DEU NO POR ESCRITO( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Michel Temer: sorte no jogo e no amor

Este blog sai de seus parâmetros, em que musas, machismo e sexismo sempre foram tão duramente condenados, em homenagem ao quadro excepcional que se prenuncia no país com a posse de uma primeira-dama com charme semelhante ao de Jaqueline Kennedy ou de Maria Thereza Fontella Goulart – corrigindo grafia anterior incorreta.

Mas o faz, justamente, pela convicção da distância para esse tipo de “ideologia” que contamina a mídia e a faz propagar versões infundadas, senão fantasiosas, sobre mulheres famosas, cujas práticas estivessem ocorrendo em conflito com o que se pudesse esperar de padrão do comportamento feminino.

Essa conversa de “candinhas” (para quem está familiarizado com a gíria da década de 60) atingiu Jackie tanto quanto a Maria Thereza, que – agora para quem não se recorda – foi até personagem de humorístico de Chico Anysio no início da carreira, na TV Tupi.

O “Coronel Limoeiro”, mais uma das geniais criações de Chico, era um velho matuto nordestino casado com mulher bela e nova, que exclamava desconfiado: “Maria Teresa!”, vivida sucessivamente por atrizes várias, como Carmem Verônica e Monique Evans.

É esta a imagem que o preconceito vulgar, talvez a misoginia recôndita, produz: contra todas as evidências, o aspecto principal a ser levantado nesta quadra da vida histórica é a diferença da idade entre o vice-presidente Michel Temer, de 75 anos, e sua jovem mulher, Marcela Temer, de 31, casados há mais de dez anos, pais de Michelzinho.

Impossível se torna esquecer de meses atrás, quando o impeachment ainda estava em fogo brando e corria a ideia de que Temer conspirava contra a presidente Dilma. Coube a Geddel Vieira Lima, “amigo fraterno e pessoal” do vice, como disse em entrevista, ontem, à Tribuna da Bahia, proferir frase com que buscou, certamente sem êxito, livrar a cara do brother: “Ele só é ousado para as conquistas amorosas”.

A primeira-musa

Da imprensa: “Marta diz que vantagem de Temer sobre Dilma é que ‘ele dialoga’”.

Como diria o saudoso Moacir Japiassu, considerado. Imagine-se o quanto esse homem não dialogou com Marcela.

Livre como um táxi

Ainda levando em conta a longevidade das relações Temer-Geddel, vale ponderar: as conquistas a que se referem o ex-ministro provavelmente são do tempo de solteirice do vice.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 27 Abril, 2016 at 9:27 #

Da série “tudo lembra um causo”!

Dizem,aliás, ensinam e exemplificam, que em Morro da Sombra, última parada aquém fronteira, nascera e fincara raiz, Coronel Óro, nascido Orostrato Silva e Alcantâra, pecuarista, de perder de vista pastos e currais, viúvo, um único filho, o Orózinho, marqueteiro por devoção.

Certa feita, encantou-se, enamorou-se, e fez de Leonor, sua teúda e manteúda, ela filha única de um “oriundi”, brejeira aos vinte anos, o que lhes davam uma distância etária para mais de 4 décadas, intervalo suficiente para manter acesas conversas longas nos botequins, salões, docerias e praças.

Montou casa, 12 cômodos, 3 criadas, pomar ao fundo, roseiras no jardim, tudo como rezava o bom gosto e os ditames do conforto.

Viveram assim, até a morte do Coronel. Morte natural, sem barulho, esperada, com direito a rezas e missa de antevéspera.

Foi quando o escândalo propagou-se, a pequena comarca veio abaixo, tamanho o estupor causado pela revelação, fruto da língua comprida do secretário do tabelião.

Coronel Óro, tinha contraído matrimônio, em Cartório da Capital, com Leonor, mantivera em segredo, por aconselhamento de Orózinho, que o convencera, melhor ser invejado como “coroné” da moçoila, do que objeto de zombaria como marido, em risco iminente, da mesma prenda.

Moral da história:

O preconceito tem várias vestes mas sempre a mesma cara!


ISA on 27 Abril, 2016 at 13:04 #

Meu Deus, a que ponto chegam a mesquinharia, inveja e falta de temas mais relevantes a discutir: a beleza da mulher de Temer. Que bom Deus tê-lo agraciado c uma bela e discreta mulher, o q lhe dará serenidade e alegria p empreender as reformas que o País demanda.


luis augusto on 27 Abril, 2016 at 13:57 #

Isa, espero que você tenha compreendido que eu não faço parte dessa horda de porcos chauvinistas.

Abordei o tema exclusivamente sob a ótica jornalístico-comportamental.

Abraços, Luís.


luiz alfredo motta fontana on 27 Abril, 2016 at 14:20 #

Orózinho, aconselhou seu dileto genitor, apenas movido pelo que o “marquetingue” lhe apontava, dizem, entretanto, que o Coronel Oró, aceitou por aconselhamento de pulga atrás da orelha.

Ressalta-se, contudo, que lá, como cá, nenhuma relevância, se deu, ou se dá, ao que pensava, ou pensa, Leonor ou Marcela.

Assim, várias são as vestes, mas o mote sobrevive tal qual surgiu. Ou não?


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