DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Temer: se chegar lá e como governaria

O líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT), diz que, “seguramente”, o vice-presidente Michel Temer será o próximo a cair, caso assuma no lugar de uma presidente Dilma supostamente deposta pelo que insiste em chamar de “golpe”.

E possível, mas não será pela via parlamentar do impeachment, porque Temer, em qualquer circunstância, terá o velho “Centrão” em torno de si, muito menos pela reação da sociedade que o senador acredita que haverá.

Superando as dificultosas barreiras que ainda há para chegar à presidência da República, Temer só perderá o cargo por decisão do TSE, que julga processo de cassação da chapa de 2014 por crime eleitoral.

Entretanto, se conseguir efeitos positivos na economia nos primeiros meses e não tiver infecção generalizada pela bactéria da corrupção que consome a política brasileira, receberá um salvo-conduto para levar até o fim.

Conforme compromisso que teria assumido, de governar por pelo menos dois anos e não disputar a reeleição, fecharia sua biografia com o comando de um processo de renovação política no país e se retiraria, pois aos 75 anos não quereria ser um novo Sarney, sempre nas sombras.

A hipótese mais difícil é a de que Temer trairia o acordo, pois, como tantos outros com que dialoga e trata estes momentos do Brasil, é um político nato. Não quereria enfrentar, na hora de sua glória, uma bancada hostil, que, sem dúvida, se juntaria aos ressentidos petistas remanescentes.

O tempo é o senhor da vazão

Apesar do voluntarismo do senador Costa, o PMDB fez o grande movimento do impeachment. Agora, é aguardar que efeitos produzirá, sendo o mais provável a reunião de votos suficientes para remeter o processo ao Senado.

Rosemberg aposta com Pablo

O senador Lindbergh Farias (PT) estima em 200 os votos contra o impeachment, mas não chegou ao ponto do líder do partido na Assembleia Legislativa, Rosemberg Pinto, que fez com o deputado Pablo Barrozo (DEM) aposta, de valor não revelado, de que não serão alcançados na Câmara dos Deputados os 342 votos para admissão do processo.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 1 Abril, 2016 at 10:50 #

Em 2014 passei o ano dizendo:
-Não importa quem vença o pleito de outubro, perderemos todos!

Agora resmungo:
-“Impichando” ou não, nenhuma luz estará presente, o túnel e o poço são imensos!

Minha geração, que de há muito não sonha, talvez não durma, o leito está frio.


Taciano Lemos de Carvalho on 1 Abril, 2016 at 11:11 #

Drácula? Alguma coisa a ver com sanguessuga?


luis augusto on 2 Abril, 2016 at 10:16 #

Hoje estou convencido de que só com eleições gerais para um programa de reformas verdadeiras podemos ter uma saída.


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