DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Minha Casa Civil Minha Vida

Por consideração institucional, continuamos chamando Jaques Wagner de ministro, posição ostentada por decreto que emprestou tal condição a cargo menor na hierarquia republicana.

Wagner deveria ser definido na imprensa como subministro-chefe do gabinete presidencial, porque a titularidade, ele a cedeu ao chefe Lula num momento de insanidade jurídica, como atestaria o STF.

Agora, temos de conviver, os brasileiros, com mais uma esdrúxula situação: uma Casa Civil desocupada, um ex-futuro-quase-ministro dependurado nas malhas da lei e um ex-chefe da Casa Civil fazendo, por terceirização, o mesmo papel.

Para quem se faz de desentendido, estamos falando, respectivamente, do ex-presidente Lula, do ex-governador Jaques Wagner e da senhora Eva Chiavon.

Supremo quereria a glória de julgar Lula

Num mero exercício especulativo, pode-se arriscar que o Supremo Tribunal Federal não vai liberar para o juiz Sérgio Moro um eventual julgamento do ex-presidente Lula.

É certo que há muitas variáveis até que se chegue a tal cenário, como a decisão sobre o desmembramento ou não do processo dos implicados na Operação Lava-Jato conforme o foro, mas isso comporta discussão.

Descontada a circunstância de que uma é primeira e a outra, última instância, é difícil dizer o que é melhor para um réu, ser julgado numa vara federal ou no STF, tanto que uns tentam correr de uma para outro ou vice-versa.

Diz-se que Lula prefere o STF porque lá poderia articular por cima, com gente que conhece pessoalmente e que foi nomeada e talvez “sabatinada” por ele, mas os exemplos dados até agora pela corte não refletem isso.

O que hoje se sabe do ex-presidente por investigação policial, em várias frentes, queima-o definitivamente, sendo duvidoso que escape de uma avaliação judicial sem alguma sanção.

Se a causa couber ao juiz Moro e ele decidir por uma condenação que o Supremo não tenha condições de revogar, poderá ser muito para a vaidade dos ministros.

Mais um capítulo primoroso (em plasticidade, trilha sonora e interpretações) o de ontem, em “Velho Chico”, o novo folhetim das 9h da TV Globo. Destaque para Selma Egrey, no papel da matriarca Dona Encarnação. Bahia em Pauta recomenda os próximos capítulos aos seus leitores e ouvintes. Efusivamente. Palavra de um beradeiro do São Francisco, que ama o rio da sua aldeia acima de quase todas as coisas.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

mar
25
Posted on 25-03-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-03-2016


A ata de fundação do Tatú Tênis Clube Reprodução

DO EL PAIS

GIL ALESSI

De São Paulo

Esqueçam a Fifa e a CBF. A corrupção no Brasil, segundo as investigações da Lava Jato, (também) leva o nome de duas outras entidades esportivas: o Tatu Tênis Clube (TTC) e o Sport Club Unidos Venceremos (SCUV). Foram os nomes escolhidos pelas empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato para redigir seu estatuto do cartel. Para a Polícia Federal, trata-se de uma das mais contundentes (e engraçadas) provas de que as empresas de construção que deram prejuízos à Petrobras se organizaram em cartel para lesar os cofres públicos. Os documentos, apreendidos na casa de Benedicto Barbosa Silva Junior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, durante a 23ª etapa da Operação, realizada em fevereiro, foram tornados públicos na quarta-feira pela PF, depois postos em sigilo pelo juiz Sérgio Moro.
rmayr e Jaime Oncins. No suposto esquema armado pelas empreiteiras, cada jogador é codinome para uma das empresas. Supõe-se, já que os papéis foram apreendidos na casa de um funcionário da Odebrecht, que ela seja um dos titulares do escrete.

O estatuto do TTC começa detectando problemas no modelo de negócios do esporte: “O TTC concorda que o esporte nacional vem deteriorando-se bastante e que é fundamental trabalhar conjuntamente para transformá-lo no melhor e mais rentável esporte nacional”. A ata não se refere, no entanto, à crise que o tênis brasileiro vive desde que Gustavo Kuerten despencou nos rankings mundiais após lesionar o quadril. Trata-se aqui, de acordo com a força-tarefa da Lava Jato, de um esquema montado para maximizar os lucros fraudando licitações em detrimento das boas práticas empresariais. Mais à frente, a metáfora em que cartel: “Os jogadores do TTC acordam que irão trabalhar unidos para que os próximos campeonatos, nos âmbitos nacional, estadual e municipal, sejam organizados e dirigidos pelo TTC e que toda a renda dos jogos seja revertida para o TTC”.

O “equilíbrio” na escalação dos jogadores também é objeto do estatuto, e mesmo aquele zagueiro adepto da tática passa a bola mas não o atacante terá sua vez nos gramados das licitações: “Independentemente das vantagens apresentadas por cada jogador, deverá haver equilíbrio nas escalações para que todos possam atuar como titular a cada rodada de até três jogos”. Se traduzido para a prática de cartel, cada empreiteira deve obter predominância sobre as demais ao menos uma vez a cada três obras licitadas. Em alguns pontos o documento é mais complexo do que o regulamento da Copa do Brasil ou as instruções gritadas pelos técnicos à beira do gramado: “Dependendo do tamanho do campeonato e número de rodadas, o TTC organizará os jogos para que seja contemplada a participação dos cinco jogadores como titulares, escalando dois no primeiro jogo e três no segundo, ou vice-versa, e assim sucessivamente até o final do campeonato”.

E quando o time todo está com fome de bola para disputar aquela partida que vale o caneco? O TTC tem a solução: “Caso hajam mais jogadores interessados em ser titulares para determinado jogo, fica ajustado que as condições anteriores estabelecidas serão esgotadas até as últimas instâncias de negociação, devendo, só em ultimo caso e por apoio da maioria dos jogadores, fazer-se um sorteio para eleger os titulares”. Essa nem o comentarista Paulo Vinícius Coelho conseguiria decifrar.

A Odebrecht sempre negou que fizesse parte de um cartel. Um dos delatores da Lava Jato, o presidente da empreiteira Camargo Corrêa, Dalton Avancini, diz que a empresa capitaneava o “clube das empreiteiras”, o apelido dado para as 23 empresas que se reuniram para montar um cartel para contratos da Petrobras. Quando Marcelo Odebrecht foi preso em junho de 2015, a empresa disse em nota: “Não há cartel num processo de contratação inteiramente controlado pelo contratante, como ocorre com a Petrobras, onde a mesma sempre definiu seus próprios orçamentos e critérios de avaliação técnico-financeiro e de performance”. Agora, com a decisão da Odebrecht de fazer uma “colaboração definitiva” com a Justiça, essa versão pode mudar.

Além do TTC há ainda o regulamento do Sport Club Unidos Venceremos, que segue as mesmas linhas do TTC mas conta com sete jogadores, prevê que seus “jogadores aceitarão uma participação de, no mínimo, 60% do valor total do bicho pago por jogo para os jogos da Federação Regional e 40% para os jogos da Federação Nacional levando se em conta as taxas locais e cotas para os adversários”. Como diz o bordão, faltou só combinar com os russos. E com a Lava Jato.

mar
25
Posted on 25-03-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-03-2016


Cazo, no diário Comércio de Jahu (SP)

mar
25
Posted on 25-03-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-03-2016

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

A indústria quer o impeachment

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) aderiu ao impeachment de Dilma Rousseff.

Em nota, o presidente Carlos Pastoriza diz que os atos ilícitos praticados pelo PT resultaram “em uma das maiores crises políticas e econômicas da história do Brasil”.

Pastoriza sabe que é “imprescindível restabelecer a governabilidade” e que as instituições brasileiras estão em pleno funcionamento – ao contrário do que sugere o discurso golpista de Dilma.

“O Brasil tem pressa.”

A Abimaq representa 7,5 mil fabricantes de máquinas e equipamentos e registrou no ano passado queda de 14,4% na produção, fechando 45 mil postos de trabalho.

“O setor produtivo cobra celeridade, serenidade e espírito público daqueles que compõem os três poderes da República, para que o país possa retomar o caminho da confiança e crença no futuro.”

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