GATO BARBIERI, ETERNAMENTE!!!

BOA TARDE E BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares)


Domingo, Dia 03 de Abril de 2016

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa usou as redes sociais(3/4), para rebater a denúncia da reportagem do “Miami Herald” – o site informa que recolhimento do imposto, não aparece no sistema do Registro Público de Miami. Em 20 tweets, o ex-ministro rebate as informações.

1 – Em 2013 alguns jornais brasileiros noticiaram com o habitual estardalhaço uma ótima opção de investimento que eu fizera em 2012.

2 – Qual era o investimento? A compra de um pequeno apartamento em Miami, no estado norte-americano da Flórida.

3 – Hoje não tenho mais vida pública, trabalho no mundo privado como advogado e conferencista. Poderia simplesmente calar-me.

4 – Mas respondo: sou sim proprietário de um bonito apartamento de 73 m2 na cidade de Miami, Flórida.

5 – Comprei-o em 2012 pela soma de 335.000 dólares, como esclareci na época das reportagens.

6 – Para essa finalidade, tornei-me titular de duas pessoas jurídicas estrangeiras.As razões são óbvias: fiscais e sucessórias.

7 – A transação foi informada à Receita Federal no tempo devido. Desde então, consta de todas as minhas declarações de IR.

8 – Por outro lado, pago religiosamente ao Fisco da Flórida, anualmente, os impostos incidentes sobre o imóvel.

9 – Informei isso ao repórter, que não deu bola. O mais importante para ele, provavelmente, era fazer o barulho de sempre.

10 – O repórter insiste na informação de que eu devo a quantia de cerca de 2.000 dólares ao fisco americano. Francamente!

11 – É simples: se eu devesse, será que as autoridades fiscais da Flórida já nao teriam me enviado a “fatura”?

12 – Elas enviam todos os anos ao Brasil o boleto do “IPTU” local. Por que não enviariam essa “dolorosa” de 2.000 pratas?

13 – A má-fé do repórter está exposta na própria matéria: um funcionário da Flórida disse-lhe que não comentaria o assunto, diz o texto.

14 – Pergunto: em que se baseia a reportagem? Em disse-me-disse, em “commérage”, “gossip”, fofoca.

15 – Informações úteis: exerci cargos públicos por mais de 4 décadas; 2 deles somaram mais de 30 anos, com remuneraçao elevada p nossa realidade.

16 – Paralelamente, exerci o magistério superior,ora na esfera pública ora na privada. Daí a pergunta:

17 – uma pessoa com uma história profissional como a minha não teria “cacife” financeiro para comprar um apartamento de 335.000 dólares?

18 – Lembrete: 335.000 dólares no início de 2012 equivaliam a pouco mais de 600.000 reais!!!

19 – Última informação importante: o dinheiro da transação foi fruto do meu trabalho e da minha capacidade de poupar, de investir.

20 – Saiu diretamente da minha conta no Banco do Brasil em Brasília para a conta da empresa que preparou a transação em Miami. É só.

abr
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Posted on 04-04-2016
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DEU NO JORNAL ZERO HORA

O saxofonista argentino Leandro “Gato” Barbieri, um dos mais importantes músicos da história do jazz, morreu no sábado, aos 83 anos, em Nova York, nos Estados Unidos. O artista não resistiu a uma pneumonia.
“Hoje perdemos um ícone, um pioneiro e um amigo querido”, afirmou o clube de jazz New York Blue Note no Twitter, onde ele costumava se apresentar.

Barbieri nasceu na cidade de Rosário, norte de Buenos Aires, na Argentina. Mas morou nos Estados Unidos durante cerca de 40 anos.

Um dos ápices da carreira de Barbieri foi a trilha sonora do filme O Último Tango em Paris, dirigido por Bernardo Bertolucci e estrelado por Marlon Brando. Por este trabalho, ele concorreu ao Grammy de melhor trilha sonora original em 1974. Em 2015, o músico recebeu um Grammy latino pela sua trajetória.

O artista integra a galeria de artistas argentinos que atravessam fronteiras e consagraram-se internacionalmente, entre eles Astor Piazzolla, Mercedes Sosa e Lalo Schifrin.

Exímio intérprete do sax tenor, Gato Barbieri gravou cerca de 50 álbuns e tocou ao lado de mestres como Don Cherry, Cecil Taylor, Charlie Haden, Pharoah Sanders, Roswell Rudd e Ron Carter.

* AFP

DEU EM O GLOBO

ARTIGO

Os ídolos são os mesmos

Artur Xexéo

Já que não entendo o que a Dilma fala, fui ouvir os artistas que defendem ela, mas também fiquei confuso

Eu queria entender que golpe é esse que não vai ter. Num dos comícios que tem feito no Palácio do Planalto, Dilma tentou explicar: “A forma do golpe está sendo a ocultação do golpe.” Bem, Dilma nunca foi muito boa de explicação, né? Então é o golpe oculto. Eu sempre tive dificuldade de encontrar o sujeito oculto nas análises sintáticas. O golpe oculto, então, não vou nem tentar. É melhor ouvir os ídolos da classe artística para ver se me esclarecem. Eles estão com a corda toda. Frequentam muito os comícios da Dilma no Palácio. Chico Buarque é mais povão. Não vai a palácios. Prefere subir em palanques no Largo da Carioca. Diz que está lá em “defesa intransigente da democracia”. Ah… tem isso também. Defende-se muito a democracia. Parece que ela está ameaçada. Milhões de pessoas vão às ruas pedir o impeachment de Dilma. No dia seguinte, milhões de outras pessoas também vão às ruas em apoio a Dilma. Não há repressão, não há brigas, não há ameaças. As ruas são abertas para que os manifestantes as ocupem. De um lado e de outro. É essa a democracia ameaçada?

Quem sabe Letícia Sabatella me explique o que está acontecendo. Ela também está no comício para os artistas no palácio. “Eu sou oposição ao seu governo, presidenta Dilma, mas eu tenho um contentamento em poder dizer isso na sua frente e dizer que vivo num Estado que se pretende utopicamente em realidade, em transformação, em exercício, nesse momento, nesse governo de ser um Estado democrático.” Bem, não entendi completamente. Duvido que alguém tenha entendido. Mas fiquei com a impressão de que Letícia pensa que Dilma foi quem inventou a democracia. Será?

Acho que Letícia foi só confusa. Ela disse que vive num Estado que se pretende “utopicamente” ser um Estado democrático. Então, Dilma só chegou utopicamente à democracia. Bem que ela avisou que fazia oposição. Mas confesso que me ofendi com as palavras de Aderbal Freire Filho. Acompanho a carreira de Aderbal desde o tempo em que ele se chamava Aderbal Júnior. Ele é tão boa gente que dá para relevar a condição de ator irremediavelmente canastrão. Mas é um grande diretor. Dos mais importantes que o Rio de Janeiro abriga. Suas palavras têm importância. Aí o Aderbal vai lá e diz que o que tem vivido é uma comédia de costumes de Molière que poderia se chamar “Os virtuosos ridículos”. A plateia riu, portanto deve ter entendido. Eu não sei bem a quem Aderbal se refere. Estaria Aderbal vindo contra os que têm combatido a corrupção? São esses os virtuosos ridículos? Certamente ele não está falando de Lula, Delúbio Soares, José Dirceu ou Silvio Pereira. Esses não têm nada de virtuosos. Não visto a carapuça, então, a graça de Aderbal não me ofende. Na verdade, só fiquei ofendido quando Aderbal, lentamente, falou que “a gente vê a grande imprensa manipulando”.

É a velha história da imprensa golpista. Conheço uma senhora que pensa assim. Fala mal do GLOBO, acusa o jornal de ser manipulador, diz que não o lê mais, garante que só as redes sociais são confiáveis, mas liga pra colunista daqui pedindo notinha sobre a turnê na Europa do marido artista. É uma certa incoerência, não é? Não, Aderbal não tem nada a ver com isso. É só o discurso que é igual. É até ingênuo. Como se O GLOBO ou outro órgão qualquer da grande imprensa fosse responsável pelo saque à Petrobras. Mas não adianta argumentar assim. Eles não gostam de falar de corrupção. Isso é assunto para virtuosos ridículos.

Vejo que Beth Carvalho também está ali no palco improvisado que a Dilma armou para seus defensores. Beth me emociona politicamente. Principalmente pela sua fidelidade quase canina a Leonel Brizola. O mundo pode acabar, mas Beth Carvalho sempre será brizolista. Diria que é um amor quase maior, se não for maior, do que o que ela sente pela Mangueira. Sei que Beth votou em Dilma, sei que seu amado PDT faz parte da base aliada, mas, mesmo assim, estranho quando ela participa desses atos. É que temo que, a qualquer momento, ela esbarre no ex-presidente e quase ministro Lula. Beth, como fazia Brizola, deve ter se referido a ele várias vezes como Sapo Barbudo. Vai que ela comece a rir quando o encontrar…

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A vida não está nada fácil. Se acho que crimes de responsabilidade cometidos por quem ocupa a Presidência da República devem ser punidos com o impeachment, sou golpista. Se acho que qualquer pessoa tem o direito de apresentar uma denúncia no Congresso pedindo o impeachment da presidente, sou fascista. Se acho que a corrupção não é justificada pelo ganho social, sou coxinha. Respiro fundo. E aplaudo Chico, Aderbal, Beth e Letícia por exercerem seu direito de se manifestar. Se depender de mim, ninguém vai ter exclusividade sobre o uso da democracia.

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No mais, é como diz a presidente Dilma, agradeço a todos e a todas.

BOM DIA!!!


Putin, nos papers com muita gente grande mais

DO EL PAÍS

Chefes de Estado e de Governo em exercício e aposentados, políticos, grandes empresários, esportistas de elite, atores e artistas de prestígio mundial figuram como titulares ou vinculados a empresas de fachada no grande vazamento de dados do escritório de advogados panamenho Mossack Fonseca, especializado na criação de empresas offshore, revelaram vários meios de comunicação de todo o mundo. Entre as personalidades que emergem do exame dos 11,5 milhões de documentos filtrados pelo Wikileaks e pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos figuram amigos pessoais do presidente russo, Vladimir Putin; o ex-presidente da UEFA Michel Platini; o primeiro-ministro islandês, Sigmundur David Gunnlaugsson; o presidente da Argentina, Mauricio Macri, assim como pessoas relacionadas com 72 chefes ou ex-chefes de Estado ou de Governo. Também figuram nos papéis empresas vinculadas ao jogador de futebol do Barcelona Lionel Messi e várias personalidades espanholas.

Os mais de 11 milhões de documentos da Mossack Fonseca que foram divulgados revelam, segundo a rede britânica BBC, como essa empresa ajudou durante os últimos 40 anos alguns de seus clientes a lavar dinheiro procedente de diversas atividades.

Embora o nome do presidente russo não apareça nos documentos, segundo a análise dos dados, os amigos do Putin, beneficiários de contratos e concessões públicas que não teriam sido possíveis sem seu amparo, estabeleceram uma rede de empresas offshore (cujos donos ficam ocultos), com um valor aproximado de 2 bilhões de dólares (7,1 bilhões de reais). Entre as pessoas próximas do presidente da Rússia se destaca Serguei Roldugin, o melhor amigo de Putin, que lhe apresentou aquela que se tornaria a mulher do líder russo e é padrinho de sua filha mais velha, segundo o jornal britânico The Guardian, que teve acesso aos dados.

Os documentos mostram relações com várias personalidades vinculadas a Putin, como Roldugin. A operação foi posta em marcha por meio do banco Rossiya, alvo de sanções dos Estados Unidos e da União Europeia depois da anexação da região ucraniana da Crimeia pela Rússia. O dinheiro foi supostamente lavado por meio de uma empresa de Roldugin, amigo da adolescência de Putin.

Esse músico profissional controla ativos de aproximadamente 100 milhões de dólares através das empresas de fachada. Entre esses ativos estão uma participação de 12,5% na principal agência de publicidade televisiva da Rússia e outra de 3,2% no Rossiya, uma instituição privada utilizada por amigos de Putin e alvo de sanções em 2014, segundo o jornal britânico.

Os chamados “papéis do Panamá” revelam que o presidente do Rossiya, Yuri Kovalchuk, e o próprio banco transferiram pelo menos 1 bilhão de dólares a uma empresa de fachada chamada Sandalwood Continental. Esses fundos provinham de empréstimos do Banco Comercial da Rússia, controlado pelo Estado e por outras instituições públicas russas.

Por sua vez, Gunnlaugsson, atual primeiro-ministro da Islândia, e sua mulher, Anna Sigurlaug Pálsdóttir, adquiriram, através da marca luxemburguesa do banco islandês Landsbanki, a empresa Wintris Inc., administrada pela Mossack Fonseca. O casal utilizou essa empresa para investir milhões de dólares herdados, segundo os documentos assinados em 2015 pela mulher do primeiro-ministro.

Macri, presidente da Argentina, seu pai Francisco e seu irmão Mariano eram administradores de uma empresa denominada Fleg Trading Ltd., constituída nas Bahamas em 1998 e dissolvida em janeiro de 2009. Macri não revelou seu vínculo com a Fleg Trading em suas declarações patrimoniais de 2007 e 2008, quando era prefeito de Buenos Aires. O que ele declarou foi uma conta bancária no Merrill Lynch, nos Estados Unidos, com saldo de 9,1 milhões de dólares em 2007 e 5,9 milhões em 2008. Também declarou 500.000 dólares em ativos no estrangeiro em 2008, mas não especificou sua origem nem localização. Tudo, segundo dados do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos.

Um porta-voz do Governo argentino garantiu ao EL PAÍS que as contas que aparecem não são de Maurício Macri, mas sim do grupo familiar Socma, e insiste que o grupo declarou essas contas. Por isso descarta que o presidente argentino tenho praticado a evasão de impostos em aglum momento, informa Carlos E. Cué. De qualquer forma, o porta-voz insiste que são questões anteriores ao momento em que Macri entrou na política, e sempre vinculadas ao grupo familiar, um dos mais importantes da Argentina.

Entre as pessoas que utilizaram os serviços dessa empresa se encontram os irmãos Pedro e Agustín Almodóvar (ambos asseguraram à imprensa que sua situação já está regularizada), o jogador de futebol Lionel Messi e Pilar de Borbón (irmã do ex-rei espanhol Juan Carlos).

O cineasta espanhol e seu irmão receberam poderes para dirigir a empresa Glen Valley Corporation, com sede nas Ilhas Virgens. Essa assinatura esteve ativa entre março de 1991 e novembro de 1994. Ambos negaram sua participação direta ou indireta em qualquer companhia offshore.

Os documentos mostram que Messi mantém ativa no Panamá uma empresa cujo único acionista é seu pai. A empresa Mega Star Enterprises Inc. foi registrada no Panamá. Os únicos beneficiários são o astro do Barcelona e seu pai, que são acusados na Espanha de um suposto delito fiscal, pelo qual começarão a ser julgados em 31 de maio.

A Mossack Fonseca comunicou recentemente a seus clientes que sofreu um ataque a seus servidores de informática e afirmou em um comunicado que seu escritório de representação no Brasil foi intimado a contribuir com informações “como parte das investigações da procuradoria desse país sobre alguns casos atualmente em curso nesse país”. Nos documentos vazados, aparecem ao menos 57 pessoas já investigadas pela Lava Jato, como Edison Lobão e Eduardo Cunha, que podem ser beneficiárias de contas ocultas.

A empresa reconheceu que entre seus clientes se encontram “bancos de primeira categoria, advogados, contadores, escritórios de advocacia, etc.”, acrescentando: “São empresas e firmas reconhecidas comercialmente e de boa reputação.”

abr
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Posted on 04-04-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-04-2016


Atorres, no Diário do Pará

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Envelope pardo era material de campanha

De autoria do jornalista Renato Pinheiro, transcrevemos abaixo o comentário intitulado “Mais do que uma pessoa, em questão está o marketing político”, sobre a prisão do marqueteiro João Santana, publicado originalmente no site Opinião&Política, por ele editado nesta capital.

A prisão temporária, prorrogação, transformação em prisão preventiva e posterior indiciamento do marqueteiro João Santana vêm provocando indignação em parte expressiva dos publicitários brasileiros, particularmente nos muitos profissionais que trabalham ou trabalharam com ele em campanhas diversas e respeitam muito seu trabalho e suas qualidades pessoais.

Tudo indica que a estrutura de marketing de João Santana recebeu parte do pagamento de seus serviços em dinheiro via contas no exterior ou foram recursos do caixa 2. Mas, levante a mão o publicitário, o jornalista, o editor de VT, qualquer um desses profissionais e vários outros, que tenha trabalhado em campanha e não tenha recebido seus proventos em envelopes pardos, em sacos de pão, enfim, recursos notoriamente não contabilizados.

Até aqui, o que tem mantido João Santana preso é o mesmo que mantém Duda Mendonça solto até hoje. Duda chegou a admitir, em uma comissão parlamentar de inquérito no Congresso, ter recebido no exterior 10 milhões de dólares em pagamento de serviços. Duda não foi preso e, posteriormente, foi absolvido das acusações contra ele. Já Santana, contra o qual, segundo o noticiário, estão comprovados até agora depósitos que totalizam 7,5 milhões de dólares, está preso e foi até indiciado.

Se tiverem mais do que isso contra o marqueteiro baiano, que divulguem, que tornem público, eles que tanto se habituaram a vazar informações. Se há só isso, então estão com razão seus amigos e colegas que consideram a atual situação de Santana “uma sacanagem”.

Não é a toa que marqueteiros do primeiro time como Luiz Gonzalez e o próprio Duda Mendonça não pensam em participar tão cedo de campanhas eleitorais. Mesmo porque a nova legislação eleitoral mudou as características da propaganda política, proibiu doações empresariais e estabeleceu limites de gastos, o que se traduz em muito menos dinheiro para as estripulias criativas do marketing político.

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