CRÔNICA/FUTEBOL

Ferro na Boneca, Bahêa!!!

Gilson Nogueira

Há mais mistérios entre o céu e a terra do que imaginamos.Entre o Estádio Octávio Mangabeira, a Fonte Nova, no bairro de Nazaré, em Salvador, (terra em que nasceu o saudoso Raul Seixas, colega de sala e de sonhos no lendário Ginásio de São Bento, dirigido pelo inesquecível mestre Dom Norberto Santana,ícone, em espírito, carne e osso, de mais de cinco geraçÕes de estudantes), e o firmamento,suponho, fantasiado de drone, ou não,um disco voador vem visitando a Capital do Berimbau. O que querem os homenzinhos verdes?

Há uns nove meses, no início da noite, de uma das janelas do meu apartamento, saquei um deles. Rápido, como um raio, o bicho sumiu, assim que me ocorreu a ideia de chamar a família para conferir a nave, meio brilhante e amarronzada, perqunta, sobre a Fonte Nova, estádio que tentaram identificar como Arena Fonte Nova, coisa que nunca ouvi torcedor baiano algum chamar com esse nome.Argh!

Pois é, em função do encontro, hoje, dos times do Bahia e do Vitória, na Fonte Nova de todas as paixões e saudades,decidindo o campeonato baiano de futebol de 2016, ocorreu-me a lembrança da peça estranha, imóvel, sobre o Dique do Tororó.

Seja o que tenha sido, não descarto a possibilidade de alguma civilização que habita os primeiros condomínios do Universo estar interessada em imitar a maneira de jogar do Esquadrão de Aço, ou, no mínimo, entender as razões que levam mais da metade da população da cidade do axé a acreditar que o Bahia, no último segundo de qualquer partida, decide o placar a seu favor.

” É coisa de Deus, que é tricolor”. diria Chico, irmão de fé e de Vat 69, o bloco de carnaval que não mais existe.

Neste domingo, vale olhar para o alto e gritar, Bahêa!!!, Bahêa!!!
, Bahêa!!!, comemorando, com os espiões de outra galáxia, mais um título do maior time do Planeta Terra.

No placar luminoso de cada torcedor, desde logo, 4 x 0, no mínimo, em cima do Leão da Barra, adversário que valoriza mais a façanha do Tri de Doriva e de seus comandados.

Que os Heróis de 59, título do,livro do jornalista Antonio Matos, que vem aí,inspirem Feijão e companhia!

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do BP.

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