DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

A vingança final

A informação do The New York Times de que a presidente Dilma botou o dedo na cara do eterno presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, xingando-o de alto a baixo, é acompanhada da conclusão de que “a personalidade autocrática” da presidente é fator determinante de sua queda.

Ziulkoski, em entrevista ao repórter Andrew Jacobs reproduzida pela Tribuna da Bahia, disse nunca ter imaginado que “uma presidente pudesse pronunciar tais palavras”, em reação a uma vaia recebida de prefeitos que reivindicavam parte dos recursos da receita com o petróleo.

Isso foi em 2012. Dois anos depois, reunidos em Brasília, os prefeitos, novamente rechaçados em seus pleitos, cantaram para Dilma que “sua hora vai chegar”. Pensavam na reeleição, o que acabou não dando em nada. Mas hoje se constituem na base por trás de deputados e senadores que votam pela queda da presidente.

Ladeira abaixo

É apenas um jogo de palavras a tese de que Lula vai se poupar para “a agenda do impeachment” e que estará ao lado de Dilma nessa defesa. Como prova de solidariedade, bastaria que descesse a rampa com ela.

Tom e Vinicius

A propósito, uma proposta de fundo musical para embalar a ocasião: “A gente trabalha o ano inteiro/ por um momento de sonho/ pra fazer a fantasia/ de rei ou de pirata ou jardineira/ e tudo se acabar na quarta-feira”.

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Comentários

Rosane Santana on 11 Maio, 2016 at 0:57 #

Para mim, machismo puro! Trabalhei por mais de duas décadas como jornalista na Al e Câmara de Vereadores de Salvador. Não me consta que políticos em posição de poder não deem murros na mesa. Ademais, com os brucutus que povoam a política brasileira, faz bem que Dilma mande ver! Assino embaixo, presidente! Seu isolamento e sua queda atestam sua dignidade e honradez, porque ter jogo de cintura na política brasileira, todo mundo sabe, mas a hipocrisia reina, significa os acordos e malandragens por debaixo da mesa. À propósito, ninguém entende tanto de maracutaia quanto a turma que vai assumir o poder com uma das maiores maracutaias da história da República: um impeachment sem crime de responsabilidade.


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