Bob Fernandes é o convidado da terceira edição do Sarau da Imprensa. Encontro, que de varar a noite desta quinta-feira, 24, começa às 19 horas, na sede da ABI , Centro Histórico de Salvador. Abordará o tema A Escrita e o Poder e terá como atração musical uma jam-session com jornalistas. Rita Tavares será a estrela musical da noite.

É difícil imaginar o mundo como o conhecemos hoje sem a escrita. Na era das mídias sociais, em que todos podem produzir conteúdo e disponibilizá-lo rapidamente, sem muito compromisso com a verdade, o poder da escrita ganha contornos específicos. Para discutir o tema A Escrita e o Poder, o projeto Sarau da Imprensa recebe – em sua terceira edição – o jornalista Bob Fernandes. O encontro ocorre nesta quinta-feira (24), na sede da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), no Centro Histórico de Salvador. Como atração musical, uma Jam-session, ou melhor, uma Jam-Jor, formada por jornalistas e aberta a todos os participantes que quiserem compartilhar a sua arte. Todas as atividades são gratuitas.

Desde a sua primeira edição, o Sarau da Imprensa discute temas contemporâneos, mas que não encontram espaço para discussões aprofundadas. De acordo com o jornalista e idealizador do evento, Ernesto Marques, a escolha de Bob Fernandes como convidado se deu pela relação dele com a Bahia e pela sua trajetória profissional. “Bob carrega a experiência de quem exerceu o poder da escrita em redações de grandes veículos da imprensa brasileira, viveu uma experiência editorial numa revista como a Carta Capital, até criar um espaço próprio para o seu jornalismo muitas vezes crítico em relação à grande mídia”, argumenta.

“O surgimento da escrita foi um divisor de águas na história da humanidade, é o poder que dela deriva se amplia com o avanço tecnológico”, pontua Ernesto ao defender uma reflexão crítica permanente sobre o tema. “É inegável que as novas mídias proporcionam autonomia para quem escreve e democratiza a informação. No entanto, devemos estar atentos e desenvolver um olhar crítico ao que é divulgado. Bob é um bom exemplo do exercício parcimonioso desse poder”, pondera o jornalista Ernesto Marques.

Jam-Jor – Logo após a apresentação de Bob Fernandes, uma jam-session, ou melhor, uma Jam-Jor – banda formada por jornalistas e aberta a todos os participantes que quiserem cantar ou tocar algum instrumento – vai ditar o ritmo musical da noite. De acordo com a jornalista, cantora e compositora, Rita Tavarez, que estará à frente da banda e também responsável pela direção artística do Sarau, será uma noite de encontro entre amigos e jornalistas. “É uma forma de estimular a criatividade. No mínimo vai ser muito divertido, pois os microfones estarão abertos a todos. Vamos dar um tempero baiano bem especial a esse encontro”, acredita.

Sem nenhum ensaio prévio, a ideia é permitir o improviso e a mistura de estilos musicais. Entre as participações já confirmadas estão os jornalistas Suely Temporal, Artur Carmel, Oscar Paris e Manu Dias. A banda é composta por Jana Vasconcelos (violão), Marcos Sampaio (baixo) e Marcus Santos (bateria). Para o set list, canções como Beija-flores, de autoria de Rita Tavarez (composição com a qual a jornalista foi premiada como Melhor Intérprete no Festival do Servidor da Bahia), além de canções de Dolores Duran, Lupicínio Rodrigues e Jorge Mautner, entre outros compositores da música popular brasileira.

Projeto – O projeto Sarau da Imprensa acontece até o mês junho, com um encontro por mês, sempre às quintas-feiras, 19 horas, e contará com a participação de convidados especiais, além de apresentações artísticas que dialogam com cada tema proposto. O projeto conta com apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia. Podem participar estudantes, profissionais liberais, classe artística, jornalistas, comunicólogos, intelectuais, formadores de opinião e demais interessados.

Sobre o convidado – Com um extenso currículo na área da escrita, Bob Fernandes nasceu em Barretos (SP). Formado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Bob iniciou sua carreira na Bahia, onde passou uma parte de sua vida. Entre 1978 e 1979, trabalhou na Rádio Jornal do Brasil. Entre 1979 e 1982, foi repórter da sucursal da revista Veja, no Nordeste, e escreveu colunas para o jornal Tribuna da Bahia. Entre 1983 e 1986, foi repórter do Jornal do Brasil, em Brasília. Também foi sub-editor da Revista Status (SP). Em 1988, foi repórter da Folha de S. Paulo, na sucursal de Brasília. Entre 1989 e 1991, dirigiu a sucursal da revista IstoÉ, em Brasília, tornando-se correspondente da revista nos Estados Unidos (1992 e 1993). Nessa época cobriu as eleições presidenciais entre George Bush e Bill Clinton. Dos EUA, foi para a Angola cobrir a guerra civil do país. Também cobriu diversas Copas de Mundo e Olimpíadas. De volta ao Brasil, foi repórter especial da Folha de S. Paulo até se tornar um dos fundadores da revista Carta Capital (1994), quando foi editor por dois anos e editor-chefe por oito, permanecendo até 2005. Também atuou como editor-chefe no site Terra Magazine. Atualmente é comentarista de política do Jornal da Gazeta, na TV Gazeta. É co-autor de O complô que elegeu Tancredo (Editora JB, 1985), junto com Ricardo Noblat, Gilberto Dimenstein, José Negreiros e Roberto Lopes; e autor de Bora Bahêeea! – A História do Bahia Contada por Quem a Viveu.

Serviço

O Que: Sarau da Imprensa recebe o jornalista Bob Fernandes
Quando: dia 24 de março de 2016, às 19 horas

Onde: Sede da Associação Bahiana de Imprensa – ABI (rua Guedes Brito, nº 1, edifício Ranulfo Oliveira, 8º andar, no Centro Histórico de Salvador)

Quanto: Todas as atividades são gratuitas

É quinta-feira sa Semana Santa, mas é bom não dormir de touca, porque tem muita coisa no ar além dos aviões de carreira !
BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NA COLUNA POLÍTICA RAIO LASER. DA TRIBUNA DA BAHIA

Orientação

Gente da área já desconfiava que havia alguma cabeça nova por trás da nova postura da presidente Dilma Rousseff (PT) de denunciar a tentativa de “um golpe” e atacar frontalmente o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato. O nome foi revelado ontem, em Brasília. Trata-se do marqueteiro Duda Mendonça, que levou o então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto, em 2002. Duda surgiu no cenário a convite do ex-ministro Jaques Wagner, preocupado com o vácuo criado com a prisão do marqueteiro João Santana, baiano que assumira o papel de Duda logo depois do mensalão, em que o segundo foi obrigado a se explicar em frente às câmeras, o que irritara profundamente Lula, afastando os dois.

Pesquisas

Marqueteiros baianos avaliavam ontem que o retorno de Duda Mendonça ao grupo petista pode dar ajuda significativa à presidente Dilma Rousseff. Mesmo porque o marqueteiro baiano sempre se utilizou bastante de pesquisas para nortear a orientação a seus clientes, o que já deve estar empregando à larga na nova atividade de marqueteiro do poder.

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Sinalização continua

Grande entrave ao impeachment no PSDB, pelo interesse de disputar o cargo em 2018 sem presidente novo na jogada, o governador Geraldo Alckmin já mudou de opinião, dentro do “acordão” geral que vem aí para empossar o vice Michel Temer.

Não se pode dizer que ele aderiu sem elegância: escolheu “concordar” com a tese do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que, como se sabe, é um diplomata na arte de chutar o traseiro alheio – aí já citando Jérôme Valcke.

Sossega, Aragão!

Não há possibilidade, pelos motivos até agora postos, de exoneração do delegado Leandro Daiello da direção geral da Polícia Federal. O jeito pit-bull do ministro da Justiça, Eugênio Aragão, não assusta ninguém.


Coletiva de imprensa de Barack Obama e Mauricio Macri
AFP

DO EL PAIS

Carlos E. Cué

Marc Bassets

De Buenos Aires

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta quarta-feira durante sua visita à Argentina que precisamos de um “Brasil forte e eficaz”, ao ser consultado em Buenos Aires por sua opinião sobre os acontecimentos atuais no país, informou a agência EFE. “Esperamos que resolva sua crise política de uma forma eficaz. É um grande país. É amigo dos dois países”, disse Obama, referindo-se à Argentina, onde realizou uma reunião com Mauricio Macri na sede do governo em Buenos Aires.

“A democracia do Brasil é madura o suficiente, seu sistema jurídico e suas estruturas são fortes o suficiente”, destacou o governante norte-americano. Essas características, acrescentou, vão permitir que a crise interna no Brasil “seja resolvida de uma forma que vai permitir ao país voltar a ser um líder mundial significativo”. Enquanto isso, Macri assegurou que os dois mandatários seguem o tema “de perto” e que estão convencidos de que o Brasil vai sair desse processo “reforçado”.

Barack Obama quer terminar sua presidência com uma mudança radical da imagem dos Estados Unidos na América Latina. Em Buenos Aires, justo quando se completam 40 anos de uma terrível ditadura que contou com o respaldo inicial dos EUA, Obama pediu o rompimento com a “desconfiança” que esse passado provocou e ainda afirmou que nos anos setenta seu país “aprendeu a lição” de que deveria pôr os direitos humanos como prioridade na política externa.

Obama chegou a Buenos Aires depois de uma viagem a Cuba que ele mesmo definiu como “histórica”. E desde o primeiro momento quis fazer história também na Argentina, onde sua visita é polêmica porque ocorre no momento do 40º aniversário da ditadura. Como aceno para esse mundo dos direitos humanos na Argentina, que tanto o critica, Obama recordou que decidiu abrir os arquivos militares dessa época 10 anos antes de completados os 50 anos determinados por lei e pediu o rompimento da tradicional “desconfiança” da esquerda latino-americana em relação aos Estados Unidos.

Sem fazer uma crítica cabal do papel dos EUA nas ditaduras latino-americanas nem muito menos citar nomes como o de Henry Kissinger, o polêmico ex-secretário de Estado, Obama quis de fato enviar uma clara mensagem às vítimas e a toda a América Latina para que entendam que os EUA já não são o mesmo país que invadiam o continente ou influíam nos golpes de Estado por meio da CIA. Chegou até a dizer que a Argentina serviu preciosamente “como experiência” para mudar essa política de apoio às ditaduras.

Como gesto de mudança, prometeu a desclassificação de documentos militares e de inteligência sobre essa época sombria e, além disso, fez um reconhecimento às vítimas da ditadura.

“Passei muito tempo estudando a história da política externa dos EUA”, explicou Obama quando lhe perguntaram se os EUA fariam autocrítica de seu papel nas ditaduras. “Há momentos de grande glória e outros que foram contrários ao que acredito a América deva representar. Todo mundo conhece a história. Nos anos 70 houve um crescimento, os direitos humanos se tornaram tão importantes como lutar contra o comunismo”, disse, em referência à guinada iniciada com Jimmy Carter, que foi crítico de ditaduras como a Argentina e enviou sua secretária de Estado Patricia Derian a Buenos Aires, onde manteve uma duríssima discussão com o general Emilio Massera na ESMA, ao lado de onde se torturava os que depois seriam desaparecidos.

“Uma das grandezas da América é que fazemos muita autocrítica. Não há escassez alguma de autocrítica por parte dos EUA ou de seu presidente”, insistiu Obama para distanciar-se do passado obscuro de seu país na América Latina.

Obama ressaltou a todo o momento que faz muitos anos que os EUA modificaram seu foco em política externa, para defender os direitos humanos. “Vamos falar claramente. Empreendi uma viagem histórica a Havana. Penso que a democracia é melhor que uma ditadura. Acredito na liberdade de expressão, de reunião, em que as pessoas não devam ser arbitrariamente detidas. E digo o mesmo quando estou na China ou na Rússia ou com algum de nossos aliados, em formas que são às vezes bastante incômodas”, enfatizou, para desvincular-se desse passado.

Ao lado de Obama, um exultante Mauricio Macri, a quem esta visita consagra como líder regional, agradeceu pelo gesto de abertura dos arquivos: “Todos precisamos, temos o direito de saber a verdade”, afirmou Macri, que se congratulou com Obama pela decisão de lançar luz a uma das páginas mais negras da história argentina. Ele também pediu um olhar para o futuro e o rompimento com essa desconfiança.

Obama também reconheceu “a coragem e o heroísmo das pessoas que se opuseram às violações de direitos humanos”, em uma clara alusão às organizações de direitos humanos, que veem com receio sua presença no país nesta data delicada. Obama e Macri prestarão juntos na quinta-feira uma homenagem às vítimas da ditadura, um novo gesto do que se tornou um elemento central desta visita, a primeira de um presidente dos EUA à Argentina em 20 anos.

BOM DIA!!!

mar
24
Posted on 24-03-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-03-2016

DO EL PAIS

A Procuradoria-geral da República (PGR) deu um passo que pode culminar na abertura de investigação sobre a presidenta Dilma Rousseff e o vice-presidente Michel Temer. O procurador-geral, Rodrigo Janot, encaminhou nos últimos dias ao Supremo Tribunal Federal (STF) 20 petições formuladas a partir da delação do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS). No acordo fechado pelo ex-líder do Governo com a PGR, também são citados o senador Aécio Neves (PSDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de vários senadores.

O envio das petições é o passo anterior à abertura do inquérito, e foi utilizado no âmbito da Operação Lava Jato, por exemplo, após as delações do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, que deram origem à “famosa lista do Janot”. Segundo reportagem do jornal O Globo, a tendência é de que Dilma, Temer e Aécio virem alvo de investigação junto com os outros 54 da lista, mas não existe um prazo para que isso ocorra.

De acordo com a delação de Delcídio, Dilma teria tentado interferir no avanço da Lava Jato. Entre outras coisas, a presidenta trabalhou, ainda segundo o relato do senador, para indicar o ministro Marcelo Navarro no Superior Tribunal de Justiça (STJ) após outras tentativas de liberar empreiteiros presos em Curitiba. No caso de Temer, o problema seria sua proximidade com operadores de desvios na Petrobras. Sobre Aécio, a suspeita é de receber pagamentos ilícitos de Furnas e atuar na CPI dos Correios para maquiar dados do Banco Rural, em trama ligada ao mensalão tucano.

O ex-presidente Lula também foi citado por Delcídio, entre outras acusações por ser “um grande sponsor [patrocinador] dos negócios do [banco] BTG”. No caso de Lula, que ainda aguarda definição do STF sobre a validade de sua posse na Casa Civil, o Supremo deve enviar o inquérito, caso aberto, para a primeira instância. Quem decidirá o rumo desses casos é o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF.

mar
24
Posted on 24-03-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-03-2016


Son Salvador, no jornal Estado de Minas

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Não sejamos ingênuos

Teori Zavascki não invalidou os grampos da Lava Jato, mas criticou a divulgação das gravaç?es por Sergio Moro, em especial a de Dilma Rousseff com Lula — o que significa que, a depender da decisão do STF, Dilma poderá ser investigada por obstrução à Justiça.

Muito bem, alguém duvida de que, se Moro não tivesse divulgado os grampos, Lula estaria instalado no ministério?

Não sejamos ingênuos.

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