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Postado em 26-03-2016
Arquivado em (Artigos) por vitor em 26-03-2016 03:00


DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Marqueteiros no poder: é preciso fazer perguntas

Parece que o que disputamos no Brasil é um game para ver, no final, a quem sorrirão as máquinas cheias de luzes coloridas e lauréis de vitória – talvez moedas puras e simples.

Ou sejam imbecis os que, diariamente, tomam conhecimento dos fatos que serpenteiam nesta república que ainda não conseguiu desvencilhar-se da essência bananeira.

A indignação tem razão de ser. Insinua-se na imprensa que a fase ofensiva da presidente Dilma Rousseff, que acusa golpe em tudo quanto é lugar que em que lhe armam um palanque, é ditada pela chegada ao Planalto do marqueteiro Duda Mendonça.

É ele, diz-se, a levar agora sua competência de comunicador para salvar a presidente Dilma do impeachment, mandando-a denunciar a “tentativa de golpe” e partindo para ataque ao mais inocente nessa história toda, que é o juiz Sérgio Moro.

A grande questão, aquela que, realmente, não quer e não pode calar – longe de qualquer apelo a clichês literários – é esta: não é um marqueteiro um dos focos do oceano de problemas que o governo Dilma e cercanias enfrentam?

Não foi – seguindo nas indesejáveis interrogações – um marqueteiro quem elaborou um discurso mentiroso para a candidata à reeleição Dilma Rousseff proferir na televisão e manter cativos eleitores o suficiente para lhe assegurar a magra margem da vitória eleitoral que antes se insinuava tranquila?

Não foi esse mesmo marqueteiro, de longa tradição nas campanhas presidenciais do PT, preso e acusado na Operação Lava-Jato de crimes diversos, entre eles lavagem de dinheiro, fazendo descrer da qualidade elementar da honestidade para os inspiradores de governantes?

Quanto a Duda Mendonça, marqueteiro da primeira disputa vitoriosa de Lula à presidência, pago por caixa dois pelos serviços, foi inocentado pelo Supremo Tribunal Federal no processo do mensalão.

Cabe-lhe o “crime”, apenas, de ter inventado no longínquo 2002 o “Lulinha Paz e Amor”. Que nova sedução, ainda no terreno das indagações, trará para fascínio do pobre povo brasileiro?

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