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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Exclusivo: O domínio de Henrique Meirelles

Henrique Meirelles, como ministro da Fazenda de Michel Temer, não vai apenas indicar o novo presidente do Banco Central. Ele vai escolher os nomes que vão comandar o BNDES e o Banco do Brasil.

Ou alguém acha que Meirelles ia abrir mão do cargo na J&F, holding da família Batista, para virar ministro da Fazenda por amor à Pátria?

Para quem não sabe, a J&F controla, além do frigorífico JBS, o Banco Original, a Eldorado celulose e ainda Vigor, Flora, Canal Rural, Oklahoma, Floresta Agropecuária e Havaianas.

Zé Luiz Mazziotti,”Unidunite”, para ouvir e torcer por tempo bom!

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)

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Aécio Neves no dia 25 de abril, no Senado. EVARISTO SA AFP

DO EL PAIS

Afonso Benites

Brasília

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu que o Supremo Tribunal Federal autorize a abertura de investigação contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG). É o primeiro pedido feito contra o também presidente do PSDB no âmbito da Operação Lava Jato e ocorre no momento em que a sigla dá os passos finais para aderir oficialmente ao provável futuro Governo Michel Temer. O chefe do Ministério Público Federal também solicitou a abertura de inquéritos contra duas figuras públicas que já estavam sendo investigadas há mais de um ano: o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva (PT). Todas as ações se baseiam no acordo de delação premiada do antigo líder do Governo no Senado e ex-petista Delcídio do Amaral (sem partido-MS) e ainda precisam do aval do ministro relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, para que se tornem um processo. Os três são suspeitos dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
STF envia a Moro citação sobre propina durante Governo FHC

O ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, enviou na semana passada ao juiz da operação em Curitiba, Sérgio Moro, parte da delação do senador Delcídio do Amaral (MS) sobre suposto pagamento de propina na Petrobras durante o Governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Em um dos termos de delação, Delcídio, que foi filiado ao PSDB antes de entrar no PT, informou que, entre 1999 e 2001, quando ele ocupou cargo de diretor de Gás e Energia da estatal, houve pagamento de cerca de U$S 10 milhões para compra de uma máquina para uma Refinaria Landulfo Alves, na Bahia. Segundo ele, o valor foi separado para “pagamentos de propina, possivelmente para políticos ligados ao PFL do Estado da Bahia”.

O ministro atendeu pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para retirar do STF a investigação dos fatos, por não envolver pessoas com foro privilegiado. Para Janot, é preciso “averiguar até que ponto as declarações do colaborador encontram eco” nos fatos apurados até o momento na Lava Jato.

Com informações da Agência Brasil

Contra Aécio e Cunha as suspeitas se referem à supostas irregularidades que ocorreram em Furnas, uma empresa subsidiária da estatal Eletrobrás. Em seu termo de colaboração assinado junto ao Ministério Público, Delcídio disse que, em 2005, o senador tucano pediu para o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que ele mantivesse Dimas Toledo em uma diretoria de Furnas. Toledo, de acordo com o relato, era o operador de um esquema ilegal de desvios de recursos da empresa. A suspeita levantada pelo senador é de que entre os partidos beneficiados pelos desvios da subsidiária estavam o PP e o PSDB. Em março do ano passado, quando estourou a chamada lista de Janot, primeiro levantamento de políticos com foro privilegiado envolvidos na Lava Jato, o procurador havia pedido o arquivamento de uma denúncia contra Aécio Neves que tratava dos mesmos termos e fora feita por outro delator da Lava Jato, o doleiro Alberto Yousseff. Agora, o procurador-geral diz haver novos elementos.

No pedido de investigação, o procurador diz ainda que Aécio é suspeito de possuir contas em um paraíso fiscal por meio de uma fundação que estava vinculada à mãe dele, Inês Maria Neves Faria. Em nota, o senador tucano disse ser inocente, que apoia a Operação Lava Jato e que “as investigações deixarão calada a falsidade das citações feitas” por Delcídio.

O avanço da Lava Jato sobre o adversário de Dilma Rousseff nas presidenciais de 2014 acontece num momento de protagonismo do PSDB. Depois de idas e vindas, a principal sigla da oposição deve aprovar nesta terça documento com 15 medidas para aderir ao Governo interino de Michel Temer, caso se confirme o afastamento temporário da presidenta pelo Senado na semana que vem. Mesmo sócios minoritários de uma futura gestão, os tucanos fazem exigências no documento, divulgado primeiro pelo Jornal Nacional, como “apoio irrestrito ao combate à corrupção” e à Lava Jato. Cobram ainda reforma política “imediata” e medidas econômicas em até 30 dias.
Cunha, Edinho e TCU

No pedido desta terça, o pedido do procurador-geral engrossa as acusações contra Cunha no Supremo. Janot afirma que o presidente da Câmara atuou para alterar a legislação do setor energético, entre 2007 e 2008, para beneficiar seus aliados que dirigiam Furnas e a empresa Serra Carioca II, além de si mesmo. O deputado, que sempre negou envolvimento na Lava Jato, não se manifestou nesta segunda-feira.

Já o ministro Edinho Silva foi envolvido por ser apontado por Delcídio como o comandante de um “novo filão de pagamentos de propinas”. Tesoureiro da campanha de 2014 de Dilma Rousseff, Edinho é investigado por esquentar doações de indústria farmacêutica com notas frias. Segundo Delcídio, o ministro o orientou a fazer o mesmo para pagar 1 milhão de reais de dívidas com sua campanha eleitoral do mesmo ano, quando concorreu ao cargo de governador de Mato Grosso do Sul. Também por intermédio de uma nota, Edinho negou que tenha “esquentado” doações, afirmou que sua atuação na eleição de Dilma foi dentro da legalidade, que as contas da presidenta foram aprovadas pela Justiça Eleitoral e que as declarações de Delcídio são “mentiras escandalosas”.

Janot mirou ainda o ministro do Tribunal de Contas da União Vital do Rêgo e o deputado federal Marco Maia (PT-RS). Assim como o caso de Aécio Neves, é o primeiro pedido feito contra esses políticos no âmbito da operação Lava Jato. Contra Vital do Rêgo e Marco Maia, a suspeita de Janot é que ambos cobravam propinas de empresários que estavam sendo investigados pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Petrobras. Um dos supostos corruptores era Júlio Camargo (da Toyo Setal). Na época, Rêgo, enquanto senador, era o presidente da CPMI e Maia, o relator. Na delação de Delcídio, estavam citados também o ex-senador Gim Argello (PTB-DF) e Fernando Fancischini (SD-PR). Sobre Argello, o procurador remeteu as informações para a primeira instância, em Curitiba, onde ele está preso pela Lava Jato. Já com relação a Francischini, Janot pediu o arquivamento da apuração porque Camargo disse que desconhecia a participação dele no esquema.

Por meio de notas, o ministro do TCU e o deputado Maia negaram as irregularidades. “Sou vítima de uma mentira deslavada e descabida com o único intuito de desgastar a minha imagem e a do Partido dos Trabalhadores”, disse Maia. Já Rêgo alegou que as ilações de Delcídio são “desprovidas de qualquer verossimilhança”.

“A Volta”, com Os Vips, uma canção para cantar sempre!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

“Com a palavra, pela Bahia, a senadora Sílvia…”

Suponhamos que o senador Walter Pinheiro aceite ser secretário da Educação do governo Rui Costa e o seu primeiro suplente, ex-deputado e ex-prefeito Roberto Muniz, opte por não o substituir. Assumiria a terceira suplente, Sílvia Nascimento Cardoso dos Santos Cerqueira, de 61 anos.

Trata-se de advogada, natural de Salvador, que disputou em 2014 uma cadeira na Assembleia Legislativa e ficou na 231ª posição, com 1.920 votos, o que representa 0,03%. É filiada ao PRB, partido que, de velho aliado do PT, virou adversário cruel: deu todos os seus votos na Câmara pelo impeachment.

Essa lembrança é feita aqui por puro capricho, porque somente o imponderável faria de Sílvia Cerqueira – seu nome de urna – senadora pela Bahia. “Pegaria bem”, porque é mulher e negra, embora não favelada, mas os altos próceres da política movem-se necessariamente por critérios e objetivos mais pragmáticos.

Muniz balança entre “impeachment” e tranquilidade

A propósito, já vai fazer um mês que eclodiu na imprensa, pela boca do governador Rui Costa, a suposta ida de Pinheiro para o secretariado, e até hoje, nada. Situação esdrúxula, quando, pela alta responsabilidade dos envolvidos, se exigiria uma definição mais rápida, melhor dizendo, praticamente imediata ao anúncio.

Meteu-se no meio a ressalva de que Muniz precisaria de 15 dias para liberar-se da presidência da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Água e Esgoto, mas esse prazo se esgota (!) sem que o possível futuro senador, com perspectiva de quase três anos de mandato, pareça interessado em dar uma simples declaração pública.

Fonte do meio político muita próxima das negociações acha que Muniz, para evitar o desgaste que a posição contra ou a favor inevitavelmente causa, “não quer votar o impeachment”, e cita o exemplo do deputado Antonio Brito (PSD), que ficou contra e recebeu “o protesto de amigos e a indignação de muitos”.

Engenheiro pode enriquecer currículo

As informações colhidas nos bastidores sobre o posicionamento de Roberto Muniz em relação à vida pública – que não são de agora – dão conta, como já afirmamos em textos anteriores, de que ele, engenheiro de formação e focado na vida profissional, está sinceramente distanciado do PP e da própria atividade política.

Contra o que esse quadro poderia caracterizar, impedindo-o de não encarar o Senado num momento tão particular da história brasileira, está o inexorável fato de que seu currículo apenas se abrilhantaria com o exercício senatorial – como se diz, ele não ia perder nada.


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Henrique Alves é o que é

Henrique Alves, um dos escudeiros de Michel Temer, foi alvo de outro pedido de investigação de Rodrigo Janot ao lado de Eduardo Cunha.

O PGR disse que Cunha intermediou negócios de Léo Pinheiro, da OAS, com Henrique Alves, então presidente da Câmara, além de doações de campanha.

“As centenas de mensagens trocadas entre Léo Pinheiro e Eduardo Cunha, apreendidas no celular daquele, demonstram que, além da elaboração de diversos projetos de lei e medidas provisórias de interesse da OAS e do Banco BTG, Eduardo Cunha, também defendeu o interesse do grupo OAS no tema da CPI e intermediou diversos negócios entre a OAS e o então Presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves.”

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Posted on 04-05-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-05-2016


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online


Cruz, nesta terça-feira, pouco antes de anunciar sua renúncia.
CHRIS BERGIN REUTERS

DO EL PAIS

Pouco depois do fechamento das seções eleitorais em Indiana, no Meio Oeste dos EUA, os meios de comunicação projetavam a vitória do bilionário nova-iorquino, a sua 28ª. nestes três meses de comícios e votações. O republicano levou todos os 57 delegados em jogo em Indiana, somando agora 1.053 dos 1.237 necessários para garantir sua aclamação na convenção partidária de julho.

Seja como for, é improvável que Trump consiga garantir matematicamente a indicação antes das primárias da Califórnia, no mês que vem, mas a nova vitória afasta o fantasma de chegar à convenção sem maioria absoluta. Faltam-lhe 184 delegados para isso, e as projeções mais pessimistas para Trump indicam que ele tem 120 garantidos nas primárias de Virgínia Ocidental, Nova Jersey, Washington, Oregon e Novo México. Os 60 delegados restantes poderiam ser facilmente obtidos na Califórnia, onde há 172 em disputa, e Trump lidera as pesquisas.

Cruz, que ganhou em nove Estados e soma 565 delegados, havia transformado Indiana em um objetivo central da sua campanha. Teoricamente, era um território propício ao senador, com uma sólida base de eleitores conservadores e religiosos – em Indiana, das últimas 10 eleições presidenciais os republicanos venceram 9.

A apuração, entretanto, confirmou o avanço de Trump que as pesquisas já indicavam nos últimos dias. Neste esforço final, Cruz tentou – em vão – mobilizar o eleitorado com o apoio do governador local, anunciou o nome da sua hipotética candidata a vice e selou um surpreendente pacto com John Kasich, terceiro colocado na disputa, para que este se abstivesse de fazer campanha no Estado.
Vantagem mínima para Sanders

No campo democrata, com 40% dos votos apurados, o senador Bernie Sanders lidera com uma apertada vantagem sobre Hillary Clinton (51,8% x 48,2%). Diferentemente do que ocorre entre os republicanos, os democratas de Indiana distribuem proporcionalmente os seus 92 delegados, o que permitirá a Hillary manter intacta a vantagem que já tem sobre Sanders.

A ex-secretária de Estado já se aproxima muito da indicação democrata, com 2.165 dos 2.383 delegados necessários – incluindo os chamados superdelegados, que não são escolhidos em primárias e podem votar livremente na convenção de julho.

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