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DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Locupletação barrada

O governo Dilma Rousseff está no fim, pois em poucos dias ela será afastada do cargo e algum tempo depois – não serão necessários os 180 dias de julgamento – o Senado cassará definitivamente seu mandato.

Portanto, não tem justificativa administrativa o crédito extra de R$ 100 milhões para publicidade, afinal, o governo em extinção não teria tempo nem razão para torrar esses vultosos recursos dando um brilho na própria imagem.

Resta a explicação lógica: o dinheiro seria usado a toque de caixa para beneficiar agências, veículos e publicitários amigos que eventualmente tenham a receber dos já debilitados cofres públicos, motivo pelo qual está muito certo o ministro Gilmar Mendes ao barrar a farra.

Um palmo diante do nariz

Aliás, as medidas anunciadas pela presidente no Dia do Trabalho só apressam sua queda, pois são uma comprovação de que responsabilidade é virtude que passa longe do Palácio do Planalto.

Aos olhos de toda a nação, uma cada vez mais patética e desesperada Dilma tenta explicitamente criar problemas para o governo que se avizinha, o que não tem outro efeito senão o de confirmar e apressar a sua queda.

Desaconselhado

No derradeiro, e talvez sem futuro, “pacote de Dilma”, uma medida é a criação de um “conselho tripartite”, com a participação do governo, de “trabalhadores” e de “empresários”, para tratar de assuntos relativos ao trabalho.

Sob seu governo, ou de outro petista, é possível que se unissem o governo e os “trabalhadores“ para controlar a decisão. Mas com o presidente Temer, a aliança será entre governo e “empresários”.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 3 Maio, 2016 at 9:48 #

Tradução, Gilmar Mendes, não o STF como um todo, em concessão de liminar, suspendeu o crédito extra de 100 milhões com que Madame Dilma pretendia agraciar os paniguados da publicidade. Já a decisão quanto ao mérito, por certo dormitará a espera de pauta futura e distante.

O STF, como instituição, mantém o seu pleno, portanto as decisões que importam, a passos de jaboti. Lula continua livre da primeira instância, políticos envolvidos na lama preta do Petrolão continuam atuantes, mesmo que seus comparsas, empreiteiros, diretores da estatal, operadores, até mesmo o marqueteiro, estejam presos e/ou condenados.

O impeachment está tramitando, o que poderá empoderar vários envolvidos no escândalo, face à inércia do STF.

Ações isoladas, em liminares, mesmo que aplaudidas, não possuem, por si só, o condão de redimir a inércia pétrea que se instalou nos vetustos e solenes escaninhos do STF.


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