Química musical perfeita!Verdadeiramente belo e sensacional este dueto Bennett-Gadú, Confira no BP!!!

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO RAIO LASER, BEM INFORMADA COLUNA POLÍTICA DA TRIBUNA DA BAHIA, EDIÇÃO IMPRESSA DESTA SEGUNDA-FEIRA, 25. NAS BANCAS.

Contundência

Petistas esperavam ter ouvido uma posição mais clara do senador Walter Pinheiro (sem partido) quanto à sua participação no governo Rui Costa e mesmo na defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff (PT) depois que o governador confirmou que havia convidado o parlamentar a assumir a secretaria estadual de Educação. Apesar de já vir tratando da transição diretamente com a equipe de Osvaldo Barreto, Pinheiro limitou-se a dizer nos jornais, no fim de semana, que foi convidado e analisa a proposta e que ainda não se decidiu com relação ao pedido de impeachment da presidente, que agora segue para análise pelos senadores. Rui Costa confirmou a ida do senador para a secretaria no último sábado.

Aliados

Enquanto Walter Pinheiro vacila em relação a um posicionamento sobre presidente Dilma Rousseff (PT), os outros senadores da Bahia, Lídice da Mata (PSB) e Otto Alencar (PSD) se esmeram em Brasília nas articulações em favor da manutenção do mandato da presidente. Por isso, são considerados aliados de primeira hora do governador Rui Costa na tarefa de enfrentar o impeachment.

abr
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DO G1/o GLOBO

Morreu neste domingo (24) nos Estados Unidos, aos 81 anos, o cantor Billy Paul, um dos maiores nomes da música soul americana. A informação foi publicada no site oficial do artista.

Billy Paul estava com câncer e morreu em casa, no estado de Nova Jersey.

O cantor ficou conhecido no mundo todo pela voz grave e marcante.

Paul começou a carreira na Filadélfia, com apenas 11 anos. O primeiro álbum foi lançado em 1968: “Feelin good at the cadillac club”.

No início de carreira, se apresentou em clubes e universidades ao lado de várias lendas do jazz e da música soul, incluindo Charlie “Bird” Parker, Nina Simone, Miles Davis e Roberta Flack.

Um dos maiores sucessos de Billy Paul é “Me and Mrs Jones”, de 1972. A canção foi número um na billboard hot 100 e R&B e recebeu um grammy.

Ao todo, Paul lançou 15 álbuns entre 1968 e 1988.

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

“In God we trust” – e em mais ninguém

Para quem não vive as entranhas da política, é difícil entender como podem ser tão precárias as relações entre governadores, prefeitos e até presidentes com sucessores que saem do nada, apenas do bolso de colete do titular.

É o caso recente do deputado federal e três vezes prefeito de Camaçari, Luíz Caetano, que estaria fraco nas pesquisas e não conta com o apoio de sua criatura, o prefeito Ademar Delgado, que, ao contrário, tem candidata própria para dispersar votos.

Em tempo mais remoto, a então grande liderança nacional Orestes Quércia, governador de São Paulo, lançou seu desconhecido secretário da Segurança Pública, Luiz Antônio Fleury, que, eleito, o trairia solenemente.

Não se pode dizer o mesmo de Lula e Dilma, apesar das evidentes divergências em muitos aspectos do governo, de certa forma, compartilhado. Mas no geral, sem dissecação de tantos outros exemplos, fica a lição de que o caráter, mais que as ideias, rege a história.

abr
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Posted on 25-04-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-04-2016


Caetano e Gil: “veneráveis velhos amigos” em Portugal.

DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE PORTUGAL

Não vai ter golpe. Caetano e Gil no palco

| Álvaro Isidoro

Hoje (ontem,24), os brasileiros Caetano Veloso e Gilberto Gil atuam no Porto. Depois, duas noites no Coliseu de Lisboa.

Entre aquela noite de vento no verão passado e esta tímida primavera, o Brasil entrou em ebulição e, há pouco mais de uma semana, deputados encheram a boca com deus e a família para justificar meras jogadas políticas, enquanto um deles invocou um torturador da ditadura militar brasileira como sendo “o terror de Dilma”, a presidente da República que foi torturada.

Esse golpe de 1964 louvado pelo deputado que cuspiu na democracia que lhe permite o disparate foi o mesmo que levou Gilberto Gil e Caetano Veloso a deixarem para trás o sol e o sal da Bahia em que nasceram e cresceram e a exilarem-se em Londres. Agora, regressam a Portugal, desta vez nos coliseus do Porto e de Lisboa, para cantarem a sua amizade longa de mais de cinco décadas (depois de terem atuado a 31 de julho do ano passado em Oeiras), no espetáculo Dois Amigos, Um Século de Música, a digressão que festeja 50 anos da carreira de cada um.

Estávamos em julho de 1969 e a escolha da capital britânica para o exílio devia-se apenas à música, explicou Gil. “Paris tinha um meio musical aborrecido, Londres era o melhor sítio onde um músico podia estar”, justificou nas páginas do jornal The Guardian. Curiosamente, Lisboa e Madrid ficavam fora do mapa do exílio porque os dois países também “viviam sob uma pesada ditadura”. As ditaduras definiam o rumo dos dois amigos: deixaram o Brasil, onde tinham estado presos seis meses – dois na cadeia, quatro em prisão domiciliária – para chegarem à vida londrina onde experimentaram fundir o tropicalismo e o samba que traziam de Salvador e do Rio de Janeiro com o rock, o funk, o reggae ou o jazz que por esses dias ouviam nas ruas e nos clubes de Londres.

Ao celebrarem por estes dias 50 anos de música, eles têm o Brasil como pano de fundo: o golpe de 1964 assomou nas manchetes dos jornais de 2016 – e Caetano (com Gil) voltou a recordar esses tempos, num programa da televisão brasileira, Altas Horas. “A passeata”, disse da manifestação de domingo, dia 13 de março, “não era suficientemente diferente da passeata da Família com Deus pela Liberdade que produziu o golpe de 1964, que ajudou a dar o golpe. O buraco é sempre mais em baixo, mas a gente tem que olhar com objetividade”, apontou.

Novo disco

É esta objetividade que um e outro, Gilberto Gil e Caetano Veloso, colocam na música que fazem, celebrada agora numa digressão que começou com 25 canções escolhidas e viu o seu repertório crescer. Pelo meio já houve disco, com o mesmo nome da digressão, Dois Amigos, Um Século de Música (Ao Vivo), publicado em janeiro deste ano, que recupera o concerto de São Paulo, um dos 44 espetáculos que passaram por 35 cidades em 21 países, com uma audiência de umas 135 mil pessoas.

Os “veneráveis velhos da música brasileira”, como lhes chamou o crítico da revista da especialidade Songlines, demonstraram bem mais do que aquilo que Alex Robinson ouviu no disco, a voz cansada e rouca dos 73 anos de Gilberto Gil, ou a “melhor forma” da doce voz de Caetano Veloso, também com 73 anos. Quem ouviu Gilberto Gil no verão passado, em Oeiras, a fazer percussão do seu violão e a usar a voz como o instrumento que soou mais alto enquanto cantava “Não tenho medo da morte mas sim medo de morrer”, desconfia que seja assim, apesar da versão mais contida registada em CD de Não Tenho Medo da Morte, que vem já na segunda parte do concerto.

Os veneráveis velhos amigos transportam memórias de mais 30 álbuns, cantando à vez ou em conjunto, tocando violão e guitarra, num despojamento instrumental que não afasta a linguagem pouco ortodoxa que os dois sempre imprimiram à sua música, a solo ou em colaboração. Com a ditadura militar que os levou ao exílio, Caetano e Gil também fugiram à obrigação canónica que a esquerda intelectual queria impor contra o imperialismo, fosse na recusa das letras em inglês ou do uso da guitarra elétrica.

Back in Bahia

Hoje são dois corações vagabundos que resistem a adversidades, como aquele vento que assobiava aos microfones ou a inclemente distância de um palco num estádio como o do Parque dos Poetas, em Oeiras, no último verão. Agora, nos coliseus, numa série de quatro concertos que começou ontem à noite, haverá outra intimidade para acompanhar um alinhamento que, sem surpresas, deverá abrir com Back in Bahia, o regresso à Bahia quando em 1972 os dois deixaram o exílio político.

Sempre com os dois no palco, até quando um deles não toca nem canta, de camisa negra Caetano, de roupa branca Gil, estes dois rapazes deverão socorrer-se de composições que não são suas. E à abertura com uma canção de Gilberto – que foi ministro no primeiro governo de Lula da Silva – o concerto deve fechar com A Luz de Tieta, a feliz composição de Caetano que os portugueses reconhecem da telenovela.

Ao exílio, à subversão, ao experimentalismo, um e outro sempre olharam bem de perto para o seu Brasil. Canta Gil, podia também ser Veloso a dizer: “Não tenho medo da morte/ Mas sim medo de morrer/ qual seria a diferença/ Você há de perguntar/ É que a morte já é depois/ Que eu deixar de respirar/ Morrer ainda é aqui/ Na vida, no sol, no ar.” Como estes dias que o país vive. E um dia eles voltam para lá, para a Bahia, de onde vieram, para a cantar e contar, como eles cantam. “Agora, os acontecimentos estão se atropelando. Precisamos de ter calma para olhar os acontecimentos. Não temos uma ditadura, mas o Brasil é um país desumanamente desigual e toda movimentação no sentido dessa tentativa de diminuir a desigualdade enfrenta a oposição da elite. Eu desconfio”, argumentou Caetano na televisão.

No concerto em Salvador, no dia 2, quando o público se manifestou durante o tema Odeio (e Caetano canta “odeio você, odeio você, odeio você” – é apelativo, entende-se), usando as palavras de ordem dos apoiantes da presidente, “não vai ter golpe”, Caetano concordou, “não vai” (mas a Câmara dos Deputados votou mesmo a abertura do processo de impeachment a Dilma Rousseff). Não vai ter golpe, não. Pelo menos nestas noites no Porto e em Lisboa. Sabemos bem com que linhas se tecem estas vozes.

abr
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Posted on 25-04-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-04-2016


Pater, no jornal A Tribuna (ES)

DO EL PAÍS

Gil Alessi

São Paulo

A Lava Jato enfrentará em breve um de seus mais difíceis desafios. Na medida em que o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff avança e o vice Michel Temer fica mais próximo de ocupar o Palácio do Planalto, surge a pergunta: o que será da operação com o PMDB no poder? Caso se confirme o afastamento da petista em votação no Senado, o Executivo e as duas casas do Legislativo estarão sob o comando de peemedebistas. Os três chefes do Executivo e do Legislativo – Temer, Renan Calheiros e Eduardo Cunha – foram citados por delatores do esquema de corrupção da Petrobras. Os dois últimos são alvos de investigação formal pelo suposto envolvimento na Lava Jato. Cunha, inclusive, deve ser alvo de duas novas denúncias, segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, responsável pelos pedidos de investigação de políticos com foro privilegiado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Se a situação de Cunha é mais complicada – ele já é réu no STF –, a de Renan e Temer tende a se agravar conforme novos acordos de delação premiada são firmados com a Justiça. Segundo a revista Época deste final de semana, o engenheiro José Antunes Sobrinho, um dos donos da Engevix preso desde setembro, disse aos procuradores ter pago propina a operadores que falavam em nome dos dois peemedebistas. Ele disse também que, durante os governos petistas, ambos foram responsáveis pela nomeação de afilhados políticos em estatais como a Petrobras e a Eletronuclear.

Além disso, em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da operação na primeira instância, o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró afirmou na segunda-feira que Renan recebeu propina de 6 milhões de dólares (cerca de 24 milhões de reais) em 2006. O pagamento seria referente a um contrato de fretamento do navio-sonda Petrobras 10.000. O delator está preso desde janeiro de 2015.

Ao ser questionado sobre o papel do lobista e operador do esquema Jorge Luz, Cerveró afirmou que “[Jorge Luz] foi o operador que pagou os 6 milhões de dólares da propina da sonda Petrobras 10.000, foi o encarregado de pagar ao senador Renan Calheiros”. De acordo com os investigadores, Luz atuaria em conjunto com outro lobista, Fernando Soares, o Fernando Baiano, de quem ele seria mentor. Os dois seriam operadores do PMDB nas diretorias de abastecimento e internacional da estatal.

Renan Calheiros, que será o responsável por definir o ritmo do andamento do processo de afastamento de Dilma no Senado, já é alvo de nove inquéritos no STF por seu suposto envolvimento no esquema de corrupção na estatal.

O senador havia sido citado anteriormente por outro delator, um dos entregadores de dinheiro do doleiro Alberto Youssef, como destinatário de propinas de 1 milhão de reais. No entanto, o senador ainda não foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República, que ainda investiga a ligação do peemedebista com o esquema. A assessoria de imprensa do senador negou a participação dele em qualquer ilícito, e afirmou que ele já prestou os esclarecimentos necessários, mas está “à disposição para quaisquer novos esclarecimentos”.
Pizza?

Os temores de que tudo acabe em pizza, com um acordo silencioso entre as lideranças do PMDB para que a Lava Jato não os alcance, foram reforçados no dia em que a Câmara aprovou a aceitação do pedido de impeachment de Dilma, no domingo. A votação ainda não havia sequer acabado, mas vários deputados já defendiam a anistia a Cunha no processo contra ele no Conselho de Ética da Casa. Ele enfrenta processo no colegiado por ter mentido na CPI da Petrobras, quando negou a titularidade de contas no exterior, posteriormente confirmada pelo Ministério Público Federal, e pode até mesmo ter seu mandato cassado.

Caso isso ocorra, ele perderia direito ao foro privilegiado, e a investigação contra o peemedebista pode ir para o implacável Moro. Para o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), a anistia a Cunha no Conselho é apenas o primeiro passo de uma série de acordos selados “inclusive no Palácio do Jaburu [residência do vice Michel Temer]”, e que culminarão com a “redução das ações da Lava Jato”. Em entrevista ao jornal NYTimes, Temer mostrou-se ponderado ao falar de Cunha, e refratário a trabalhar pelo seu afastamento do cargo de presidente da Câmara. “É uma questão que o Supremo Tribunal precisa decidir”, afirmou.

Temer e seus correligionários têm se esforçado para derrubar a tese de que um Governo do PMDB implicará uma operação abafa

Outra dúvida é sobre qual nome o atual vice-presidente poderia indicar para o Ministério da Justiça, pasta sob o qual figuram o Ministério Público e a Polícia Federal. Notícia deste sábado do jornalista Josias de Souza, da Folha de S. Paulo, apontava que o criminalista Antonio Claudio Mariz de Oliveira seria um dos mais cotados para a vaga num eventual Governo do PMDB. Oliveira, porém, já assinou um manifesto junto com outros juristas criticando excessos da Lava Jato, bem como um parecer questionando as razões que levaram à prisão preventiva de Marcelo Odebrecht. O que por ora é especulação poderia se tornar um pesadelo caso se confirme.
O temor dos procuradores

Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato já haviam manifestado preocupação com uma possível ofensiva do Legislativo contra a operação. Isso pode se dar principalmente com a aprovação de projetos de lei que restringem as ações do MP, e com a reforma do Código Penal, que será discutida por uma comissão especial da Câmara. “Meu receio é que se aproveite o momento para introduzir regras que dificultem a responsabilização de políticos e corruptos”, afirma o promotor Rodrigo Chemim, do Ministério Público do Paraná. “Eu não ficaria surpreso se isso ocorresse”.

Temer e seus correligionários têm se esforçado para derrubar a tese de que um Governo do PMDB implicará uma operação abafa para livrar o pescoço dos políticos investigados pela Lava Jato. “Não existe risco de operação abafa, quem tenta manipular [a Lava Jato] é o PT e o Governo”, afirmou o ex-ministro da Aviação Civil Moreira Franco, próximo do vice-presidente. Segundo ele, as críticas feitas por Renan e Cunha à operação são normais, tendo em vista que “ambos estão tentando se defender”, e que “quem tem vida pública está permanentemente sendo citado”. “Já o Governo, quando critica, o faz no sentido institucional: pressiona o Ministério da Justiça, por exemplo”, afirma.

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo na cidade de Cambridge, nos Estados Unidos, o procurador-geral tentou mostrar tranquilidade quanto à continuidade da Lava Jato, em um cenário de instabilidade política. “A investigação para pôr fim ao escândalo que abala o país não será interrompida, mas terá um fim que não deve demorar”. Em conversa com o Estado, o presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Carlos Eduardo Sobral, afirmou que não será tolerada nenhuma interferência nos trabalhos da operação. “Se houver qualquer tentativa de intimidação e interferência nós vamos resistir e chamar a população para o lado da Polícia Federal”,

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