

Após essa decisão, Cosby terá que voltar aos tribunais no dia 20 de julho para a leitura das acusações. Se for declarado culpado durante o julgamento, o ator pode ser condenado a 10 anos de prisão, uma multa de pelo menos 22.000 euros (87.772 reais) e precisará constar em uma lista pública de agressores sexuais.
Andrea Constand

A audiência de terça-feira na Pensilvânia ocorre após os advogados de Cosby tentarem sem sucesso que o juiz indeferisse as acusações. Constand e o ator se conheceram na Universidade de Temple, na qual ele fazia parte do conselho e ela treinava a equipe feminina de basquete. Em 2005 Constand denunciou Cosby por abusos sexuais, mas o promotor do distrito à época, Bruce Castor, decidiu que não existiam provas suficientes para formalizar a acusação. Além disso, fechou um acordo de imunidade para não acusar Cosby se este testemunhasse em uma demanda judicial pública apresentada por Constand.

Constand foi a primeira mulher a acusá-lo publicamente de abuso em 2005. Na ocasião, os promotores não formalizaram as acusações e o caso se encerrou com um suposto acordo econômico cujos detalhes não são conhecidos. Após dezenas de mulheres realizarem acusações semelhantes, o caso de Constand foi reaberto em 2015, quando a agência Associated Press teve acesso aos arquivos da primeira demanda. Os documentos, de uma década atrás, incluem um interrogatório no qual o antigo ídolo norte-americano admitiu drogar mulheres com as quais queria manter relações sexuais. Em fevereiro, um juiz do Condado de Montgomery decidiu que o acordo de imunidade com Castor não desqualificava o testemunho de Cosby à polícia em 2005. O’Neil considerou que as revelações obtidas pela Associated Press eram razão suficiente para reabrir a investigação.

Agora, a agência teve acesso a novos trechos nos quais Cosby, sob juramento, descreve um encontro sexual com Constand no qual lhe deu três comprimidos e “não pediu (verbalmente) seu consentimento”. Na declaração, o ator que ficou famosos nos anos oitenta com a série The Bill Cosby Show também fala de suas relações com Therese Serignese (uma das quase 60 mulheres que o acusaram). Serignese tinha 19 anos quando conheceu o comediante. Ele estava com quase 40.
Bill Cosby
Bill Cosby passa pelo detector de metais do tribunal. DOMINICK REUTER AFP

As relações do ator com adolescentes são mencionadas várias vezes na declaração. Cosby diz que a agência costumava enviar “cinco ou seis modelos” por semana enquanto gravava uma de suas comédias. Admite ter mantido relações com uma delas, que tinha somente 17 anos, em 2000. Os advogados de Cosby estão tentando fazer com que esse depoimento não seja admitido no julgamento.

Mais de 50 mulheres acusaram o ator de abusos sexuais. A maioria dos casos ocorreu nos anos sessenta e prescreveram judicialmente, com exceção do caso que agora abriu o primeiro julgamento contra o ator. Ainda assim, as acusações destruíram a reputação de Cosby, que chegou a ser o ator mais bem pago da televisão dos EUA, no papel de pai de família em The Bill Cosby Show, exibida entre 1984 e 1992. Cosby perdeu o apoio não só do público, mas também de colegas de profissão, e teve canceladas as turnês pelos teatros dos EUA e a continuação de sua série.

  • Arquivos