BOA TARDE, SALVADOR – BOA NOITE, LISBOA.

CIDADES BELAS E IRMÃS, APESAR DE TANTOS DESENCONTROS E DESENCANTOS PELA VIDA.

(Vitor Hugo Soares)

abr
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Posted on 20-04-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-04-2016

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

Michel Temer será o 36º presidente do Brasil

PMDB, com 18 senadores, PSDB (11) PSB (7), PP (6), PSD (4), DEM (4) e PR (4), têm as sete maiores bancadas do Senado.

São 54 cadeiras, casualmente o mínimo suficiente para que seja decretada, em caso de admissibilidade inicial do processo, a extinção do mandato da presidente Dilma Rousseff.

Na Câmara, esses sete partidos ou votaram integralmente pelo impeachment ou fecharam questão para isso, sofrendo algumas defecções, como também ocorreu em bancadas governistas que adotaram a medida, a exemplo do PDT.

A tendência no Senado é que essa diretriz se repita, sem contar o fato de que a oposição ainda terá senadores de outros partidos menos representados, como PPS, PRB, PV, PSC e Rede.

Esses números mostram que, muito além da aceitação, nos próximos dias, do processo por maioria simples, serão alcançados, mais futuramente, os 2/3 necessários ao impeachment, donde se conclui: em breve, Michel Temer assumirá definitivamente a presidência da República.

Queda de Dilma vem de antes dos números

Mas, rigorosamente, não são as estatísticas que o determinam, isto é, Dilma não cairá porque se formou uma maioria contra ela, pois quase todos, há pouco, aprovavam seus projetos na Câmara e no Senado.

É uma inversão um tanto sutil: para derrubar Dilma é que se formou uma maioria contra ela. Ou seja, sua queda foi tramada – e razões não faltam, a bem da verdade –, e no rastro da conspiração política é que vieram os votos, às carradas, de antigos “aliados”.

O combate a Lula e ao PT – razões também não faltam – é o mote da política brasileira, e isso é irreversível. Uma vez autorizado o julgamento, Dilma será afastada, e uma vez afastada, jamais voltará.

Cassação do presidente até que seria bom sinal

Quanto a Temer, é outra história. Ao contrário de sua antecessora, chegará ao poder cercado de toda a experiência que acumulou em 30 anos de vida pública.

Por incrível que pareça, representará “o novo” e terá todo o apoio das forças mais poderosas do país para que conduza o governo com equilíbrio que possa reverter as expectativas negativas e os indicadores mais importantes.

Entretanto, se alguma culpa ele tiver que leve à cassação da chapa pelo TSE, com realização de novas eleições presidenciais, aí seremos obrigados a acreditar que o Brasil está mudando mesmo.


BOM DIA!!!

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Dilma em entrevista para a imprensa internacional.
Dilma em entrevista para a imprensa internacional. UESLEI MARCELINO REUTERS

DO EL PAIS

Afonso Benites
Brasília

A presidenta Dilma Rousseff (PT) intensificou nesta terça-feira sua cruzada para tentar obter apoio internacional contra o impeachment. Na segunda entrevista coletiva em dois dias, Rousseff afirmou ser vítima de misoginia, que o processo de destituição dela não tem base legal, pois está cercado de “meias verdades”, e criticou o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que em seu voto pelo impeachment homenageou o coronel Carlos Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça como torturador e ex-chefe do centro onde a mandatária esteve presa nos anos 70.

“De fato, fui presa nos anos 70, de fato, eu conheci bem esse senhor ao qual ele [Bolsonaro] se refere. Foi um dos maiores torturadores do Brasil. Sobre ele recai não só acusação de tortura, mas também acusação de morte. É só ler os papéis da Comissão da Verdade e mesmo outros relatos”, disse Dilma. É terrível você ver no julgamento alguém votando em homenagem ao maior torturador que esse país conheceu. É lamentável.”

Em 2008, Ustra, morto em 2015 e ex-chefe do DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna) em São Paulo, tornou-se o primeiro militar a ser reconhecido, pela Justiça, como torturador durante a ditadura. O ultra-direitista Bolsonaro se referiu a ele como “o pavor de Dilma”, provocando enorme reação pública.

Antes, ela havia dito que o seu processo de impeachment aflorou sentimentos até então pouco comum entre a população brasileira, como o de ódio. “Lastimo que esse momento no Brasil tenha dado abertura para a intolerância, para o ódio, para esse tipo de fala. Acho gravíssima a aventura golpista porque ela levou a uma situação que nós não vivíamos no Brasil, que é uma situação de raiva, de ódio, de perseguição”. Questionada sobre se era alvo de misoginia por um jornalista, a presidenta disse que parte do processo enfrentado por ela é por ser mulher. “Têm atitudes comigo que não teriam com um presidente homem”, afirmou.

Na conversa de pouco mais de uma hora no Palácio do Planalto com 44 repórteres de veículos de comunicação estrangeiros, a mandatária brasileira tentou convencer os ouvintes de que é vítima de uma ilegalidade. “Estou sendo vítima de um processo baseado em uma flagrante injustiça e fraude jurídica e política e, ao mesmo tempo, de um golpe. O Brasil tem um veio golpista adormecido.”

Ela repetiu as críticas que tinha feito no dia anterior ao seu vice-presidente, Michel Temer (PMDB), a quem chamou de conspirador, e ao presidente da Câmara, dizendo que o impeachment é baseado em uma tentativa de vingança do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já que ele não obteve o apoio do PT para evitar a cassação de seu mandato.

“Não é justo que o país passe por 15 meses, sistematicamente, tendo aqueles que não chegam ao poder pelas formas que são as previstas na democracia, tentem encurtamentos de caminho, que instabilizam politicamente o país, que inviabilizam a sua estabilidade econômica”, disse, em crítica à oposição.
Estelionato eleitoral

A presidenta negou que tenha cometido um estelionato eleitoral na campanha de 2014, quando negou que ia fazer ajustes e cortes, mas depois anunciou medidas neste sentido ainda em dezembro daquele ano. Justificou que a crise das commodities e a seca na região Sudeste interferiram na economia local e ambas eram imprevisíveis. “Entendo que as pessoas tentem atribuir certas falas ao fato de eu ter enganado. É muito difícil perceber que isso aconteceu em um espaço curto de tempo e não foi só comigo, foi com todos os países emergentes”.

Instada a fazer uma autocrítica sobre sua gestão, ela, mais uma vez, negou-se. Admitiu, porém, que fará mudanças em seu Governo caso sobreviva ao processo de impeachment no Senado. “Não acho que é questão de mea culpa nem que é tarde demais. Nunca é tarde demais para o Brasil.”

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Kakay também visita Jucá

O advogado Kakay também ficou por cerca de 30 minutos nesta tarde no gabinete do senador e presidente do PMDB, Romero Jucá.

Ambos dizem que apenas “bateram papo sobre a conjuntura política”.

abr
20
Posted on 20-04-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-04-2016


Jorge Braga , jornal O Popular (GO)

abr
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Posted on 20-04-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-04-2016

DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (DE LISBOA)

Hillary Clinton (democratas) e Donald Trump (republicanos) são os vencedores das eleições primárias no estado de Nova Iorque, realizadas esta terça-feira nos Estados Unidos.

A projeção das estação de televisão MSNBC poucas horas após o fechamento das urnas no início da madrugada apontavam para, no campo dos democratas, uma vitória da ex-senadora com cerca de 60% sobre o seu adversário Bernie Sanders, que fica pelos 35%.

Para Clinton é um resultado que ganha importância por interromper uma série de três vitórias consecutivas.

Do lado republicano, voltou a refletir-se a vantagem de Donald Trump sobre os seus rivais, com a CNN a prever que conquistará 68,6% dos votos. Ted Cruz, o segundo classificado e principal adversário, não passará dos 13,6%, abaixo de John Kasich, governador do Ohio (obterá 17,8%).

As eleições presidenciais dos EUA realizam-se em novembro.

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