DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

A lojinha de Dilma

Dilma Rousseff mandou publicar outra edição extra do Diário Oficial, desta vez para apressar a liberação de verbas orçamentárias e ampliar o limite de desembolso mensal para oito ministérios e operações de empréstimo.

Vamos saber em breve quem está à venda.

Salvador, o saudoso cronista Nelson Gallo estava cheio de inspiração e sabedoria quando a definiu:Magnífica cidade de todos os santos e de quase todos os pecados. Cada vez mais!!! Parabéns no 29 de março de seu aniversário.Siga sem perder sua aura e sua alma e sempre ao embalo da emblemática canção de Seu Dorival.

(Vitor Hugo Soares)


Juiz Sergio Moro


Jornalista J.C. Teixeira Gomes

ARTIGO

REPÚBLICA DE CURITIBA, REPÚBLICA DA HONRADEZ

J.C. Teixeira Gomes

A maior tragédia do impasse nacional é a falta de lideranças confiáveis para a alternância do poder. O naufrágio ético do PT assanhou a presença, na mídia, de figuras reacionárias e ultrapassadas, posando de catões da moralidade pública, apesar da sua trajetória lamentável.
A chamada “República de Curitiba”, conforme Lula a batizou com ironia, incomodado com a firme ação do juiz Moro, é o único motivo de alento nos corações brasileiros. Nem mesmo a conduta do ministro Joaquim Barbosa durante o mensalão atingiu níveis tão altos de decência saneadora. Não surpreende que Moro esteja sendo alvo da fúria dos atingidos.

Os jornalistas petistas vociferam: “Estão acusando Lula sem provas!”. Queriam o quê? Que Lula assinasse e publicasse autorização para que Dirceu, Genoíno, Palocci, Delúbio, Vaccari Pixuleco, Erenice Guerra, Barusco, Cerveró, Renato Duque, Paulo Roberto Costa e tantos outros mafiosos continuassem saqueando o país? Que provas são hoje necessárias para confirmar o sinistro pacto do PT com os partidos que ajudaram a roubar o Brasil, produzindo os rombos do mensalão? Ou o mais sinistro ainda do PT com os empreiteiros que, durante anos, vinham assaltando a Petrobras? Quem era o presidente da nossa empresa maior ou chefiava o seu Conselho Deliberativo durante a fraudulenta compra da refinaria de Pasadena? Quem colocou na direção da estatal Paulo Roberto Costa, Duque, Cerveró, Barusco e outros campeões da ladroagem?

Se estão reclamando provas contundentes, em letra de forma, com autenticação e firma reconhecida, para comprovar crimes óbvios, lembremos que nada disso foi preciso para que o Tribunal de Nuremberg acusasse Hitler e demais chefes nazistas de responsáveis pelo extermínio dos judeus, apesar de nenhum deles ter deixado um único documento, autorizando o Holocausto. Muitos anos penou a Justiça dos EUA para meter na cadeia Al Capone, que aterrorizava Chicago, sem oferecer registros de criminalidade, até que foi flagrado por um descuido no imposto de renda. Não poucos criminosos são mestres sagazes em dissimulações, contando com a cobertura dos seus beneficiários. Há uma solidariedade voraz na delinquência.

O juiz Sérgio Moro está sendo alvo da barragem de fogo do petismo e dos que ainda deliram com a miragem de que o partido é o refúgio da pobreza. Lembremos que muitas das acusações contra Moro – estrelismo, excessos, agressões contra direitos – são exatamente iguais às que os inconformados jogaram no cangote de Joaquim Barbosa, quando o magistrado procurava descascar no Supremo a cebola podre do petismo, nas práticas (comprovadas) do mensalão. Cerca de sete anos suportou Barbosa as agressões da militância petista. Há dois anos, o injuriado Moro conduz a operação Lava Jato com absoluta competência, tanto assim que já conseguiu encarcerar expressiva cambada de ladrões poderosos, enfrentando a mais compacta coligação (nunca vista no Brasil) de advogados de excelência profissional. Apenas um dos empreiteiros presos é defendido por um time de 22 advogados. E continua preso!

Não é fácil dissuadir o fanatismo. Aos irredutíveis defensores de Lula e Dilma, porém, lembremos que, indignados com as traições do partido ao chegar ao poder, o PT foi abandonado por militantes do nível de Arruda Sampaio, Heloísa Helena, Chico Alencar, Carlos Nelson Coutinho, Frei Beto, Leonardo Boff e tantos outros expoentes. Em síntese: a República de Curitiba representa, hoje, as esperanças dos milhões de brasileiros que clamam por dignidade na vida pública. O grito das ruas não é o grito do golpe, mas sim o da honradez e da decência.

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

PMDB tanto sai como pode voltar

Uns falam em 500, outros, em 600, quem sabe não serão mil os cargos federais ocupados pelo PMDB, pois a detenção – valham-nos as santas acepções das palavras! – de sete ministérios pode resultar em incalculável número de carteiras, no duplo sentido de que é objeto recheado de dinheiro.

Pois é justamente esse motivo pragmático a manter um falso dilema no PMDB, cujos homens de negócios temeriam perdas decorrentes de um passo errado – vá lá que o governo Dilma consiga se segurar, o rompimento seria coisa extrema, sem volta.

Bobagem. A acreditar que a presidente possa governar nas atuais condições, ou piores, por mais dois anos e nove meses, melhor é considerar que o PMDB tem todas as ferramentas para voltar logo à “base” e seguir desfrutando das regalias da máquina a perder de vista.

O PMDB é irritantemente cronológico, uma bomba-relógio, podemos dizer. A saída do governo é uma etapa. O impeachment, altissimamente provável, é outra, apesar de gritante correlação direta. Entendimento pode haver nos mais escarpados caminhos em que um átimo é a diferença entre a vida e a morte.

Agachadinhos pelos flancos

Os dilmistas articulam o esvaziamento da reunião de cúpula do PMDB, que amanhã decidirá sobre a permanência no governo.

O grande trunfo é caracterizar o encontro como desimportante pela ausência do senador Renan Calheiros e do ex-presidente José Sarney.

A isso foi dado o nome de estratégia.

De Franco Montoro a Eduardo Cunha

Por Escrito publica abaixo a letra completa da imortal composição “Caminhemos”, de Herivelto Martins, em louvor ao reencontro, 30 anos depois, de PMDB e PSDB.

“Não, eu não posso lembrar que te amei
Não, eu preciso esquecer que sofri
Faça de conta que o tempo passou
E que tudo entre nós terminou
E que a vida não continuou pra nós dois
Caminhemos, talvez nos vejamos depois
Vida comprida, estrada alongada
Parto à procura de alguém
Ou à procura de nada…
Vou indo, caminhando
Sem saber onde chegar
Quem sabe na volta
Te encontre no mesmo lugar”.


BOM DIA!!!

mar
29


O ex-presidente Lula durante coletiva de imprensa Sebastião Moreira EFE

DO EL PAIS

Antonio Jiménez Barca

De São Paulo

Três dias depois de a presidenta Dilma Rousseff conceder em Brasília uma entrevista a um grupo de jornais estrangeiros, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se reuniu nesta segunda-feira em São Paulo com a imprensa estrangeira para uma coletiva: tudo isso é um sintoma de como estão as relações entre o Governo e os meios de comunicação locais. Lula está posicionado no próprio olho do furacão político que atormenta o país pelas acusações de corrupção de que é alvo e sua nomeação como ministro, vetado provisoriamente por um magistrado do Supremo Tribunal Federal que entende que desse modo ele busca escapar da Justiça.

O carismático ex-presidente afirmou que Rousseff estava lhe oferecendo o cargo havia muito tempo: “Desde agosto vinha me dizendo, mas eu argumentava que esse não era meu lugar, que não era meu espaço. Até que há pouco tempo a presidenta me disse: ‘Preciso de você para recuperar o país’, e então aceitei”. “Fui [na sexta-feira, 18 de março] a uma manifestação na Avenida Paulista e era ministro. E termino a manifestação e já não era [foi quando o juiz do STF vetou a nomeação, ainda em suspenso]. O que eu quero no Governo é ajudar o país fazendo o que mais gosto na vida: conversar. Mas sem um cargo no Governo vou parecer Rasputin.”

Em relação à imunidade que obtém graças, precisamente, ao cargo, garantiu: “Eu não necessito de nenhum tipo de foro. Agora, vejamos: existe cumplicidade aqui entre polícia, juízes e política”. E acrescentou, referindo-se à sua detenção: “É importante saber quem roubou, mas para isso não é preciso montar esses circos midiáticos, toda essa pirotécnica”. Quanto ao juiz de primeira instância Sérgio Moro, que o investiga por suspeita de ter aceitado presentes de empresas vinculadas à Petrobras e que mandou a polícia prendê-lo em sua casa e levá-lo para depor, esclareceu: “Podia ter me convidado a ir depor. Eu teria ido sem nenhum problema. Inclusive não teria me oposto a que a declaração fosse transmitida ao vivo”.

Moro divulgou gravações de Lula, – que tinha o telefone grampeado por ordens suas – com outros dirigentes políticos, incluindo a própria presidenta Rousseff: “Quando ouvi aquelas gravações divulgadas me senti ofendido como brasileiro. O juiz confundiu conversas públicas e privadas. E tudo se transformou em um circo. E o juiz, por mais que seja juiz, não agiu corretamente. Tudo isso empobrece o Brasil. Porque se isso de divulgar as conversas privadas se torna um hábito…O que está por trás é destruir a imagem de Lula. Mas lhes digo uma coisa: não está longe o dia em que alguém vai ter de me pedir desculpas”.

O ex-presidente negou todas as acusações. Garantiu que não são seus nem o apartamento na praia nem o sítio suspeitos de terem servido como troca de favores. Depois, já um pouco mais político, afirmou – como defende Rousseff – que a destituição parlamentar (impeachment) que a presidenta enfrenta carece de base legal. “De modo que pode ser considerada um golpe”. Acrescentou que vai trabalhar para conseguir os aliados parlamentares necessários para que isso não ocorra. No que se refere às maciças manifestações contra o Governo, disse: “Sou a favor de que as pessoas se manifestem. As manifestações demonstram que a democracia está viva”. Mas ressalvou: “Eu sabia que a oposição ia criticar minha nomeação, que ia reclamar, mas não que fossem vetar-me como ministro, junto com o juiz Gilmar (do TSF)”.

Em relação à economia, afirmou que “o povo brasileiro precisa de um sinal de esperança”. Para Lula, esse sinal de esperança é acabar com a política de cortes que atualmente o Governo de Rousseff realiza e começar a incentivar –com créditos e investimentos em infraestrutura– o mercado interno brasileiro a fim de estimular o consumo. “Quando o pobre tem dinheiro, ele gasta em sapatos, em comida, em roupa, não o guarda em uma conta. Antes, o pobre era o problema; agora, é a solução.”

Veja a seguir os principais trechos da entrevista coletiva:

Sérgio Moro

Se o juiz Moro cumprir todos os procedimentos estará exercendo um trabalho extraordinário. O excesso pode levá-lo a cometer erros… Só quero que ele seja justo comigo. Que ele me trate como a qualquer brasileiro.

Vaias a Aécio Neves na avenida Paulista no dia 13

O problema dessa manifestação é que Aécio também não pôde falar. E isso é perigoso porque então a coisa fica solta.. e pode dar em qualquer coisa, inclusive em nada. Eu prefiro que dê em alguma coisa.

Manifestações

É preciso suportar os protestos que vão contra você. Estas manifestações demonstram que a democracia está viva. Eu cheguei a ter 80% de aprovação em São Paulo. Isso significa que essas pessoas podem ser reconquistadas.

Impeachment de Dilma

Dilma não cometeu nenhum crime de responsabilidade. Portanto, estão lhe roubando um direito dela e das pessoas que votaram nela. O impeachment é legal. Mas este processo está baseado em contas que ainda nem foram apresentadas.

Meios de comunicação

Alguns meios de comunicação estão transformando o ambiente até fazê-lo parecer com o da Venezuela.

Governo Lula

Quando eu entrei no Governo pensei que todos os brasileiros deveriam ter um café da manhã e um sanduíche para comer… [três refeições por dia, seu bordão quando era presidente]. Era a missão da minha vida. E foi isso o que aconteceu.

Revolução social

Fizemos uma revolução social sem violência. Sem nenhum tiro nem de pistola de água.

mar
29
Posted on 29-03-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-03-2016


Jorge Braga, no jornal O Popular (GO)

mar
29

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

OAB acusa Dilma de “permissividade não republicana”

Em seu pedido de impeachment, a OAB também argumenta que os atos praticados por Dilma Rousseff não satisfazem o interesse público, mas apenas a sua “manutenção no poder” e com “auxílio direto” de Lula nas instâncias policial, administrativa e judicial.

A OAB acusa Dilma de “permissividade com relações não republicanas” que a afastaram da “sobriedade e da equidistância que deveria manter de apurações penais conduzidas pelas instâncias constitucionalmente competentes para, uma vez mais, praticar crime de responsabilidade”.

“Essas ingerências culminaram com o uso do seu poder constitucional para uma manipulação de foro tendente a afastar o juiz natural das investigações em curso, o que resta demonstrado pela nomeação e posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cargo de Ministro de Estado Chefe da Casa Civil.”

“Fato que corrobora tal entendimento é o açodamento da Excelentíssima Senhora Presidente da República na nomeação do senhor Luiz Inácio Lula da Silva, cujo decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União.”

“Qual o interesse público relevante e inadiável a justificar uma edição extraordinária que teve como único propósito formalizar a nomeação de um ministro de estado? Uma vez mais, nobres pares, a instituição Presidência da República foi utilizada para a satisfação de interesses outros que não aquele de matiz pública.”

“Tal conduta ofende de forma incisiva os princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade, estampados no art. 37 da Carta Magna, uma vez que desloca o poder constitucional do âmbito da sua função da satisfação do bem comum para o atingimento de interesses outros, em flagrante desvio de finalidade.”

Claudio Lamachia menciona, ainda,os grampos da conversa de Lula com Dilma divulgados por Sérgio Moro.

“É impossível não mencionarmos as gravações obtidas nos autos do processo que tramitava perante a 13ª Vara Federal de Curitiba, e que foram agregadas aos presentes autos. Digo isso porque nem mesmo a eventual dúvida quanto à legalidade da forma pela qual essas gravações vieram a público é capaz de apagar ou nos fazer ignorar os acachapantes fatos que elas acabaram por revelar.”

“Demonstram, por exemplo, que em inusual contato telefônico, diretamente, a Presidente da República encaminhou previamente ao seu antecessor um termo de posse para, em seu dizer, ser utilizado apenas ‘em caso de necessidade’, o que corrobora, uma vez mais, que a apressada nomeação teve como escopo fundamental ingerência da Presidência da República no deslocamento do foro ao qual estava submetido o ex-presidente.”

“Também causam estarrecimento os diálogos nos quais fica denotado que a nomeação do novo Ministro da Justiça teria por objetivo controlar a Polícia Federal, no que diz respeito à operação Lava Jato, quando o ex-presidente questiona a sua lealdade como ‘amigo’ para implementar tal desiderato, como se o dever republicano de um Ministro da Justiça não se restringisse ao respeito à lei e à Constituição.”

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