BOA NOITE!!!

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Cunha: “Não vou morrer”

Eduardo Cunha, em conversa com Diego Escosteguy, da Época:

“Podem pressionar à vontade. Quem aguentou o que eu passei no último ano vai tremer agora? Esquece. Eles (o PT) não têm bala para me matar, para me destruir. Não vou morrer. O cadáver político é a Dilma, que já foi tarde”.

Cunha reafirmou que não há qualquer chance de renúncia.

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Enfim, Cunha caiu antes de Dilma

Entre tantas previsões e especulações que cabe ao jornalismo político fazer, umas são erradas e outras terminam não se consumando, o que é natural, ante a natureza dinâmica e incerta da atividade, especialmente no caso brasileiro.

Este blog, no entanto, sente-se aliviado por não ser desmentido pelos fatos nesta ocorrência fundamental na vida do país que é a suspensão do mandato do deputado Eduardo Cunha por decisão do ministro Teori Zavascki, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Referimo-nos a texto publicado em 9 de dezembro sob o título “Dilma não pode cair antes de Cunha”, com a ponderação de que “antes dela, necessariamente, é preciso tirar Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados e do próprio mandato parlamentar”.

Foi uma reação à sessão daquele mesmo dia no Conselho de Ética da Câmara em que se identificou, conforme a matéria, “a disposição de evitar a qualquer custo que a letra da lei alcance Cunha”, além de “discriminação odiosa e injusta que clamaria por um cerco” popular à Casa.

“Impeachment” viria sob qualquer presidente

É certo que Cunha ficou no cargo o tempo suficiente para encaminhar o impeachment, mas se engana quem pensa que sua substituição mais antecipada o evitaria, pois se trata de uma nítida vontade da classe política, legalmente embasada e que seria cumprida com qualquer presidente.

A liminar é da manhã de hoje, portanto o quadro ainda não está depurado o suficiente para avaliações mais incisivas, mas salta aos olhos que a provocação de Janot foi feita em dezembro e que Zavascki esperou quase cinco meses para manifestar-se justamente no dia em que o Supremo Tribunal Federal apreciará o pedido de afastamento de Cunha, bem mais recente, feito pelo Rede.

Não se sabe que explicação terá essa coincidência, se foi ditada pelo ritmo normal de trabalho do Judiciário e de seus magistrados-príncipes ou se, por proverbial exemplo, decorreu apenas de mera idiossincrasia de Zavascki, que não gostaria de ser “atravessado” pelos pares em tão ruidosa questão.

Temer, um vencedor ainda a ser confirmado

Hoje, o Supremo poderá não decidir nada, nem a ação já constante da pauta nem a liminar de Zavascki, se ele a levar ao conhecimento dos pares. De qualquer forma, Cunha seria mantido distante do cargo, atendendo à aspiração de praticamente toda a nação brasileira.

Vale recordar que Janot, na representação de dezembro, apontou 11 situações em que o presidente da Câmara usou seu poder para “constranger, intimidar parlamentares, réus, colaboradores, advogados e agentes públicos”, em obstrução à Operação Lava Jato, terminando por definir o deputado como “delinquente” – gângster cairia melhor.

Para finalizar, a queda de Cunha parece obedecer à concertação do establishment que temos sistematicamente citado, para chegar à troca definitiva de guarda no Palácio do Planalto. Claro que o grande vencedor é o presidente entrante, Michel Temer, a menos que Cunha, como não se estranharia, resolva disparar seu arsenal de informações.

BOM DIA!!!


DO EL PAIS

Carla Jiménez
São Paulo

A saída de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da Câmara dos Deputados, decidida nesta quinta por unanimidade no Supremo Tribunal Federal, pode ser um presente que cai no colo do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP). Se o Senado confirmar o impeachment da presidenta Dilma na próxima quarta-feira, dia 11, o vice assumirá sem o fardo de estar colado à figura indigesta de Cunha, aos olhos de boa parte dos brasileiros.

Pedro Floriano Ribeiro, doutor em ciência política, acredita que Cunha só sobreviveu até aqui pelo apoio que recebeu de Temer, como parte da manobra pelo impeachment. “Agora que Temer já conseguiu o que queria, se vê livre do constrangimento de ter que desfilar com Cunha – mais ou menos como aquela pessoa que deseja encontrar com a outra entre quatro paredes, mas que não quer passear no shopping ou na praça da cidade de mãos dadas no dia seguinte”, compara.

A análise da consultoria política Eurasia vai na mesma direção. “Se por um lado Cunha poderia trabalhar a favor de uma agenda legislativa de Temer, do ponto de vista da opinião pública ele poderia ser um risco para o vice-presidente.” Três em cada quatro brasileiros, segundo pesquisa do instituto Datafolha, queriam ver o presidente da Câmara fora do cargo em função das recorrentes denúncias de propina obtida pelo esquema da Petrobras. Notícias de seus gastos nababescos em viagens com sua família com dinheiro aparentemente ilícito revoltaram a população. Cunha conseguia ser o mais odiado entre os que apoiavam o impeachment e os que estavam contra a saída de Dilma. Na prática, avalia a Eurasia, o Supremo resolveu um sinuoso dilema para Temer pouco antes de sua jornada na presidência começar.

Com Cunha fora, Temer tem a chance, ainda, de rebater as acusações de que atua em conjunto com o presidente da Câmara, agora afastado. “Parte da retórica contra o impeachment mirava a aliança entre os dois, tendo Cunha como principal articulador do processo na Câmara”, afirma Floriano Ribeiro. O vice, desta forma, teria de encarar Cunha como uma espécie de primeiro-ministro no Legislativo. “Os opositores, começando pelo PT, reforçariam o argumento sobre a ilegitimidade da destituição da presidenta, e no fato de ter um ‘delinquente’ (nas palavras de Rodrigo Janot) como primeiro na linha sucessória”, completa o cientista político. “O timing do afastamento de Cunha foi o melhor possível para Temer e o pior possível para o Planalto”, conclui.

Em inúmeras oportunidades, a presidenta Dilma vinculou o seu vice e Cunha a uma atuação sincronizada para derrubá-la. “É o chefe e o subchefe do golpe”, disse ela por diversas vezes.

Por outro lado, há uma certa preocupação de que a saída de Cunha estenda a atual instabilidade política, uma vez que Temer terá de trabalhar alianças para garantir um novo presidente na Casa alinhado com os projetos de Governo que terá de implementar. Havia uma certa expectativa de que com Cunha na liderança, uma lua de mel inicial com a Câmara estava garantida, depois do ‘alívio’ que foi a saída da presidenta – saída esta apoiada pela maioria da Casa.

Mas, em se tratando do hoje presidente afastado algumas dúvidas ficam no ar sobre esse futuro harmonioso. Sua obstinação por fazer valer suas ideias poderia se transformar numa fonte de desgaste para Temer. Numa entrevista ao jornal O Estado de São Paulo nesta segunda, Cunha afirmou que o atual vice poderia mandar medidas impopulares para a Câmara. “Mas se não houver acordo, terá enfrentamento todo dia. Foi o que este Governo fez”, disse ele. A colocação deixa em aberto algumas entrelinhas sobre quais medidas seriam essas, num momento em que Temer precisará aprovar projetos na linha de ajustar as contas públicas em pleno ano de eleições municipais.

Num momento em que o vice-presidente estudava nomes para seus ministérios, há ainda a pressão de Cunha para acomodar seus indicados. Um deles era Alexandre Moraes, atual secretário de Segurança do Estado de São Paulo, que estava sendo indicado para a pasta da Justiça. Considerado ‘advogado informal’ de Cunha, a eventual indicação pode ser uma fonte de constrangimento para Temer, uma vez que a Polícia Federal – que investiga o presidente afastado – está submetida ao ministério da Justiça. Agora, tem a oportunidade de driblar essas demandas.

maio
06
Posted on 06-05-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-05-2016


Paixão, na Gazeta do Povo (PR)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Até que a PF os separe

O Estadão informa que o Ministério Público Eleitoral recomendou ao TSE que rejeite o pedido de Michel Temer para ser julgado separadamente na ação contra a chapa eleitoral encabeçada por Dilma Rousseff em 2014.

“Em documento enviado à ministra Maria Thereza de Assis Moura, relatora das quatro ações que tramitam contra Dilma e Temer no TSE, o vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, recomendou que a Corte negue o pedido feito pelos advogados do vice-presidente no mês passado. Dino sustenta haver jurisprudência na Corte Eleitoral de que a responsabilidade do titular em uma chapa vencedora repercute na situação jurídica do vice.”

  • Arquivos