DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

O Supremo segue o seu caminho

Notou-se nos ministros do Supremo Tribunal Federal um extremo melindre no julgamento da representação contra o deputado Eduardo Cunha para deixar bem claro o respeito pelo mandato popular, cuja cassação ficou como “questão interna corporis” da Câmara dos Deputados.

Vários magistrados se sucederam quase pedindo desculpa pela suspensão imposta tanto ao presidente da Câmara quanto ao simples parlamentar, pelo fato de que o Judiciário é o único dos Poderes da República que não é constituído pelo voto.

Os exemplos mostrados na sessão, no entanto, atestam a dispensabilidade de tanto escrúpulo. A Câmara foi chamada de “sodalício da imoralidade”. Citou-se o exemplo de Rondônia, onde 22 dos 24 deputados estaduais se reuniram numa “organização criminosa”.

O ministro Gilmar Mendes referiu-se à “incompletude do texto constitucional” para dizer que cabia ao tribunal, em casos assim, tomar uma providência. Segundo ele, o constituinte teria de ser “um visionário” para prever alguém do tipo Cunha no comando do Legislativo.

A verdade é que a sociedade brasileira gostou dos votos e passou a entender que o STF, como também foi dito na sessão, é “a última trincheira” da nacionalidade.

A Justiça não é prepotente. Age somente por provocação e norteia-se pela lei e pela razão. E é bom para o Brasil que ela não tenha faltado a seu dever.

Só o Modernismo salva

O bom desses votos de relator é que detalham à exaustão falcatruas das mais escabrosas cometidas pelo “denunciado”, no caso, o deputado suspenso Eduardo Cunha..

Assim foi o ministro Teori Zavascki, que proferiu um libelo contando coisas que até os demais ministros do Supremo, como alguns confessaram, desconheciam.

Mas o “bom negro e o bom branco da nação brasileira”, de Oswald de Andrade, resumiria toda aquela maçaroca em duas palavras: “Fora Cunha!”

Babação nas plateias

Agora, um pensamento de leigo: Barroso, Carmen Lúcia, Celso de Mello… até Toffoli. Dá gosto ver esses caras falando.

Única pendência

Resta saber por que Zavascki segurou isso tudo por cinco meses.

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