DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

PMDB tanto sai como pode voltar

Uns falam em 500, outros, em 600, quem sabe não serão mil os cargos federais ocupados pelo PMDB, pois a detenção – valham-nos as santas acepções das palavras! – de sete ministérios pode resultar em incalculável número de carteiras, no duplo sentido de que é objeto recheado de dinheiro.

Pois é justamente esse motivo pragmático a manter um falso dilema no PMDB, cujos homens de negócios temeriam perdas decorrentes de um passo errado – vá lá que o governo Dilma consiga se segurar, o rompimento seria coisa extrema, sem volta.

Bobagem. A acreditar que a presidente possa governar nas atuais condições, ou piores, por mais dois anos e nove meses, melhor é considerar que o PMDB tem todas as ferramentas para voltar logo à “base” e seguir desfrutando das regalias da máquina a perder de vista.

O PMDB é irritantemente cronológico, uma bomba-relógio, podemos dizer. A saída do governo é uma etapa. O impeachment, altissimamente provável, é outra, apesar de gritante correlação direta. Entendimento pode haver nos mais escarpados caminhos em que um átimo é a diferença entre a vida e a morte.

Agachadinhos pelos flancos

Os dilmistas articulam o esvaziamento da reunião de cúpula do PMDB, que amanhã decidirá sobre a permanência no governo.

O grande trunfo é caracterizar o encontro como desimportante pela ausência do senador Renan Calheiros e do ex-presidente José Sarney.

A isso foi dado o nome de estratégia.

De Franco Montoro a Eduardo Cunha

Por Escrito publica abaixo a letra completa da imortal composição “Caminhemos”, de Herivelto Martins, em louvor ao reencontro, 30 anos depois, de PMDB e PSDB.

“Não, eu não posso lembrar que te amei
Não, eu preciso esquecer que sofri
Faça de conta que o tempo passou
E que tudo entre nós terminou
E que a vida não continuou pra nós dois
Caminhemos, talvez nos vejamos depois
Vida comprida, estrada alongada
Parto à procura de alguém
Ou à procura de nada…
Vou indo, caminhando
Sem saber onde chegar
Quem sabe na volta
Te encontre no mesmo lugar”.

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Comentários

Taciano Lemos de Carvalho on 29 Março, 2016 at 10:37 #

Bela, a música de Herivelto Martins. Mas acho, particularmente, que há uma outra que é um verdadeiro hino (ou relato) ao que acontece na política brasileira.

É a forte, e crítica, música “Tudo Vira Bosta”, de autoria de Rita Lee e Moacy Franco.

Está em:

https://youtu.be/yIwkm6syb6E


Taciano Lemos de Carvalho on 29 Março, 2016 at 10:46 #

Um parte é imperdível:

“Esse governo e o passado
Vai você que eu tô cansado
Tudo vira bosta”


luis augusto on 29 Março, 2016 at 12:58 #

Nem pesquisei para tirar a dúvida, mas atestando minha ignorância em MPB (especialissimamente confrontada com o saber de VHS), surpreende-me a parceria Rita Lee-Moacyr Franco.


regina on 29 Março, 2016 at 14:29 #

Na mosca, Taciano!!!! Aliás, Vitor Hugo deve lembrar que coloquei pra tocar no rádio do meu carro na sua última visita à California indo para Mendicino…. Ha,ha,ha..


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