DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Vem pra caixa você também

O eleitor deposita confiança nos seus representantes, mas há quem deposite coisa melhor.

Deus sabe o que faz

Dizem que o PT baiano está arrependido de, em 2010, ter contemplado – deve ter sido o verbo pensado – o então deputado Walter Pinheiro com a candidatura ao Senado, em detrimento do atualmente vereador Waldir Pires, que, segundo voz corrente, não trairia o PT como teria feito Pinheiro.

Melhor que tenha sido assim. Caso optasse hoje, sob o pretexto até de combater um “golpe”, por defender o estado de corrupção generalizada e engodo demagógico instalado no Brasil, para a rica história do ex-governador mais recatado seria que o fizesse apenas na Câmara Municipal.

Chanchada moderna

A defesa apaixonada e extremada que o deputado João Carlos Bacelar (PTN) faz da presidente Dilma inevitavelmente recorda bordão do eterno comediante Zé Trindade: “O que é a natureza!….”

Be Sociable, Share!

Comentários

luiz alfredo motta fontana on 12 Abril, 2016 at 9:52 #

Melhor assim?

A biografia recente não autoriza essa conclusão.

Pires se sujeitou a tudo para manter-se em cargos, foi avalista da ética de Lula ao descansar seu esgotamento na cadeira da CGU, fingiu ser Ministro na Defesa, o que lhe custou o desaforo de Jobim, aquele que amava posar com a sucuri, talvez em alusão à jararaca.

Por fim, tentou, em desavergonhada chantagem emocional alcançar as delícias do senado, encetando a campanha “A Bahia me deve.

Melhor assim?

Será?
O Waldir, de pires na mão, talvez não concorde.


luiz alfredo motta fontana on 12 Abril, 2016 at 10:18 #

E por falar em natureza:

Não há como não louvar Miguel, o cartunista do Jornal do Commercio, Recife, PE

Aqui, em síntese só possível em charge, o retrato desaforado do oportunismo:

http://www.chargeonline.com.br/php/charges/migueljc.jpg


luis augusto on 12 Abril, 2016 at 11:17 #

Se não me fiz entender, o que está se tornando uma rotina, foi só uma complacência que tive com o velho Waldir. Ele fez/faz tudo isso que você diz, Poeta. Melhor que não seja no Senado.

Tim-Tim, como diz você, e espero que um dia façamos esse simpático barulhinho em torno de uns quitutes, na maravilhosa companha de Margarida e VHS.


luiz alfredo motta fontana on 12 Abril, 2016 at 11:34 #

Tim Tim!!!


Carlos Volney on 12 Abril, 2016 at 13:17 #

Vou me permitir uma intromissãozinha para refrescar a memória.
É que tem mais do nosso (?) dr. Waldir.
Refiro-me ao inefável Collor. Seu governo apodrecendo de corrupção, o Brasil indignado e revoltado e não se ouviu uma mínima palavra do dr. Waldir sobre aquilo. Ele disputava a liderança do PDT na Câmara – que acabou não conseguindo pois foi derrotado – e não queria desagradar o velho Brizola, presidente do Partido, que por sua vez pensava em salvar Collor na expectativa de ter seu apoio para sucedê-lo.
Eta Brasil!!!!!!!


luis augusto on 12 Abril, 2016 at 13:45 #

Caro Volney, como acompanhante daquela época, só tenho um observação a fazer: Brizola, de fato, defendeu o mandato de Collor, num erro político, consideradas as regras da política usual, em que a pessoa sempre tem de tender para onde se encaminha o poder.

No entanto, não creio, respeitando sua isenção de análise, já comprovada em outras discussões, que Brizola visasse a algum apoio eleitoral.

Conheci-o minimamente. Sei que era um homem de boa-fé e sei de sua história política. O que o movia, naquele momento difícil, inclusive para ele, eram duas situações básicas: o que haveria por trás daquela ideia de derrubar o presidente da República? Era um desconfiado, você deve saber.

Por outro lado, Collor, espertamente, conquistou-o com o programa dos Ciacs, uma espécie de Ciep federal.

Brizola, pela sua vida, pelo conhecimento que tinha da política nacional, incluído Arnon de Mello, que era o pai udenista de Collor de Mello, jamais entraria numa dessas por interesses subalternos.

Grande abraço, satisfação por encontra-lo novamente na praça do BP.


luis augusto on 12 Abril, 2016 at 13:47 #

E, caro Poeta Fontana, tim-tins contínuos. Não tinha visto sua resposta espremida entre dois textões.


luiz alfredo motta fontana on 12 Abril, 2016 at 14:41 #

Já que inseri, neste espaço, a charge de Miguel, repito o gesto, introduzindo agora a suspensão liminar da nomeação do Ministro devoto do Daime, Dona Dilma, não poderá mais chamar o Aragão para tapar vazamentos.

Este governo supera as piadas!

http://jota.uol.com.br/judiciario-suspende-posse-de-eugenio-aragao-como-ministro-da-justica


Carlos Volney on 12 Abril, 2016 at 14:43 #

Caro Luís, conquanto seja seu admirador, permito-me uma discordância desta vez.
Embora continue tendo admiração pelo velho Leonel, para mim um politico sem comparação com a esmagadora maioria dos que estão aí, tenho segura informação de que ele “pisou na bola” naquele episódio.
Ouvi, à época, de viva voz de um querido amigo então deputado federal, do PDT, que o nosso Brizola estava se omitindo em função da esperança de que falei acima, bem como porque Collor estava viabilizando seu governo com a generosa liberação de verbas.
Assisti também em uma entrevista sua no programa de Jô Soares, naquele momento, quando Jô o imprensava pedindo uma definição sobre o processo, ele tergiversando para não condenar o caçador de marajás.
Mas quero deixar claro que é o único senão que faço ao velho gaúcho. Afinal, foi um erro circunstancial em meio a tantos acertos de sua trajetória política, na minha visão. Depois, ele teve vida absolutamente ilibada e imaculada (com o perdão pela redundância), jamais transigindo sobre a moralidade no exercício dos cargos que teve.
Estivesse aínda aqui, teria a confiança do meu voto.
Grato pela generosa referência e grande abraço.


luiz alfredo motta fontana on 12 Abril, 2016 at 14:56 #

Volney!

Este ato falho, Brizola levou consigo, não há como escapar. Nem mesmo a tese romântica que o CIESP teria nublado sua visão.

Como também, não há como tergiversar, quando se encara o legado partidário do velho Brizola.

O PDT é um insulto à biografia de quem quer que seja.

Concordamos, contudo, em uníssono, que esse pecadilho não macula sua trajetória, apenas alerta para as armadilhas da vida pública e o perigo de endeusarmos seus agentes.


Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos