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DEU NO BLOG POR ESCRITO

A vida imita a arte

Aquela tradicional brincadeira que se fazia sobre os políticos, de que usam polida linguagem regimental sem deixar de dizer cobras e lagartos aos desafetos, virou hoje uma triste realidade. “Vossa excelência é um ladrão”, chegaram a dizer ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Blasfêmia política

Doeu ouvir o deputado Weverton Rocha, do PDT maranhense, votar contra o impeachment e falar em nome de Leonel Brizola, que não está mais aí para defender-se. Brizola rompeu com o governo do PT em maio de 2003 e jamais apoiaria esse estado de coisas em que foi parar o Brasil.

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Comentários

Taciano Lemos de Carvalho on 19 Abril, 2016 at 2:03 #

Verdade! Brizola rompeu com o PT em maio de 2003 e morreu um ano depois rompido e mandando seus tijolaços certeiros.

Nos artigos do Tijolaço —o antigo— Brizola batia no governo Lula, denunciando o desvio entre o que o PT dizia que faria e o que de fato estava fazendo. Em alguns desses tijolaços chegou mesmo a denunciar desvios éticos do governo iniciado em janeiro de 2003. E olha que naquela época outros políticos, mesmo adversários do governo federal, nem desconfiavam de nada.

Pena que depois da morte de Brizola, em 2004, o PDT foi degringolando ideologicamente. Morto o Gaúcho em 21 de junho de 2004, quem não se lembra da estrepitosa vaia recebida pelo presidente Lula quando compareceu, no Rio, ao velório?

E mais adiante, quando em 2007 a direção empurrou o partido para o colo de Lula em troca de “boquinhas” (não tão boquinhas, pois um Ministério do Trabalho é uma bocona, com FAT e tudo mais) no governo, como num passe de mágica os artigos do Tijolaço postados no site do PDT nacional, e com criticas ao governo Lula, sumiram. Por falar em “boquinhas”, foi atrás de boquinhas no Distrito Federal que o PDT foi, também empurrado pela direção nacional, para o colinho do ficha suja, e governador do DF, José Roberto Arruda, que renunciou e está condenado pela Justiça em razão da roubalheira no escândalo da Caixa de Pandora.

Que Weverton Rocha votasse contra a admissibilidade do processo de impedimento de Dilma era um direito dele como deputado federal. Mas que deixasse Brizola em paz.


luiz alfredo motta fontana on 19 Abril, 2016 at 11:35 #

Caro Luís

A dor da blasfêmia contra Brizola, é aguda, piorando a cada manifestação dos que usufruem da sigla PDT, assemelha-se a dor causada pelos usufrutuários do PMDB quando confrontados com Ulysses.

Brizola e Ulysses falharam, especialmente na incapacidade monumental de deixarem seguidores. A sensação, que resta, é que, tanto um quanto o outro, esgotaram em suas performances, exitosas ou não, todo o repertório que criaram.

A infertilidade destes lideres, talvez explique, o marasmo que nos circunda.

O corte foi tão profundo que as idéias e lutas destes dois personagens só sobrevivem na ótica da história, não tendo ressonância alguma nas atividades partidárias.

Ulysses, Brizola, queiramos ou não, são hoje bucólicas imagens de um passado sonhado em futuro.

Abraços!


luiz alfredo motta fontana on 19 Abril, 2016 at 16:55 #

Nunca despreze a capacidade de alguns em fugirem de suas responsabilidades.

Lídice, que diria, torna-se porta voz dos senadores, que muito de oportunistas, buscam fugir da realidade e do impeachment, propondo eleições diretas, via apresentação de uma PEC.

Nenhuma surpresa do alinhamento nesta indecorosa proposta de nomes como Cristovam, advogando em nome próprio, ou, de Paim, sonhando com a eleição de Lula antes que este se torne réu na Lava Jato, ou ainda de Randolfo a serviço de Marina, a oportunista sustentável.

Lídice foi usada como boi de piranha e nem percebeu. Tentou, hoje, fazer o que Raupp exercitou outro dia.

Não se pode duvidar da capacidade de alguns em servirem de escada aos sonhos dos mesmos que rondam o prato em busca do naco maior.

Que os senhores senadores cumpram com seu papel constitucional julgando o impeachment.


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