BOA TARDE E NOITE

DO PORTAL TERRA BRASIL

A presidente afastada Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira que está disposta a visitar qualquer país para o qual for convidada e até mesmo o papa Francisco, mas esclareceu que se concentrará em sua defesa.

Um dia após ser afastada do cargo para responder ao julgamento político que o Senado abriu e pode cassar seu mandato, Dilma declarou a correspondentes estrangeiros que não tem planos, pelo menos por enquanto, de viajar ao exterior para denunciar o “golpe” que ela considera que está em curso no Brasil.

Após explicar que, por enquanto, se propõe a concentrar-se em sua defesa perante o Senado, também ressaltou que está disposta a visitar qualquer país que a convide e teve palavras de especial carinho em relação a Francisco.

“Se o papa me convidar, eu vou (ao Vaticano)”, afirmou Dilma, que indicou que as duas vezes que esteve com Francisco, durante a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro e na Santa Sé, se sentiu “muito próxima” e que compartilha sua visão do mundo.

“Desde que iniciou seu pontificado cumpre um papel muito importante no mundo em termos de valores”, comentou Dilma.

“Francisco é um papa adequado ao momento que o mundo vive, atende as demandas e as diferenças do século 21, os temas das mulheres e os gays e, principalmente, não julga as pessoas”, concluiu Dilma.

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Temer deverá ser efetivado em julho

A consumação informal do afastamento de Dilma Rousseff do cargo de presidente da República saiu às 3h19 da madrugada de hoje, quando discursou o 41º senador favorável ao impeachment, mas era necessário, por simbolismo de que ela não volta mais, que o placar final mostrasse número suficiente para a cassação definitiva.

Isso ocorreu. O resultado de 55 a 22 ultrapassa em um voto a marca fatal, e esse resultado ficará ligeiramente maior dentro de dois meses, quando, apesar da disponibilidade de 180 dias, é de se presumir que o julgamento chegará ao final – meados de julho –, pois não haverá interesse de estender por muito tempo esta agonia.

Feita essa previsão de natureza cronológica, reforce-se a primeira, sobre a saída definitiva de Dilma: mais fácil do que ela voltar a despachar no Planalto seria a queda do próprio novo presidente, Michel Temer, não tanto por eventual ligação de seu nome a falcatruas quanto por uma decisão do TSE, cassando por crime eleitoral a chapa em que figurou como vice.

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Novo presidente terá “crédito de confiança”

Data: 12/05/2016
11:17:25

Assim mesmo, é difícil que isso venha a acontecer, especialmente por agora, com o país vivendo terrível e já muito longínqua crise e precisando recuperar a confiança popular e o dinamismo administrativo.

Temer deverá receber do establishment um prazo de carência, do contrário a opção seria uma nova eleição ainda este ano, capaz de gerar forte instabilidade social ante o clima instalado.

Citada acima no sentido tão amplo quanto possível – a depender apenas do papel a ser jogado pela imprensa tendo em vista seu patrimônio de credibilidade –, a entidade establishment envolve a classe política, o setor econômico e as cúpulas do Judiciário.

Todos concorrerão, dentro do limite do razoável, para a retomada da normalidade na vida nacional. A lógica do poder é diferente do sonho romântico da sociedade, pelo qual, por exemplo, Temer deveria também ser punido se algo ficasse provado contra ele. E mesmo a população, por enquanto, quererá mais paz que agitação.

maio
13


Serra, Temer e Henrique Meirelles. Antonio Lacerda EFE

DO EL PAIS

Afonso Benites

De Brasília

O roteiro do capítulo mais importante do processo de impeachment de Dilma Rousseff até agora cumpriu-se esta quinta-feira em Brasília sem surpresas, mas com sinalizações claras do comportamento dos principais atores da crise política nos próximos dias. A petista, afastada pelo Senado horas antes, usou seu último discurso no Planalto no fim da manhã para reiterar sua promessa de que não desistirá da luta por voltar à Presidência. À tarde, seu substituto, o presidente em exercício Michel Temer (PMDB), fez uma concorrida cerimônia para empossar seu gabinete onde enviou duas mensagens principais: a de que lidera uma gestão pró-mercado disposta a dar um “choque de confiança” para reanimar a economia e a de que é um aliado político confiável ao premiar os nomes que formaram a linha de frente da batalha pela destituição de Rousseff e que devem lhe garantir maioria no Congresso.

A fatura do impeachment de Dilma Rousseff (PT) custou três ministérios para o PSDB, dois para o PP, e um para cada partido que apoiou a destituição dela com todo empenho: DEM, PSB, PPS, PSD, PRB e PR. O loteamento dos 24 ministérios também deixou mais três sinais que se relacionam diretamente com a queda de Rousseff. O primeiro foram as nomeações do deputado federal e do senador que deram os simbólicos votos que resultaram na derrota da petista na Câmara e no Senado. Bruno Araújo (PSDB-PE) foi o 342º parlamentar a dizer sim e selar o processo de impeachment na Câmara, levou o Ministério das Cidades. Blairo Maggi (PP-MT) foi o 41º senador a anunciar que votaria contra a petista no Senado, ratificado a derrota de Rousseff, ficou com o Ministério da Agricultura.

A escolha de 12 parlamentares (9 deputados e 3 senadores) demonstra o interesse de se aproximar do Congresso Nacional e evitar que seja hostil a ele, como foi com sua antecessora. Por último, Temer agraciou quatro intensos articuladores do impeachment com cargos no primeiro escalão. Foram eles: Osmar Terra (PMDB-RS), no Desenvolvimento Social e Agrário, Raul Jungmann (PPS-PE), na Defesa, Mendonça Filho (DEM-PE), na Educação e Cultura, e Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), na secretaria de Governo.

Ao cortar 8 das 32 pastas deixadas por Rousseff, Temer também apagou todas as mulheres delas, provocando reações do movimento feminista, uma agenda em ascensão no Brasil. Seus 24 ministros são homens. A maioria é branca, de meia idade. Três deles são citados nas investigações da Operação Lava Jato – que o presidente disse apoiar. Apesar de nomes comuns aos gabinetes da própria Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a formação refletiu um contraste com as admnistraçõe recentes: não há integrantes com histórico de luta nas áreas de direitos humanos, igualdade racial ou de gênero. São basicamente políticos, e não técnicos, com raras exceções como o general Sérgio Etchegoyen, do recriado Gabinete de Segurança Institucional, ou do ex-promotor Fábio Medina, Advogado-Geral da União, que teriam de ser profissionais de áreas específicas para assumir o cargo. Aqui também se vê as pegadas do impeachment: Medina foi um dos especialistas convocados pela Comissão do Impeachment do Senado para falar a favor da destituição de Rousseff.
‘De Pátria Educadora’ a ‘Ordem e Progresso’
Mulheres protestam em frente ao Planalto.
Mulheres protestam em frente ao Planalto. UESLEI MARCELINO REUTERS

Temer estreou na presidência interina com um novo-velho lema do Governo. Sai o “Pátria Educadora” e entra o “Ordem e Progresso”, a frase de inspiração positivista da bandeira brasileira. “A expressão da nossa bandeira não poderia ser mais atual, como se hoje tivesse sido redigida”, disse em seu primeiro pronunciamento após ser empossado. No seu discurso, que durou quase meia hora, Temer, além de enviar um sinal para o mercado financeiro, prometeu manter programas sociais e elegeu o combate ao desemprego, na casa dos 10% em meio à recessão, como prioridade. Logo nos primeiros minutos de sua fala o presidente em exercício disse da necessidade de resgatar a “credibilidade do Brasil”, reforçou que será necessário incentivar “parcerias público-privadas” e destacou parte de sua agenda neoliberal. “Sabemos que o Estado não pode tudo fazer. Sabemos que o Estado não pode tudo fazer. Depende da atuação dos setores produtivos: empregadores, de um lado, e trabalhadores de outro. São esses dois polos que irão criar a nossa prosperidade”, afirmou.

O principal cartão de visitas de Temer na área econômica, até o momento, foi o empossar o economista Henrique Meirelles no Ministério da Fazenda. Ele foi o ministro mais aplaudido entre os 24 empossados nesta quinta-feira. Em um aceno para tentar amainar a reação negativa dos movimentos sociais, tarefa quase impossível ao menos neste primeiro momento, o peemedebista disse que não acabará com os programas sociais criados pelos seus antecessores. “Reafirmo, e o faço em letras garrafais: vamos manter os programas sociais. O Bolsa Família, o Pronatec, o Fies, o Prouni, o Minha Casa Minha Vida, entre outros, são projetos que deram certo, e, portanto, terão sua gestão aprimorada”.
Resistência dilmista

Enquanto discursava em um superlotado salão do Palácio do Planalto, um grupo de 30 mulheres contrárias ao impeachment invadiu a rampa presidencial e se sentou sobre ela. Os policiais agiram rapidamente e, em menos de cinco minutos, retiraram todas as manifestantes ao espargir spray de pimenta contra elas. O protesto, segundo elas, era em favor da democracia e contra o golpe que apeou Rousseff do poder. Mais cedo, outro grupo de manifestantes ostentava uma faixa na frente do palácio com os dizeres: “Temer está na Lava Jato. Intervenção militar já”.

O protesto das mulheres que subiram a rampa já pode ser considerado o primeiro ato do grupo de sustentação do PT que promete realizar diversos atos pelo país contra a destituição de Dilma Rousseff. Em seu último pronunciamento como presidenta (feito após já ter recebido a intimação de que deveria se afastar do cargo), a petista afirmou que jamais vai desistir de lutar pelo seu mandato. “Aos brasileiros que se opõem ao golpe, independentemente de posições partidárias, faço um chamado: mantenham-se mobilizados, unidos e em paz. A luta pela democracia não tem data para terminar: é luta permanente, que exige de nós dedicação constante”, afirmou.
Rousseff em seu último discurso.
Rousseff em seu último discurso. Igo Estrela Getty Images

Nas duras palavras, Rousseff ainda relembrou do período em que sofreu nas mãos de torturadores da ditadura militar e de quando enfrentou um câncer e disse que a pior dor era a da injustiça de ser retirada do cargo de maneira irregular, segundo sua avaliação. “Eu já sofri a dor indizível da tortura; a dor aflitiva da doença; e agora eu sofro mais uma vez a dor igualmente inominável da injustiça. O que mais dói, neste momento, é a injustiça. O que mais dói é perceber que estou sendo vítima de uma farsa jurídica e política”.

Afastada do poder, a presidenta continuará vivendo no Palácio do Alvorada por até seis meses, período em que o Senado deverá julgá-la. Ela terá direito a seis assessores diretos, equipe de segurança, avião e carros oficiais, e receberá o salário integral.

maio
13

Gonzaguinha,agora,em companhia das estrelas,um canto iluminado!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

maio
13
Posted on 13-05-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-05-2016

O novo ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, disse hoje (12) que apoiará a Operação Lava Jato e incentivará o combate à corrupção. “Combate total à corrupção. A Lava Jato hoje é o simbolo desse combate à corrupção”, afirmou Moraes a um grupo de jornalistas, após participar da cerimônia de posse do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes.

“Se é que é possível, melhorar a operação. Ampliar com mais celeridade, mais efetividade. Se é que é possível, é uma belíssima operação, com muita estratégia”, acrescentou.

A pasta comandada por Moraes incorporou o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e Direitos Humanos, que foi extinto. O ministro deixou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para assumir a pasta. Algumas controvérsias envolveram a gestão.

Em janeiro, Moraes foi alvo de críticas de movimentos sociais após negar abusos da Polícia Militar na dispersão de manifestantes em protestos contra o aumento de passagens na capital paulista. Na ocasião, os manifestantes foram encurralados pela tropa de choque. Diversas imagens publicadas em redes sociais mostraram cidadãos e jornalistas sendo agredidos por policiais.

Perguntado sobre as críticas que recebeu, o ministro negou: “Não fui bastante questionado não. São dois, três jornalistas que questionam, não a população”. Diante da insistência na pergunta, questionou: “Qual movimento social? Me diga um.”

“Como todo movimento social, o MTST [Movimento dos Trabalhadores sem Teto] tem todo o direito de se manifestar. Mas o A partir do momento que MTST, ABC ou ZYH serão combatidos a partir do momento em que deixam o livre direito de se manifestar para queimar pneu, colocar em risco as pessoas, que são atitudes criminosas”, adiantou.

Em seu discurso de posse na secretaria, Moraes defendeu o uso de balas de borracha por policiais no controle de multidões. O recurso chegou a ser proibido por uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa de São Paulo, mas que acabou vetada pelo governador Geraldo Alckmin.

Outro tema que gerou fortes críticas de juristas e especialistas foi a decisão da secretaria, que, em fevereiro, resolveu tornar sigilosos por 50 anos todos os boletins de ocorrência registrados pela polícia em São Paulo. Foram classificados como secretos também os manuais e procedimentos da Polícia Militar paulista. A decisão foi assinada por Geraldo Alckmin.

maio
13
Posted on 13-05-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-05-2016


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

“O intuito foi o de tentar beneficiar a própria esposa”

Ao suspender a posse de Carolina de Oliveira, mulher de Fernando Pimentel, o juiz Michel Curi e Silva escreveu:

“Por fim , deve ficar claro que o que me deixou plenamente convencido a, neste momento, deferir o pedido liminar foi a sucessão de e soma dos inquestionáveis fatos e acontecimentos que precederam a nomeação hostilizada pelos autores, a saber: o fato de tratar-se da mais próxima e íntima parente do Senhor Governador (sua esposa), somado aos fatos de que ela se encontra na situação de ‘alvo’ em conhecida investigação da Polícia Federal e de que as diversas ações populares asseveram que o intuito da nomeação foi o de tentar beneficiar a própria esposa, valendo-se de um mandato popular.”

Fernando Pimentel, ao nomear Carolina de Oliveira para o governo, quis obstruir a Justiça, assim como Dilma Rousseff fez ao nomear Lula ministro da Casa Civil.

Deu errado em Brasília; deu errado em Belo Horizonte.

Há juízes no Brasil.

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