V

BOA TARDE!!!

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Câmara aprova urgência para reajuste do Judiciário

GloboNews noticia que a Câmara aprovou requerimento de urgência para o projeto que trata do reajuste do Judiciário.

O acordo para que isso ocorresse foi selado no fim da tarde da última terça-feira, em reunião de líderes de partidos com Ricardo Lewandowski.

“Vamos nos empenhar para aprovar as urgências dos PL’s do Judiciário”, havia adiantado o deputado Rogério Rosso a O Antagonista.

Lá vai mais do nosso dinheiro.

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Pleito municipal: desincompatibilização compulsória
Ministros de Estado que desejem candidatar-se a prefeito em outubro só podem permanecer no cargo até o dia 2 de junho, conforme a Lei Complementar nº 94/1990, que trata da inelegibilidade.

No caso de Salvador, é uma questão que só interessa ao PT, que tem Juca Ferreira (Cultura) como pretendente declarado e Jaques Wagner (Gabinete), uma duvidosa carta na manga do partido.

De qualquer forma, nenhum dos dois precisa preocupar-se muito com o cumprimento do prazo. Tudo indica que antes eles já estarão fora.

Só Wagner é páreo para Neto

Essa possibilidade de Wagner ser designado pelo PT para enfrentar o prefeito ACM Neto já frequentou a mídia, e vez por outra é lembrada.

É uma ideia tão lógica que até a senadora Lídice, recentemente, a ela se referiu indiretamente, sem citar nomes.

Foi em entrevista a uma emissora de rádio, à qual declarou que, sem o apoio decidido do governador Rui Costa, qualquer candidato oposicionista em Salvador terá muita dificuldade.

A razão é que Neto tem o “poder da máquina administrativa municipal” e, somado a isso, é um “prefeito bem avaliado”, segundo a senadora.

Assim, a essa força teria de ser contraposta “outra máquina”, com um candidato de “unidade da base do governo”.

Não há dúvida – dizemos nós – que somente o ex-governador e hoje ministro tem estatura política para a missão e, ao mesmo tempo, seria da completa confiança do governador.

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BOM DIA!!!

DO EL PAIS

Afonso Benites

Brasília

O primeiro escalão de um cada vez mais provável Governo Michel Temer (PMDB) tem tudo para se tornar uma mistura de nomes que foram homens de confiança de duas gestões presidenciais, a de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Dos 21 ministeriáveis que foram colocados na mesa até agora, dez já estiveram em uma das duas gestões. Há outros cinco que ocuparam cargos no Governo Rousseff, mas não por exatamente próximos a ela, mas por acordos políticos com o próprio PMDB ou com o PSD. “Se ocorrer, o governo Michel será uma espécie de Frankenstein de Lula com o FHC. Isso sem excluir o núcleo duro peemedebista”, disse um auxiliar do PMDB que acompanha as negociações. As conversas foram intensificadas pelo vice-presidente desde que a Câmara dos Deputados admitiu, em 17 de abril, o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT).

Além disso, Temer deverá fazer um corte no número de ministérios. A expectativa é que entre sete e dez sejam cortados. Hoje, são 32 pastas. Essa redução, no entanto, não deve interferir na participação de alguns dos partidos do “centrão” do Congresso Nacional, como o PSD e o PP, que somam 83 das 513 cadeiras na Câmara e 10 das 81 vagas do Senado. Ambos deverão manter parte dos cargos que já ocupavam na gestão Dilma Rousseff. As legendas nanicas que deram apoio ao impeachment ficariam com cargos de menor expressão, como presidências de autarquias e superintendências.
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Mesmo com o grupo de Temer alegando que nenhum nome foi oficializado porque ele ainda não está na presidência, estão no ar nomes quase certos e vários balões de ensaio, o jargão político dado a nomes vazados quer seja para testar sua receptividade ou para tentar emplacá-los. Um deles foi o advogado Antônio Claudio Mariz de Oliveira no Ministério da Justiça. Depois que o nome dele surgiu e ele concedeu entrevistas criticando a Operação Lava Jato, logo foi descartado. Para essa função, o vice-presidente estuda os nomes de um ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Ayres Britto ou Carlos Velloso. “Não há ninguém convidado para ser ministro. O que estão ocorrendo são conversas para avaliações particulares dele [Temer]. Tem alguns nomes que são mais desejos dos próprios citados que qualquer outra coisa”, disse o senador Romero Jucá (PMDB-RR).

Os possíveis ministros que já estiveram no Governo Lula estão sendo sondados são: Henrique Meirelles, para a Fazenda, considerado o mais próximo de sentar na cadeira ministerial, Nelson Jobim, para a Defesa, Geddel Vieira Lima, para a Secretaria de Governo, Romero Jucá, para o Planejamento, e Roberto Rodrigues, para a Agricultura. Meirelles trabalhou no Banco Central nos oito anos de Lula e sempre que a pasta da Fazenda está em discussão seu nome é citado. Já foi cotado para substituir Guido Mantega na primeira e na segunda gestão Rousseff, assim como para entrar no lugar de Joaquim Levy em novembro passado. Foi deputado federal pelo PSDB, já foi filiado ao PMDB e hoje é um quadro do PSD. Os outros três possíveis ministros têm longo histórico peemedebista. Jobim já foi ministro da Justiça e da Defesa, assim como foi um dos 11 magistrados do Supremo Tribunal Federal. Jucá, ex-ministro da Previdência é presidente do diretório nacional do PMDB. Geddel, que esteve na Integração Nacional, preside o PMDB baiano, e, ao lado de Jucá, tem sido um dos principais articuladores do impeachment de Rousseff no Congresso Nacional.

Já a “bancada de FHC” é puxada pelo senador José Serra (PSDB-SP), para o ministério da Educação e Cultura. Roberto Brant, para a Previdência, e Sergio Amaral, para relações Exteriores seriam os outros cotados. Serra, que já dirigiu o Planejamento e a Saúde, era um dos nomes para a Fazenda. Nos últimos dias, perdeu espaço para Meirelles, mas ainda tem prestígio com Temer e, depois que seu partido oficializar o apoio ao peemedebista, deverá ser oficializado no cargo. Brant fora ministro da Previdência do ex-presidente tucano. Amaral foi o ministro do desenvolvimento. A aproximação com o PSDB poderá render à legenda mais de um ministério ou um apoio à eleição na presidência da Câmara dos Deputados, que deve ocorrer no ano que vem.

A dúvida entre aliados dos ex-presidentes tucano e petista também estaria no Banco Central. Do lado de FHC estão o ex-diretor do BC, Ilan Goldfajn, hoje economista chefe do Itaú, e Amaury Bier, que foi secretário de Política Econômica do ministério da Fazenda. Do lado de Lula, o mais cotado é são Mário Mesquita, que foi diretor do BC nos anos Lula até 2010 e atualmente é sócio do banco Brasil Plural.
Peemedebistas e “centrão”

No núcleo duro peemedebista estariam três ex-ministros de Dilma que hoje estão entre os principais conselheiros de Temer: Henrique Eduardo Alves, Eliseu Padilha e Moreira Franco. Alves deve ficar no Esporte e Turismo. Padilha está cotado para a Casa Civil. Franco, para o novo ministério da Infraestrutura, que unificará as pastas do Transporte com secretarias que hoje têm status de ministério, como Aviação Civil e Portos. Ainda entre os membros do PMDB, corre por fora o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Paulo Skaf.

Os membros do “centrão” estariam contemplados com Gilberto Kassab (PSD) retornando ao Ministério das Cidades, posto que ocupou na segunda gestão Rousseff até a véspera da votação do impeachment, o deputado Ricardo Barros (PP-PR) no Ministério da Saúde e o deputado Cacá Leão (PP-BA), na Integração Nacional. O curioso é que tanto Barros quanto Leão foram convidados por Dilma para ocuparem exatamente essas pastas caso votassem contra o impedimento da presidenta. O primeiro, votou a favor e o segundo se absteve.

Outro que esteve na gestão Rousseff e é o favorito para um ministério na área social é Ricardo Paes de Barros. Ex-subsecretário de Ações Estratégicas da Presidência, Barros nos últimos meses ajudou o PMDB a elaborar um plano de governo nesta área.
Palácio Jaburu: de endereço decorativo a “QG do Golpe”
Militantes do MST protestam em frente ao Palácio do Jaburu, no dia 23.
Militantes do MST protestam em frente ao Palácio do Jaburu, no dia 23. U. MARCELINO REUTERS

Até o início de abril, o Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência, era apenas um endereço decorativo que ao menos uma vez por semana recebia turistas e moradores de Brasília que queriam contemplar a arquitetura de Niemeyer ou os jardins de Burle Marx. Com a visitação fechada há duas semanas por questões de segurança (assim como o Planalto e a Alvorada), os seus novos visitantes são homens, em sua maioria, com mais de 40 anos de idade e que usam terno e gravata.

A mudança de status ocorreu quando o vice-presidente Michel Temer, que um dia disse se sentir uma figura decorativa do Governo, decidiu negociar com políticos o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Desde que os frequentadores do Jaburu mudaram, um cartaz com os dizeres “QG (Quartel General) do Golpe” foi pregado em uma das placas na via de acesso ao local.

Desde o último dia 17, quando o impeachment foi admitido pela Câmara, além dos políticos com mandatos, dezenas de representantes de classe passaram a frequentas a residência de Temer. Só nesta semana se reuniram com o peemedebista o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado federal Paulinho Pereira da Silva (SD-SP), o senador e ex-presidente Fernando Collor (PTC-AL), e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf. Representantes de centrais sindicais de direita, como Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores e Central dos Sindicatos do Brasil, além de federações de industriários da região Nordeste.

Os encontros de Temer não se restringem ao Jaburu. Nesta quarta-feira, por exemplo, ele se reuniu com os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Renan Calheiros (PMDB-AL) na casa do segundo, e com representantes das confederações da Agricultura, Indústria e de Seguradoras, na Vice-Presidência.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

STF empurrou o problema para Temer

Os estados estão quebrados não apenas por causa da queda de arrecadação, mas também em virtude da gastança.

Essa decisão do STF, que postergou por 60 dias as liminares em favor dos juros simples no pagamentos de dívidas de estados com a União, causará uma perda de 6 bilhões de reais.

O STF, na verdade, empurrou o problema para Michel Temer, na base do deixa como está para ver como é que fica.

abr
28
Posted on 28-04-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-04-2016


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

abr
28


Gil e Caetano, ontem. 27, no Coliseu de Lisboa

DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE LISBOA

Caetano Veloso e Gilberto Gil regressaram aos palcos portugueses. Para mostrar um século de música de duas carreiras com mais de 50 anos

Quando a casa está cheia, há quem se sente pelos sofás e cadeirões, quem se encoste às janelas ou a estantes, quem pouse o copo junto de bibelôs e livros, quem acabe de pernas dobradas no chão, e ao centro da sala de estar os anfitriões, cada um na sua cadeira, cada um com a sua guitarra, e uma mesa entre os dois, um copo de tinto e outro de água. São amigos há muito, os dois – e todos os outros, tantos outros, os que encheram a casa são amigos que já os conhecem há mais ou menos tempo.

Esta quarta-feira à noite foi assim: Caetano Veloso e Gilberto Gil, os tais rapazes que são amigos há muito, desde os anos 1960, abriram a sua sala de estar, por duas noites instalada no Coliseu dos Recreios, em Lisboa (e no domingo e segunda estiveram no Porto), convidaram muitos que os acompanharam nas canções todas.

Não será novidade este encontro: já tinham estado os dois em Oeiras, em julho passado, no estádio do Parque dos Poetas (e, percebe-se agora, este é um concerto que pede uma sala de estar mais recatada), e em janeiro esta reunião dos Dois Amigos, Um Século de Música chegou em disco e DVD. Mas os amigos nunca se importam de ouvir as histórias de sempre. É assim a amizade.

É assim que, quando o som falha logo na terceira canção, quando Caetano Veloso interpreta Tropicália, os amigos cantam também num coro de quem conhece as músicas de trás para a frente. É por isso que Gilberto Gil canta sobre a “mulata quando dança” e Caetano, quase preto, quase branco, dança ainda sentado, e os amigos todos gostam de ver. E só a amizade ouve Gil a esforçar-se quando sussurra oye la confesión de mi secreto, da canção Tres Palabras, e dispensa sentidos aplausos de quem percebe que todos são frágeis – até Gilberto que se expõe na fragilidade de uma voz de 73 anos, para logo resgatar diferentes vocalidades em Drão e Não Tenho Medo da Morte ou em Toda a Menina Baiana. Caetano a seu lado, mais novo pouco mais de um mês, estende o braço, o foco é de Gil.

Num espetáculo onde quase tudo sai ensaiado sem parecer (“canta Lisboa”, “outra vez”), como se fosse espontâneo como tantos gestos nas amizades, também houve espaço para a “mais nova” canção composta pelos dois, depois de terem tocado De Manhã, a mais antiga composição de Caetano e Gil. Um “inédito composto depois de passarem por Portugal”, em 31 de julho de 2015, como explicou Veloso: As Camélias do Quilombo do Leblon é política feita com flores, como os cravos nas espingardas de abril.

Este quilombo era uma quinta situada naquele que é hoje o bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, que abrigava escravos fugitivos que tinham o apoio do movimento abolicionista e, no local, cultivavam-se flores, nomeadamente camélias, tidas como símbolo da luta contra a escravidão.

Enquadrados com bandeiras dos estados brasileiros (e de vários países), num cenário que rompe com o ascetismo das primeiras apresentações, um e outro cantam que “será sem fim o sofrer do povo do Brasil”. Entre os amigos, as opções políticas nem sempre fraturam, mesmo que Caetano e Gil prefiram o silêncio quando lá do alto do balcão há quem prefira grita “Dilma” quando cantam “odeio você” (de Odeio).

Lá mais para o fim, Caetano convida todos a cantarem. Afinal, “cantando eu mando a tristeza embora”. É por isso que, num segundo encore, os dois amigos se entregam a O Leãozinho e, como nas festas de amigos com guitarras à solta, Bob Marley surge na voz rouca de Gil em Three Little Birds. Os amigos foram deixando a sala de estar (que volta a abrir uma última vez em Lisboa esta quinta-feira). Every little thing gonna be all right…
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