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DO PORTAL G1/O GLOBO

Renan Ramalho e Mariana OliveiraDo G1 e da TV Globo, em Brasília

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira (11) pedido do governo para anular o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Com a decisão, o Senado poderá manter a votação que poderá decidir pelo afastamento da petista do Palácio do Planalto, caso os senadores aprovem a instauração do processo.

Zavascki foi sorteado relator do caso na noite desta terça (10), horas após a Advocacia-Geral da União (AGU) protocolar a ação. O despacho do magistrado foi divulgado no início da tarde desta quarta.

O mandado de segurança aponta que o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitou o pedido de impeachment, em dezembro, em retaliação a Dilma, após a bancada do PT na Câmara decidir votar a favor da abertura do processo de cassação do deputado no Conselho de Ética.

“Tal imoral proceder consistia em equilibrar-se entre governo e oposição a fim de barganhar apoio para o não recebimento da representação oferecida perante o Conselho de Ética. Ao primeiro, oferecia o arquivamento das denúncias contra a Presidenta da República; à segunda, oferecia o contrário, o acolhimento de alguma delas”, afirma a peça.

A AGU diz que as “ameaças e chantagens” de Cunha não foram em vão junto ao governo. “No mesmo dia em que os deputados do PT integrantes do Conselho de Ética declararam voto pela abertura do processo administrativo contra o Presidente da Câmara, poucas horas depois, ele recebeu a denúncia por crime de responsabilidade contra a Presidenta da República. Era o fim do ‘leilão’”, diz outro trecho.

As supostas chantagens de Cunha, continua a peça, não se limitaram ao acolhimento da denúncia contra Dilma.

Durante o processo na Câmara, diz a AGU, o deputado também teria orientado os autores do pedido a aditarem o documento para atender requisitos legais. O pedido também aponta que Cunha convocou sessões às segundas e sextas-feiras para acelerar o trâmite e autorizou líderes a orientarem a votação das bancadas.

A ação também ataca a escolha do relator do pedido na Câmara, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), classificada como “barganha imoral”, para que o relatório fosse contrário a Dilma. Em troca, diz a peça, Cunha apoiaria Arantes para lhe suceder no comando da Câmara.

“A intenção do presidente da Câmara dos Deputados, pelas circunstâncias, foi apenas uma: trazer óbices quase que intransponíveis à defesa da Presidenta da República, na medida em que o próprio conjunto de fatos denunciados se tomou ‘incerto’, fazendo com que parlamentares discutissem outros fatos que não aqueles que integram o objeto da denúncia”, aponta outro trecho.
o, somente ao Senado.

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BOA TARDE!!!

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DO BLOG O ANTAGONISTA

Ex-petista é petista

O Estadão informa que o “ex-petista Walter Pinheiro anuncia que votará contra o impeachment”.

O ex-petista Walter Pinheiro anuncia, na verdade, que não existe ex-petista.


DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES )

O poder corrompido chega aos estertores

A trapalhada indecorosa do assim chamado “presidente interino da Câmara dos Deputados”, Waldir Maranhão, tem a mesma gênese que os bloqueios de tráfego urbano e rodoviário que hoje se registram em todo o Brasil: a disposição do governo federal de reagir cegamente ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Maranhão, “convencido” pelo governador do seu Estado, Flávio Dino (PCdoB) e pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, produziu, ou melhor, assinou a disparatada suspensão do processo, da qual já recuou e que vai lhe custar caro, como já demonstra a exoneração do filho servidor-fantasma.

Nas ruas, igualmente movidos pelo desespero, sindicalistas e até estudantes queimam pneus. Chega a ser melancólico, e daria para ter pena se não fosse uma grave, desnecessária e inócua perturbação da ordem pública, além de insanável violência contra o direito de ir e vir, fundamental ao exercício de diversos outros.

Não se trata de movimentos populares. São grupelhos de prestadores de serviço praticando atos que beiram a marginalidade, pontificando, entre representantes de muitas outras categorias profissionais, petroleiros que não reagiram quando a Petrobras era saqueada.

Em frente à Universidade Federal da Bahia, em Ondina, o protesto era de alunos certamente muito satisfeitos com as faculdades de que dispõem – avançadas, bem equipadas, com professores e funcionários regiamente pagos e onde jamais se falou de greve.

A nação também lamenta – ou pelo menos está com um pé atrás – quanto a esses que vão assumir o governo, pois o passado de muitos decididamente não os recomenda. Mas não custa lembrar que o PT e seus aliados chegaram ao poder, em nome da esperança, para mudanças reais, não para o aprofundamento da mentira e da corrupção.

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Posted on 11-05-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-05-2016

DO EL PAIS

Talita Bedinelli

Brasília

O plano de fuga e de ajuda financeira oferecido pelo então senador petista Delcídio do Amaral para evitar a delação premiada de Nestor Cerveró na Lava Jato custou seu mandato. Na noite desta terça-feira, um dia antes da votação que deve afastar a presidenta Dilma Rousseff, ele foi cassado pelo Senado Federal, em uma sessão rápida e sem polêmicas, em que não foi defendido por ninguém. Nem por ele mesmo.

Amaral passou de obstáculo a pilar da Lava Jato em questão de meses. Agora colaborador da Justiça, tornou-se uma grande metralhadora de acusações nas quais envolveu a presidenta, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do PSDB, Aécio Neves, e até o provável futuro presidente interino Michel Temer.

Sua saga começou quando foi preso em flagrante em novembro do ano passado, depois de ser gravado pelo filho de Cerveró oferecendo ajuda para interceder junto ao Supremo Tribunal Federal para que o ex-diretor da Petrobras fosse solto. Dizia que, em seguida, Cerveró poderia fugir do país e receberia uma mesada 50.000 reais paga pelo banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, outro investigado na Lava Jato. O objetivo era evitar que ele firmasse de fato uma delação premiada, que poderia complicar ainda mais a vida dos envolvidos.

Depois de preso, o agora ex-senador foi renegado pelo Partido dos Trabalhadores, legenda pela qual atuou como senador por 13 anos. Rui Falcão, presidente do partido, emitiu após a prisão uma dura nota, em que afirmava que o PT não se julgava “obrigado a qualquer gesto de solidariedade”. Queria evitar que o flagrante prejudicasse ainda mais a imagem da sigla. A falta de apoio do partido enfureceu o senador. Foi quando acabou aceitando, ele mesmo, firmar uma delação premiada com a Justiça.

Seria a delação do agora ex-senador que faria a presidenta ter o pior revés até agora na Lava Jato. Na semana passada, o Ministério Público pediu ao Supremo que abra inquérito para apurar se a presidenta atuou para atrapalhar as investigações. Delcídio disse que a presidenta atuou para influenciar na libertação de réus presos pela Operação Lava Jato e para para concretizar a indicação de Cerveró para a diretoria financeira da BR Distribuidora, um braço da Petrobras. Disse que a obra da usina de Belo Monte teve propina, que serviu como contribuição decisiva para as campanhas eleitorais de 2010 e 2014 do PT e de outras legendas. Além disso, citou Lula 186 vezes, entre elas, para dizer que o ex-presidente “pediu expressamente” que ele “ajudasse” o pecuarista José Carlos Bumlai – amigo pessoal de Lula-, a convencer Cerveró a não incluir o nome do empresário em sua delação. Suas acusações foram atacadas pelos acusados e taxadas de “desejo de vingança”. Em março deste ano, ele pediu desfiliação do partido, de onde já tinha sido afastado para enfrentar um processo interno que deveria acabar por expulsá-lo.

O processo contra ele na Comissão de Ética no Senado transcorreu sem muitas polêmicas e teve seu relatório aprovado na noite da última segunda-feira em uma sessão-relâmpago de15 minutos. Nesta terça-feira, a votação final no Plenário também foi rápida. Ele não compareceu para fazer sua defesa e não enviou advogado. Um defensor dativo -chamado num processo quando o réu não comparece- foi designado: era o diretor da Consultoria Legislativa do Senado Federal, Danilo Aguiar, que apenas leu um documento da defesa. Dos 81 senadores da Casa, 74 concordaram que ele usou seu mandato para obter vantagens. Ninguém foi contra e um se absteve. Os advogados dele afirmam que vão recorrer no Supremo Tribunal Federal contra a decisão.


BOM DIA!!!

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Advogado contesta uso da AGU

O advogado Paulo Goyaz Alves da Silva acaba de peticionar sua admissão como ‘amicus curiae’ no mandado de segurança de Dilma Rousseff contra o impeachment.

Seu objetivo é declarar a “ilegitimidade da representação” de Dilma Rousseff por José Eduardo Cardozo. Ele alega que o AGU não pode atuar na defesa de interesse privado da petista.

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Posted on 11-05-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-05-2016


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

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Posted on 11-05-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-05-2016

DEU NO CORREIO24HORAS

Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)

O deputado Tiririca (PR-SP) publicou um vídeo nesta terça-feira (10) explicando que resolveu retirar o bigode para encerrar comparações com o colega Waldir Maranhão (PP-MA), presidente interino da Câmara que decidiu ontem anular a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Horas depois, Maranhão voltou atrás e revogou a própria decisão.

“Quer saber por que eu tirei o bigode? Pra não parecer com o Waldir Maranhão, porque ele fez uma brincadeira muito séria com o país, uma brincadeira sem graça. Então, estavam me comparando com ele e não quero ser comparado a este cidadão”, afirma o deputado.

Durante a votação na Câmara dos Deputados sobre a admissibilidade do processo de impeachment contra Dilma, Tiririca votou a favor, de maneira sucinta.

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