DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Dilma, Gim e a igreja de Brasília

Em 2009, durante a primeira campanha para presidente, Dilma participou da suntuosa festa de Pentecostes organizada pela igreja usada por Gim para receber propina, segundo os investigadores.

A petista foi ovacionada pela multidão de fiéis – eram 500 pessoas. E discursou: “Tenho confiança na força da oração e confio que receberei as graças do Divino Espírito Santo com vocês”.

Quem apresentou Dilma ao padre Moacir, o responsável pela missa campal, foi Gim.

Na ocasião, também estavam pertinho do altar José Sarney e a filha, Roseana.

“Valeu”, uma composição de Marcos Valle e Joyce, na voz de Emílio, ao vivo, para inspirar quem é do contra e a favor!

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)


Gim Argelo é preso em Brasília


DO G1/O GLOBO

“O sistema político-partidário no país está apodrecido pelo abuso do poder econômico”, afirmou o procurador Carlos Fernando de Lima nesta terça-feira (12), ao detalhar a 28ª fase da Operação Lava Jato. O procurador disse ainda que “a corrupção no Brasil não é partidária”. Nesta etapa, foi preso o ex-senador Gim Argello (PTB-DF), suspeito de cobrar propina para evitar convocação de empresários a comissões parlamentares de inquérito em 2014 e 2015.

28ª FASE DA LAVA JATO
Ação prendeu o ex-senador Gim Argello.

Segundo Lima, “o uso do poder é que gera corrupção. O exercício do poder, seja por qual partido for, tem gerado corrupção. E essa corrupção tem como finalidade suprir o caixa de campanhas políticas. Tanto é verdade que esses valores, boa parte, foram encaminhados para partidos da base de apoio desse senador, Gim Argello, entre eles, partidos inclusive da oposição.”

O Ministério Público Federal (MPF) diz que há evidências de que o ex-senador pediu R$ 5 milhões em propina para a UTC Engenharia e R$ 350 mil para a OAS. As duas empreiteiras são investigadas na Lava Jato.

Os recursos foram enviados a partidos indicados por Gim – DEM, PR, PMN e PRTB – na forma de doações de campanha. O procurador Carlos Lima afirmou que o esquema de travestir propinas em forma de doações aparentemente legais “já existe e há muito tempo”.

Os investigadores dizem que não há indícios de que os partidos beneficiados sabiam das negociações e da origem ilícita dos recursos. As siglas, juntamente com o PTB, formaram em 2014 a coligação “União e Força”, pela qual Gim Argello era candidato a novo mandato de senador pelo DF.

Objetivo: investigar obstrução da CPI e da CPMI da Petrobras (2014 e 2015).
Mandados judiciais: 22, sendo 2 de prisão temporária, um de prisão preventiva, 14 de busca e apreensão e 5 de condução coercitiva.
Preso preventivamente: ex-senador Gim Argello (PTB-DF).
Presos temporariamente: Paulo Cesar Roxo Ramos, assessor de Gim, e Valério Neves Campos, secretário-geral da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Conduzidos coercitivamente: Jorge Argello Júnior, filho do ex-senador Argello, e os executivos da OAS Roberto Zardi Ferreira Jorge, Gustavo Nunes da Silva Rocha, Dilson de Cerqueira Paiva Filho e Marcos Paulo Ramalho.

Investigações sobre Gim e operadores
A 28ª fase ficou restrita à atuação de Gim Argello para obstruir comissões parlamentares. Ele foi membro da CPI da Petrobras no Senado e vice-presidente da CPI mista, no Senado e na Câmara. Ricardo Pessoa, presidente da UTC, foi convocado para depor na CPI, mas liberado da CPI mista.

Gim Argello foi preso porque, segundo o procurador Athayde Ribeiro Costa, os produtos da lavagem de dinheiro ainda não foram recuperados. “O crime foi dotado de inusitado atrevimento, porque foi uma corrupção para encobrir corrupção mesmo depois da deflagração da Operação Lava Jato”, disse Costa (veja o vídeo abaixo).

O filho do ex-senador, Jorge Argello Júnior, foi levado pela Polícia Federal porque teria participado de reuniões com Ricardo Pessoa e Léo Pinheiro, presidente da OAS, para discutir os pagamentos de propina.

Dois presos temporariamente na 28ª fase, Paulo Cesar Roxo Ramos, assessor de Gim, e Valério Neves Campos, secretário-geral da Câmara Legislativa do Distrito Federal, tinham papel fundamental no esquema, segundo o despacho que autorizou os mandados, do juiz Sérgio Moro.

“Ambos atuavam como operadores de Gim Argello na negociação e no recebimento de propinas dissimuladas que foram pagas pela UTC. No caso, os representantes deslocaram-se, por diversas vezes, de Brasília para São Paulo, para fazer reuniões na sede da UTC com o fim de apontar a forma pela qual a propina destinada a Gim Argello deveria ser paga”, disse o juiz.

No despacho, Moro autorizou, a pedido do MPF, a quebra do sigilo de dados telefônicos de Gim Argello e de Paulo Roxo.

“A quebra do sigilo de dados telefônicos revelou que Ricardo Ribeiro Pessoa contatou, no dia 28/05/2014, por volta das 15:13, o então Senador Gim Arello por telefone. Trata-se da mesma data de instalação da aludida Comissão Parlamentar Mista de Inquérito”, argumentou Moro. O juiz também argumentou que foi identificada uma anotação em uma agenda apreendida com Ricardo Pessoa de um encontro com Gim na própria residência do ex-senador.

Obstrução de CPI em 2009
Investigadores da fora-tarefa da Lava Jato foram questionados sobre suspeitas em torno de outra CPI da Petrobras, de 2009. Um dos delatores da operação, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou, em 2014, que enviou dinheiro para o então presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), ajudar a esvaziar uma CPI da Petrobras, da qual o parlamentar era um dos integrantes.

Guerra presidiu o PSDB entre 2007 e 2013 e morreu em março de 2014. A CPI foi instalada em julho de 2009 e terminou em dezembro daquele ano sem pedir indiciamentos e sem apontar irregularidades na estatal.

O procurador Carlos Lima afirmou, nesta terça, que a investigação sobre isso ainda não evoluiu. “Uma vez que Sergio Guerra é falecido, as investigações chegaram a uma situação de não evolução neste momento. Isso tudo evidencia que a corrupção é partidária, é decorrente do nosso sistema político. O que estamos diante é de uma corrupção para financiamento de campanhas políticas. Isso é o que acontece, isso é o que a Lava Jato pretende levantar, mesmo diante das suas limitações naturais e impostas.”

Outro lado
Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa da OAS disse que não vai se manifestar sobre o assunto. A UTC Engenharia afirmou que “a empresa não comenta investigações em andamento”. A defesa do ex-senador Gim Argello não foi localizada até o momento.


O placar da Comissão do Impeachment.
EVARISTO SA AFP

DO EL PAIS

Rodolfo Borges

De Brasília

A semana havia começado bem para o Governo Dilma Rousseff. Pesquisa Datafolha indicava que o apoio à queda da presidenta tinha caído de 68% para 61%. O instituto dizia ainda que a maioria dos brasileiros também quer a saída do vice-presidente Michel Temer do comando do país, e, de quebra, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhou popularidade enquanto possível candidato ao Palácio do Planalto — apesar da alta rejeição de 53%. As boas notícias, fruto do trabalho intenso do Governo e do PT que mobiliza bases tradicionais e até não petistas em torno do discurso de que Dilma é alvo de um processo frágil e, portanto, um golpe, chegaram a animar os deputados governistas nesta segunda-feira, mas não foram o bastante para reverter a esperada derrota do Planalto na Comissão Especial de Impeachment.

Após mais um dia de debates intensos na comissão, a maioria dos deputados votou a favor do relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que enxerga nos decretos de crédito suplementar razão para investigação por crime de responsabilidade. Os governistas dizem que o resultado de 38 a 27 a favor do relatório não surpreendeu e destacam que o importante é a votação de domingo. Mas a distância de 11 votos e o fato de partidos como PP, PR e PSD, alvos de negociação do Governo, não terem se engajado na defesa de Dilma não são um bom indicativo para Dilma.

Agora chefe do Gabinete pessoal de Dilma, Jaques Wagner disse após a votação que o Governo perdeu dois votos certos: o de Washington Reis (PMDB-RJ), que estava doente e acabou substituído por um oposicionista — Laudivio Carvalho (SD-MG) madrugou para tomar o primeiro lugar na lista de suplentes —, e o de Bebeto (PSB-BA), que não votou para não contrariar a posição de sua bancada, pró-impeachment. O Palácio do Planalto também não contou, contudo, com votos de três dos cinco deputados do PP na comissão. O partido prometeu se manter na base do Governo pelo menos até a votação do impeachment. Um deputado do PR, que também oscila em cima do muro, não compareceu e o PSD, outra potencial boia de salvação, deu dois de seus três votos ao impeachment na comissão

Enquanto isso, em ato multitudinário no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, Lula seguia estimulando os apoiadores da presidenta contra o impeachment. “A comissão acabou de derrotar a gente, mas isso não quer dizer nada. É o time dele (do Cunha). Domingo é que nós temos que ter clareza. Nós sabemos que temos que conversar com os deputados”, discursou o ex-presidente, que tem feito corpo-a-corpo com parlamentares. O petista dividiu o com intelectuais e artistas, entre eles Chico Buarque e o escritor e humorista Gregório Duvivier.

Desde 18 de março, o PT tem mostrado poder de articulação com atos como o carioca, mas após a votação desta segunda-feira, o Governo se pergunta onde ainda é possível apelar dentro do Congresso Nacional. As projeções recentes dos votos no plenário indicam um aumento no número de deputados inclinados a votar pelo impeachment. Os últimos números dão conta de que cerca de 300 deputados vão votar pelo impedimento — são necessários pelo menos 342 votos para enviar o processo para o Senado e ainda não há certeza de que o ritmo de adesão aos oposicionistas será suficiente para alcançar a cifra até domingo. Do outro lado, os números do esquadrão governista estão estacionados em torno de 120 há dias, distante dos 172 necessários para barrar o processo. Agora, o suspense se estenderá até sexta-feira, quando o plenário da Câmara começará a analisar o pedido de instauração do impeachment após os prazos legais.

Formidável Trenet!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Vem pra caixa você também

O eleitor deposita confiança nos seus representantes, mas há quem deposite coisa melhor.

Deus sabe o que faz

Dizem que o PT baiano está arrependido de, em 2010, ter contemplado – deve ter sido o verbo pensado – o então deputado Walter Pinheiro com a candidatura ao Senado, em detrimento do atualmente vereador Waldir Pires, que, segundo voz corrente, não trairia o PT como teria feito Pinheiro.

Melhor que tenha sido assim. Caso optasse hoje, sob o pretexto até de combater um “golpe”, por defender o estado de corrupção generalizada e engodo demagógico instalado no Brasil, para a rica história do ex-governador mais recatado seria que o fizesse apenas na Câmara Municipal.

Chanchada moderna

A defesa apaixonada e extremada que o deputado João Carlos Bacelar (PTN) faz da presidente Dilma inevitavelmente recorda bordão do eterno comediante Zé Trindade: “O que é a natureza!….”

abr
12
Posted on 12-04-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-04-2016



Nicolielo, no Jornal de Baurú (SP)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Saiba quem votou a favor e contra o impeachment

O Congresso em Foco divulgou a lista nominal dos 65 membros da comissão especial do impeachment. Veja quem votou contra e a favor.

Favoráveis:

ALEX MANENTE (PPS – SP)

BENITO GAMA (PTB -BA)

BRUNO COVAS (PSDB – SP)

CARLOS SAMPAIO (PSDB-SP)

DANILO FORTE (PSB-CE)

EDUARDO BOLSONARO (PSC-SP)

ELMAR NASCIMENTO (DEM-BA)

EROS BIONDINI (PROS-MG)

EVAIR DE MELO (PV-ES)

FERNANDO BEZERRA COELHO FILHO (PSB-PE)

FERNANDO FRANCISCHINI (SD-PR)

JERÔNIMO GOERGEN (PP-RS)

JHONATAN DE JESUS (PRB-RR)

JOVAIR ARANTES (PTB-GO)

LAUDÍVIO CARVALHO (SD-MG)

JÚLIO LOPES (PP-RJ)

JUTAHY JUNIOR (PSDB-BA)

LEONARDO QUINTÃO (PMDB-MG)

LÚCIO VIEIRA LIMA (PMDB-BA)

LUIZ CARLOS BUSATO (PTB-RS)

MARCELO ARO (PHS-MG)

MARCELO SQUASSONI (PRB-SP)

MARCO FELICIANO (PSC-SP)

MARCOS MONTES (PSD-MG)

MAURO MARIANI (PMDB-SC)

MENDONÇA FILHO (DEM-PE)

NILSON LEITÃO (PSDB-MT)

OSMAR TERRA (PMDB-RS)

PAULINHO DA FORÇA (SD-SP)

PAULO ABI-ACKEL (PSDB-MG)

PAULO MALUF (PP-SP)

RODRIGO MAIA (DEM-RJ)

ROGÉRIO ROSSO (PSD-DF)

RONALDO FONSECA (PROS -DF)

SHÉRIDAN (PSDB-RR)

TADEU ALENCAR (PSB-PE)

BRUNO ARAÚJO (PSDB-PE)

WELITON PRADO (PMB-MG)

Contrários

ÉDIO LOPES (PR – RR)

FLAVIO NOGUEIRA (PDT – PI)

HENRIQUE FONTANA (PT – RS)

JOÃO MARCELO SOUZA (PMDB – MA)

JOSÉ MENTOR (PT-SP)

JOSÉ ROCHA (PR-BA)

JÚNIOR MARRECA (PEN – MA)

LEONARDO PICCIANI (PMDB – RJ)

BENEDITA DA SILVA (PT – RJ)

ORLANDO SILVA (PCdoB – SP)

PAULO MAGALHÃES (PSD – BA)

PAULO TEIXEIRA (PT – SP)

PEPE VARGAS (PT – RS)

ROBERTO BRITTO (PP – BA)

SILVIO COSTA (PTdoB – PE)

VALTENIR PEREIRA (PMDB – MT)

VICENTE CÂNDIDO (PT – SP)

VICENTINHO JÚNIOR (PR – TO)

WADIH DAMOUS (PT – RJ)

WEVERTON ROCHA (PDT – MA)

ZÉ GERALDO (PT – PA)

JANDIRA FEGHALI (PCdoB – RJ)

AGUINALDO RIBEIRO (PP – PB)

CHICO ALENCAR (PSOL – RJ)

ARLINDO CHINAGLIA (PT – SP)

BACELAR (PTB – BA)

ALIEL MACHADO (REDE – PR)

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