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DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

A falsa divisão da opinião pública

Para continuar na crítica profissional, lembremos que, em jornalismo, é comum dizer, a respeito de certo fato ou situação, que “divide opiniões”. Vem a significar que há um equilíbrio nas avaliações da questão, o que dificultaria uma sentença definitiva.

Mas a verdade aritmética é que uma divisão não se dá necessariamente em partes iguais. Podem distribuir-se os votos de uma assembleia em 50×50, como também em 95×5, sem que, tecnicamente, se possa afirmar, neste último caso, não houve uma divisão.

A liberalidade só é tolerável no noticiário da imprensa, em que divisão corresponde a paridade. Não cheguemos a tanto sobre as manifestações nas ruas dos contra e dos favoráveis ao governo, porque a diferença é gritante, apesar das imagens que dão a impressão de grandiosidade semelhante.

Os protestos contra um governo que a cada dia mais se afunda na corrupção foram feitos por pessoas, em geral emolduradas pela expressão de suas famílias, que gritam por cidadania e ética nas relações políticas e governamentais.

Os atos contra o “golpe”, ao contrário, são o produto do “aparelhamento”, tendo à frente sindicatos com a tradição de representar mal suas bases, munidos de adereços coloridos e tecnologia barulhenta.

Não por acaso, foram mais numerosos em cidades e Estados governados pelo PT, propiciando generosa participação do funcionalismo público, sem falar na contribuição daqueles arrebanhados, de ônibus, por jeton e sanduíche.

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Temer: se chegar lá e como governaria

Data: 31/03/2016
10:32:44

O líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT), diz que, “seguramente”, o vice-presidente Michel Temer será o próximo a cair, caso assuma no lugar de uma presidente Dilma supostamente deposta pelo que insiste em chamar de “golpe”.

E possível, mas não será pela via parlamentar do impeachment, porque Temer, em qualquer circunstância, terá o velho “Centrão” em torno de si, muito menos pela reação da sociedade que o senador acredita que haverá.

Superando as dificultosas barreiras que ainda há para chegar à presidência da República, Temer só perderá o cargo por decisão do TSE, que julga processo de cassação da chapa de 2014 por crime eleitoral.

Entretanto, se conseguir efeitos positivos na economia nos primeiros meses e não tiver infecção generalizada pela bactéria da corrupção que consome a política brasileira, receberá um salvo-conduto para levar até o fim.

Conforme compromisso que teria assumido, de governar por pelo menos dois anos e não disputar a reeleição, fecharia sua biografia com o comando de um processo de renovação política no país e se retiraria, pois aos 75 anos não quereria ser um novo Sarney, sempre nas sombras.

A hipótese mais difícil é a de que Temer trairia o acordo, pois, como tantos outros com que dialoga e trata estes momentos do Brasil, é um político nato. Não quereria enfrentar, na hora de sua glória, uma bancada hostil, que, sem dúvida, se juntaria aos ressentidos petistas remanescentes.

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Comentários

Taciano Lemos de Carvalho on 2 Abril, 2016 at 15:37 #

“Vai daí que só agora há pouco fiquei sabendo que o jornalista Breno Altman, do site Opera Mundi, fez uma afirmação inqualificável, de extrema truculência, ao sugerir que Luciana Genro deveria ser assassinada como o grande Leon Trotsky, principal responsável pela tomada de poder em 1917 e pela sobrevivência da revolução soviética nos campos de batalha dos anos seguintes.

Aliás, venho percebendo isto claramente, trata-se de algo que muitos escrevinhadores chapa branca, desesperados com a iminente perda de suas boquinhas, gostariam de fazer com os expoentes da esquerda revolucionária, que mantêm posicionamento crítico com relação ao governo neoliberal de Dilma Rousseff.”

http://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/2016/04/minha-total-solidariedade-luciana-genro.html


Taciano Lemos de Carvalho on 2 Abril, 2016 at 15:46 #

Com sua postagem e com o “esclarecimento” que fez hoje Breno Altman mostrou que os stalinistas nunca desistem de liquidar seus opositores, e acham até mesmo que se pode fazer piada com isso. E ainda se dizem em defesa da democracia. Isto sim é uma piada. Mas, vindo de um defensor dos envolvidos no mensalão, nada me surpreende. Quero mesmo é agradecer as milhares de mensagens de solidariedade que recebi, como esta do Chico Alencar, da executiva estadual do PSOL do Rio de Janeiro, de várias organizações políticas, e de pessoas, militantes e amigos. Assim como os ensinamentos de Trotsky sobreviveram às calúnias stalinistas, a vida se encarregará de colocar Breno Altman no seu devido lugar.” (do Facebook de Luciana Genro)


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