O som de Antonio Adolfo, no embalo da queima dos judas!!!

BOA TARDE E FELIZ PASCOA!!!

(Gilson Nogueira)


Aragão:carioca à moda do “gaúcho”
de Ascenso no governo petista…


…Dagoberto Rodrigues no exílio (esq) conversa
com Brizola(dir)e o deputado jornalista Neiva Moreira.

ARTIGO DA SEMANA

A “brizolista” Dilma e o ministro Aragão (“gaúcho” do Rio)

Vitor Hugo Soares

Brasília pirou de vez, antes da hora da malhação e queima de Judas, por todo o País neste sábado de Aleluia, 26 de março. Vejam por exemplo, para começar, o caso do novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, mais um integrante do Ministério Público recrutado às pressas para ocupar o lugar do procurador baiano Wellington Cesar Lima e Silva, “o breve” (como está sendo chamado, de volta à terrinha). Mal chegou a esquentar a cadeira de um dos mais importantes ministérios da República no Brasil – hierárquica e historicamente falando.

Nascido no Rio de Janeiro, em 7 de maio de 1959, o carioca Eugênio José Guilherme de Aragão chegou ao primeiro escalão do governo petista, mais parecendo, mal (ou bem?) comparando, com aquele personagem retratado, com genial precisão e ironia, no poema “Gaúcho”, do magnífico versejador pernambucano Ascenso Ferreira .

Faço aqui um breve hiato, em razão da necessidade de contextualizar os fatos, obedecendo a antiga e sábia recomendação do mestre da teoria e prática do jornalismo impresso (seis vezes ganhador do Prêmio Esso), Juarez Bahia, editor nacional do Jornal do Brasil, no tempo em que eu chefiava a redação do diário na Bahia, e com frequência caminhava pela monumental sede do JB na Avenida Brasil, me batendo com monstros sagrados da arte de escrever e comentar notícias. Não cito nomes porque a lista é imensa e tomaria , com sobras ainda, todo o espaço deste artigo.

O fato que importa mesmo é:na época, nas minhas constantes idas e vindas ao Uruguai – nos anos da ditadura – , escutei inúmeras vezes o poema de Ascenso ser declamado pelo bravo e íncorruptível coronel Dagoberto Rodrigues (que dirigia os Correios e Telégrafos, uma espécie de estratégico Ministério das Comunicações do Governo deposto de João Goulart.

A presença corajosamente digna e sábia, (mas modesta, tranquila e inabalavelmente democrática), de Dagoberto pontificava no Café tradicional da Avenida 18 de Julio, em volta da mesa repleta de exilados. Vários deles (principalmente os nascidos nos pampas, no estado brasileiro vizinho do outro lado da fronteira) saudosos e cheios de vã valentia. Bradavam contra o regime instalado no Brasil e prometiam retornar “derrotando os ditadores” na semana seguinte.

O coronel então começava a declamar baixinho, ao seu jeito e tom sempre marcado pela simplicidade, mas envolvente e cheio de sabedoria crítica e bom humor que ele jamais perdeu, mesmo nas horas mais amargas do exílio, longe do seu Rio de Janeiro amado, onde morreria de enfarte fulminante. O coração imenso e generoso explodiu poucos dias depois dele ter retornado de seu exílio uruguaio. Na véspera de tomar posse, no cargo de diretor da Empresa Gráfica do Rio de Janeiro, nomeado pelo companheiro de exílio, Leonel Brizola, que acabara de ser eleito governador.

Diante da posse de Eugênio Aragão, da sua primeira entrevista ao jornal Folha de São Paulo, e das suas primeiras bravatas no governo em completo desmonte, desalinho, desarvorado e que mal consegue se segurar nas pernas, lembro com emoção de Dagoberto Rodrigues declamando no Café dos exilados em Montevidéu: “Riscando os cavalos/ Tinindo as esporas!/Través das cochilhas!/- Para que? – Pra nada!”.

Grande Ascenso Carneiro Gonçalves Ferreira, poeta maior de Palmares. Imenso coronel Dagoberto Rodrigues. Os dois que agora me ajudam com seus versos e suas atitudes exemplares, a escrever na Sexta-Feira Santa – para publicação neste sábado de malhação de Judas – sobre um país que se desguiou, mas tenta nas ruas reencontrar os seus caminhos de redenção, para usar termos e imagens apropriados a estes dias de fim de Quaresma.

Um governo e um país afundados nas profundezas da corrupção, fruto podre do trágico conluio  público e privado. Castelo de cartas, mentiras e falsidades, construído, nos últimos 14 anos, sobre alicerce de areia. Agora, prestes a desmoronar, enquanto seus desastrados engenheiros e cúmplices tentam segurar, na base de mais improvisos, promessa de novas mágicas mas, principalmente, de mais maquinações praticadas nas sombras (o alerta é do bravo juiz Sérgio Moro, da Lava Jato).

Ou de ameaças que não podem ser levadas a sério, do tipo das que o novo ministro da Justiça (um dos defensores históricos do que está aí e de seus principais artífices). Igualmente não se segura de pé o novo discurso “da mandatária Dilma Rousseff, inaugurado na frustrada cerimônia de posse do ex-presidente Lula, no pretendido comando da Casa Civil. Ato, cada dia mais evidente, de fuga desesperada e desastrada para dentro do Palácio do Planalto, onde a crise e seus temores se instalaram de vez. A Casa Civil, sem Lula e sem Wagner (este transformado em ministro de terceira categoria) virou um monstro de muitas cabeças, que agora assombra ainda mais a sede do governo petista e seus ocupantes.

No desespero da hora, em seu discurso sob nova orientação (sabe-se lá de quem, mas que parece não ser do marqueteiro Duda Mendonça, como se chegou a suspeitar a princípio, pelas ligações com Wagner) a presidente em risco apelou feio. Além do novo bordão petista “não vai ter golpe”, a mandatária esqueceu do padrinho Lula, preferindo lembrar “da antiga admiração que sempre tive pelo governador Leonel Brizola”. Anunciou até a restauração da histórica “Cadeia da Legalidade”, através da qual o bravo e acreditado líder político do Rio Grande do Sul galvanizou e mobilizou o País em defesa da posse do vice-presidente João Goulart, quando da renúncia de Jânio Quadros.

É tarde para a atual mandatária. Movimentos nacionais, como o de Leonel Brizola, exigem líderes não só corajosos de verdade. Mas comandante político de princípios éticos e, principalmente, de grande credibilidade. Tudo o que parece faltar a Dilma nesta hora de desvario e desastre cada vez mais próximo.

Se vivo estivesse, Dagoberto Rodrigues começaria a declamar os versos famosos do poeta pernambucano, diante das bravatas atuais da mandatária e seu padrinho, aparentemente em pânico: – “Para que? – Pra nada!”.

Vitor Hugo é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

BOM DIA!!!

mar
26
Posted on 26-03-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-03-2016


DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Marqueteiros no poder: é preciso fazer perguntas

Parece que o que disputamos no Brasil é um game para ver, no final, a quem sorrirão as máquinas cheias de luzes coloridas e lauréis de vitória – talvez moedas puras e simples.

Ou sejam imbecis os que, diariamente, tomam conhecimento dos fatos que serpenteiam nesta república que ainda não conseguiu desvencilhar-se da essência bananeira.

A indignação tem razão de ser. Insinua-se na imprensa que a fase ofensiva da presidente Dilma Rousseff, que acusa golpe em tudo quanto é lugar que em que lhe armam um palanque, é ditada pela chegada ao Planalto do marqueteiro Duda Mendonça.

É ele, diz-se, a levar agora sua competência de comunicador para salvar a presidente Dilma do impeachment, mandando-a denunciar a “tentativa de golpe” e partindo para ataque ao mais inocente nessa história toda, que é o juiz Sérgio Moro.

A grande questão, aquela que, realmente, não quer e não pode calar – longe de qualquer apelo a clichês literários – é esta: não é um marqueteiro um dos focos do oceano de problemas que o governo Dilma e cercanias enfrentam?

Não foi – seguindo nas indesejáveis interrogações – um marqueteiro quem elaborou um discurso mentiroso para a candidata à reeleição Dilma Rousseff proferir na televisão e manter cativos eleitores o suficiente para lhe assegurar a magra margem da vitória eleitoral que antes se insinuava tranquila?

Não foi esse mesmo marqueteiro, de longa tradição nas campanhas presidenciais do PT, preso e acusado na Operação Lava-Jato de crimes diversos, entre eles lavagem de dinheiro, fazendo descrer da qualidade elementar da honestidade para os inspiradores de governantes?

Quanto a Duda Mendonça, marqueteiro da primeira disputa vitoriosa de Lula à presidência, pago por caixa dois pelos serviços, foi inocentado pelo Supremo Tribunal Federal no processo do mensalão.

Cabe-lhe o “crime”, apenas, de ter inventado no longínquo 2002 o “Lulinha Paz e Amor”. Que nova sedução, ainda no terreno das indagações, trará para fascínio do pobre povo brasileiro?


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Universidade Livre

A CBN informa que Eugênio Aragão decidiu parar de dar aulas na UnB após 19 anos. Ele alegou oficialmente que não conseguiria conciliar a agenda de ministro com a de professor.

Informalmente, reclamou que houve “quebra de confiança” de alunos que vazaram na internet comentários que fez na última aula.

Aragão disse que José Genoíno foi condenado injustamente no caso do mensalão e que os procuradores da Lava Jato fariam sucesso em algum programa de reality show.

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